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Café Brasil 841 – Os arquitetos do mau

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Luciano Pires -

Sabe quem ajuda este programa chegar até você?

É a Terra Desenvolvimento Agropecuário, que é especializada em inteligência no agro.

Utilizando diversas técnicas, pesquisas, tecnologia e uma equipe realizadora, a Terra levanta todos os números de sua fazenda em tempo real e auxilia você a traçar estratégias, fazer previsões e, principalmente, agir para tornar a fazenda eficiente e mais lucrativa.

E para você que acredita no agro e está interessado em investir em um seguimento lucrativo e promissor, a Terra oferece orientação e serviços, para tornar esse empreendimento uma realidade.

terradesenvolvimento.com.br – razão para produzir, emoção para transformar.

A inteligência a serviço do agro.

Tomamos decisões diariamente em nossas vidas, tanto no lado pessoal quanto no profissional. E o que usamos para tomar decisões? As informações que recebemos de diversas fontes, que nos chegam pela mídia. Por isso é fundamental tomar cuidado com o tipo de alimento intelectual que você joga para dentro da mente. Vamos nesta linha hoje.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

“Boa tarde Luciano Pires. Sou Paulo Evangelista da cidade de Francisco Morato. Corretíssimo, corretíssimo, corretíssimo. Pena que a gente, em ano eleitoral, a gente … tudo que a gente diz, tudo que a gente fala, traz pessoas que já estão contaminadas. É como se fosse enxugar gelo. É uma coisa meio louca, mas é como dizia o Raul Seixas, né? Que coloca os débeis como se fossem sábios e os sábios como se fossem débeis.

Belíssimo, belíssimo, belíssimo trabalho. É isso aí, é isso aí. O Brasil precisa de pelo menos um Luciano Pires a cada estado. 27 Luciano Pires. Vamos pra frente. Vamos pra frente que o Brasil em pouco tempo, tipo 30 anos, será outra coisa”. 

Grande Paulo Evangelista! Cara, 27 Lucianos Pires? Olha, nem eu me suporto, imagine aguentar 27 eus… rararararararra…mas gostei dessa sua lembrança do Raul, viu? Me remeteu a um texto no qual ele dizia assim, ó:  “dúvidas de mim já não tenho”. Raul sabia muito bem para que estava por aqui e qual sua missão. Eu estou na mesma trilha, viu? Mensagens como essa sua me dão certeza de que no caminho certo. Muito obrigado.

A moça que dançou com o diabo
Jayme Ramos
Teddy Vieira

Numa sexta feira santa
Há muitos anos atrás
Na cidade de são carlos
Publicaram nos jornais,
Uma moça muito rica,
Contrariou o gosto dos pais,
Num baile que fez em casa,
Ela dançou com o satanás.

Quando o baile começou
Regulava as nove horas
Chegou um moço bem vestido,
Arrastando um par de esporas,
Dando viva para o povo,
Como vai minha senhora!
Quero conhecer a festeira
Porque estou chegando agora.

O velho disse pra filha
Hoje o baile esta mudado
Estamos no fim da quaresma
E isso pode ser pecado.
A mocinha respondeu,
O senhor que está cismado
Jesus cristo está no céu,
E nós aqui dança largado.

Pegando na mão da moça o moço saiu dançando
Tocava valsa e mazurca,
O cabra tava virando.
Com o chapéu na cabeça
A moça foi incomodando,
O senhor dança direito
Que mamãe não está gostando,
Ele foi e disse pra moça, minha hora já chegou,
Eu preciso ir embora que o galo já cantou
Tirou o chapéu da cabeça e os
Dois chifres ele mostrou,
Parecia um touro velho,
Daqueles mais pegador,

O diabo soltou um bufo e sumiu numa explosão,
Pra aquela gente sem fé isso serviu de lição,
No meio da correria, dois grito e confusão
Ficou louca a moça rica,
Filha do major Simão

Você ouviu A moça que dançou com o diabo, de Jayme Ramos e Teddy Vieira, em gravação de 1953 com Vieira e Vieirinha.

Eu escolhi essa canção, que fala da tentação, da enganação, do pacto com o diabo, da forma insidiosa com que o capiroto entra na vida da gente, para lembrar que a estas alturas você já deve estar ciente de que acabo de lançar um novo livro, o Merdades e Ventiras – Como se proteger da mídia que quer fazer a sua cabeça. A mídia que nos traz coisas maravilhosas mas que, vira e mexe, mostra os chifres na cabeça.

É um livro onde reuni quase 40 anos de experiência na área de comunicação, para analisar os truques e estratégias da mídia para conquistar nossa atenção, e nos levar a fazer escolhas que, na maioria das vezes, não são de nosso interesse. Hoje vou mostrar par você alguns trechos do livro, para você sacar qual é a pegada, e se motivar a comprar o livro… ou melhor, comprar o combo : livro mais curso.

