s
Podcast Café Brasil com Luciano Pires
Corrente pra trás
Corrente pra trás
O que vai a seguir é um capítulo de meu livro ...

Ver mais

O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
A Omny Studio, plataforma global na qual publico meus ...

Ver mais

O campeão
O campeão
Morreu Zagallo. Morreu o futebol brasileiro que aprendi ...

Ver mais

O potencial dos microinfluenciadores
O potencial dos microinfluenciadores
O potencial das personalidades digitais para as marcas ...

Ver mais

Café Brasil 927 – Quando a água baixar
Café Brasil 927 – Quando a água baixar
A história de Frodo Bolseiro em "O Senhor dos Anéis" ...

Ver mais

Café Brasil 926 – Definição de Gaúcho – Revisitado
Café Brasil 926 – Definição de Gaúcho – Revisitado
Então... diante dos acontecimentos dos últimos dias eu ...

Ver mais

Café Brasil 925 – No Beyond The Cave
Café Brasil 925 – No Beyond The Cave
Recebi um convite para participar do podcast Beyond The ...

Ver mais

Café Brasil 924 – Portugal dos Cravos – Revisitado
Café Brasil 924 – Portugal dos Cravos – Revisitado
Lááááááááá em 2007, na pré-história do Café Brasil, ...

Ver mais

LíderCast 321 – Rafael Cortez
LíderCast 321 – Rafael Cortez
Tá no ar o #LC321 O convidado de hoje é Rafael Cortez, ...

Ver mais

LíderCast 320 – Alessandra Bottini
LíderCast 320 – Alessandra Bottini
A convidada de hoje é Alessandra Bottini, da 270B, uma ...

Ver mais

LíderCast Especial – Rodrigo Gurgel – Revisitado
LíderCast Especial – Rodrigo Gurgel – Revisitado
No episódio de hoje a revisita a uma conversa que foi ...

Ver mais

LíderCast 319 – Anna Rita Zanier
LíderCast 319 – Anna Rita Zanier
A convidada de hoje é Anna Rita Zanier, italiana há 27 ...

Ver mais

Segunda Live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola
Segunda Live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola
Segunda live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola, ...

Ver mais

Live Café Com Leite com Roberto Motta
Live Café Com Leite com Roberto Motta
Live inaugural da série Café Com Leite Na Escola, ...

Ver mais

Café² – Live com Christian Gurtner
Café² – Live com Christian Gurtner
O Café², live eventual que faço com o Christian ...

Ver mais

Café na Panela – Luciana Pires
Café na Panela – Luciana Pires
Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

Ver mais

Americanah
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Americanah   “O identitarismo tem duas dimensões, uma dimensão intelectual e uma dimensão política, que estão profundamente articuladas, integradas. A dimensão intelectual é resultado ...

Ver mais

A tragédia e o princípio da subsidiariedade
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
A tragédia e o princípio da subsidiariedade “Ações que se limitam às respostas de emergência em situações de crise não são suficiente. Eventos como esse – cada vez mais comuns por ...

Ver mais

Percepções opostas sobre a Argentina
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Percepções opostas sobre a Argentina “A lista de perrengues diários e dramas nacionais é grande, e a inflação, com certeza, é um dos mais complicados. […] A falta de confiança na ...

Ver mais

Economia + Criatividade = Economia Criativa
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Economia + Criatividade = Economia Criativa Já se encontra à disposição no Espaço Democrático, a segunda edição revista, atualizada e ampliada do livro Economia + Criatividade = Economia ...

Ver mais

Cafezinho 625 – Fake news que matam
Cafezinho 625 – Fake news que matam
Há tempos eu digo que saímos da Sociedade da Informação ...

Ver mais

Cafezinho 624 – Desastres não naturais
Cafezinho 624 – Desastres não naturais
Ao longo dos anos, o Brasil experimentou uma variedade ...

Ver mais

Cafezinho 623 – Duas lamas, duas tragédias
Cafezinho 623 – Duas lamas, duas tragédias
O Brasil está vivenciando duas lamas que revelam muito ...

Ver mais

Cafezinho 622 – Sobre liderança e culhões
Cafezinho 622 – Sobre liderança e culhões
Minhas palestras e cursos sobre liderança abrem assim: ...

Ver mais

Café Brasil 843 – O nosso hino

Café Brasil 843 – O nosso hino

Luciano Pires -

Sabe quem ajuda este programa chegar até você?

