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Luciano Pires -

Existe um estudo neurológico chamado “teoria do pensamento narrativo”, que mostra que para que nossas experiências conscientes façam sentido, nosso cérebro atribui a elas uma estrutura semelhante a uma história. Constrói uma narrativa com uma sequência de fatos e algum tipo de correlação entre eles. E são essas narrativas que dão forma ao nosso mundo.

https://thedecisionlab.com/insights/business/the-power-of-narratives-in-decision-making

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires.

Posso entrar?

“Bom dia, boa tarde, boa noite. Aqui é a Edlene, Brasília de Minas, Minas Gerais. Oi Luciano, oi Ciça, oi Lálá, Bárbara e Babica. Eu estou gravando essa mensagem pra aproveitar a coragem que eu tive em gravar.

Eu estou aqui chorando depois de escutar o podcast do nosso hino no Café com Leite e porque eu sempre me emociono quando ouço o hino. Cada vez que tem um evento, uma formatura, uma solenidade que é tocado o hino, eu sempre fico em posição de respeito e sempre me emociono, sempre me arrepio quando escuto o hino.

Eu estou chorando porque a gente perdeu isso. Ninguém está respeitando o hino hoje, até mesmo na própria escola, não tem o que a gente aprendeu quando era criança. A gente sempre cantava o hino nas aulas. Hoje não acontece mais isso e não tem aquele respeito que a gente tinha pelo hino. Hoje eu fico totalmente desolada ao ver isso acontecer. Não porque é uma música, é porque é um símbolo da pátria, um símbolo da nossa pátria.

Eu sinto falta disso, eu sinto… eu comecei a ver as coisas, hoje adulta, mas não tem mais esse patriotismo, as crianças não são chamadas ao patriotismo, as nossas crianças não são chamadas ao patriotismo mais. Eu não tenho criança, eu não tenho filho, não sou mãe, mas me dói ver as crianças com essa falta de respeito.

Eu já ouvi todos os podcasts do Luciano, estou acompanhando o Café com Leite e estou muito feliz com essa nova empreitada sua em tentar colocar nossas crianças pra aprender mais alguma coisa, aprender a serem seres pensantes.

É muito triste ver como estão as nossas crianças, como estão os nossos adolescentes de hoje. E eu queria agradecer mais uma vez, eu já sou assinante o Premium, acompanho o Luciano há muito tempo. Eu queria agradecer hoje totalmente, porque já escrevi e nunca tive coragem de gravar uma mensagem. Mas é isso. 

Muito obrigada Luciano e a equipe toda. Hoje eu já saí do armário político, porque antes eu não conseguia, não via política como uma coisa boa, sempre votei nulo. A partir da hora que eu descobri que votando nulo não estou fazendo nada, eu não estou exercendo meus deveres de cidadã, eu passei a escolher um lado. Hoje eu escolhi um lado, hoje eu divulgo o lado que eu escolhi. Quem convive comigo sabe em quem eu vou votar, porque eu decidi ser assim. Apesar de que eu sempre falei: o voto é secreto, não conto pra ninguém, hoje eu decidi mostrar pra quem eu voto, mostrar o que eu eu defendo. E aprendi isso com o Luciano, aprendi a me posicionar, a ter voz, a querer ser mais ativa politicamente.

Eu vou encerrar aqui, que está ficando muito longo. E desculpa eu estar chorando, desculpa eu estar emocionada, mas eu precisava me posicionar, eu precisava fazer você saber o quanto eu sou grata a você. Já comprei o Merdades e Ventiras, acabei de comprar agora, e mais uma vez parabéns por tudo e muito obrigada. Um grande abraço. Tchau, tchau.”

Edlene!!!! Você quer matar a gente do coração, é? Todo mundo aqui chorou junto com você. Eu acho que estamos todos muito sensíveis com essas questões da pátria, não é mesmo? Ao menos aqueles de nós que ainda têm coração, que defendem valores fundamentais que nos ajudam a conviver em harmonia, a amar a pátria. Tá tudo misturado, manipulado, usado por gente que quer obter vantagens. E no meio dessa loucura, se perdem os brasileiros que querem realmente contribuir para um futuro melhor de nossas crianças. Bom, essa tem sido a nossa missão nos podcasts, e o Café Com Leite é nosso projeto predileto. Porque ele cuida do futuro. Muito obrigado viu? Por sua generosidade em compartilhar conosco a emoção, viu?  Grande beijo em nome de toda nossa equipe.

