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Artigos Café Brasil
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Deduzir ou induzir
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Sem treta
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Trivium: Capítulo 4 – Definição dos Termos (parte 4)
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Agronegócio, indústria e mudança de mindset
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Agronegócio, indústria e mudança de mindset “Quando adotamos um mindset, ingressamos num novo mundo. Num dos mundos – o das características fixas –, o sucesso consiste em provar que você é ...

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Cafezinho 429 – Minha tribo
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Hoje as narrativas familiares perderam espaço para uma ...

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Obrigado Senhor!

Obrigado Senhor!

Luciano Pires -

Cena 1: Na abertura de minha palestra TUDO BEM SE ME CONVÉM, mostro um lance da Copa do Mundo de 2014, no jogo de abertura contra a Croácia, quando o centroavante Fred se joga dentro da área e cava um pênalti. O lance é exibido sob vários ângulos e em câmera lenta, deixando claro que não foi pênalti. Mas o juiz foi enganado pelo jogador e marcou a falta. Gol  do Brasil e primeira vitória naquela Copa de triste memória.

Deixo para o final o melhor do lance, a imagem de Fred, com os dedos levantados para o céu, agradecendo a Deus pela jogada…

– Obrigado Senhor, por ter me ajudado a dar um beiço no juiz. Eu fingi direitinho, ele caiu, e nós vamos ganhar o jogo. Obrigado Senhor!

Afinal, vale gol de pênalti que não foi? Vale gol de mão? Não? Mas a Argentina tem um título de Campeã do Mundo com um gol de mão vergonhoso do Maradona, pô!

Vale tudo para atingir seu propósito?

Cena 2: No filme SICÁRIO, com Emily Blunt e Benício del Toro, que concorre ao Oscar este ano, há uma cena semelhante às que aparecem em dezenas, milhares de outros filmes: o bandido em sua mansão, jantando placidamente com a família e curtindo sua riqueza, sem se importar que para isso tenha destruído outras famílias. Para ele não existem questões morais, manda quem pode, quem tem mais força, obedece quem tem juízo. Aquele bandido conquistou seu propósito: garantir uma vida confortável para sua família, sem se questionar moralmente sobre o que ou como fazer para chegar lá. Para o bandido, não existe certo e errado, existe sucesso ou fracasso. E ele é temido, idolatrado e protegido pela mesma sociedade que oprime.

Cena 3: ouvi num talk show norte americano uma comentarista falando sobre a corrida presidencial dos Estados Unidos, na qual Donald Trump que, durante muito tempo foi uma piada, despontou como um provável candidato dos republicanos à sucessão de Barak Obama. Perguntada sobre como é que um candidato desbocado, preconceituoso, beligerante e grosseiro conseguiu aquele sucesso, ela respondeu de forma simples e brilhante:

– O povo não está se importando com o que Trump diz ou deixa de dizer, pensa ou deixa de pensar. O que  importa é que ele é um vencedor. É isso que as pessoas querem: um vencedor.

E é por isso que, em sendo escolhido candidato, Trump receberá mais de 50 milhões de votos.

Cena 4: Na primeira temporada da série Game Of Thrones, Tyrion Lannister, o anão, está sob custódia de Lady Arryn, que vai condená-lo pelos crimes cometidos. Ele, com uma boa lábia, a convence de que deve ser julgado numa luta. Se perder, será condenado. Se ganhar, será libertado. Quando ela concorda, ele espertamente chama um voluntário para lutar em seu lugar. O mercenário Bronn se apresenta e parte para a luta contra o melhor cavaleiro de Lady Arryn, Vardis Egen. Mas em vez de lutar, Bronn se esquiva o tempo todo, cansando o cavaleiro com a sua armadura, até matá-lo. Quando Bronn olha para Lady Arryn, ela diz:

– Você não luta com honra!

E Bronn responde:

– Não.

E aponta o cadáver do cavaleiro, dizendo:

– Ele lutou…

 

Percebeu? Quando as pessoas não se importam com o que você diz ou faz, desde que você seja um vencedor, esse se torna o padrão moral e ético da sociedade, não interessa que partido, cor ou religião você tenha.

E se é assim, fica fácil justificar o Fred, que cava o pênalti e agradece a Deus…

Qualquer semelhança não é mera coincidência.