É a Terra Desenvolvimento Agropecuário, que é especializada em inteligência no agro.

Utilizando diversas técnicas, pesquisas, tecnologia e uma equipe realizadora, a Terra levanta todos os números de sua fazenda em tempo real e auxilia você a traçar estratégias, fazer previsões e, principalmente, agir para tornar a fazenda eficiente e mais lucrativa.

E para você que acredita no agro e está interessado em investir em um seguimento lucrativo e promissor, a Terra oferece orientação e serviços, para tornar esse empreendimento uma realidade.

terradesenvolvimento.com.br – razão para produzir, emoção para transformar.

A inteligência a serviço do agro.

Aproveitando este momento único de mobilização nacional, que emenda talvez a eleição mais importante de nossa história com uma copa do mundo, decidimos fazer um episódio especial do Café Com Leite, explicando para a garotada a letra do nosso Hino Nacional. E a gente descobriu que não é só pra garotada não. Pra muito adulto ele está servindo, né? E para ampliar o alcance desse episódio, vamos reproduzi-lo aqui no Café Brasil.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

“Olá Luciano, Ciça, Lalá, Bárbara, toda equipe do Café Brasil, bom dia, boa tarde, boa noite. Aqui é o Gabriel, participando mais uma vez, desta vez pra fazer aqui um desabafo, como tantos que vocês devem ter recebido por aqui, né?

Eleições, né? Não só pelo resultado da eleição com o candidato que deveria estar aposentado, curtindo o dinheiro que ele roubou durante tantos anos, mas pela cobertura da mídia.

Eu estava no domingo aqui assistindo um canal, quando passei por um canal que teoricamente é um canal que deveria ser mais qualificado, com informação de maior qualidade, né? De uma TV por assinatura, um canal… esses canais “news”, sabe? Uma emissora grande, trazendo ali “news”, né? Esse canal aí, tinha um trio de jornalistas, entre aspas, fazendo a cobertura, e um dos jornalistas fez um comentário parecido com isso aqui: o Ciro Gomes implodiu a sua carreira, a sua candidatura, a partir do momento que ele teve uma mágoa com o PT, ele ficou ressentido, ele ficou magoado com o PT. E com isso ele canalizou alguns eleitores pro Bolsonaro. Como isso ele implodiu ali a candidatura dele. Uma mágoa.

Eu fiquei impressionado, estarrecido, como eles usam a retórica, a narrativa pra suavizar uma mágoa. O Ciro Gomes… não tem o que defender no Ciro Gomes, falar que ele é maravilhoso, não é isso. Mas… uma mágoa. Não é? O que o PT provocou foi uma mágoa na população. Mas magoou a população, a população perdeu e vota de novo, né?

É impressionante, impressionante. Todas as vezes que falavam deste candidato, que ficou em primeiro nas eleições, falavam sempre de uma forma suave, ah, ele  foi condenado… mas não falam os motivos, né? Não mencionam o petrolão, não mencionam o mensalão e quando mencionam passam por cima e vamo que vamo, né? É sempre assim. É impressionante, é impressionante, como a gente é manipulado, como as pessoas são suscetíveis a isso e como elas repetem, né?

E essas pessoas que repetem e que defendem essa roubalheira, muitas delas não tiveram problemas durante a pandemia. Mantiveram seus empregos fixos e não sofreram, porque quen sofreu, quem tá na rua, quem teve dificuldade, não é essa galera que está gritando na internet. Às vezes essas pessoas nem tem acesso à internet.

Então, fica aqui o meu registro e minha indignação com esse pseudo jornalismo, né? Eu lembro que eu fiz uma participação aqui no Café Brasil, eu acho que no ano passado. Essa participação, inclusive, ela foi pro ar, ela foi pro ar.

A respeito de uma indignação que eu tive quando eu fui visitar um casal de amigos que tinha uma orientação mais à esquerda, uma orientação política mais à esquerda e numa conversa com o rapaz, ele me disse o seguinte: numa relação empresa empregado, a empresa tenta fazer com que o empregado trabalhe o máximo que ela pode e pagando o mínimo que ela consegue. E o empregado tenta trabalhar o mínimo que ele pode, recebendo o máximo que ele consegue. A hora que ele falou isso eu fiquei estarrecido, eu não sabia nem o que responder.

