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Recuperando do trauma

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Luciano Pires -

Que dias… que dias! Não lembro de ter passado tanto tempo assistindo TV Câmara, TV Justiça, Globonews e acessando sites de noticiário político. A cada segundo é uma novidade, uma manobra, um susto. E os atos de loucura política acontecem em meio ao cenário de loucura econômica e ética. A imagem que faço é a do passageiro dentro do avião numa área de violenta turbulência, quando sua vida passa diante dos olhos e o pavor de que o avião caia repentinamente é real. Estamos nessa situação. Mas uma hora a turbulência passará e alguém terá de fechar os compartimentos de bagagem, recolher pertences caídos, acalmar os mais apavorados e retomar a rotina do voo de cruzeiro.

Uma hora o susto passa. E o que será que vem depois?

Os especialistas dizem que o primeiro estágio do processo de recuperação de situações traumáticas é religar o disjuntor. O corpo humano é como um sistema elétrico que, ao receber uma carga muito grande de energia, ativa seus disjuntores para se autoproteger. Numa situação traumática, perdemos de 50 a 90% da capacidade cerebral. É o momento de não tomar decisões importantes, aquelas do calor da hora, que serão invariavelmente instintivas, todas buscando nos livrar do perigo. E, mesmo fisicamente, saímos da normalidade. O que doía, para de doer, o que nunca doeu começa a doer. O sono fica irregular, o apetite aumenta ou cai…

– Pô, esse não sou eu!

Caiu o disjuntor. E ele é religado aos poucos, quando os sintomas começam a desaparecer após o trauma. Portanto, o primeiro estágio é reconhecer que os disjuntores caíram e precisam ser religados.

Num segundo estágio, vem a expressão dos sentimentos, para nos livrarmos da dor e da angústia. É quando falamos a respeito, botamos pra fora. Todo mundo tem uma história mais triste pra contar, sobre como sofreu com o trauma. Expressar esses sentimentos é como a válvula da panela de pressão… E a gente faz isso falando, escrevendo, desenhando, dançando, cantando.  E se passamos pelo trauma em grupo, é importante que cada um saiba ouvir a história do outro. Esse é um processo de alívio coletivo, e é importante saber que estamos lidando com ondas de emoções. Quanto mais deixamos que as ondas fluam, menos as chances delas se transformarem num tsunami.

Terceiro estágio: a ação construtiva.  Passou o susto, passou a onda? Disjuntor religado? Hora de partir para a ação. É o momento em que recuperamos a sensação de controle sobre nosso destino, deixando para trás o sentimento de impotência. É a hora de juntar os cacos, de mostrar que você se importa, de começar a reconstrução. É quando você pode fazer toda a diferença para alguém que está numa situação de ainda mais descontrole que a sua. E nesse momento, nenhum gesto, por mais insignificante que pareça, é pequeno. É hora de parar com o mimimi e partir para fazer a diferença.

O quarto estágio é o da reintegração. Estamos de volta à luta. É quando precisamos ficar de olho nas oportunidades criadas pela crise, pelo momento do trauma. Dependendo de como você encarar as coisas, a crise será uma professora fenomenal. Se você conseguir aprender com ela, sairá experiente, mais forte, mais esperto, mais conectado, com o couro endurecido. É por isso que os velhinhos de 60 anos se mostram relativamente calmos diante da crise, enquanto a garotada de 30 anos acha que o mundo vai acabar. A experiência cria a armadura emocional.

Os sustos e traumas destes dias intensos são um gigantesco processo de depuração. Estamos limpando o Brasil da sujeira evidente, varrendo a casa, botando o lixo pra fora. Depois vamos ter que passar aspirador nos cantos, tirar teias de aranha escondidas, jogar veneno nas traças e polir metais. Mas primeiro sai a sujeira grossa, o que será sempre traumático.

Quem escolhe sair do trauma por conta própria, religando os disjuntores, aprendendo com a experiência e abraçando as oportunidades, consegue olhar pra trás e se sentir mais forte para enfrentar o próximo. Ou até mesmo para evitar que o próximo aconteça.

E, como sempre escrevo, isso é uma escolha.