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Artigos Café Brasil
Nem tudo se desfaz
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Henrique Viana
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Existe uma preocupação crescente sobre o nível de ...

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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Sabe quem ajuda este programa chegar até você? É a ...

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Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
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Um papo muito interessante com Henrique Viana, um jovem ...

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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Aurélio Alfieri é um educador físico e youtuber, ...

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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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Trivium: Capítulo 4 – Regras de Definição (parte 5)
Alexandre Gomes
  Para cumprir a função de DEFINIÇÃO, esta deve atender alguns requisitos. Do contrário, será apenas enrolação ou retórica vazia. Os requisitos são: 1. CONVERSÍVEL em relação ao sujeito, à ...

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O Brasil e o Dia do Professor
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
O Brasil e o Dia do Professor Aulinha de dois mil réis Apesar das frequentes notícias que vêm a público, dando conta do elevado grau de corrupção existente em nosso país, e da terrível ...

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Trivium: Capítulo 4 – Definição dos Termos (parte 4)
Alexandre Gomes
  Uma definição torna explícita a INTENSÃO* ou significado de um termo, a essência que este termo representa.   *  você deve ter estranhado a palavra INTENSÃO, imaginando que seria ...

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Enquanto isso
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Em setembro do ano passado o STF julgou um processo muito interessante, sobre a propriedade do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio de Janeiro. Foi decidido que o palácio pertence ...

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Cafezinho 430 – A desigualdade nossa de cada dia
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Cafezinho 428 – A cultura da reclamação
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O ser humano, naturalmente, só confia em membros de sua ...

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Não Tenho Culpa

Não Tenho Culpa

Luciano Pires -

NÃO TENHO CULPA


A primeira cena foi assustadora. No Pacaembu, no final do jogo Corinthians e River, cerca de 300 marginais vestidos com camisas da torcida do Corinthians tentaram invadir o campo. E trinta policiais seguraram os marginais. No peito. Eu gritava diante da televisão: cadê as bombas? Cadê as bombas? Felizmente a polícia agüentou o tranco e não permitiu a invasão do campo. Foram heróis. Aí veio aquela segunda feira fatídica do PCC. As cenas eram ainda mais assustadoras. Um boné da polícia, estraçalhado por um tiro. Uma poça de sangue na calçada. Dois corpos, do policial e de sua namorada, estendidos no asfalto. Dessa vez a polícia não agüentou o tranco. Foi pega de surpresa. Até um bombeiro morreu. E numa das cenas de enterro, meus olhos marejaram. Foi uma explosão emotiva, o transbordamento de sentimentos que me angustiaram durante todo o dia. Minhas lágrimas misturaram-se às da viúva, da mãe e do filho do policial morto. Mas não eram só lágrimas de tristeza. Eram de angústia. Da repentina sensação de… Medo.


Logo depois vem o MLST, invadindo o prédio da Câmara em Brasília e promovendo aquele quebra-quebra. As imagens de uma moça, que de sem terra nada tinha, destruindo violentamente os terminais de computadores me deixou atônito. E a cena do segurança desabando após ser atingido por uma pedrada na cabeça, foi surreal…


Muito bem. E quando a emoção passou, veio a reflexão.


Vivenciamos naqueles dias o horror gestado durante anos. Não vou ficar aqui chorando a obviedade dos péssimos salários da polícia, a falta de recursos, o fosso da educação… Isso é mero resultado da burrice, da incompetência e do amadorismo das autoridades que acham que nos dirigem. Difícil mesmo é suportar o intelectual, o político, o jornalista apontando o dedo para mim e dizendo, nas entrelinhas ou escancaradamente: “A culpa é sua. Você é a elite que marginaliza o povo. Agora agüente”.


Não me conformo com essa atitude irresponsável. Temos um problema imediato de falta de disciplina, de desordem. Temos bandidos, e não “vitimas da sociedade” de um lado. E incompetentes e oportunistas do outro. No meio, só temos vítimas. Eu, você e o policial caído na calçada. É simples assim. Transferir o ônus para as instituições, para “azelite”, é a forma mais confortável de livrar-se da responsabilidade. O político deveria olhar para seus atos, para seus conchavos, para sua incapacidade de produzir leis que garantam a segurança da sociedade. O jornalista deveria olhar para seu poder como formador de opinião, como definidor das pautas de discussão, como instrumento de pressão para que ocorram mudanças. E o intelectual… Bem, o intelectual deveria amadurecer, tirar a bunda da cadeira – como recomendou um dia o filósofo Luis Inácio -, abandonar os discursos antigos da inoperância e tentar transformar suas viagens teóricas em ação.


As instituições não têm culpa de nada. Quem tem culpa são os indivíduos que as compõem. Esses culpados precisam ter seus nomes afixados na porta do elevador, no outdoor, divulgados nos jornais e televisões, para que assumam as conseqüências por sua incompetência, má vontade, desonestidade ou burrice.


Desculpe o mau jeito, mas culpa minha, o cacete!