Pois bem, este rapaz estava na banca de um programa de uma outra emissora que não é tão grande, mas tem um programa muito tradicional, uma roda, né? Esse rapaz estava lá. Na banca entrevistando um político. É esse tipo de gente, com esse pensamento, que é escalado no jornalismo brasileiro. A gente não consegue nem ter um equilíbrio. Claro, existem aí outras emissoras com maior credibilidade, mas é a minoria.

Fica aqui o meu desabafo, vamos continuar na luta, como a gente conversou, independente de quem estiver lá no poder, os boletos continuam vencendo e nós temos que lutar e nos resguardar por nós mesmos, porque o estado não vai prover, né? O estado não provê ninguém. Quem provê, quem nos provê somos nós mesmos e quem dá emprego pra população são os pequenos e médios empresários que são os responsáveis pela movimentação econômica desse país, né?

São os empresários que dão empregos e são chamados de capitalistas, corruptos, enfim, é impressionante como as pessoas não conseguem enxergar um palmo na frente do nariz e não conseguem ser gratas ao universo que elas vivem.

Então, fica aqui o meu desabafo. Espero que essas eleições terminem bem pra população, pra todos nós e vida longa ao Cafezinho, meus amigos”.

Grande Gabriel… meu caro, como é mesmo aquele bordão que tem sido muito usado por aí, hein? O jornalismo profissional morreu.  A pandemia derrubou máscaras, e descobrimos que temos de ser muito mais seletivos com as nossas amizades, com os especialistas nos quais acreditamos. com as nossas fontes de informação.  Descobrimos que ninguém sabe de porra nenhuma. E essa constatação faz isso aí ó: nos deixa sem entender as atitudes de gente que até então julgávamos inteligente. Vamos ter de selecionar muito mais em quem acreditamos, meu caro.

Quanto ao Ciro, ele foi traído e humilhado pelo PT a vida inteira. Canta de machão e depois aparece com o rabo entre as pernas apoiando a decisão de seu partido de apoiar juistamente quem? O PT… O Ciro é um otário, é só isso.

Continue indignado, meu caro. Esse é o primeiro passo para a mudança.

Muito bem. Você que é ouvinte contumaz do Café Brasil, já sabe de nosso projeto voltado ao público infanto-juvenil, o Café Com Leite, não é? Já estamos no episódio 19 e resolvemos fazer um clássico. É ele que você ouvirá na íntegra a partir de agora abrindo com o Hino Nacional para quinteto de flautas doces, de Orlan Chaves:

Bárbara: Bom dia, boa tarde, boa noite! Sabe que o Hino Nacional Brasileiro é um dos mais belos hinos do mundo? Mas você sabe o que é e para que serve um hino?

Babica: É mesmo, Bárbara! E será que nosso ouvinte sabe o que quer dizer a letra do nosso hino?

Bárbara: Ah, Babica, entender a letra do Hino é mesmo um desafio. Vamos tentar explicar hoje?

Babica: Vamooooooosssssss! Eu sou a Babica, o avatar da Bárbara que vive dentro do celular dela!

Bárbara: E eu sou a Bárbara Stock, que junto com a Babica apresento seu podcast Café Com Leite. E quem traz um ouvinte hoje, sou eu! A Heloísa!

Heloísa – Oi Bábalo… oi oi Bárbala… oi oi Bárbara, oi Babica, eu sou a Heloísa de seis anos e moro em Santos. Eu gosto muito das suas histórias de super herói, mas eu quero uma do Homem-Aranha porque eu gosto muito dos poderes dele. Tchau.

Vida longa ao Cafezinho, Café com Leite, Café Brasil, Luciano Pires e todos vocês. um abraço

Bárbara: Ahahahahahha, que linda, Heloísa! Seis aninhos! Olha, eu também gosto muito do Homem Aranha e ele vai voltar num dos próximos episódios, tá bom?

Babica: Heloísa, você gosta do meu super-herói favorito! Que legal!!! Agora vou fazer mais força ainda pra ele voltar!

Bárbara: A Heloísa ganhou uma camiseta linda do Café Com Leite!

Babica: Ebaaaaaaaaaaaaaaaa. E olha, se você gostou do nosso Café com Leite, mande uma mensagem de voz para nós no whatsapp 11915670602. Se a sua mensagem for escolhida, vamos publicá-la no próximo episódio e você ganhará uma camiseta muito legal!