Vamos lá…

No episódio anterior, eu recordei o mote de uma antiga propaganda da Folha de São Paulo: “é possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade”. Também é possível, sem apelar para a mentira, neutralizar o aspecto de uma notícia que tem todos os predicados para reverberar positivamente na mente das pessoas, simplesmente enquadrando-a para este objetivo. E isso a mídia tem feito com uma maestria impressionante. Um trato aqui, outro ali, e a mensagem pode ganhar uma dubiedade imperceptível pra quem não prestar atenção.

Dois pesquisadores Daniel Kahneman e Amos Tversky deram um nome a esse truque: “Efeito de enquadramento”.

Mas, antes, vale um comentário lateral: no início de suas carreiras, Daniel Kahneman e Amos Tversky trabalharam em diferentes ramos da psicologia: Kahneman estudou a visão, enquanto Tversky estudou a tomada de decisão. Em seus estudos, eles mostraram que, em ambos os domínios, os seres humanos dificilmente se comportam como se fossem estatísticos treinados ou intuitivos. Em vez disso, seus julgamentos e decisões se desviam dos modelos econômicos idealizados. As coisas não são como são, mas como as pessoas acham que são.

E os dois criaram a “heurística de disponibilidade”, que se aplica às reflexões deste episódio aqui.

Pergunte às pessoas nos Estados Unidos sobre qual tipo de morte mais acontece com armas de fogo: homicídios ou suicídios? Alguma dúvida de que a maioria dirá que os homicídios com armas de fogo são muito mais comuns? Mas a verdade é que os suicídios com armas de fogo ocorrem duas vezes mais.

Conforme o WISQARS™ — Web-based Injury Statistics Query and Reporting System, em 2019, ocorreram 39.707 mortes por armas de fogo nos EUA. 60% (23.941) foram suicídios.

A explicação que Kahneman e Tversky ofereceram para esse erro de julgamento é baseada no conceito de “disponibilidade”. Ou seja, quanto mais fácil for para nós nos lembrarmos de instâncias em que algo aconteceu, mais provável será que vamos supor que sempre seja assim. Essa regra prática funciona muito bem na maioria das vezes, mas pode levar a grandes erros quando a frequência e a facilidade de recordação divergem.

Como os homicídios com armas de fogo têm muito mais cobertura da mídia do que os suicídios com armas de fogo, as pessoas erroneamente pensam que são mais prováveis. E esse pensamento errado passa a ser a narrativa dominante na sociedade.

E que importância isso tem? Quando todo mundo pensa que algo acontece por uma determinada razão, políticas públicas, recursos e comportamentos serão apontados nessa direção. E cabeças serão cortadas. Mesmo que a premissa esteja errada. Essa reflexão merece um pequeno aprofundamento.

Recentemente, assisti a um vídeo pelo Telegram da reunião do presidente Bolsonaro com empresários durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em janeiro de 2019. O El País, maior jornal da Espanha escreveu assim:

Bolsonaro anima a los ejecutivos de Davos a invertir en el nuevo Brasil.

(https://elpais.com/economia/2019/01/22/actualidad/1548180154_823650.html )

“Bolsonaro incentiva os executivos de Davos a investir no novo Brasil. O presidente do Brasil defende, sem muitos detalhes, o comércio à frente da reforma fiscal e a esperada reforma da previdência por parte dos investidores”. É uma manchete positiva sobre a participação do presidente brasileiro em sua estreia como chefe de Estado no encontro de Davos.

Fui buscar a mesma notícia na versão brasileira do periódico espanhol:

(https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/22/economia/1548182020_953667.html)

Assinado pela mesma repórter, a matéria traz no título em português:

“O breve discurso de Bolsonaro decepciona em Davos. Falta de detalhes sobre medidas concretas gera frustração na audiência do Fórum.”

Olha: eu não sou um teórico da conspiração, mas como explicar duas conclusões totalmente contrárias pelo mesmo jornal, quando a única mudança foi no idioma da matéria? Afinal de contas, o discurso animou ou desanimou?

Fui conferir todo o artigo em português, o conteúdo é igual ao da edição espanhola. O que mudou foi o título. Eles sabem que pouca gente passa do título, e os poucos que passam leem apenas o comecinho, dificilmente vão até o final. O que está no título e nas primeiras linhas, que chamamos de lead, define como o acontecimento será digerido pelo leitor.

