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Café Brasil 813 – No creo en brujas

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Luciano Pires -

Sabe quem ajuda este programa chegar até você?

É a Terra Desenvolvimento Agropecuário, que é especializada em inteligência no agro.

Utilizando diversas técnicas, pesquisas, tecnologia e uma equipe realizadora, a Terra levanta todos os números de sua fazenda em tempo real e auxilia você a traçar estratégias, fazer previsões e, principalmente, agir para tornar a fazenda eficiente e mais lucrativa.

E para você que acredita no agro e está interessado em investir em um seguimento lucrativo e promissor, a Terra oferece orientação e serviços, para tornar esse empreendimento uma realidade.

terradesenvolvimento.com.br – razão para produzir, emoção para transformar.

A inteligência a serviço do agro.

Sempre observei as redes sociais em busca de padrões que me fizessem compreender as escolhas que as pessoas fazem. E tem sido fascinante. Uma das perguntas mais insistentes é por que tanta gente acredita em narrativas estúpidas e evidentemente mentirosas. É nessa praia que vamos navegar hoje.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

Imunização racional – Que beleza!
Tim Maia

Que beleza é sentir a natureza
Ter certeza pr’onde vai
E de onde vem
Que beleza é vir da pureza
E sem medo distinguir
O mal e o bem
Uh, uh, uh, que beleza!
Uh, uh, uh, que beleza!
Que beleza é saber seu nome
Sua origem, seu passado
E seu futuro
Que beleza é conhecer
O desencanto
E ver tudo bem mais claro
No escuro
Uh, uh, uh, que beleza!
Uh, uh, uh, que beleza!
Abra a porta
E vai entrando
Felicidade vai
Brilhar no mundo
Que beleza! Que beleza!
Que beleza! Que beleza!

Olha só… quem dá as tintas para o episódio de hoje é o grande Tim Maia, aqui com o clássico Imunização Racional. Sobe aí, Lalá.

Então… quando se fala de acreditar em coisas absurdas, há o lado pitoresco dos alienígenas, monstros, teorias da conspiração. E há o lado preocupante envolvendo questões políticas e comportamentais, que abrem mão da lógica e da ciência, mergulhando num mundo de fantasia. Por que as pessoas acreditam em coisas que não têm evidências e nas quais muita gente não acredita?

Durante a pandemia chegamos ao estado da arte, com ciência pra cá, ciência pra lá, carteiradas aqui, falsificações ali… Um hospício, onde uma pessoa comum como eu, vai ficar louca. Além de levar dedadas na cara e lições de moral de gente canalha.

Uma loucura. Tá certo, temos vieses e preconceitos que certamente impactam nas conclusões que tiramos de nossas reflexões sobre os fatos. São eles, os viéses e os preconceitos, que nos empurram a acreditar em coisas estranhas.

Sempre que estamos diante de um acontecimento que foge à nossa familiaridade e compreensão imediatas, queremos encontrar uma explicação. Desesperadamente. Temos de dar sentido aos acontecimentos, às tragédias, às coincidências, mesmo que tenhamos de apelar para crenças populares. É por isso que algumas pessoas ganham o rótulo de azaradas, pé frio ou sortudas. Basta que cometam alguns erros ou acertos em sequência e pronto. O rótulo está lá para explicar.

O Zé é rico porque é sortudo.

A Maria quebrou a cara porque é azarada.

Não é simples essa explicação, hein?

Em programas anteriores eu falei bastante da dissonância cognitiva, a falta de harmonia na forma como adquirimos e processamos informações. A dissonância cognitiva se manifesta pela sensação desagradável de conviver com duas ideias contraditórias ao mesmo tempo.

Você lembra daquela oferta que chega por e-mail com um preço inacreditável, hein? Daquela proposta de curso que deixará você rico? Perspectiva de ganho rápido ou fácil de um lado e suspeita de que a proposta é um golpe, de outro. Em dissonância cognitiva, não raro fazemos a opção psicológica de correr o risco. Os psicólogos chamam essa vulnerabilidade de “suspensão voluntária da incredulidade”.

