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Café Brasil 733 – Agro Resenha

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Luciano Pires -


 

O agronegócio, que talvez seja o mais espetacular caso de sucesso brasileiro em inovação e produtividade, tem um problema histórico: uma relação de amor e ódio com o brasileiro comum. Especialmente o urbano, cara. O Paulo Ozaki, comemorando os três anos de seu podcast Agro Resenha, me convidou para falar sobre o tema em um episódio especial, que eu reproduzo aqui hoje.

Olha! Se você ficar nervoso, ouça até o final, quando faço um convite para a sensatez.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Cheiro de chão
Moisés Mozer
Luiz Borges

Ao fechar os olhos, volto no tempo e fico imaginando
Tudo natural, tudo tão real, tudo que deixei
Aquela casa que era de madeira
Aquela estrada que era boiadeira
E o samburá dependurado ao lado do fogão de lenha

Quando os olhos não enxergam
Não podem ver o que restou
Tudo que plantou tudo morreu
Em meu sono profundo
Sinto apenas o cheiro de chão
Doce perfume do meu sertão

Lembro-me ainda dos velhos tempos de minha infância
Na inconsciência, pura inocência, olhando fiquei
Ao raiar o dia Papai foi pra roça
E minha mãezinha cuida da palhoça
A luta é dura, mais a colheita encheu a tuia

Que maravilha, cara… Você ouve CHEIRO DE CHÃO, modão de viola daqueles, com Moises Mozer e meu amigo Luiz Borges, do podcast Cachaça, Prosa e Viola… Cara, dá pra sentir o cheirinho do café daqui, não dá?

“Olá Luciano Pires. Me chamo Pablo Mateus, moro em Cáceres, Mato Grosso e há um bom tempo venho escutando sobre essa polêmica do agrotóxico, né? Que o Brasil estava liberando e o Brasil, não sei o que lá, não sei o que lá, e tudo mais, né? Tudo que a gente vem  ouvindo nas redes sociais  e os demais meios de comunicação.

Até então, eu não sabia que existia toda essa burocratização, todos esses questionamentos pra você passar das três fases para ser liberado o agrotóxico e eu vim acreditando mesmo  e até então eu já vinha criticando o governo por estar fazendo isso, mas eu mesmo, eu mesmo caí nessa conversa meio que fiada, essa fake news, entendeu? Porque realmente, do jeito que eles estavam trazendo pra gente, mostrando pra nossa sociedade, não é o que de fato acontece, entendeu?

Porque, se eles falassem como que é o processo, como que funciona, eu tenho certeza que não teria virado polêmica, desse jeito que virou. E outra: é como o senhor diz, é busca de novos conhecimentos, novas fórmulas, é como um remédio, realmente.  Conforme o tempo vai indo vai surgindo novas fórmulas mais eficientes, tem que sair arrancando essas antigas que já não são mais eficientes, e realmente, eu concordei com o fato do senhor, plenamente, pelo fato do senhor ter colocado que nenhum produtor, nem um agricultor vai gastar o seu dinheiro com mais agrotóxico do que o permitido. É como… é fato isso: ninguém vai gastar dinheiro sendo que não tem necessidade, entende?

Obrigado mesmo. Sou muito grato de receber esse material, tem abrido minha mente muito, muito mesmo. Uma chuva de abraço pra você e parabéns, tá? Porque o trabalho que você vem desenvolvendo nas redes sociais está dez, Luciano. Você é nota mil. Ta bom? Um abraço”. 

“Oi Luciano. Boa noite. Aqui é Robson Xavier, eu sou de São Paulo. A respeito do quinto episódio dos agrotóxicos, eu tenho uma história pra te contar, rapidinho, porque aconteceu comigo também.

Há treze anos atrás, eu gerenciava a produção de uma gráfica, eu tinha 48 funcionários, operários, eu tinha um departamento lá de serigrafia, que muitos chamam de silk screen, onde eu tinha umas 16 pessoas e um dos melhores operários de lá, se recusava a usar o EPI, um dos EPIs, o principal, era a máscara contra gases. Esse cara se recusava. O problema é que a lei exige que se use, o funcionário tem que usar. E a empresa tem que garantir que ele tenha o EPI para usar. E eu tinha tudo isso lá. Só faltava a vontade do sujeito. Pois bem. eu acabei perdendo lá um grande cliente, porque ele chegou de surpresa, pra fazer uma visita, sem avisar, era uma especie de visita de auditoria, e quando ele entrou no meu ambiente de produção, o bonitão estava com a máscara na cabeça, como se fosse um chapeuzinho.

Fomos desclassificados, perdemos uma grande conta, a partir daí eu tive que endurecer com esse cara, ele levou uma, duas três advertências, por não utilizar o EPI, até que ele foi demitido. Tinha risco no trabalho dele, tinha os EPIs pra minimizar isso, tem a lei que regulamenta, a empresa que paga o salário e que cuida pra que tenha o EPI, só faltava a vontade do cidadão. E por isso ele perdeu seu emprego, né?

