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Artigos Café Brasil
Deduzir ou induzir
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Veja a quantidade de gente que induz coisas, ...

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Origem da Covid – seguindo as pistas
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Palestra Planejamento Antifrágil
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Aproveite o embalo, pois além de ouvir a história, você ...

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Como se proteger da manipulação das mídias
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Descubra o passo a passo para se proteger das mentiras, ...

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Café Brasil 774 – Adversário x Inimigo
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Café Brasil 773 – Falando sobre nação – Revisitado
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O Brasil é um grande país, que precisa de um povo unido ...

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Café Brasil 772 – ComunicaAgro – Live com Tejon
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Um dia, descobri que grande parte dos ouvintes do ...

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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Aurélio Alfieri é um educador físico e youtuber, ...

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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Café Brasil 766 – LíderCast Ilona Becskeházy
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E a educação brasileira, como é que vai, hein? Mal, não ...

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Café Brasil 762 – LíderCast Alessandro Santana
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Da mesma forma como o Youtube joga no colo da gente um ...

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Café Brasil 758 – LíderCast César Menotti
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Há muito tempo tínhamos a ideia de trazer para o ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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A intolerância é muito maior na geração que mais teve ...

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Leitura cafezinho 303 – Cérebro médio
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Continente dividido
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América do Sul: Continente dividido “Depois de perder força -com as eleições de Mauricio Macri na Argentina e de Jair Bolsonaro no Brasil -a esquerda volta a ganhar espaço na América do Sul. Com ...

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Direita, volver!
Luiz Alberto Machado
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Direita, volver! “O que testemunhamos hoje no Ocidente não são as dificuldades temporárias de um desenvolvimento progressivo; não se trata de ‘pausa’, mas de retrocesso. É o desmanche do mundo ...

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Entulho? Só quando convém
Fernando Lopes
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Nestes tempos estranhos, algumas expressões da moda são muito ridículas, reverberadas principalmente pelas redes sociais; as politicamente corretas geralmente são as piores. Mas há outras, como o ...

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Conhecendo a história do Brasil
Luiz Alberto Machado
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Conhecendo a história do Brasil… por meio dos que contaram a história “A história é a justiça imparcial, mas tem a mania de chegar tarde.” Roberto Campos[1] Em artigo intitulado Livros para ...

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Cafezinho 396 – Relativismo absoluto
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Cafezinho 395 – Ervas daninhas
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Cafezinho 394 – Seu trabalho não nos interessa
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Isso é o que eu chamo de “celebrar o fracasso”: ...

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Cafezinho 393 – Velhos Ranzinzas
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Se no reino animal é a degeneração física que torna os ...

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O surfista

O surfista

Luciano Pires -

Uma notícia me chamou a atenção hoje: de nada adiantou o protesto contra o Uber feito por dezenas de taxistas no Rio de Janeiro, que bloquearam diversos pontos da cidade recentemente, inclusive agindo com violência contra quem tentava romper as barricadas. Na semana seguinte, uma juíza decidiu que o aplicativo continuará funcionando até que a atividade seja regulamentada oficialmente pelo Poder Público do Estado.

Para a juíza, o fato de que os táxis, além de se beneficiarem da mesma tecnologia do Uber através de apps como Easy Taxi e 99, possuem a alternativa de conquistar clientes nas ruas. Um motorista do Uber não pode fazer o mesmo. “Trata-se da concorrência assimétrica, identificada nos setores de telecomunicações, energia e portos, que admite e estimula a concorrência entre os distintos regimes”, disse a juíza.

Enquanto isso as manifestações contra o Uber continuam por todo país. Aliás, em várias cidades do planeta.

Três anos atrás, se você dissesse “Uber”, “Waze” ou até mesmo “Netflix”, quase ninguém saberia do que você estava falando. Hoje, para algumas pessoas como eu, a vida sem esses aplicativos está se tornando impensável, tipo “como é que eu vivia sem isso?”.

Essas tecnologias disruptivas (que rompem, alteram, inovam) chegam para tomar conta por uma razão fundamental: facilitam as vidas dos usuários e criam valor de uma forma visível e imediata. E é impossível contê-las, mesmo com a força da lei. Essas tecnologias são como aquelas plantinhas que nascem em qualquer rachadura do concreto. Quando a vida se manifesta, é impossível pará-la.

Foi assim com os programas que baixam músicas pela internet: quando surgiram, a indústria fonográfica caiu matando com ajuda da justiça, mas era suspender um para surgirem quatro ou cinco no minuto seguinte. E a indústria não encontrou outra saída a não ser partir na direção que os sistemas disruptivos apontavam. Hoje os sistemas de venda de música online atropelaram todos os outros e os CDs estão se tornando peças de museus.

Ontem chamei um Uber e me surpreendi quando chegou um carro preto com placas vermelhas. Perguntei ao motorista, Vagner, o que era aquilo e ele me disse:

Eu sou Uber, sou Táxi Comum, sou 99, sou Easy Taxi, sou qualquer sistema de transporte que o senhor conhece. Tudo regularizado, com as licenças necessárias. Trabalho com qualquer um.

– Mas você tem taxímetro?

– Tenho e uso conforme o chamado que atendo. Comigo não tem tempo quente.

– Pô, mas você gastou dinheiro pra ter tudo isso, não é?

– É. Mas eu acredito que vou compensar com o volume de trabalho que eu consigo. Posso pegar até cliente na rua. E não corro risco de ser atacado pelos que não querem o Uber, afinal, sou um taxista regularizado.

Confesso que não entendi muito bem, não sei se um carro preto com placas vermelhas pode ter taxímetro, mas uma coisa ficou na minha mente desde ontem: no meio do tiroteio o Vagner fez sua escolha, em vez de optar por um lado ou outro, abraçou tudo aquilo que todos os lados têm de melhor.

Em vez de nadar contra a onda, o Vagner está surfando nela.

Isso é ser disruptivo.