Depois do prejuízo, criamos todo tipo de desculpa para justificar a escolha desastrada…

Sacou? Dissonância cognitiva é o estado desconfortável de inconsistências nos comportamentos ou nos pensamentos. Queremos evitar essas contradições mentais a qualquer custo. Então, tentamos entendê-las criando alguma consistência, mesmo que estapafúrdia.

Na ânsia de explicar o que não entendemos, nos tornamos alvos para as teorias da conspiração que tentam explicar o que aconteceu. Mesmo que de forma absurda.

O Zé tem parte com o diabo.

A Maria tem percepção extra-sensorial.

Sacou? Dissonância cognitiva faz a gente acreditar em coisas estúpidas.

Outro elemento que nos faz crentes é o viés de confirmação.

Vamos retomar nosso raciocínio. O viés de confirmação surge depois que a gente acredita em alguma coisa. Procuramos tudo que possa confirmar a nossa crença. E evitamos tudo que possa ir contra a crença. Você que só lê e ouve pessoas que falam coisas que estão alinhadas a seus pensamentos, e que bloqueia todos que falem contrário a suas crenças, está praticando o viés de confirmação.

Isso é muito comum nas redes sociais, onde pessoas que têm as mesmas ideias se agrupam. Nas minhas redes e nos comentários de meu podcasts, toda hora tem alguém dizendo: “Chega, não sigo mais esta página” ou então, “Vou parar de ouvir seu programa”. As pessoas estão dizendo: você disse algo com que eu não concordo, agora não gosto mais de você.

Cara, eu amo adolescentes birrentos…

“Olá xará! Luciano Serrano falando aqui direto do Pará. Te acompanho desde Brasileiros Pocotó e acompanhei o primeiro episódio do Café com Leite. Ia atá gravar um áudio na época, eu ouvi com a minha filha de 15 anos. Eu tenho mais um filho de 13, outro de 5, outra de 18. Esse Cafezinho que eu ouvi hoje, falou novamente do projeto e fiquei empolgado de gravar um áudio pra ti.

Eu acho fantástica essa… esse resgate dos disquinhos. Eu uso os disquinhos. Eu não tenho mais os disquinhos, mas tenho os áudios de vários deles, conto muito pro meu filho mais novo de 5 anos, a gente ouve essas histórias e com os outros chegamos a ouvir também e, com certeza, é uma forma muito interessante de trazer conteúdo.

Eu lembro dos disquinhos. Eu nasci na dácada de 70 mas tive acesso aos disquinhos, e é importante ressaltar aqui também: o disquinho, além de ser colorido, que é muito legal, algumas pessoas tinham uma vitrolinha que era própria pro disquinho. Essa vitrolinha era pequena, a tampa da vitrolinha era o alto falante do disquinho, e a própria criança conseguia colocar o disquinho pra funcionar.

Então, ela tinha essa autonomia de: eu vou colocar o disco e vou ouvir a história, que ajuda a preservar essa lembrança. Eu lembro exatamente de eu fazendo isso.

A criança tem um mundo próprio, né? E como ela tem esse mundo próprio dela, conseguir se comunicar com ela nesse mundo próprio, é muito aderente à proposta aí.

Tem outras coisas também que são próprias de criança que é brincar, se divertir, fazer jogos. Eu vou te dar uma experiência que eu tive esse dias, com as crianças que moram lá perto de casa.

Eu sou voluntário escoteiro há muitos anos, trabalho com crianças de forma voluntária, mas essas daí… a gente estava na rua se distraindo e de repente eu comecei a brincar de o que é, o que é, com essas crianças. Algumas nem conheciam, não sabiam, o que é, o que é. E é uma brincadeira bem de criança, eu me lembro da época de criança, a gente fazia muito isso. E comecei a brincar com elas ali.

E foi divertido, foi gostoso, elas queriam aprender, queriam repetir, fazer umas com as outras, fazer comigo. E toda vez que eu passo agora na rua, e as crianças estão lá, elas vem falar do o que é o que é. Gravaram, pegaram isso daí. Quando tem aderência, a criança pega e pratica. E isso é muito importante.

Ainda mais neste momento que tem muita sensualização, muita coisa acessível às crianças, quando elas veem algo genuinamente próprio pra elas, a aderência é imediata, né?

Então, eu torço pra que você consiga ter sucesso nesse projeto e que no que eu puder divulgar, colaborar, pode contar com a gente aqui da nossa parte. Tá bom? Um grande abraço, sempre alerta!”

