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Artigos Café Brasil
Nem tudo se desfaz
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Henrique Viana
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Deduzir ou induzir
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Origem da Covid – seguindo as pistas
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Café Brasil 785 – LíderCast Leandro Bueno
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Café Brasil 775 – LíderCast Henrique Viana – Brasil Paralelo
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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Aurélio Alfieri é um educador físico e youtuber, ...

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Café na Panela – Luciana Pires
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Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

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Sem treta
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A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

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O cachorro de cinco pernas
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Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
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Pax Aeterna
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É preciso lançar pontes.
Maquiavel é, com alguma freqüência, considerado o primeiro cientista político moderno: nas suas análises, ele teria sido um dos primeiros a rejeitar tanto uma concepção metafísica da natureza ...

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Trivium: Capítulo 4 – Regras de Definição (parte 5)
Alexandre Gomes
  Para cumprir a função de DEFINIÇÃO, esta deve atender alguns requisitos. Do contrário, será apenas enrolação ou retórica vazia. Os requisitos são: 1. CONVERSÍVEL em relação ao sujeito, à ...

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O Brasil e o Dia do Professor
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
O Brasil e o Dia do Professor Aulinha de dois mil réis Apesar das frequentes notícias que vêm a público, dando conta do elevado grau de corrupção existente em nosso país, e da terrível ...

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Trivium: Capítulo 4 – Definição dos Termos (parte 4)
Alexandre Gomes
  Uma definição torna explícita a INTENSÃO* ou significado de um termo, a essência que este termo representa.   *  você deve ter estranhado a palavra INTENSÃO, imaginando que seria ...

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Cafezinho 432 – O vencedor
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As pessoas não se importam com o que você diz, desde ...

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Cafezinho 431 – Sobre Egosidade
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Cafezinho 430 – A desigualdade nossa de cada dia
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Cafezinho 429 – Minha tribo
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E no limite, a violência, o xingar, o ofender, o ...

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OrgulhoDeSerCorrupto

OrgulhoDeSerCorrupto

Luciano Pires -

#OrgulhoDeSerCorrupto

O Trust Barometer é uma pesquisa realizada anualmente pela empresa Edelman, que tem como objetivo avaliar o índice de confiança da população nas instituições. A edição mais recente foi aplicada em 28 países, contou com 33 mil entrevistas e foi completada no final de 2016.

No texto de apresentação da pesquisa os organizadores dizem que 2016 foi um ano atípico, quando 5 dos 10 mandatários ou partidos das nações mais importantes foram depostos ou derrotados (Brasil,  Itália, Coréia do Sul, Inglaterra e Estados Unidos). Falam dos escândalos de corrupção no Brasil e concluem que 2/3 dos países pesquisados hoje são “distrusters” ou “desconfiados”, o que aponta para uma profunda crise de confiança em escala global.

Era de se esperar, não é?

E eles concluem dizendo que “conforme a confiança nas instituições decai, os conceitos básicos de justiça, valores compartilhados e igualdade de oportunidades que tradicionalmente são sustentados pelo ‘sistema”, não são mais garantidos. Observamos uma profunda desilusão da esquerda e da direita, que compartilham uma oposição à globalização, inovação, desregulação e instituições multinacionais. Há um desespero crescente em relação ao futuro, uma falta de confiança na possibilidade de uma vida melhor para nossas famílias.”

A pesquisa apontou que apenas 15% da população acredita que o presente sistema está funcionando, contra 53% que acreditam que não e 32% que não tem certeza.  E esse descrédito é o campo fértil para o surgimento de movimentos populistas que se alimentam do medo. Perto da metade do que a pesquisa classifica como “público informado”, adultos entre 25 e 64 anos de idade com educação superior, entre os 25% de melhor renda e que consomem as mídias, afirma ter perdido a fé no sistema.

A confiança na imprensa caiu em 82% dos países pesquisados, estando no ponto historicamente mais baixo em 17 deles.

Dois terços da população perdeu a fé na capacidade de seus líderes de resolver os problemas que se apresentam. E leia isto: “ Uma pessoa comum tem hoje tanta credibilidade quanto um acadêmico ou um técnico especialista, e mais credibilidade que um CEO ou representante do governo, o que implica numa mudança do eixo da comunicação, que agora é horizontal, de indivíduo para indivíduo, evidenciando a dispersão da autoridade em direção aos amigos e à família.”

Os números do Brasil são especialmente preocupantes na pesquisa, cujo resumo pode ser visto aqui: http://www.edelman.com/executive-summary/ .

Muito bem. Essa pesquisa da Edelman me voltou à memória ontem, quando vi em todos os canais de televisão a imagem de Emilio Odebrecht contando como sua empresa se envolveu no maior escândalo de corrupção da história da humanidade, ao comprar parlamentares, manter relações espúrias com o poder central e, em certa medida, definir nos porões dos palácios os rumos de nosso país nos últimos 30 anos.

Vimos ontem um dos maiores empresários do país, à frente de uma das maiores construtoras do mundo, apoiado pelo filho e por agentes do governo, enquanto encoberto pela imprensa, exibindo seus valores morais tortos, sua falta de compromisso com seu país, com seus conterrâneos, comigo, com você.

E ele fez isso sorrindo.

Foi como se eu tomasse uma bofetada.

O resumo dos depoimentos de Odebrecht é: “tudo bem se me convém”, a frase que, em 2009, sugeri que substituísse o “Ordem e Progresso” de nossa bandeira.

E eu estava certo.

Neste Brasil confuso, perdido, aviltado, onde a confiança morreu, eles ostentam o orgulho de serem corruptos.

E conseguem fazê-lo sorrindo.