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Luciano Pires -

O CHOQUE


A vida toda aprendi que o Brasil é um país abençoado por Deus e bonito por natureza. “Nestepaíz” não tem terremoto, tufão, tsunami nem vulcão. Tem sol que não acaba mais. Em se plantando, tudo dá. Tem água como nenhum outro. Tem vento. Tem terra, terra e mais terra. Aprendi também que o Brasil é o país do futuro, que tem o maior estoque de energia renovável do planeta, que estaria em situação privilegiada quando o petróleo faltasse, bla bla bla. Num evento promovido pelo Movimento Brasil Competitivo em Brasília, alguns técnicos dos Estados Unidos foram unânimes: o Brasil está com a faca e o queijo na mão quando se fala em energia renovável. E é isso que temos de explorar. Em se tratando de Brasil, Deus fez sua parte. Agora é a vez dos brasileiros…
Aí, chocado, leio uma notícia: comparado com os 32 países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, as tarifas de energia elétrica brasileiras só perdem para a Itália, o Japão e a Turquia. Pelos dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, a tarifa para a indústria em dezembro de 2005 estava em torno de US$107 por MW/h, já considerando os impostos médios de 35% praticados no Brasil. A tarifa industrial na Itália estava em torno de US$170,40. No Japão era de US$134,80. E na Turquia US$108,10. Os Estados Unidos, cuja eletricidade provém de combustíveis fósseis não renováveis como carvão, petróleo e gás natural, praticam uma tarifa inferior à metade da brasileira, em torno de US$52 por MW/h. Na França, onde a maior parte da eletricidade é gerada em usinas nucleares, a tarifa é de US$52,60. A menor tarifa industrial é a da África do Sul, com a média de US$23,40 por MW/h. No Brasil, cerca de 90% da energia elétrica é gerada por hidrelétricas, cujo combustível é a água, renovável. Isso deveria implicar custos mais baixos, mas as tarifas brasileiras são praticamente o dobro das vigentes nos dois outros países onde as hidrelétricas predominam: Noruega (US$42,60) e Canadá (US$56,10). Quando leio essas comparações em dólares, fico cismado. Dólar é dólar em qualquer lugar do mundo, mas o dólar não representa o poder de compra das sociedades não dolarizadas. Fui, então, buscar o “Hamburger Standard” conforme a revista The Economist, que se baseia no conceito de paridade do poder de compra: um dólar deveria comprar a mesma quantidade de determinado produto em qualquer país. Um Big Mac é um Big Mac em qualquer lugar do mundo: os mesmos ingredientes, o mesmo tamanho, o mesmo sistema e tempo de preparo, tudo igual. Se o Big Mac fosse transformado em moeda, seria a forma mais justa de comparar os valores, pois seriam eliminados vários fatores que provocam distorções nos cálculos. Pois fiz a conta, pagando em Big Macs. Um MW/h no Japão, equivale a 63 Big Macs. Na Itália, 46. Na Turquia, 40. No Brasil, 36. No Canadá, 18. Nos EUA, 17.  Na França, 14. Na África do Sul, 12. Ou seja: não muda nada. A energia brasileira é uma das mais caras do mundo em dólares. Ou em Big Macs…
Não conheço a questão da energia. Mas como consumidor, tenho perguntas. Simplórias e ingênuas: quem é que fixa os preços da energia no país? Tem alguma fiscalização? Que critério define esses valores? E com valores como esses, como é que ainda tivemos um apagão? E a todo momento somos lembrados de que pode haver outro? Pra onde vão os investimentos?… E por aí vai… Ingênuo, né? Mas necessário.
Volto então àquela questão que tratei no artigo A Entropia: alguém tem de tocar o alarme. O sistema está tão viciado, tão largado, a sociedade está tão excluída dos processos, que nos tornamos meros espectadores da incompetência, da ganância, da desonestidade, da irresponsabilidade, da falta de civilidade, da hipocrisia e do amadorismo social dos que nos dirigem. Sejam eles do PSDB, do PT, do PMDB ou da PQP.
A República dos Políticos está velha. Desatualizada. É má. Incompetente. Burra. Não pode assumir as rédeas.
O Brasil precisa de um choque.
Ou de Deus, pra fazer a parte que caberia aos brasileiros…