s
Artigos Café Brasil
Cafezinho Live
Cafezinho Live
Luciano Pires, criador e apresentador dos podcasts Café ...

Ver mais

Me Engana Que Eu Gosto
Me Engana Que Eu Gosto
Me engana que eu gosto: dois meio brasis jamais somarão ...

Ver mais

Tá chegando o Podcast Café Brasil 700!
Tá chegando o Podcast Café Brasil 700!
Tá chegando a hora do Podcast Café Brasil 700!

Ver mais

Aplicativos IOS e Android para o Café Brasil Premium!
Aplicativos IOS e Android para o Café Brasil Premium!
MUDANÇAS IMPORTANTES NO CAFÉ BRASIL PREMIUM A você que ...

Ver mais

Café Brasil 753 – A sala dos professores
Café Brasil 753 – A sala dos professores
Professor...professor...professor... houve um tempo em ...

Ver mais

Café Brasil 752 – Jam Session
Café Brasil 752 – Jam Session
Uma das coisas mais fascinantes é a demonstração de ...

Ver mais

Café Brasil 751 – A hipocrisia nossa de cada dia
Café Brasil 751 – A hipocrisia nossa de cada dia
A Perfetto é patrocinadora do Café Brasil e… sabe ...

Ver mais

Café Brasil 750 – The Rocket Man
Café Brasil 750 – The Rocket Man
Algumas obras de arte são tão perfeitas, mas tão ...

Ver mais

LíderCast 216 – Denise Pitta
LíderCast 216 – Denise Pitta
Empreendedora digital, dona do site Fashion Bubbles, ...

Ver mais

LíderCast 215 – Marco Antonio Villa
LíderCast 215 – Marco Antonio Villa
Historiador, professor, comentarista polêmico em rádio ...

Ver mais

LíderCast 214 – Bianca Oliveira
LíderCast 214 – Bianca Oliveira
Jornalista e apresentadora, hoje vivendo na Europa, ...

Ver mais

LíderCast 213 – Brunna Farizel e Lucas Moreira
LíderCast 213 – Brunna Farizel e Lucas Moreira
Empreendedores, criadores de uma franquia inovadora, ...

Ver mais

Sem treta
Sem treta
A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

Ver mais

O cachorro de cinco pernas
O cachorro de cinco pernas
Quantas pernas um cachorro tem se você chamar o rabo de ...

Ver mais

Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
Leitura do Cafezinho 304 – (in) Tolerância
A intolerância é muito maior na geração que mais teve ...

Ver mais

Leitura cafezinho 303 – Cérebro médio
Leitura cafezinho 303 – Cérebro médio
Escolha um tema quente, dê sua opinião e em seguida ...

Ver mais

Ford, polarização e “capitalismo sem riscos”
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Ford, polarização e “capitalismo sem riscos”  “A desindustrialização brasileira é resultado das intervenções equivocadas que fizemos. E o pior é que o setor empresarial, as lideranças do setor ...

Ver mais

Os economistas mais influentes da atualidade
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Os economistas mais influentes da atualidade  “O que são as pessoas de carne e osso? Para os mais notórios economistas, números. Para os mais poderosos banqueiros, devedores. Para os mais ...

Ver mais

A sala de professores e a deseducação
Gustavo Bertoche
É preciso lançar pontes.
Comecei a dar aulas no Ensino Médio em 1999, quando estava no segundo ano da graduação em Filosofia. Ou seja: há mais de vinte anos comecei a freqüentar a sala de professores. Nesse ambiente ...

Ver mais

Leituras, conexões e reminiscências
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Leituras, conexões e reminiscências “Se você tiver uma maçã e eu tiver uma maçã e trocarmos nossas frutas, continuaremos com uma maçã cada. Mas, se você tiver uma ideia e eu tiver uma ideia e ...

Ver mais

Cafezinho 352 – O drama da esquina
Cafezinho 352 – O drama da esquina
Não espere os grandes dramas nacionais para agir.

Ver mais

Cafezinho 351 – Um autoritário pra chamar de seu
Cafezinho 351 – Um autoritário pra chamar de seu
As pessoas perderam completamente o bom-senso e já há ...

