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Artigos Café Brasil
Por dentro das Big Techs
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Alguma coisa está mudando na cultura do trabalho, e ...

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Um pouquinho de história
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Um pouquinho de história só para manter as coisas em ...

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Não olhe para cima
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Não olhe para cima é uma comédia para ser levada a ...

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Nem tudo se desfaz
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Vale muito a pena ver a história da qual somos ...

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Café Brasil 805 – O Estupro da Mente
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Café Brasil 804 – Psicose de formação em massa
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Café Brasil 803 – Enquanto houver sol
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Olhe pela janela... o que restará daqui a 100 anos, de ...

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LíderCast 227 – Leticia Zamperlini e Cristian Lohbauer
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No programa de hoje temos Leticia Zamperlini e Cristian ...

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Café Brasil 793 – LíderCast Antônio Chaker
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Hoje bato um papo com Antônio Chaker, que é o ...

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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Hoje bato um papo com Osvaldo Pimentel, CEO da ...

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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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Trivium: Capítulo 5 – Predicáveis: Classificação e Números (parte 4)
Alexandre Gomes
Os PREDICÁVEIS representam a mais completa classificação das relações que podem ser afirmadas DE UM PREDICADO. em relação a um sujeito, TANTO QUANTO as categorias (do ser) são a mais completa ...

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Expectativas em relação à China
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Expectativas em relação à China “Embora ainda seja prematuro especular sobre os delineamentos básicos de uma nova e inevitável ordem internacional, a evolução dos acontecimentos parece apontar ...

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Trivium: Capítulo 5 – Formas Proposicionais A E I O (parte 3)
Alexandre Gomes
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Trivium: Capítulo 5 – Características das Proposições (parte 2)
Alexandre Gomes
As PROPOSIÇÕES podem ser agrupadas por cinco características; e cada uma dessas se divide em duas classes. As cinco características são: a) referência à realidade, b) quantidade, c) qualidade, d) ...

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Cafezinho 457 – Eu não sabia
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O jornalista, crítico da mídia e filósofo amador ...

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Cafezinho 456 – Humildade na liderança
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Quando você mistura ignorância com arrogância, pitadas ...

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Cafezinho 455 – Para pensar direito
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George Orwell escreveu: "Se as idéias corrompem a ...

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Cafezinho 454 – A tecnologia mata a paciência
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A vida é curta demais pra gente ficar esperando. Mas ...

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O Tigre Branco. Ou poderia ser Cidade de Budah…

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Luciano Pires -

Resumo da história: Balram é um garoto miserável, vivendo num povoado miserável no interior da Índia, onde é explorado pela avó, a matriarca da família. Seu sonho é servir um patrão poderoso, que ele encontra em Ashok, filho caçula de um mafioso que explora a região. Ashok é casado com Pinky, que foi criada nos EUA desde criança e contesta a cultura machista e autoritária do pai do marido. Balram começa um processo para escapar da vida miserável, experimentando o choque entre as castas sociais e pagando um preço alto por isso.
Pronto. Esse é o pano de fundo para um dos mais instigantes filmes que assisti nos últimos tempos. Na verdade, não me lembro de ficar tão entusiasmado com um filme desde Tropa de Elite e Cidade de Deus. O filme é sensacional.
Primeiro porque nos joga dentro da realidade miserável do interior da Índia, esfregando em nossa cara a realidade de quem vive para sobreviver. Somente para sobreviver. A miséria, o lixo, a desesperança, os problemas sociais, a corrupção, a violência, estão ali estampados – na verdade, escarrados – na cara da gente.
Segundo, porque a narrativa é irresistivelmente bem-humorada, com uma direção inteligente, cinematografia de primeira e um ator principal que é arrasador. O jovem Adarsh Gourav, que iniciou a carreira em 2017, é como o Alexandre Rodrigues que interpretou o Buscapé de Cidade de Deus, o ator que incorpora o personagem que vive dentro de si. Fica evidente que Adarsh está representando uma realidade que conhece perfeitamente. Conhece tanto que consegue caricaturar a realidade. Ele narra a história, que caminha em flashs entre passado e presente, com uma graça que torna impossível não torcer por ele o tempo todo. Exatamente como fizemos com o Buscapé. A cena em que ele se vê forçado a assinar uma declaração, é simplesmente genial. Por meio de close-ups que chegam a deformar o riso sem graça de Balram, o diretor nos deixa absolutamente empáticos com o garoto. A sensação é que aquela situação surreal está acontecendo conosco! Sensacional.
O filme é um grande comentário sócio-político sobre a divisão em castas e entre os pobres e ricos na Índia. Talvez lá esteja o maior contraste entre classes no planeta. As tradições sociais da cultura indiana estão explícitas, exploradas com um humor e acidez que torna difícil acreditar que o diretor do filme não é indiano. E não é. Ramin Bahrani é um cineasta americano-iraniano, que consegue nos remeter para a realidade do terceiro mundo como só quem tem um pé naquela cultura conseguiria.
A grande ironia é que o filme se desenvolve a partir de uma série de e-mails que o protagonista endereça ao Premier da China que está para visitar Bangarole na Índia. Ele crê, e explicita, que o tempo do homem branco passou, o futuro é dos amarelos e marrons. E o tempo todo esfrega essa ideia em nossa cara. Balram termina bem-sucedido (não é spoiler, já que o filme começa com ele no presente, lembrando sua história), e sua história mostra como a ideia da meritocracia pode ser relativa, dependendo da sociedade na qual você vive.
Outro ponto fundamental é o foco no individualismo de Balram. Ele é um solitário, batalha contra tudo e todos, não aceita se juntar a grupos, nem engole ideias coletivistas. Ele só vê sucesso, e não acredita que para isso dependa de um programa de televisão que o deixe rico. Tem uma referência deliciosa aqui.
As cenas que envolvem Pink, a esposa rebelde de Ashok, mostram o tamanho do abismo cultural a ser ainda vencido pela sociedade indiana. Ela quer mudar as coisas, age a respeito, coloca-se em risco, mas percebe que não poderá fazer nada contra aquela cultura. E a exposição do sistema corrupto indiano, com direito a malas de propina, deixa claro que não somos muito diferentes, quando se coloca em perspectiva o poder. Onde há poder, há injustiça, corrupção, inveja e ganância. Aqui ou na Índia.
Não perca. Para mim esse é o maior lançamento do ano, e Adarsh Gourav merece, no mínimo, uma indicação ao Oscar.