Grande xará. Cara, cada lembrança! Essa brincadeirinha do o que é, o que é, uma brincadeirinha de adivinhação, e você vai lembrar o seguinte: tudo que você falou no teu comentário aí, tem a ver com a construção do imaginário da criançada, né? Elas vão usando a imaginação pra criar algo que não existe. Que é exatamente a pegada que a gente adotou pra trabalhar em cima do Café com Leite. O Luciano, na verdade, está se referindo a esse projeto que vamos lançar brevemente, chamado Café com Leite, que é um podcast focado no público infanto juvenil.

Um podcast feito pra levar o conteúdo do Café Brasil pra um público infanto juvenil. E a ideia nossa lá, foi adotar essa inspiração daqueles disquinhos, lembra daquela série Disquinhos? Antigos disquinhos coloridos que a gente cansava de ouvir quando era criança, né? Tinha uma coisa maravilhosa lá que era a imaginação da gente ia construindo o cenário que era narrado. Então as músicas, os efeitos sonoros, aquilo tudo, fazia com que o cérebro da gente voasse. Isso aí é o que eu chamo do tal fitness intelectual. É a tua imaginação a milhão, constuindo um cenário, ajudando você a construir um mundo, né?

Que é diferente do que acontece hoje em dia, onde as coisas vem todas prontas  e a garotada quase que não tem a chance de construir seu próprio mundo. Tá tudo pronto, a gente vira zumbi. E a ideia do Café com Leite, é propor essa grande reflexão.

Obrigado aí, xará. Obrigado pelo comentário e tendo a chance aí, espalha pra molecada aí. Se o que é o que é é uma delícia, vamos fazer eles lembrarem como é que a gente fazia a imaginação voar quando éramos pequenos, né?

Você já sabe que a Perfetto patrocina o Café Brasil fazendo sorvetes, não é?

No site perfetto.com.br – lembre-se, perfetto tem dois “tês”, a gente enlouquece.

Com o delicioso picolé Buben, você garante diversão vitaminada para toda galerinha. Em cada palito, um irresistível sorvete de morango tipo queijo Petit Suisse com cobertura especial sabor Banana, que só a Perfetto tem.

Confira todos os detalhes em: perfetto.com.br.

Você tá se aguentando aí, cara? É difícil, né?  Vai lá no blog! Dá uma olhada, cara: é enlouquecedor!

Luciano – Como é mesmo Lalá?

Lalá – Ah! Com sorvete #TudoéPerfetto

Muito bem. Agora bote os algoritmos na jogada… pesquise aí algum absurdo tipo “reptílicos da terra oca” e pronto. O algoritmo vai começar a mandar para você informações sobre esse assunto por todo lado. Ocê estará no Instagram e bum! Entra uma propaganda de uma agência de viagens para a terra oca. No Google, surgem ofertas de livros sobre a cultura reptílica… Cara, se estou vendo tantas vezes essas informações, tem de ser verdade… Pronto. Com o viés de confirmação em dia, você acredita em qualquer absurdo.

Sabe outro viés que faz acreditar em absurdos? É o viés de retrospectiva.

É quando você acha que previu o resultado de alguma coisa depois que essa coisa aconteceu. Você acredita em alguma coisa absurda e um dia aparece algum indicador que pode confirmar a sua crença. “Viu? Eu não disse?”. E então você rearranja suas memórias, cria lembranças falsas ou muda sua perspectiva, para que o resultado do momento se encaixe na ideia de que você o previu.

A gasolina subiu, é? Vai aparecer um monte de especialista dizendo “eu não disse?”

Você chegou na praia e começa a chover. “Olhaí, ó! Eu sabia que ia chover!” Ué, mas se sabia, por que foi à praia, cara?

Como qualquer viés, o viés de retrospectiva nasce da tentativa do lagarto que mora em nosso cérebro de poupar energia. Ele cria atalhos mentais que automatizam as tomadas de decisões no dia a dia. Muitas vezes esse atalho dá uma interpretação equivocada da realidade.

Pronto. Nasce o viés.