Ver mais

Cafezinho 350 – Sob o domínio do medo
Cafezinho 350 – Sob o domínio do medo
No mundo de hoje, caótico, competitivo e apressado, ...

Ver mais

Cafezinho 349 – Pânico moral
Cafezinho 349 – Pânico moral
Pânico moral é um medo espalhado pela sociedade, ...

Ver mais

Pluralidade narrativa

Pluralidade narrativa

Luciano Pires -

Numa viagem aos EUA, no começo dos anos 1990, comprei um DVD da banda Kiss, acústico, que marcava o retorno do grupo com seus integrantes originais. O show é ótimo! Fiquei tão interessado que fui pesquisar e encontrei um sujeito que tinha o material bruto da gravação, antes da edição final. Eram dois ou três DVDs com algumas horas de duração, mostrando os erros, as paradas, as retomadas, regravações, etc. Comprei.

Quando recebi os discos, corri assistir e realmente é inusitado. Quem é fã da banda vai se lambuzar! Mas… chega uma hora em que enche o saco. Paradas, espera para regular uma luz, mudança de câmeras, gente andando pra lá e pra cá. É legal de ver, mas tem que ter tempo e ser muito fã. Não tem a dinâmica, o ritmo, do DVD pronto. Não é uma história sendo contada, mas um ajuntamento de – para ficar na moda – narrativas plurais. Sem alguém para ordenar aquilo tudo numa história, selecionando os melhores ângulos, as melhores cenas, as melhores interpretações, os melhores cortes, é algo insuportavelmente chato, que a gente vai adiantando no controle remoto.

O que nos leva ao grande dilema destes tempos plurais: precisamos das pessoas que botam ordem nas narrativas, mas cansamos delas. Elas escolhem os melhores ângulos e interpretações do ponto de vista delas, e assim nos mostram não aquele show bruto, mas o show montado por elas. A narrativa delas. Muita gente está cansada disso, se sente enganada, manipulada, sonegada de uma parte da realidade.

Tente imaginar a estória do Chapeuzinho Vermelho, por exemplo. Todo mundo a conhece do ponto de vista de um narrador, no caso da versão clássica dos Irmãos Grimm. Mas como seria do ponto de vista da menina? Da Vovó? Do Caçador? E por fim, do Lobo? Seria a mesma história? Quem seria o vilão? Quais os motivos de cada um? Quem está certo?

Isso me ocorre neste momento em que discutimos a aparição de uma “nova narrativa”, especialmente com o surgimento do grupo Mídia Ninja e sua “pluralidade narrativa”. O Ninja significa “Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação” e o que eles fazem é espalhar em meio às manifestações, por exemplo, dezenas de indivíduos com equipamentos de filmagem que capturam a ação de ângulos diversos e, aparentemente sem edição, colocam no ar pela internet. Assim é possível assistir cenas que a televisão não mostra. É mais ou menos como contar a história do Chapeuzinho Vermelho com as imagens capturadas pelas câmeras de diversos narradores, inclusive a menina, a vovó, o caçador e o lobo, localizados em pontos distintos ao longo da trama. Essas imagens brutas iriam ao ar ao mesmo tempo e caberia ao telespectador montar a narrativa que lhe interessasse. Ou ainda, é como os DVDs com as imagens brutas do show do Kiss, mostrando a movimentação dos câmeras, as ordens do diretor, o público se ajeitando, as expressões de cada músico, os erros de gravação. Extremamente rico em conteúdo, mas sem ritmo.

Tem gente que aposta que esse é o futuro da imprensa. Eu vou esperar para ver. Não importa se é o narrador, a chapeuzinho, a vovó, o caçador ou o lobo mau, acho que ainda precisamos de alguém que nos conduza pela narrativa. Mas talvez eu esteja apenas ultrapassado, sem perceber que temos que desenvolver outro olhar, capaz de interpretar a pluralidade narrativa, tudo ao mesmo tempo agora.

Pode ser. Mas acho que é aí que o lobo pega.

Luciano Pires