O escritor Ruy Castro, escreveu em sua coluna na Folha de São Paulo em 2009, um pequeno artigo chamado “Publique-se a lenda”. Aqui vai uma adaptação dele para este episódio.

Se você assistiu ao filme de 1961 “O Homem Que Matou o Facínora”, de John Ford, recorda-se de como o senador Ransom Stoddard, interpretado por James Stewart, narra para o editor do “Shinbone Star” como fez toda a sua carreira política em cima de uma fraude. Contrariando a lenda, não fora ele que matara o facínora e, com isso, trouxera a lei para aquela região do Oeste, mas o ex-pistoleiro Tom Doniphon, interpretado por John Wayne, que era tão frio quanto o bandido.

O jornalista ouve, sorri, rasga as anotações e diz a frase que ficaria célebre: “Quando a lenda se torna realidade, publica-se a lenda”.

Há tempos, uma amiga me perguntou de quem era a frase. Respondi que, pelo visto, era do escritor James Warner Bellah, autor do roteiro. E só há pouco me dei conta de que o conceito já existia e pode ter sido criado aqui mesmo, no nosso quintal.

“O importante não é o fato, mas a versão”,lembra-se? É a mesma coisa. A frase, dos anos 40 ou  50, era atribuída ao esperto político mineiro Benedito Valadares. Mas outro político, também mineiro e também esperto, José Maria Alkmin, estrilou: “Poxa, Benedito, eu inventei a história de que o importante não era o fato, mas a versão. Você se apropriou dela e agora todos acham que é sua?”. Ao que Benedito, ainda mais esperto, retrucou: “O que prova que ela está certa, meu filho”.

Mas, e se a frase tiver vindo de ainda mais longe no passado e não for de nenhum dos dois? No começo do século, o romancista francês Georges Duhamel escreveu: “Como toda pessoa séria, não acredito na verdade histórica, mas na verdade da lenda”.

Vale o escrito. Do presidente  ao mais nulo vereador de aldeia, noventa por cento dos políticos brasileiros na ativa construíram suas carreiras em cima da lenda e não da realidade.

Os restantes dez por cento ainda não se deixaram flagrar.

Pois é… mas o político Jarbas Passarinho, também escreveu na mesma Folha, em 2002, que Gustavo Capanema, então ministro de Getúlio Vargas, havia se queixado de que o José Maria Alkmin é que havia se apropriado de uma frase dele: “Em política o que vale é a versão, não é o fato…”.

E Passarinho continua…

Frequentemente, leio, como uma crítica ao nepotismo, que Pero Vaz de Caminha teria inaugurado na cultura brasileira o favorecimento dos parentes. Pretende-se que na carta que escreveu ao rei D. Manuel, sobre “o achamento da Terra de Vera Cruz” o cronista concluiu pedindo um emprego a um sobrinho. Ora, o que se contém na carta é que, julgando-se merecedor por haver bem servido ao rei, terminou Pero Vaz com estas palavras:

“Peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro, o que receberei em muita mercê”.

Os engraçadinhos que deturparam a frase desconhecem que a ilha, no litoral da África ocidental, era uma prisão de criminosos portugueses desterrados. Um deles era Jorge de Osório, genro de Pero Vaz Caminha. Caminha não estava pedindo um emprego para o genro. Por amor à filha, pediu ao rei que o transferisse para Lisboa…

A ignorância histórica repete-se ao se atribuir ao presidente francês Charles De Gaulle ter dito que o Brasil não é um país sério.

Devido à discordância com a França, cujos pesqueiros capturavam lagosta na plataforma continental brasileira, o Itamaraty teve delicada missão junto ao Ministério das Relações Exteriores Francês no começo dos anos sessenta. Chegou-se a prenunciar a vinda de um cruzador francês para impor o suposto direito dos pesqueiros. Nosso embaixador Alves de Souza teve dificuldades de defender-nos por conta das constantes mudanças de orientação que ele recebia. Desapontado, disse ao secretário que o acompanhava: “Decididamente o Brasil não é um país sério”. Ele revela isso nas suas memórias. Mas nós, com certa vocação masoquista, preferimos emprestar a frase ao presidente De Gaulle.