Mas tem mais coisas que nos levam a acreditar em absurdos. Os mecanismos mágicos de defesa, por exemplo, que acionamos quando uma crença nossa é ameaçada. Acionamos diversos mecanismos, até mesmo a racionalização do irracional. Afinal, temos de dar sentido aos absurdos nos quais acreditamos, não é?.

Pegue alguém que diz que o homem nunca chegou na lua. Apresente evidências. Você ouvirá todo tipo de pirueta na tentativa de desacreditar as evidências. A pessoa não quer acreditar que está errada, e vai transformar suas evidências em provas de que o homem não foi lá. Mostre um vídeo, ele dirá que foi feito num estúdio. Mostre uma foto, ele dirá que é photoshop. Mostre que os russos nunca desmentiram o pouso dos norte americanos na lua, e ele dirá que é um complô entre as duas superpotências. E vai por aí.

Diga que o comunismo e o socialismo nunca deram certo em nenhum lugar e dirão que foi  porque foram deturpados. Agora vai.

Evidências óbvias são rotuladas como falsas, anticientíficas, coisa de negacionista. E são descartadas ou tratadas como coisa de quem quer defender algum interesse obscuro.

Você tem visto muito disso por aí?

Tem mais? Tem. Tem os processos de conformidade. Se são sempre minorias que acreditam em ideias absurdas, como é que mantêm suas crenças diante de uma maioria que não acredita nelas? Ora, encaixando-se num grupo. Olhando para os lados. Em algum momento vai aparecer alguém que também acredita nos seres reptílicos que vieram do centro da terra. Pronto. A sua teoria deve estar certa! E você sempre ouvirá os crentes do absurdo dizendo que muita gente acredita no que eles dizem. Se quiser entrar na patota, você tem de acreditar também.

Tem mais? Tem. A famosa crença em um mundo justo. Imagine all the people… living their life in peace… iu hu huhuhuh

Faz parte de nossas boias para navegar tempos difíceis acreditar que algo bom virá para compensar o ruim. Afinal, as coisas se equilibram, não é? Depois da tempestade…vem a bonança. Se nossos esforços forem compatíveis, os resultados virão. Seus custos e investimentos se traduzem no resultado esperado. Se merecer o que pretende, com certeza o obterá, sacou?

Sacou? Acreditamos que boas ações serão recompensadas, más ações serão punidas. Quando nos deparamos com uma injustiça, temos um desconforto psicológico. E, sem saída, dizemos assim, ó: “ele vai pagar na outra vida. Ou no outro lado”…

A crença de que o mundo é justo nos faz acreditar em absurdos.

Mas tem mais…

Tem os Medos Existenciais. Você vai morrer. Do vírus. Da bomba. Da vacina. Da comida transgênica. Do agrotóxico. Do asteróide. Do capitalismo… Há ameaças à sua vida e segurança por todos os lados. E o medo dessas ameaças nos leva a acreditar em absurdos.

Talvez o mundo não seja mesmo justo… Talvez seja arbitrário, caótico, sem sentido… E talvez não exista nada além dele!

O medo existencial nos leva a crer em absurdos.

Bem, existem ainda outras razões para quer acreditemos em coisas absurdas. Mentiras Audaciosas e Sistemas de Crenças, por exemplo.

Adolf Hitler dizia assim, ó: “Torne a mentira grande, simplifique-a, continue afirmando-a, e eventualmente todos acreditarão nela.” E ele também dizia: “As grandes massas cairão mais facilmente numa grande mentira do que numa pequena mentira.”

Cara, se a mentira é tão absurda, tão inacreditável, talvez por isso mesmo seja verdade.

Já um sistema de crenças é um conjunto de ideias e valores que nos ajuda a interpretar o mundo e fazer nossas escolhas. Você conhece alguém que seja pessimista, só veja o lado ruim das coisas? Essa pessoa age assim por causa de seu sistema de crenças, que privilegia uma visão triste da realidade. As alegrias estarão sempre em segundo plano. Dependendo de seu sistema de crenças, você está mais ou menos propenso a acreditar em coisas absurdas.