Bárbara: Então, Babica, hinos nacionais, de qualquer país que você escolher, representa um símbolo de grande importância. Geralmente é uma representação do amor e do respeito que o povo tem pela sua nação. É uma homenagem que as pessoas prestam ao país onde vivem e à nação que construíram. Lembra da diferença ente país e nação, Babica?

Babica: Lembro sim. Mas por que o nome é “hino”? Não podia ser “melô” ou “canção” ou “balada”?

Bárbara: Babica, hino é uma música, é um estilo musical. O que faz dele um hino é exatamente o sentimento de patriotismo que a letra traz. Isso é hino, e não existe outra forma de se fazer hino, se não for assim. A palavra hino vem do grego hýmnos, que quer dizer “canto laudatório”, ou seja, um canto de homenagem. Por isso, pelo que ele representa, não poder Melô, Babica. Aliás, Melô Nacional ficaria muito ruim, né?

Babica: É mesmo. Hino Nacional é muito mais bonito.

Bárbara: Então, o Hino Nacional do Brasil, do jeito que a gente conhece, existe desde 1823, quando a melodia foi composta por um violoncelista e compositor chamado Francisco Manuel da Silva. A música era para comemorar a proclamação da Independência do Brasil. E é tão bonita que recebeu em 1909 uma letra, uma poesia de Joaquim Osório Duque Estrada. Mas só em 1922, Babica, a música e letra foram declarados oficialmente como o Hino Nacional Brasileiro.

Babica: Nossa, mas é antigo, não é?

Bárbara: É sim, Babica. E o mais curioso é que o compositor da melodia, Francisco Manuel, morreu cinco anos antes do nascimento do compositor da letra Osório Duque estrada.

Babica: Ah, eu sempre achei que eles tinham trabalhado juntos.

Bárbara: Pois é, Babica. Não mesmo. Mas ficou linda, não foi?

Babica: Eu também acho lindo o hino. Me emociono com ele. Mas sabe de uma coisa, Bárbara?

Bárbara: O quê, Babica?

Babica (evergonhada): Eu não entendo quase nada da letra dele…

Bárbara: Ahahahahahahahha muita gente diz isso, Babica. Eu mesma, levei um bom tempo para entender também. É que ela foi escrita usando palavras e um estilo que não se usa mais. O português erudito ou culto, que é muito rico e complexo. No dia a dia, nós usamos o português mais informal, que chamamos de coloquial, que é mais simplificado mesmo.

Babica: Como assim?

Bárbara: A principal diferença entre a linguagem culta e a coloquial é que a culta segue a regra formal e as normas gramaticais, Babica. A coloquial, que nós usamos no dia a dia, está mais fora dos padrões e segue variações conforme a época e o lugar em que a gente vive.

Babica: Me dá um exemplo, Bárbara?

Bárbara: Dou. Se um dia você for numa entrevista de emprego, não será adequado utilizar palavras como “mano”, “véio”, “vamo”, “tá ligado”, entendeu? Isso você deve deixar para usar quando estiver com amigos num churrasco. E nesse churrasco, se você pedir assim: “Busque-me um copo d’água, por obséquio, cara amiga Bárbara”, todo mundo vai olhar você com uma cara muito estranha…

Babica: Entendi. A lígua é viva, né?

Bárbara: É. Ela vai mudando com tempo, por isso é importante existirem as normas cultas, que mantém uma referência, um cânone, um padrão. No nosso hino dá pra ver isso direitinho. Quer que eu te explique?

Babica: Eu quero!

Bárbara: Então vamos lá. Você fala a letra de cada estrofe e eu explico.

Babica: Ebaaaaaaaaaaaaa. Vamos lá! Tá pronta?

Bárbara: Sempre pronta, Babica.

Hino Nacional na Viola Caipira , com Afonso Villasanti

Babica:

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos
Brilhou no céu da Pátria nesse instante

Bárbara: Essa primeira estrofe descreve a margem tranquila, que é o que quer dizer “plácida”, do Rio Ipiranga, em São Paulo. Foi ali que Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil. O autor fala do grito do Imperador …

Babica: Independência ou Morte!

Bárbara: Isso. Brado retumbante é o grito forte que ecoou representando todo o povo brasileiro.  E fala como o país se tornou fúlgido, iluminado, pela liberdade, porque deixou de ser uma colônia portuguesa para ser, enfim, uma nação.

