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Luciano Pires -

Quando eu era criança meu pai sempre me incomodava com um maroto dilema ético. Ele perguntava se eu preferia ser um herói morto ou um covarde vivo. E eu, voluntarioso, respondia:

– Herói morto!

Lembrei dessa história quando vi a foto de Dilma Roussef segurando a peruca que o vento estava levando, lá na base aérea de Brasília. Peruca? É. A candidata tem um câncer e está fazendo quimioterapia, que derruba os cabelos. Raspou a cabeça e agora anda de peruca. Uns fingem que não vêem, outros vêem e ficam constrangidos e alguns fotografam. Uns publicam e não dizem nada. Outros publicam e dizem de forma oblíqua. E há também os que publicam e dizem.

Se quem diz é do partido dela ou da base de apoio, tudo bem. Mas se quem diz é da oposição…

E eu não sei o que dizer. Estou perplexo.

A mulher está com câncer, pô! Cân-cer! Sabe o que é isso? Câncer é uma doença terrível. É uma neoplasia, o crescimento anormal e sem controle das células.

Mesmo com todo avanço da medicina, o câncer ainda mata. E muito. E quem está em tratamento tem que ficar em resguardo, descansando. E se está fazendo quimioterapia, então, é resguardo duplo. Triplo. A quimioterapia derruba as defesas naturais e qualquer resfriadinho pode virar uma pneumonia mortal.

Câncer mata.

A vida toda ouvi a palavra “câncer” com um misto de mistério e medo. Afinal, uma afirmação como “fulano está com câncer” nunca foi uma constatação. Sempre foi uma condenação. O peso dessa palavra é imenso, só atenuado quando lembramos que em outros países lusófonos o nome é “cancro”. Mas deixando as questões semânticas pra lá, câncer ou cancro matam!

Então o que é que essa mulher está fazendo no evento, na inauguração, na reunião? Que força a leva a abandonar o resguardo? Será uma grandeza de alma? Vocação para o sacrifício? Sede de poder? Talvez insistência dos colegas de partido e dos marqueteiros? Ou uma doentia necessidade de cumprir compromissos? Quem sabe a perspectiva de vencer mais uma batalha? Vencendo, a guerreira fica ainda mais forte?

A ministra assumiu um compromisso com o partido, com o presidente e com o Brasil. Um compromisso importante, de trabalhar para garantir a sucessão de Lula e a continuidade do projeto político do PT. É um compromisso sério, a ponto de levá-la a mudar de comportamento, modo de vestir e até de rosto. Mas tem que haver um limite.

Então faço aqui um apelo. Presidente, por favor, manda a Dilma pra casa. Manda que ela fique lá, quietinha, nanando, tomando um chazinho e vencendo a doença. Todo mundo vai entender e apoiar sua atitude. Presidente, se o senhor não mandar a ministra pra casa e a coisa se complicar a culpa será sua! Sei que a ministra é durona, mas se ela teimar peça para alguém da família –  a filha, quem sabe? – chamá-la e repetir a frase inesquecível de Roberto Jefferson:

– Sai daí Dilma. Sai daí logo, antes que você faça réu um homem inocente, o presidente Lula!

E agora é pra Ministra: Dona Dilma, faça uma reflexão. Seu compromisso é importante, mas não justifica que sua saúde seja usada como mais um componente da equação política. Nenhum compromisso é mais urgente que tratar aquilo que pode matar a senhora. Recolher-se neste momento não é covardia. É um ato de amor próprio do qual a senhora sairá como covarde viva apenas para quem a está usando.

Para os outros, será uma heroína viva.

Primeiro a vida, ministra. Depois a política.