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Artigos Café Brasil
Nem tudo se desfaz
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Henrique Viana
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Deduzir ou induzir
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Origem da Covid – seguindo as pistas
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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Sabe quem ajuda este programa chegar até você? É a ...

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Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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Trivium: Capítulo 4 – Regras de Definição (parte 5)
Alexandre Gomes
  Para cumprir a função de DEFINIÇÃO, esta deve atender alguns requisitos. Do contrário, será apenas enrolação ou retórica vazia. Os requisitos são: 1. CONVERSÍVEL em relação ao sujeito, à ...

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O Brasil e o Dia do Professor
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
O Brasil e o Dia do Professor Aulinha de dois mil réis Apesar das frequentes notícias que vêm a público, dando conta do elevado grau de corrupção existente em nosso país, e da terrível ...

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Trivium: Capítulo 4 – Definição dos Termos (parte 4)
Alexandre Gomes
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Enquanto isso
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Em setembro do ano passado o STF julgou um processo muito interessante, sobre a propriedade do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio de Janeiro. Foi decidido que o palácio pertence ...

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Cafezinho 430 – A desigualdade nossa de cada dia
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Cafezinho 429 – Minha tribo
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Cafezinho 428 – A cultura da reclamação
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O ser humano, naturalmente, só confia em membros de sua ...

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O Balonista

O Balonista

Luciano Pires -

Ele nasceu numa pequena cidade, era inteligente e articulado. Um dia, já maduro, decidiu colocar em prática um sonho: subiria aos céus num tipo de balão e ao sabor dos ventos faria uma viagem inédita, como nunca antes havia sido feita. Muitos acharam que havia perigo, que a aeronave não era segura, que não havia condições de dirigibilidade e que as conseqüências podiam ser ruins. Mas ele tinha fé em sua competência para lidar com o imprevisto. Quando confrontado com argumentos contrários, respondia com a certeza dos obcecados. Algumas experiências prévias com balões deram-lhe ainda mais certeza de que seu sonho era viável. Levantou os recursos com gente que nele acreditou e construiu o balão conforme suas necessidades. Quando entrou na aeronave foi saudado por uma multidão que torcia por ele. E acenando entusiasmado subiu em direção ao céu. Para nunca mais ser visto. Muitas buscas foram feitas, sem sucesso. O balonista sonhador desapareceu com o vento…


Estou falando do padre Adelir Antônio de Carli que na manhã do dia 20 de abril de 2008 partiu de Paranaguá, no Paraná, a bordo de uma espécie de balão feito de centenas de balões de festa gigantes, não é? O padre desapareceu algumas horas depois sobre o oceano no litoral de Santa Catarina e ninguém mais soube dele. Esta história podia ser sobre o padre sim, mas é a de Salomon August Andrée, um engenheiro e aeronauta sueco que no dia 11 de julho de 1897, com dois companheiros, decolou de uma ilha no círculo polar para cruzar o Ártico num balão que batizou como “Águia”. Andrée desenvolveu um sistema rudimentar de dirigibilidade por meio de cordas que, tocando o solo, fariam com que o balão corrigisse a rota conforme necessário. Seu plano era frágil, repleto de falhas, mas quem o confrontou foi repelido pela teimosia do aventureiro.
O “Águia” voou até que, após dois dias e 475 quilômetros, vazamentos de hidrogênio provocaram um pouso em meio à desolação do gelo ártico. Mal equipados para caminhar no gelo e alimentando-se basicamente de ursos polares abatidos a tiros, os três exploradores chegaram quatro meses depois à ilha de Kvitoya onde morreram nas semanas seguintes. Seus corpos foram encontrados trinta e três anos depois.


Andrée e o padre Adelir eram loucos, irresponsáveis, megalomaníacos ou simplesmente teimosos? Talvez tenham sido presas de seu próprio sucesso. Tiveram um sonho, contaram para o mundo, conseguiram os recursos, a mídia deu-lhes destaque e eles não tiveram outra opção a não ser ir em frente. Admitir que pudessem estar errados não fazia parte de seus repertórios. Deu no que deu.
No entanto, não há como negar que ambos eram corajosos. E aqui cabe a pergunta: o que é coragem? É ausência de medo? Não. Ausência de medo é estupidez. Coragem é a capacidade de agir apesar do medo. Vem da segurança que temos quando sabemos do que estamos falando. As melhores e mais importantes  decisões de minha vida eu tomei com o estômago gelado. Essa sensação, misto de medo com ansiedade, indicava que eu estava no limite e que assim saía do “normal”, fazendo a diferença.
Usei o medo a meu favor.


Pois bem. No próximo dia 20 de Junho é minha vez. Embarco para a Rússia onde, a bordo de um quebra-gelos nuclear do exército russo, farei minha viagem para o Pólo Norte. Diferente do padre e de Andrée, cerquei-me de todas as garantias. Existem riscos? Sempre. Mas a vida me ensinou a diferenciar coragem de estupidez. Por isso, vou pro meu Pólo Norte. Com o estômago gelado. Que Delícia!
 
Volto dia 8 de julho com histórias pra contar.