Alguém do lado de cá estava interessado em contar para os brasileiros que a participação do seu presidente naquela importante reunião de chefes de Estado fora um fracasso. No título original, o enquadramento era que ocorreram coisas boas, contatos importantes, expectativas de grandes negócios para o país. Por que a diferença entre a edição brasileira e a espanhola? De novo, alguém escolheu mudar o enquadramento da história com o intuito de esfriar o ânimo de quem tivesse alguma esperança na reunião de Davos. A facilidade com que se dão esses enquadramentos chega a ser preocupante. Talvez não tanto nesse caso mas, em alguns, implica impacto gigantesco e de consequências desastrosas.

Você pode até achar que eu exagero. Mas não mesmo. A repercussão negativa de fatos importantes pode se constituir numa tragédia em todos os sentidos.

No primeiro trimestre de 2021, as manchetes nos principais veículos de comunicação Brasil afora foram de arrepiar: “Brasil registra mais de 4 mil mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas”. Pânico geral! Como assim, cara? Começou a gritaria, saiu todo mundo batendo em todo mundo do governo, atirando para todos os lados, cresceu a insegurança, aumentou a neurose quanto às questões sanitárias e medidas preventivas. Era uma tragédia!

Surpreso, eu fui atrás para confirmar a informação onde eu acho que pode ser crível — o site Zerobias, de Lorenzo Ridolfi, que já fazia algum tempo que vinha executando um trabalho espetacular de análises estatísticas dos dados. O gráfico dele mostrava, em vermelho, as mortes pela data em que eram registradas e, em azul, as mortes na data em que ocorreram. Desde o início da pandemia, os números oficiais reportavam num determinado dia as mortes que ocorreram em dias anteriores. Os números não mostravam as mortes que ocorriam naquele dia, mas as que eram registradas naquele dia.

Naquela semana, houve um feriado na quinta-feira. Os óbitos de quinta-feira a domingo foram reportados apenas na segunda-feira, que era o primeiro dia útil após o feriado prolongado, ou seja, somaram em um único dia as mortes de quatro dias consecutivos, incluídas as do fim de semana. E o resultado foi alarmante. A curva foi lá para o alto, o suficiente para gerar aquela gritaria toda.

E a jogada é interessante: tanto a revista Veja quanto o jornal O Globo noticiaram: “Brasil registra mais de 4 mil mortes por Covid nas últimas 24 horas”. Eles se resguardaram. Nenhum dos dois veículos disse que “morreram”; disse que “foram registradas”, e isso faz uma baita diferença. Transferiam para o leitor a interpretação.

Já a Folha de São Paulo, sempre ela, não teve a mesma honestidade intelectual. Pegou a deixa: “Brasil ultrapassa 4.000 mortos por Covid em um só dia; número dobrou em menos de um mês”. Um jornal português também foi no embalo: “Brasil com novo máximo de óbitos por Covid-19. Mais de 4000 em 24 horas”. Uma notícia com tamanho impacto assim é inédita. Bateu no exterior, e a comoção lá fora deve ter sido geral: “os brasileiros estão ferrados! Estão morrendo mais de 4 mil por dia!”.

Agora, deixa eu religar uns disjuntores aí: deixa de ser importante o fato de terem morrido 2 mil pessoas em vez de 4 mil? Claro que não! As mortes estavam acontecendo, e isso é trágico. Agora, existe alguém bastante interessado em inflar os números e manter o clima de terror. Os arquiteros doi mal. E é alguém muito esperto que escreve lá “registra”, mas não conta para ninguém a diferença entre data do registro e data da morte. Isso faz toda a diferença. Dança todo mundo, cria pânico, questiona-se a política pública sanitária, aumenta a pressão nas autoridades de saúde do governo, coloca-se em dúvida a capacidade das autoridades de lidar com o problema, suspeita-se de corrupção, pede-se uma CPI e por aí vai.

Esse é o “poder do mau”, o título de um episódio do podcast Café Brasil 722 no qual apresentei o resumo do livro The Power Of Bad, de John Tierney e Roy Baumeister, que trata do impacto das más notícias sobre as boas. Entendeu por que o “mau” do título com u em vez de “mal” com l? Trata-se do mau como contraponto ao bom, e não ao bem. Ou seja, estamos falando do poder que as más notícias têm sobre nossa vida. E dos arquitetos do mau que proliferam na imprensa.

O livro traz uma análise espetacular para ajudar a entender como é que a manipulação das notícias muda a forma como vemos o mundo no dia a dia.

As más notícias têm o poder de nos impactar muito mais que as boas notícias. E, se a notícia não for ruim o suficiente para um estrago de proporções consideráveis, existem outras maneiras de contextualizá-la para que ganhe uma conotação negativa.

Por isso é importante saber como funciona a mídia. Mas a coisa fica ainda mais cabeluda quando jogamos o poder das mídias sociais dentro da discussão. As redes sociais estão ajudando a reconectar fundamentalmente a sociedade humana. Como as mídias sociais permitem que as pessoas se comuniquem mais livremente, elas estão ajudando a criar organizações sociais surpreendentemente influentes entre grupos que sempre foram marginalizados. E como as redes sociais se alimentam das interações entre as pessoas, elas se tornam mais poderosas à medida que crescem.

