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O Invisível

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Luciano Pires -

Foi no dia primeiro de setembro de 2004. Uma semana antes eu fora contatado por um representante da CBF – Confederação Brasileira de Futebol, que me perguntara se eu faria minha palestra “O Meu Everest” para a Seleção Brasileira. Seria uma forma de motivar os jogadores para o jogo contra a Bolívia pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Custei a acreditar no convite… E numa quarta feira, por volta de oito da noite eu estava entrando na Granja Comari, em Teresópolis – RJ, num carro da CBF. A agitação era grande. Imprensa, seguranças e eu passando pelas cancelas e subindo em direção à sede, onde se hospedam os jogadores.
Quando a van parou e me preparei para descer com o equipamento, a primeira surpresa. Carlos Alberto Parreira veio nos receber, seguido pelo Zagallo. Pessoas gentilíssimas, que rapidamente nos encaminharam para a sala onde eu faria a apresentação. Depois de um curto bate papo passei a instalar o computador, de costas para a porta. E pelo rabo do olho vi um vulto azul passando pelo corredor. O Parreira imediatamente gritou:

– Ronaldo!

Meu estômago gelou. Virei para a porta e vi o Ronaldo Fenômeno, com o uniforme azul da CBF e aquele sorriso imenso.

– Ronaldo, este é o Luciano Pires, que fará a palestra para nós esta noite.

– Prazer!

E ali estava eu, cumprimentando um dos maiores fenômenos da mídia neste começo de milênio. Um garotão simpático, tímido e esbanjando saúde.
Terminei de montar o equipamento e sentei-me estrategicamente próximo à entrada da sala, de onde assisti a chegada dos atletas. Roque Junior. Robinho. Adriano. Ronaldinho Gaúcho. Roberto Carlos… Logo a sala estava repleta e fui apresentado às feras, para a palestra que durou cerca de 80 minutos. Talvez tenham sido os minutos mais fantásticos de minha vida. Eu falando para uma platéia onde estavam os maiores jogadores de futebol do mundo. Cada troca de olhares era um impacto… E no fundo, eu pensava:

– Como é que eu vim parar aqui?

No final da palestra, cada jogador recebeu um livro “O meu Everest”. Enquanto eles pegavam os livros, fui desligar o computador. Quando me virei, vi a Seleção Brasileira de Futebol em fila indiana. O primeiro da fila era o Ronaldo Fenômeno. Com meu livro nas mãos, esperando um autógrafo…
Na volta para São Paulo, refleti sobre o acontecido. E sobre aquela dúvida “como é que eu vim parar aqui?”. Até fazer minha viagem para o Everest, em Abril de 2001, eu era um executivo de uma multinacional, com 44 anos de idade e uma carreira sólida. Diretor de Comunicação Corporativa, bem sucedido. Respeitado no segmento onde atuo. Com um bom salário e benefícios. Morando numa casa deliciosa num bairro maravilhoso. Viajando periodicamente para o exterior. Educando os filhos em ótimas escolas. Eu tinha conseguido quase tudo que alguém pode querer na carreira. Eu era um sucesso. E conseguia visualizar claramente o meu futuro. Exatamente o que a maioria das pessoas quer.
Pois bem… Mas uma coisa me incomodava naquele ano de 2001. Como um profissional requisitado, o bem sucedido executivo da multinacional, qual seria o meu legado? Além de pagar impostos, como é que eu poderia causar um impacto na sociedade? E mais: sabe quando eu seria chamado a fazer uma palestra para a Seleção Brasileira? Para ser entrevistado pelo Jô Soares? Para dar um autógrafo para o Ronaldo Fenômeno? Nunca…
Eu era um sucesso. Mas era invisível.
Só me tornei visível no dia em que decidi usar meus talentos e os recursos que obtive na carreira de executivo, para fazer coisas que a maioria das pessoas não faz. Usando técnicas de planejamento, fiz uma viagem para um lugar onde normalmente ninguém vai. Escrevi livros, coisa que pouquíssima gente faz. Criei um site. Passei a escrever meus artigos e a distribuir pela internet. Criei um programa de rádio. Passei a fazer palestras. Tudo coisas incomuns, que quase ninguém faz.
E então me tornei visível. As pessoas começaram a querer me ouvir. E comecei a causar impacto sobre a vida delas! E então foi a minha vida que ficou diferente.
Moral da história? Num mundo competitivo, ser mediano, jogar pelas regras, agir pelo consenso, é ser invisível.
E hoje, sete anos depois daquela viagem que me inspirou a fazer coisas diferentes, não consigo mais visualizar meu futuro. Exatamente o que a maioria das pessoas não quer.
Pois eu estou achando o máximo!