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Artigos Café Brasil
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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Sabe quem ajuda este programa chegar até você? É a ...

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Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Aurélio Alfieri é um educador físico e youtuber, ...

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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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O Brasil e o Dia do Professor
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O Brasil e o Dia do Professor Aulinha de dois mil réis Apesar das frequentes notícias que vêm a público, dando conta do elevado grau de corrupção existente em nosso país, e da terrível ...

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Trivium: Capítulo 4 – Definição dos Termos (parte 4)
Alexandre Gomes
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Enquanto isso
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Agronegócio, indústria e mudança de mindset
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Cafezinho 427 – Política e histeria
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O Dedo De Buda

O Dedo De Buda

Luciano Pires -


O DEDO DE BUDA


Olha só a notícia que recebi por e-mail:


“Há alguns dias os meios de comunicação divulgaram notícias sobre as cerimônias religiosas em torno da chegada do dedo de Buda à Coréia do Sul, local onde ficaria exposto à visitação dos budistas por 42 dias. O pedaço de osso foi descoberto numa câmara escondida do Templo Famen, na China, em 1987, aonde é considerado tesouro de estado. Acreditam os fiéis que se trata do dedo médio da mão esquerda de Sidarta Gautama, fundador do budismo há 2500 anos. O dedo viajou da China até Seul encerrado em cofre de jade, cristal, prata e ferro, escoltado por 108 budistas. Cerca de mil budistas celebraram uma cerimônia de despedida do dedo, no templo Famem de Xian (centro do país) que guarda habitualmente a relíquia.”


Cara, que coisa mais fascinante! Um dedo venerado. Lembrei-me imediatamente das cabeças dos cangaceiros expostas à visitação num museu do nordeste durante anos. Eram objetos de visitação – e até veneração – por milhares de pessoas. Alguns anos atrás, numa catedral em Brugge, na Bélgica, vi um pequeno recipiente venerado, pois dizem conter um pouco do sangue sagrado de Jesus. O cadáver de Lênin está lá na Rússia, exposto num mausoléu para visitação pública. Não sei se é venerado. O pênis do cadáver de Napoleão Bonaparte desapareceu. Roubado talvez por um admirador. E o cadáver inteiro de Eva Perón foi roubado também, ficando pra lá e pra cá na Argentina durante anos, motivo de veneração. No Museu do Ipiranga tem uns cachos de cabelo de um dos dois D. Pedros… E assim vai. O homem encontra formas sempre interessantes de demonstrar sua fé.
Mas quero voltar ao dedo de Buda. Como será que ele perdeu o dedo, hein? Terá sido roubado depois de morto? Ou foi algum acidente de trabalho como o dedo do Lula? Pô! Me ocorreu um pensamento… E se alguém guardou o dedo mindinho do Lula, perdido num torno anos atrás, para transformá-lo em relíquia quando o dono entrasse para a história?
Já imaginou uma procissão com 108 monges petistas levando o dedo de Lula de São Bernardo para Garanhuns? Seria a “Marcha da ´Famiglia´ com o Dedo pela Libertinagem”. A Banda Calypso puxando o corso, com direito a rasantes do Aerolula. Zé Dirceu à frente, seguido por Genoino, Berzoini, Palocci e Silvinho. Numa urna de sisal carregada por um emocionado Delúbio, a relíquia: o dedo de Lula. Todos de vermelho, entoando cânticos. Na verdade jingles compostos por Duda. Cuidando da infra, Valério. Comandando um grupo agitado, Bruno Maranhão. Okamoto teria ido na frente pra pagar umas despesas. Com capuz, Jader Barbalho e Zé Sarney. Uns sujeitos mal encarados distribuiriam uns santinhos esquisitos, verdes e com a cara de Benjamin Franklin. Fechando a procissão, um grupo de penitentes no qual se destacam o professor Luizinho, o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, o Freud Godoy e, vestindo espetaculares túnicas de Verônica, Ideli Salvati e Marta Suplicy.
Eduardo Suplicy seria a ausência notada. Perdeu a hora.
Fechando o corso, uma gordinha dançando…
E lá, numa janela distante, torcendo para que chova, Bob Jeff.
A caminho de um churrasco preparado por Lorenzetti, a procissão passa pela esplanada dos Ministérios em Brasília, cruzando a Praça dos Três Poderes, onde é vista por um assessor, na sala do Presidente.
– Presidente, presidente, venha ver! Uma procissão! Com um dedo! De quem será? De quem será?
E o presidente, rapidamente enfiando no bolso a mão esquerda:
– Meu que não é. Meu que não é! Não sei de nada, companheiro…