Graças à internet, cada pessoa com visões marginais pode ver que não está sozinha. E quando essas pessoas se encontram através da mídia social, elas podem fazer coisas – criar memes, publicações e mundos online inteiros que reforçam sua visão de mundo e, em seguida, pautam a discussão da mídia tradicional.

Com a mídia social, os males sociais, éticos, ambientais e políticos ganharam visibilidade máxima, deslocando o equilíbrio de poder das mãos de poucos para as massas. Por isso tanta gente quer “regular as mídias sociais”.

Bom, basta ver o impacto que as redes sociais causaram no comércio eletrônico, no processo de contratação de mão de obra, no treinamento e desenvolvimento pessoal. Esse novo poder, por ser tão novo, está apavorando muita gente e abrindo lacunas para manipulação da opinião pública como nunca antes. Por isso até o Tribunal Eleitoral entrou em campo para regular o que pode e o que não pode ser divulgado. Quem diria, cara?

E o uso das mídias sociais já está ligado a problemas como ansiedade, angústia, falta de privacidade, bullying, vícios diversos. Sem contar com o encorajamento das pessoas a formar e valorizar “amizades de mídia social” em vez de amizades reais. O termo ‘amigo’ usado nas mídias sociais é uma sombra fraca da amizade tradicional. Amigos de verdade realmente se conhecem, frequentemente interagem cara a cara e têm um vínculo pessoal. E isso vem diminuindo pela força das mídias sociais.

Bom, e então, hein? Com tudo isso que eu falei, dá para colocar em primeiro plano a preocupação com conhecer como funciona e como usar as mídias? Ou você vai continuar levando na boa, enquanto o mundo lhe atropela, hein?

Por isso volto ao meu convite. Junto com o livro, lancei o Curso Merdades e Ventiras, com sete aulas gravadas, tratando dos temas que eu abordo no livro e propondo interação com e entre os alunos. Como o curso é gravado, você pode consumir quando, como, quanto e onde quiser. E se comprar agora, ainda via poder participar de pelo menos duas aulas ao vivo que acontecerão ao longo dos meses de outubro e novembro.

Dê uma olhada em  merdadeseventiras.com.br, tem um ezinho maroto ali no meio ó:  merdadeseventiras.com.br e pule para o barco. Esse assunto é importante demais para ficar em segundo plano.

O cantador
Dory Caymmi
Nelson Motta

Amanhece, preciso ir
Meu caminho é sem volta e sem ninguém
Eu vou pra onde a estrada levar
Cantador, só sei cantar
Eu canto a dor
Canto a vida e a morte, canto o amor
Ah, eu canto a dor
Canto a vida e a morte, canto o amor
Cantador não escolhe seu cantar
Canta o mundo que vê
E pro mundo que vi, meu canto é dor
Mas é forte pra espantar a morte
Pra todos ouvirem minha voz
Mesmo longe
De que servem meu canto e eu
Se em meu peito há uma dor que não morreu?
Ah, se eu soubesse ao menos chorar
Cantador, só sei cantar
Eu canto a dor
De uma vida perdida sem amor
Ah, eu canto a dor
De uma vida perdida sem amor
De uma vida perdida sem amor
De uma vida perdida sem amor
Ah, eu canto a dor
De uma vida perdida sem amor…

É assim então, ao som de O Cantador, de Dory Caymmi e Nelson Motta, na interpretação de Mirella Costa, que vamos saindo pensativos…

Cantador não escolhe seu cantar
Canta o mundo mesmo que vê
E pro mundo que vi, meu canto é dor

Informação é poder. Sem um meio de distribuição de informações, as pessoas não podem aproveitar o seu poder. Por isso é fundamental saber como usar os meios de distribuição, e como eles usam você! E assim se proteger dos arquitetos do mau que proliferam nos jornais, rádios, televisões, cinema e mídias sociais.

Venha para o curso Merdades e Ventiras. A cada dia torna-se mais importante conhecer o funcionamento da mídia, como nos comportarmos usando-a e, principalmente, como funciona este novo mundo onde, como indivíduos, nos tornamos mídias e vivemos o pesadelo das fake n=ews.

merdadeseventiras.com.br venha conhecer esta proposta, dê um passo além na sua independência intelectual dos canalhas que tentam diariamente fazer a sua cabeça.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Tem uma palestra nova chamada Merdades e Ventiras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo?

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase do grande jornalista norte americano Walter Cronkite, que aponta por nossa responsabilidade por conhecer as mídias:

Jornalismo objetivo e coluna de opinião são tão semelhantes quanto a Bíblia e a revista Playboy.