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O imponderável

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Luciano Pires -

Enquanto me preparava para palestrar no Epicentro, fui abordado pelo Rodrigo Zaneti, feliz pelo encontro, dizendo que ouve meu podcast, que é meu fã e pedindo uma foto juntos. Me apresenta sua noiva, a Niwa. Conversamos um pouco e percebo que ele realmente era muito fã de meu trabalho. Esses encontros são sempre especiais.

Faço a palestra, que tem uma carga emocional forte, desço do palco meio fora do ar, encontro outras pessoas e não vejo mais aquele simpático casal.

Ontem, acompanhada daquela foto tirada 30 dias atrás, a Niwa me manda uma mensagem dizendo:

– Ele era seu fã numero 1.

– Como assim, “era”?

– O Rodrigo teve uma parada cardíaca e acaba de falecer.

– …

– Estávamos cheios de planos!

Abalado, procuro a página do Rodrigo no Face e descubro que ele colocara nossa foto como capa! O que dizer? O que pensar? Me lembrei de um texto que publiquei logo após a morte de Eduardo Campos:

Snap! Fim.

E agora? Os planos, os compromissos, as promessas, as esperanças? Nada. Acabou. Fim. Como é que pode?

Pode. É ele, o destino, o imponderável, que vive à espreita, não respeita nossas vontades, não obedece nosso controle. Simplesmente aparece quando quer, toma conta da vida da gente, faz suas artes e pronto. Fim.

Não sei como é com você, mas sempre que acontece uma tragédia assim, interrompendo a vida de gente jovem, cheia de planos e energia, dou uma parada para refletir sobre minhas prioridades, sobre tudo aquilo que deixarei para trás se um dia o imponderável aparecer diante de mim. E invariavelmente me lembro de todas as pontas que deixarei soltas. Muitas delas impossíveis de serem amarradas, mas a maioria por simples falta de priorização. Estão lá, soltas, pois tenho coisas mais importantes para fazer…

Se o imponderável surgir, tudo que é prioritário deixará de ser, e as coisas que deixei para trás assumirão o primeiro lugar na fila. E isso me dá uma sensação de egoísmo. Talvez eu esteja, mesmo com toda a boa vontade, pensando demais em mim mesmo, ocupado em sobreviver e ser bem sucedido.

Será possível aprender algo com uma perda assim?

Me lembrei de um artigo chamado “Freedom from Death”, no qual o professor Sidney J. Parnes propõe, diante da perda, uma parada para reflexão: O que é que eu quero fazer, ter ou conquistar afinal? O que é que eu gostaria que acontecesse? O que eu gostaria de fazer melhor? Para que eu gostaria de ter mais tempo, dinheiro e energia? O que mais eu quero da vida? Quais são meus objetivos não atingidos? O que eu gostaria de organizar melhor? Que mudanças eu preciso fazer? O que eu gostaria que outras pessoas fizessem? Com quem eu gostaria de passar mais tempo? Que mudanças sinto nas atitudes de outras pessoas?

Esse exercício acorda aquela pulguinha atrás da orelha e faz com que repensemos nossas prioridades.

Perdi um fã, a Niwa perdeu o noivo e eu não sei o que dizer desta sensação estranha de perda de alguém que eu não conhecia.

Vá em paz, meu amigo.