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Artigos Café Brasil
Nem tudo se desfaz
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Vale muito a pena ver a história da qual somos ...

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Henrique Viana
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O convidado para o LíderCast desta vez é Henrique ...

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Deduzir ou induzir
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Origem da Covid – seguindo as pistas
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Café Brasil 792 – Solte o belo!
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Café Brasil 790 – Don´t be evil
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Existe uma preocupação crescente sobre o nível de ...

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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Hoje bato um papo com Osvaldo Pimentel, CEO da ...

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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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A aparente contradição entre desemprego e escassez de mão de obra
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Iscas Econômicas
Esclarecendo a aparente contradição entre desemprego e escassez de mão de obra “Antes, as habilidades não eram tão amplas. Hoje, o profissional precisa conhecer e estudar a fundo vários assuntos. ...

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Pax Aeterna
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É preciso lançar pontes.
Maquiavel é, com alguma freqüência, considerado o primeiro cientista político moderno: nas suas análises, ele teria sido um dos primeiros a rejeitar tanto uma concepção metafísica da natureza ...

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Trivium: Capítulo 4 – Regras de Definição (parte 5)
Alexandre Gomes
  Para cumprir a função de DEFINIÇÃO, esta deve atender alguns requisitos. Do contrário, será apenas enrolação ou retórica vazia. Os requisitos são: 1. CONVERSÍVEL em relação ao sujeito, à ...

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O Brasil e o Dia do Professor
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
O Brasil e o Dia do Professor Aulinha de dois mil réis Apesar das frequentes notícias que vêm a público, dando conta do elevado grau de corrupção existente em nosso país, e da terrível ...

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Cafezinho 432 – O vencedor
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Cafezinho 431 – Sobre Egosidade
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Cafezinho 430 – A desigualdade nossa de cada dia
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Cafezinho 429 – Minha tribo
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E no limite, a violência, o xingar, o ofender, o ...

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O Deleite

O Deleite

Luciano Pires -


O DELEITE


Quando terminei uma de minhas palestras, uma garota me surpreendeu com uma frase:

– Luciano, sabe o que mais gostei na sua palestra? Foi perceber que você estava se divertindo!

Acho que esse foi um dos maiores elogios que recebi… Se ela percebeu que eu me diverti, a palestra foi um sucesso! Pelo menos para ela.
Você já vivenciou isso? Quando está lidando com uma pessoa que parece estar se divertindo com o que faz? Olhe uma criança brincando, por exemplo. Repare no nível de concentração dela, na entrega total àquele mundo por ela criado. Não é de dar inveja? Pois aprendi a prestar muita atenção nisso. E até algum tempo atrás eu usava essa expressão “divertindo-se” para tratar do assunto. Até que tive a curiosidade de procurar um dicionário e descobrir que “diversão” quer dizer recreação, distração, entretenimento. O que não era bem o que eu pretendia dizer. Parti então em busca da palavra perfeita. E achei “deleite”, que quer dizer gozo íntimo e suave, prazer inteiro, pleno. Delícia. Agora, sim! Sempre que vejo um trabalho bem feito, que me passa um “algo mais” via intuição, uma sensação boa, concluo que alguém ali andou se deleitando. Alguém ali andou tendo prazer. E, acredite, esse deleite é contagioso. Ele passa pra gente, pelo brilho nos olhos, pela empolgação no falar, no gestual. E, mesmo que o interlocutor não esteja presente, funciona! É assim com as verdadeiras obras de arte. Sabe aquele quadro que você observa e “sente” que algo te toca? Aquela melodia que te emociona? Aquele poema que te massageia a alma? Aquele texto que te faz refletir? Pois é. Fique certo que alguém andou se deleitando enquanto produzia aquilo. E você foi contagiado. Percebeu?
Por outro lado, quando se perceber contagiado, dê uma boa observada em seu interlocutor. Veja se ele está mal-humorado, azedo ou preocupado. Veja se ele está sério ou sereno. Nessa sua percepção estão as pistas, e talvez você descubra que Oscar Wilde estava certo quando escreveu que “a seriedade é o único refúgio dos medíocres”.
A grande questão então é: você está se deleitando com o que faz? Deleita-se acompanhando o auditor da ISO 9000? Atendendo a uma reclamação de um cliente? Servindo como caixa no supermercado? Reunindo-se para discutir aquele problema? Ouvindo o rádio enquanto dirige? Corrigindo as provas de seus alunos? Atendendo às solicitações de seus eleitores?
Se não, você está com algum problema. Ou melhor, quem está com algum problema é o seu interlocutor. O coitado jamais sentirá o prazer de lhe dizer que percebeu o seu deleite.


Então fica assim: meu desejo para 2007 é: deleite-se. No trabalho, nos estudos, no lazer. E que você seja rodeado por gente que se deleita também. Parece pouco? Pois imagine chegar ao final de 2007 com a sensação de que você se deleitou… E compare com a sensação que está sentindo neste final de 2006.
Que diferença, hein?