Então, muito se fala, mas pouco se informa. Obrigado pelo episódios e pelas informações que você passa pra gente. Eu queria dividir isso pra… eu acho que tem muita gente que não sabe que isso acontece. Um abraço, boa noite”.

Pois então… você ouviu o Pablo Mateus e o Robson Xavier mostrando dois aspectos da questão de uso de defensivos agrícolas, os agrotóxicos, que demonstram como apenas a falta de informação não justifica toda a discussão. Eles estão se referindo à série de Cafezinhos que eu fiz sobre o agronegócio. Depois eu fiz um programa inteirinho a respeito. né? Há um programa cultural a ser resolvido em todas as frentes. No programa de hoje você vai ouvir um pouco a respeito.

Muito bem. O Pablo e o Robson receberão cada um um KIT DKT, recheado de produtos PRUDENCE, como géis lubrificantes e preservativos masculinos. Basta enviar seu endereço para contato@lucianopires.com.br.

A DKT, você já sabe,  distribui as marcas Prudence, Sutra e Andalan, contemplando a maior linha de preservativos do mercado, além de outros produtos como anticonceptivos intrauterinos, géis lubrificantes, estimuladores, coletor menstrual descartável e lenços umedecidos. A causa da DKT é reverter grande parte de seus lucros para projetos nas regiões mais carentes do planeta para evitar gravidez indesejada, infecções sexualmente transmissíveis e AIDS. Ao comprar um produto Prudence, Sutra ou Andalan você está ajudando nessa missão!

facebook.com/dktbrasil.

Vamos lá então!

Luciano – Lalá, você não é caipira, mas se você fosse caipira, na hora do amor você usava o que, sô?

Lalá – Prudence, uai!

Pois então, olha! Há alguns anos o Paulo Ozaki entrou em contato comigo, contando que estava produzindo um podcast que estava entre os pioneiros do Agronegócio, cara. Lá no Mato Grosso. Trocamos ideias diversas vezes, e ele sempre me surpreendeu pela humildade, força de vontade e senso de propósito na direção de seus objetivos. Tudo coisa de caipira, sabe?

Pois bem, o podcast dele é o Agro Resenha, que está completando três anos de um incansável trabalho de disseminação de conhecimento sobre o agro e para o agro, pra gente que é ou não é do agro. E para comemorar ele me convidou para o programa. E me deixou falar…

Vixe…

Mas antes de começar…

O Itaú Cultural. a essa altura você já sabe, tem três podcasts para quem se interessa por música, literatura e questões indígenas.

No podcast Escritores-Leitores, autores brasileiros falam de seu processo criativo. No Toca Brasil, artistas, produtores e pesquisadores do universo musical falam do seu trabalho. E no podcast Mekukradjá escritores, cineastas e lideranças de povos indígenas de várias regiões do Brasil tratam das questões indígenas. Olha cara! Os podasts são sensacionais!

Acesse itaucultural.org.br.

Agora você tem cultura entrando por aqui, pelos olhos e pelos ouvidos…

(Como em todos os programas especiais não teremos a íntegra do texto).

Êta! Terminando com Bohemian Rhapsody e tudo, cara!

Então? Valeu o papo, hein? Ou foi muito louco, hein? Olha: siga o Agro Resenha, em todos os agregadores.

E se você ficou nervoso, ficou doidinho para me escrever xingando daqueles nomes que você nem sabe o que significam, um conselho:  vá lá pro Mato Grosso, meu! Vai pro Paraná, pro Rio Grande do Sul, pro Pará, pra Bahia. Visite as pessoas que estão dentro do agro, conviva com elas, veja como elas estão trabalhando, converse com quem depende do campo. Tire suas conclusões de ver, e não de ouvir dizer, ok?

Aí a gente conversa.

É assim, ao som de Bohemian Rhapsody que encerramos mais esta edição do Podcast Café Brasil.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

De onde veio este programa aqui tem muito mais e você pode agora fazer parte do time, vem pra cá, cara! Acesse o link confraria.cafe. De novo confraria.cafe. Conheça os planos pra se tornar um assinante e contribuir ativamente para que conteúdos como este que você acaba de receber, cheguem semanalmente pra mais e mais gente. Tem um plano lá, que custa R$12,00 por mês. Doze reais, cara. É o preço de uma barrinha de chocolate, um saquinho de amendoim. Todo mês esse dinheiro vai fazer com que você nos ajude a gente a continuar crescendo e trazendo a nossa voz, fazendo com que ela seja ouvida, continuando a trabalhar pela liberdade, pela independência. De novo, cara: vem pra cá. confraria.cafe.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Pra terminar, uma frase de Tião Carreiro:

Mesmo que meus passos sejam falsos, mesmo que os meus caminhos sejam errados, mesmo que o meu jeito de levar a vida incomode, eu sei quem sou, e sei pelo que devo lutar.