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Luciano Pires -

A primeira lembrança que eu tenho do automóvel da família esta lá no começo dos anos 1960, em Bauru, quando meu pai comprou um fabuloso Lincoln, que hoje descobri que era o Humpmobile 1941. A indústria automobilística brasileira ainda engatinhava e o Lincoln era um Ford importado que impunha respeito. Era o carrão da família, comprado de segunda, terceira ou quarta mão. Eu tinha cerca de sete ou oito anos de idade e o automóvel todo preto, imenso, tinha um grande banco traseiro onde eu me esbaldava junto com meus irmãos mais novos. Aquele banco era o universo das nossas aventuras.

Naquela época quase não havia confortos, os pneus furavam constantemente e vira e mexe o carro parava na rua com algum vazamento ou defeito que os mecânicos de então consertavam com o que havia à mão. Ninguém ligava para a seguradora mandar o guincho… Foi então que meu pai começou a ter problemas com dores nas costas que o incomodavam de verdade. Um dia foi ao médico, contou o que sentia e, após os exames de praxe, ouviu a pergunta fundamental:

– Que carro o senhor tem?
– Carro? Bem… Um Lincoln.
– E ele costuma dar defeito?
– Ah, sempre está parando.
– E o que é que o senhor faz?
– Eu empurro…

Como todos os automóveis daquela época, o Lincoln era pesadíssimo. E o médico receitou o remédio:

– Troque de carro que suas dores nas costas passam.

Quarenta anos depois visitei um fantástico museu do automóvel – que infelizmente não existe mais – em Canoas, no Rio Grande do Sul. Estavam em exibição cerca de 400 veículos de todos os tipos e épocas, muito bem conservados. Andando pelo corredor, dei de cara com o quê? Um Lincoln Continental! Igualzinho ao do meu pai! Uma beleza! Imediatamente pedi aos responsáveis pelo museu:

– Posso sentar no banco de trás?

Recebi a permissão e com o coração disparado abri a porta traseira. E tomei um susto. O espaço era minúsculo, apertadíssimo! O banco imenso para aquele garoto de sete anos agora era um tímido banquinho para o senhor de quase cinquenta. Foi uma imensa decepção. É impressionante como o tempo diminui o tamanho das coisas…

Eu não me preparara para o fato de em quarenta anos ter crescido na altura e na largura, mudado o ângulo de visão e começado a ver o mundo sob outra perspectiva. Hoje, dezenas de automóveis depois, 80 quilos a mais e sem a liberdade de imaginação de criança, é impossível reviver as mesmas sensações, escolhas e impactos que senti. E se é assim com uma experiência pessoal que vivi intensamente, imagine como é com os fatos que não vivi e que se perdem na história, 40 ou 50 anos atrás…

Por isso desconfio da tal “Comissão da Verdade” que, além do viés ideológico e flerte com o revanchismo, começa com o nome errado. Deveria ser Comissão das Verdades. Mas isso é assunto pra outro texto.

Voltemos ao museu. Saí do velho automóvel e continuei a caminhar até encontrar o carro que meu pai comprou para substituir o Lincoln Continental: um Gordini.

Nunca mais ele teve dores nas costas.

Luciano Pires