Babica:

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte
Em teu seio, ó Liberdade
Desafia o nosso peito a própria morte!

Bárbara: “Penhor” pode ser entendido como “garantia”, “direito”. O autor da letra fala do direito de igualdade conseguido com firmeza pelos comandantes do Brasil. E na base dessa liberdade, Babica, está o coração disposto a defender a liberdade até à morte. Esta última parte pode remeter à frase “Independência ou Morte”, que teria sido dita pelo Imperador D. Pedro I.

Babica:

Ó Pátria amada
Idolatrada
Salve! Salve!

Bárbara:  É uma saudação ao país idolatrado, amado por sua gente, Babica.

Babica:

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce
Se em teu formoso céu, risonho e límpido
A imagem do Cruzeiro resplandece

Bárbara:  O país Brasil é um sonho que se tornou real, como um raio de luz fúlgido, vívido, intenso, que traz esperança e amor às pessoas que aqui vivem. A imagem do Cruzeiro que brilha no céu belo, claro e que dá esperanças, é a constelação do Cruzeiro do Sul, Babica. A palavra “risonho”, não trata de sorrisos, mas de estar cheio de promessas.

Babica:

Gigante pela própria natureza
És belo, és forte, impávido colosso
E o teu futuro espelha essa grandeza

Bárbara: Gigante pelo tamanho que esse Brasilzão tem, Babica, está entre os cinco maiores do mundo.  É um território bonito, de grande riqueza natural e com a força de seu povo se torna um gigante impávido, destemido. E toda essa grandeza o prepara para ter um futuro brilhante.

Babica:

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil
Ó Pátria amada!

Bárbara: Entre todos os outros lugares do mundo, o Brasil é o mais amado por quem vive aqui.

Babica:

Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada
Brasil!

Bárbara: O Brasil é como se fosse uma mãe generosa para todos os brasileiros.

Babica: Bem, aí acaba a primeira parte. Vamos para a segunda, Bárbara?

Bárbara: Vamos, Babica!

Babica:

Deitado eternamente em berço esplêndido
Ao som do mar e à luz do céu profundo
Fulguras, ó Brasil, florão da América
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Bárbara: Ah, esse verso é bem complicado, Babica. O berço é uma metáfora para a América do Sul, que é onde o Brasil, uma pátria jovem, está localizado. Então o Brasil está eternamente deitado no berço esplêndido da América do Sul. As forças da natureza, como o céu e o mar, estão presentes, e fazem parte do cenário onde o Brasil fulgura. Fulgurar é o ato de propagar ou ocasionar luz ao brilho; ato de brilhar. O Brasil brilha como florão, uma jóia, uma preciosidade no novo mundo descoberto pelos portugueses.

Babica:

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores
“Nossos bosques têm mais vida”
“Nossa vida” no teu seio “mais amores”

Bárbara:  Garrida quer dizer enfeitada com flores, como são os campos do Brasil, que oferecem promessas e possibilidades. O que dá mais vida às terras, e junto com essa vida oferece acolhimento a quem vive em seu meio, que é o que quer dizer “em teu seio”.

Babica:

Ó Pátria amada
Idolatrada
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado
E diga o verde-louro desta flâmula
– Paz no futuro e glória no passado

Bárbara: O lábaro, Babica, é a bandeira do país, enfeitada com as estrelas que representam seus estados. A letra pede que ele seja um símbolo de comprometimento e fidelidade de seu povo. E que o verde e amarelo, que é chamado de verde-louro, represente as conquistas do passado e um futuro de paz.

Babica:

Mas, se ergues da justiça a clava forte
Verás que um filho teu não foge à luta
Nem teme, quem te adora, a própria morte

Bárbara: E se por acaso no futuro formos ameaçados, se precisarmos levantar armas em defesa da justiça para o nosso povo, podemos contar com os brasileiros, que enfrentam as dificuldades e não têm medo de morrer por amor ao seu país.

Babica:

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada
Brasil!

Bárbara: O Brasil, terra adorada pelos brasileiros entre tantos outros países, é a mãe gentil dos que aqui nascem e vivem aqui. Pronto!

Babica: Nossa, Bárbara, eu não tinha entendido nada. Agora percebi como a letra é bonita, como fala com orgulho do Brasil, não é?

