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Luciano Pires -

Então recebo um Whatsapp de meu editor falando de uma senhora de 74 anos de idade que ligou para ele a partir do telefone que encontrou em meu livro ME ENGANA QUE EU GOSTO. Ela queria saber do Programa Café Brasil que desapareceu da Rádio Mundial nos domingos às 16 horas. Tentou ligar para a rádio, sem sucesso, e então se lembrou do livro.

Peguei o telefone e liguei para a dona Terezinha.

Ela mora sozinha no bairro de Santana, não tem computador e nem mesmo celular, e não suporta mais assistir televisão. Então ouve rádio. E aos domingos, era sagrado: 16 horas era hora do Café Brasil. Até a rádio mudar o horário para 21 horas do domingo, provavelmente sem avisar os ouvintes. E muitos ficaram órfãos.

Liguei para ela:

– Dona Terezinha? Bom dia, boa tarde, boa noite!

– Ah! Eu sei quem você é!

E ela se desmancha… diz que adorava o programa, que aprendeu muito, que pediu para a filha comprar meu livro, que ficou sem o programa, que isso e aquilo. Enquanto ela falava eu imaginava a cena. Domingo a tarde, ela sentada sozinha na cozinha, provavelmente com uma xícara de chá, ouvindo atentamente o rádio que toca o Café Brasil.

– Bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires…

Provavelmente ela repete mentalmente a introdução tão familiar.

Faço o programa imaginando que alguém com 30 anos de idade, cheio de energia e planos está me ouvindo… Essa imagem da velha senhora jamais passou pela minha cabeça.

Ouvir Dona Terezinha feliz ao telefone, entusiasmada até, com a possibilidade de voltar a ouvir o programa e com a perspectiva de que um dia a filha a visite no final de semana e tenha tempo para ensiná-la a usar o tablet no qual ela joga seus joguinhos, para ouvir o Café Brasil, explodiu minha cabeça. Eu aqui mergulhado em afazeres, produzindo conteúdo, palestrando, agitando… e ela lá esperando. Esperando o programa, esperando a filha, esperando a vida. Ela disse que tem amigas com as quais compartilha o programa, e isso abriu a possibilidade de que seja uma pessoa ativa e vivendo a vida plenamente. Mas a imagem que ficou em minha mente foi outra: aos domingos à tarde, a companhia da dona Terezinha de Santana, sou eu.

– Você não imagina como estou feliz por você me ligar!

Fiquei nove minutos com ela ao telefone. Nove minutos que não me fizeram a menor falta, mas provavelmente iluminaram o dia da Dona Terezinha. E o meu.

Pois é.

Não me custou nada, só um telefonema, assim como deve custar nada para a filha dela ensiná-la a usar o tablet para ouvir podcasts. Enquanto isso não acontece, dona Terezinha espera, afinal, aos 74 anos de idade o que ela mais tem é tempo, não é?

Quem não tem somos nós.

Estou mandando para dona Terezinha uma coleção de meus livros. Guardei seu telefone. Acho que vou precisar ligar para ela novamente.