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Artigos Café Brasil
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Henrique Viana
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Deduzir ou induzir
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Café Brasil 789 – LíderCast Osvaldo Pimentel – Monetizze
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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Café na Panela – Luciana Pires
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Sem treta
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Enquanto isso
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Agronegócio, indústria e mudança de mindset
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Cafezinho 429 – Minha tribo
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Cafezinho 428 – A cultura da reclamação
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Cafezinho 427 – Política e histeria
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Os Carapintadas

Os Carapintadas

Luciano Pires -

Cadê os estudantes? Onde foram parar os inconformados jovens que foram a linha de frente dos movimentos sociais nos anos sessenta, setenta e oitenta? Sobre esse tema, recebi um e-mail de um leitor, o Julio Cesar.

Olha só:

“Tenho me manifestado com freqüência em fóruns dos quais participo a respeito da apatia do brasileiro com relação à falência moral do Brasil. Há dezessete anos vimos os “carapintadas” nas ruas pedindo a renúncia de Fernando Collor. Na década de 60 os estudantes participavam ( para o bem ou para o mal ) da vida política do Brasil. E hoje o que vemos é uma classe estudantil sem rumo, invadindo reitorias com reivindicações paroquiais, influenciada por militantes de esquerda e incapaz de enxergar as reais causas dos problemas nacionais. Em minha opinião,  ou os estudantes são completamente ignorantes e incapazes de estabelecer uma relação de causa e efeito relativa à problemática nacional ou deixaram de estar interessados na construção de um futuro melhor para o Brasil. Ou então uma maioria silenciosa está sendo conduzida pela minoria ruidosa e obstinada em suas convicções políticas esquerdistas e sectárias”.

Ah, caro Julio, o que estamos vendo é uma colheita. Quarenta anos de pregação esquerdista primária aliada ao empobrecimento do conteúdo escolar transformaram nossos jovens nisso que você vê: uma caricatura malfeita do que um dia foi – sempre festivamente – a linha de frente da resistência nacional.

Jovens precisam de referências. Espelham-se – contra ou a favor –  em lideranças, nos mais velhos e experientes.

E para essas mentes jovens, ávidas e contestadoras, que referência é melhor do que um professor que tem um inflamado discurso revolucionário? Mesmo jurássicos e pessimistas, esses discursos sempre parecem mais inteligentes que os otimistas. Que referência é melhor que um “oprimido” bruto e disposto a sair no braço por seus “ideais”? Que causa é melhor que a do bandido, “vítima da elite branca”, que tem direito de meter um revólver na cara do “boyzinho” que desfilou com seu Rolex?

Aqueles quarenta anos deram nisso: inversão sistemática de valores, sintoma claro de que a sociedade perdeu o norte. Ou será o oeste?

E os porta-vozes dessa miopia, militantes profissionais, conseguem o que a esquerda sempre soube fazer: mobilização da minoria ativista, que faz o que quer da maioria resignada. Nenhuma novidade, afinal foi Platão quem disse –  milhares de anos atrás – que “o castigo para os que não se envolvem em política é  serem governados por seus inferiores”.

Hoje Platão seria rotulado de preconceituoso, direitista e “elite”… Pau nele!

Mas essas minorias são, de certa forma,  necessárias. Mesmo quando exageradas, radicais e extremistas, elas servem a um propósito: são os pontos fora da curva que definem a própria curva. Sem eles a curva é tendenciosa. Ter gente “do contra” é necessário, do contrário as minorias nunca terão voz. O problema é quando essas minorias passam a ter o monopólio da “verdade”. Quando transformam a maioria no “resto”. Quando são instrumentalizadas para a busca do poder. Quando adotam um discurso ideológico que demoniza tudo que não comunga com suas idéias. Quando prometem o céu… Quando isso acontece, não importa se a minoria é de direita, centro ou esquerda. É excesso. E excesso é ruim.

Especificamente sobre os “carapintadas” de quase vinte anos atrás, nada me tira da cabeça que a maior parte do que vimos foi festa. Embalo muito bem conduzido pela minoria militante (quem eram mesmo?). E Collor foi politicamente deposto com base em evidências de que agiu contra a lei e o decoro. Não precisou ser julgado e condenado. As evidências bastaram…

Pois eu gostaria de ter aquela máquina do tempo para trazer para o presente os “carapintadas” de 17 anos atrás. Pediria a eles que, usando os mesmos pesos e medidas de 1991, examinassem as evidências atuais envolvendo políticos suspeitos de agir contra a lei e o decoro. E então recomendassem aos estudantes de hoje, seus sucessores, como agir.

Talvez a primeira recomendação fosse uma mudança de apelido.

De “caraspintadas” para “carasenvergonhadas ”.