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Artigos Café Brasil
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Café Brasil 771 – LíderCast Aurelio Alfieri
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Sem treta
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Trivium: Capítulo 4 – Definição dos Termos (parte 4)
Alexandre Gomes
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Cafezinho 431 – Sobre Egosidade
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Cafezinho 430 – A desigualdade nossa de cada dia
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Cafezinho 429 – Minha tribo
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Pinte o seu quintal e seja universal

Pinte o seu quintal e seja universal

Luciano Pires -

Recebi um e-mail de um leitor, o Victor, sobre o caso dos refugiados que chegam à Europa e que tem estarrecido o mundo a cada dia.

“Luciano, eu preciso conversar com você sobre os refugiados, não consigo mais ver notícias de tantos morrendo, a ponto de tragédias virarem números. Existe uma dor imensa quando vejo as fotos ou notícias dos acontecimentos, mas ao mesmo tempo vem a impotência, pois tudo parece tão pouco diante de algo tão grande.

Queria pedir sua opinião, sobre isso, pois acredito que falta debate sobre as possíveis soluções. Queria pedir que soltasse uma isca intelectual para que mais pessoas pensassem em como ajudar, pois sozinhos não podemos fazer a diferença, mas muitos pensando, quem sabe o que acontecerá.”

Respirei fundo antes de responder. E mandei:

Caro Victor, a situação é realmente desoladora, mas tem a mesma dinâmica daquela que envolve os fanáticos degoladores do Exército Islâmico. Se os Estados que estão sofrendo as consequências daqueles malucos decidissem mobilizar suas forças para acabar com eles, o problema seria resolvido. No entanto não querem, e jogam a bomba no colo da Europa. Logo mais os EUA vão entrar na dança e serão acusados pela esquerda planetária de imperialistas e aquele mimimi todo que você conhece.

A resolução do problema começa nos países onde ele se origina, e a questão não é falta de dinheiro, é política. Tenho dúvidas se é preciso um esforço mundial, para mim tem que ser primeiro um esforço regional. Cuidar dos refugiados é uma ação humanitária e urgente, mas só trata dos sintomas. A doença nunca acaba.

É uma pena falar assim, mas quem pode resolver o problema, os Estados, não quer! E as vítimas são os indivíduos.

Por outro lado, alguns indivíduos conseguem fazer alguma coisa. Quer um exemplo? Assista este vídeo, que mostra a missão de Phil Harvey. Cuidado, pois tem imagens com conteúdo sexual: https://www.youtube.com/watch?v=f0Dzfae7D_I

Veja o que fez um rapaz cheio de vontade de mudar o mundo, quebrando preconceitos e barreiras e causando impacto na vida de milhões de pessoas que vivem a milhares de quilômetros de sua casa, em outros continentes, outras culturas. O polêmico Phil Harvey é um exemplo do que pode ser feito, mas ele fez disso um propósito de vida e poucos conseguem chegar onde chegou.

Nós, como indivíduos independentes, podemos organizar doações ou até mesmo oferecer nossas casas para receber refugiados de outros países. Essas são ações preciosas, necessárias e provas de caráter e dignidade, mas fazem mais bem a quem doa do que a quem recebe, pois perdem-se, são extraviadas, não têm um sistema de logística, não chegam até quem precisa. Numa situação calamitosa de dimensões planetárias como essa que assistimos, como você mesmo disse, isso é muito pouco.

Veja bem: não acho que essas iniciativas não devam ser tomadas, mas questiono a eficiência. Os vários programas de erradicação da fome na África já mostraram que doações só atenuam temporariamente o problema e, mesmo assim, para poucos flagelados. Se a perspectiva de que você ajudou pelo menos um necessitado for suficiente, vá em frente, faça as doações e retorne para seu dia a dia, torcendo para que garrafa d’água que você doou chegue até a criança sedenta. Mas repito: isso é muito mais uma forma de aliviar a consciência do que ação efetiva.

Se você não está à frente de alguma organização que tem capacidade de mobilização social, se você é apenas um indivíduo indignado, minha recomendação é: pegue essa energia gerada pela indignação com a situação dos refugiados na Europa e aplique na esquina da sua casa. Use a indignação para causar impacto nas pessoas que estão a seu redor. Lute pelos que sofrem perto de você. A chance de fazer algo efetivo, de impactar de verdade nas vidas das pessoas que estão a seu alcance, sem intermediários, é muito maior.

Dos problemas europeus cuidam os europeus. Dos problemas africanos cuidam os africanos. Dos conflitos humanitários em larga escala, cuidam os Estados, é para isso que eles deveriam servir.

Estou sendo insensível? Não. Estou reconhecendo minha impotência diante de uma tragédia dessas dimensões e usando a lógica, pensando em termos de economia, de como aproveitar da melhor forma os poucos recursos dos quais posso dispor.

Seu esforço, como indivíduo é mais útil e efetivo aí, no seu quintal. A menos que você decida ser um Phil Harvey.

Mas, de novo, quantos conseguem?