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Luciano Pires -


O CARA DO ESPELHO





Sabe como eu voto? No dia da eleição acordo cedo, vou pro banheiro e me olho no espelho. Aí converso com o cara que está me encarando.


– Meu, que diferença faz um insignificante voto entre milhões?


– Seu pequeno e insignificante voto vai mexer no governo.


– Que governo?


– O governo da democracia recente; das dificuldades econômicas; do Congresso paralisado; da corrupção, escândalos; povo imerso na apatia política… Seu voto vai mexer na economia dos déficits públicos crescentes; inflação à espreita; pressões especulativas sobre a moeda; crises cambiais; juros internos excessivos; indicadores econômicos e sociais desastrosos; desemprego; dívida interna avassaladora; indisciplina e evasão fiscal… Seu votinho mexerá na ordem jurídica com códigos obsoletos; sistema judiciário em descalabro administrativo; justiça inacessível para a maioria da população; desafios abertos à ordem institucional; reformas emperradas pelo corporativismo; envolvimento com o crime organizado… Seu insignificante voto vai mexer na saúde das instituições públicas em colapso; filas; superlotação hospitalar; medicamentos caríssimos, pirataria; doenças e endemias fora de controle; mortalidade infantil ainda elevada… Seu pobre votinho vai mexer na segurança ineficaz, na corrupção e no descrédito da polícia; assaltos, seqüestros, roubos a mão armada, fraudes e crimes de colarinho branco; crime organizado; uso indiscriminado e ilegal de armas; taxas de homicídio das mais elevadas do planeta; corporativismo e competição nas instituições de segurança pública… Seu microvoto vai mexer na educação dos milhões de crianças fora da escola; altos índices de evasão escolar; escolas mal-equipadas, improvisadas; professores desatualizados, sem recursos, mal pagos, despreparados; universidades fracas; ensino pago visto como um grande negócio… Aquele seu votinho vai mexer no trânsito dos milhares de mortos e feridos em acidentes; frota em estado precário; assaltos, furtos de cargas, seqüestros de caminhões e latrocínios; da inexistência de um registro unificado de veículos; códigos de trânsito conflitantes, vulneráveis à impunidade e à corrupção; estradas em abandono… Seu invisível voto mexerá no trabalho, no mercado de mão de obra em declínio; automação, crises cambiais, concorrência predatória de empresas de fora da região, afetando a geração e a estabilidade do emprego; migrações internas malsucedidas, hordas de moradores de rua, favelas, etc… Seu votico mexerá nos salários e na seguridade, no salário mínimo irrisório; na mão de obra sem registro; legislação e encargos trabalhistas que estimulam o subemprego; sistemas de seguridade social decrépitos e com déficits brutais; aposentados à míngua; reformas previdenciárias emperradas…


– Chega, pô! Talvez meu voto não seja tão insignificante assim!


– Pois é… Os problemas são tantos, tão grandes, tão complexos, que você não tem o direito de ficar de fora da busca de soluções. Não tem o direito de achar que, apenas pagando seus impostos, já faz o suficiente. O Brasil dos seus sonhos ainda tem de ser construído. E ninguém vai fazê-lo por você. Tem que participar! E seu voto é o primeiro passo…


O cara do espelho me manda então para o local da votação, encarando aquele dia como a grande festa da democracia. Ele me alerta e ajuda a escapar da confusão ideológica que teima em desqualificar o exercício do voto pois “tem de acabar com tudo o que está aí”. Ele me ensinou a ler os jornais, a assistir à televisão, ouvir o rádio e perceber a manipulação de interesses por trás da enxurrada de declarações, escândalos e análises “isentas”. Com ele aprendi que é impossível viver sem política. Que política é uma arte e que, se no Brasil virou o circo que está aí, a culpa é minha também, afinal o agente das mudanças sou eu!


O cara do espelho um dia me disse que, se quero um Brasil ético, voto no ético. Se quero um Brasil honesto, voto no que não rouba. Se quero um Brasil culto, voto na não ignorância. Se quero um Brasil unido, voto em quem não prega o ódio. Se quero um Brasil digno, voto em quem me respeita… E naquele dia discuti com ele.


– Ah, mas não existe político ético, honesto, culto…


– Ah, não, é? Só tem bandido? E quem colocou eles lá?


– Não fui eu!


– Foi sim… No tempo em que você tratava seu voto como se fosse merda.


– …



Viu como é simples?


É assim que eu voto.