Muito bem… agora que você já sabe por que acreditamos em coisas absurdas, o que que pode ser feito, hein? Vamos lá…

O primeiro passo para a cura é reconhecer que estamos doentes. Sem reconhecer o problema, não há como buscar soluções. Portanto, aceite que você tem crenças, vieses, dissonâncias limitantes. Faça um exercício de introspecção. Por que que eu ajo dessa maneira, hein? Por que tal ou qual opinião me incomoda? Por que reajo mal ao Zé e bem à Maria? Por que não gosto de ler A e evito ouvir B?

Toda crença é sustentada por algum pensamento gerado por suas experiências, pela influência de outras pessoas, por sua formação moral. Então, procurar os pensamentos que sustentam essa crença no absurdo é fundamental. Se você conseguir neutralizar esses pensamentos, você tira a sustentação à crença absurda. Se você crê que é azarado, que lucro é feio, que todo mundo vai enganar você, sua vida deve ser difícil, cara. Combata essas crenças ou então…

Transforme limão em limonada. Passe a olhar o erro, o fracasso, como uma valiosa lição para não falar novamente. Olhe aquela pessoa que está insistindo numa opinião contrária à sua, como alguém que pode ter mais experiência que você e, portanto, merece atenção. Não me refiro aos idiotas ou canalhas evidentemente, mas àquelas pessoas sobre os quais você diz “não li, não ouvi, não assisti, mas eu não gostei”. Cara: abra-se para outras ideias.

Procure o lado positivo das coisas. Tem gente demais valorizando o negativo. Quem ouviu o Café Brasil O Poder do Mau, sabe que damos muito mais importância às coisas más do que às boas. Isso é mamão com açúcar para quem quer fazer com que acreditemos em absurdos. Procure os pontos bons dos acontecimentos, isso pode mudar sua visão de mundo. E assim, mudará o seu mundo.

Muito bem. Este episódio harmoniza muito bem com o Café Brasil 759 – Karl Popper e os negacionistas, com o Café Brasil 760 – Carl Sagan e o dragão na garagem, com o 761 – O viés nosso de cada dia e com o 770 – O Kit para detecção de bobagens.

Ouça essa série toda, cara. É um MBA contra acreditar em bobagem. Essa sériede podcasts trata de como precisamos praticar o ceticismo, mas não o ceticismo burro. Eu chamo de ceticismo positivo, aquele que leva a descobertas. Há uma frase famosa, que é atribuída a um monte de gente, que diz que o preço da liberdade é a eterna vigilância. É isso. Vigilância sobre qualquer tipo de movimento que venha a suprimir a liberdade de pensamento, seja através de censura, da manipulação ou simplesmente da mentira.

Disco voador
Rita Lee
Roberto de Carvalho

Da minha janela vejo uma luz
Brilhando no céu da terra
É azul, é azul
Não é avião, não é estrela
Aquela é a luz de um disco voador
Disco voador
Trazendo do céu um segredo
Olhando pra mim com um pouco de medo
Querendo pular a janela
Ligar a vitrola e entrar dentro dela
Disco pirata, disco invasor
Disco de prata, disco voador

É assim então, ao som de Disco Voador, com Rita Lee e oTutti Frutti, que vamos saindo meio… assim… desconfiados.

Olha: fazer com que as pessoas acreditem em coisas estúpidas ou bizarras é uma forma de manipular, enganar e calar. Conduzir as pessoas a se organizar em torno de cultos, onde se submetem às ideias de um guru, que sabe como a vida deve ser vivida é o caminho certo para o desastre. E é isso que temos visto nestes tempos bicudos, repletos de torcidas organizadas que acreditam em qualquer besteira dita por seu guru.

No escuro, quem tem a lanterna é rei. Tome cuidado.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo. Vem com a gente, cara!

Olha: mundocafebrasil.com é o lugar que você acessa pra mergulhar no nosso ecossistema. E vindo pra cá, você vai ajudar a gente, não só participando, ou tendo acesso ao conteúdo específico pra assinantes, mas assinando, pagando uma asssinatura mensal, que vai de 12, até 45, até 600 reais, você escolhe o teu plano e ajuda a gente a aqui a manter funcionando essa nossa produção de conteúdo que vai gratuitamente pra muita gente. Vem fazer parte, cara! Torne-se um assinante do Café Brasil.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Pra terminar, uma frase de autoria incerta, mas que pode ter sido popularizada pelo escritor espanhol Miguel de Unamuno

‘No creo en brujas, pero que las hay, las hay’