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Boicote… “nazista”?

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Tudo começou com Charles Cunningham Boycott, militar inglês que, aposentado, foi tentar a vida como representante de um rico proprietário de terras na Irlanda, em 1872. As coisas iam bem para Charles, até que um dia os camponeses locais foram até ele reclamar do alto valor cobrado pelo arrendamento das terras; eram tempos difíceis, e os agricultores não estavam conseguindo pagar o combinado.

Charles disse aos camponeses que “não tava nem aí” e manteria os valores. Pior: quem não pagasse de imediato perderia o arrendamento, sendo obrigado a devolver a posse das terras ao proprietário que ele representava, Lorde Erne. Os agricultores, revoltados com a insensibilidade de Charles, uniram-se contra ele, liderando uma retirada em massa dos trabalhadores que garantiam a colheita e demais cuidados na conservação dos bens de Erne. Isso foi em 1880. A intenção era proteger os pobres irlandeses da exploração, assegurando um aluguel justo sobre as terras, bem como o direito à venda livre – Charles e seu patrão impediam a prática do livre mercado, obrigando os camponeses a vender seus produtos a eles, e somente eles.

Furioso, Charles Boycott tentou impedir a campanha, e os camponeses passaram a isolá-lo na comunidade local; ninguém falava com ele nas ruas ou na igreja, ninguém o servia no comércio. Todos os ignoravam. O caso ficou famoso e os jornais da Europa passaram a acompanhar o caso. Acuado, Charles deixou a Irlanda no final de 1880. Seu sobrenome legou à língua inglesa o verbo to boycott, que significa “colocar em esquecimento, ou em ostracismo”, sem violência. Daí veio o nosso “boicote” e seu verbo correspondente, boicotar, ato comum em nossa história, e perfeitamente legal e legítimo sob qualquer aspecto, principalmente entre consumidores.

Mas aqui na Banânia, isso pode se tornar crime; exatamente como criticar (ou mesmo pensar) qualquer coisa que o STF ou o TSE desaprovem. Evidentemente, isso só vale em favor de seus preferidos; no Brasilzão, até a cúpula da justiça tem lado político e se orgulha de sua “isenção” cínica.

Em Casca, cidade do Rio Grande do Sul, eleitores contrários à esquerda sugeriram (apenas sugeriram!) que comerciantes eleitores da esquerda assim se identificassem, para que os demais exercessem seu legal direito de boicote; apenas uma sugestão, sem a menor violência ou palavras rudes. Pois bem, o mundo caiu, como se fosse um ataque a tiros. Alegaram que os descontentes estavam revivendo táticas nazistas (sempre a Lei de Godwin – se não a conhecer, Google), que isso é um absurdo… a choradeira dos mimizentos de sempre. Pela “lei” dessa gente, boicote é crime. Logo-logo, vão nos dizer o quê e onde comprar – não o que desejarmos, mas o que os donos do mundo permitirem. Pra essa gente, liberdade de escolha só pode ser exercida se eles aprovarem antes a opção desejada. Simples como o stalinismo; pode ser qualquer cor, desde que seja vermelho.

Gozado… Ano passado, o blogueiro de extrema esquerda José Trajano chamou a comida servida pelo restaurante Coco Bambu de “merda cara e sem gosto”. Como o dono do restaurante é conhecido pelo seu posicionamento político à direita, a imprensa esquerdista bateu bumbo com extrema satisfação, replicando e repercutindo o comentário extremamente grosseiro até enjoar, por muitas semanas. E todo mundo achou lindo, chic, fofo, emancipador, justíssimo. Liberdade de expressão, diziam. Aham.

Boicote é arma da esquerda mundial desde sempre, principalmente perante qualquer empresa que seja americana ou tenha algum vínculo, mesmo mínimo, com aquele país. Mcdonald’s que o diga. E ninguém pode achar ruim; afinal, a esquerda detém a supremacia absoluta da verdade e da virtude, conforme decreto máximo de praticamente toda a mídia nacional, mesmo quando invade e depreda lojas da Havan e de outros “inimigos do povo”. É o ódio do bem, companheiros. Aí pode.

Há apenas uns anos, a esquerda pregava (exigia?) a morte (de preferência lenta e dolorosa) da atriz Regina Duarte e do cantor/compositor Lobão. Ameaçavam-nos, xingavam, jogavam ovos, agrediam, o diabo. Quando arguidos diante de tamanha violência, defendiam-se estridentemente, alegando ser apenas um justo e muito cabível “boicote”. Engraçado, né? São as Suzane Richtofen da pseudopolítica fanático-messiânica, mas adoram pregar discursinho de tolerância e amor. Aham, claro, claro.

Além da clássica ocorrência da Lei de Godwin nessa tentativa tão canhestra quanto insana de tentar atrelar a direita e a centro-direita ao nazismo, há a surpresa perene de perceber quão longe chega o cinismo da extrema esquerda, umbilicalmente ligada ao antissemitismo. Basta observar a alegria incontida (e retribuída) com que a assassina teocracia iraniana e o grupo terrorista Hamas, ambos pregando há anos o completo extermínio do Estado de Israel, comemoraram o resultados das nossas eleições. Pois é.

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