Bárbara: É mesmo. E eu aqui, só de te explicar, já fico emocionada. Mas tem uma coisa que você não sabe.

Babica: O quê, Bárbara?

Bárbara: Sabe aquela introdução instrumental do Hino Nacional?

Babica: Quem não sabe? (cantarola)

Bárbara: Essa mesmo. Ela tem uma letra. Vou te mostrar:

Espera o Brasil que todos cumprais com o vosso dever
Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante
Gravai com buril nos pátrios anais o vosso poder
Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante
Servi o Brasil sem esmorecer, com ânimo audaz
Cumpre o dever na guerra e na paz
À sombra da lei, à brisa gentil
O lábaro erguei do belo Brasil
Eia! Sus, oh, sus!

Babica: Sus?

Bárbara: Sim, Babica. Buril é um instrumento para trabalhar a madeira, e a palavra “sus” vem do latim e quer dizer “de baixo para cima”. É um chamado à motivação: Eia sus pode ser erga-se!, ânimo!, coragem! É sinônimo de “em frente, avante”

Babica: Ah, eu não fazia ideia.

Bárbara. Então. Agora quero fazer um convite à você e ao nosso ouvinte.

Babica: Ebaaaaaa!

Bárbara: Em 2009, Eliezer Setton, um artista lá de Maceió, lançou um CD chamado “Hinos à Paisana”, que foi patrocinado em parte pelo Café Brasil do nosso diretor Luciano Pires. E ele gravou o Hino Nacional. O Luciano diz que é a versão mais bonita que ele já ouviu do hino, Babica. Quero convidar você e nosso ouvinte para ouvir. E, se quiser, cantar juntos.

Babica: Ah, Bárbara! Eu vou acompanhar aqui com a mão no coração

Hino nacional na versão de Eliezer Setton

Babica: Bárbara, eu estou toda arrepiada! Não sabia que avatar se arrepiava.

Bárbara: Eu também, Babica! As coisa do Brasil me emocionam muito! E nosso hino é a coisa mais linda!

Babica: É mesmo. Por isso temos de respeitá-lo. E aprender a cantá-lo com orgulho e respeito.

Bárbara: Taí, Babica, mais um valor! O patriotismo. O sentimento de amor, devoção e de apego ao nosso país. O patriotismo permite que o povo se sinta parte do mesmo país, e ajuda no desenvolvimento e progresso da sociedade. É isso que o hino representa.

Babica: Viva o Brasil!

Bárbara: Vivaaaaaaaaaaaa!

Que tal então, hein? É assim, ao som do Hino Nacional, no acordeon de Eddy Stafin, que vamos saindo esperançosos…

O Café Com Leite é publicado semanalmente e distribuído gratuitamente para quem se interessar em ter um conteúdo nutritivo para seus filhos, estudantes e parentes. É um projeto independente, apresentado pela Bárbara Stock e a Babica e editado pelo Senhor A, que nos deixa emocionados ao ouvir as vozes dos pequenos brasileiros que estão curtindo os episódios. O Café Com Leite é mais que um podcast, é uma missão.

Assim como o Café Com Leite, o Merdades e Ventiras é parte do meu legado. Merdades e Ventiras é o meu novo livro. Olha: a cada dia torna-se mais importante conhecer o funcionamento da mídia, como nos comportarmos usando-a e, principalmente, como funciona este novo mundo onde, como indivíduos, nos tornamos mídias e vivemos o pesadelo das fake news. Todo mundo querendo manipular a gente.

Tente lá: http://merdadeseventiras.com.br venha conhecer essa proposta, dê um passo além na sua independência intelectual dos canalhas que tentam diariamente fazer a sua cabeça.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você, que completa o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Lembre-se também de uma coisa: as redes sociais estão entregando cada vez pior. Os conteúdos que a gente publica se perdem, não entregam pra ninguém. Então, a gente criou um canal no Telegram, há muito tempo. Há mais de sete anos, temos um canal no Telegram chamado Café Brasil. E ali, tudo que a gente publica aparece. Vai lá, inscreva-se: Telegram Café Brasil.

Bárbara Quem você trouxe para encerrar este episódio, Babica?

Babica: Ah, hoje é uma frase do jurista, político e diplomata brasileiro Ruy Barbosa:

A pátria não é ninguém. São todos.