É melhor ser insultado por um estrangeiro…

E Jarbas Passarinho conclui o artigo contando que por volta de 1950, o então deputado Tenório Cavalcanti, no plenário da Câmara, fez uma citação de uma frase atribuída a Rui Barbosa. Foi imediatamente contestado por um colega, que disse que Rui nunca havia dito aquilo. Tenório então respondeu: “Bom, se não disse, pensou dizer…” e continuou sua fala.

Tá vendo? Ao longo da história da humanidade, as histórias sempre moldaram nossas tradições, definiram nossas crenças religiosas, deram origem à nossa sabedoria comum e valores mais profundos. Talvez o mais importante, contar histórias, permitiu que a herança cultural fosse transmitida através de gerações por meio de uma série de alterações ou exageros. Sim cara, exageros.

Nosso dia a dia é repleto de histórias: ouvimos nos noticiários, na TV, nas conversas, por meio de textos, nas redes sociais, em podcasts e durante algumas leituras na hora de dormir. A maneira como as histórias se desenrolam é chamada de narrativa: uma sequência de eventos ordenados no tempo, um fluxo no qual os eventos anteriores moldam ou causam os seguintes.

Na prática, processamos fatos e emoções “empacotando-os” em sequências de eventos. Essas histórias fornecem a base para compreender novas experiências, fazer julgamentos e tomar decisões sobre os objetos aos quais a história se refere e desenvolver atitudes e crenças gerais.

Histórias, narrativas, são fundamentais para que compreendamos a realidade. Ou que moldemos a realidade da forma como nós – ou alguém – quer.

Além disso, esse mecanismo peculiar do nosso cérebro expressa a necessidade da mente  de dar sentido às coisas. Ver os eventos como ligados uns aos outros em vez de serem apenas ocorrências acidentais e evitar uma sensação de desordem ao perceber a realidade circundante.

Temos uma concepção linear do tempo, usamos eventos passados, nossas memórias, para explicar o presente, nossas percepções. E usamos os eventos presentes para prever o futuro, nossas expectativas. Esse raciocínio baseado no tempo também tem um traço evolutivo: é um mecanismo de sobrevivência.

Por exemplo, quando você estabelece uma relação de causa e consequência entre bater o dedo do pé e sentir uma dor insuportável, ajuda a reconhecer o mesmo perigo no futuro. E possivelmente, a evitar que um acidente semelhante ocorra.

Várias teorias afirmam que pessoas racionais formulam seu julgamento sobre um produto, avaliando separadamente as implicações de cada informação que recebem. Em seguida, somam ou fazem uma média dessas implicações para desenvolver uma opinião geral.

Mas, parece que não0 é bem assim não. Foi demonstrado que o que realmente se passa na mente de muitos potenciais compradores é uma sequência de eventos. Uma história é muito mais atraente do que informações isoladas porque estimula nosso cérebro de uma maneira que espelha a experiência de uma situação real.

Em outras palavras, processamos histórias quase da mesma maneira que processamos experiências reais que vivemos no dia a dia.

Um experimento, no qual os participantes foram convidados a ler folhetos de viagem de férias, é marcante. Em uma brochura, os locais a serem visitados foram descritos na forma de uma narrativa que transmitia a sequência de experiências que os veranistas provavelmente teriam em cada dia da viagem. A outra brochura trazia apenas características dos locais a serem visitados.

É claro que o folheto com forma narrativa foi muito mais popular.

Nós amamos, precisamos, vivemos de narrativas.

A decisão final de comprar um item, muitas vezes está baseada mais na emoção causada pela sequência de eventos do que pela característica individual do produto. Basta assistir a alguns comerciais de produtos, e você verá lá a contação de histórias. Inclusive passando das medidas. Hoje em dia, a empresa que fabrica perfume está querendo dizer como é que eu devo viver minha vida… São narrativas a serviço de visões ideológicas do mundo. E da engenharia social.

Mas será mesmo que a comunicação baseada nas narrativas pode levar a uma mudança real no comportamento das pessoas? Ela tem esse poder todo, hein?

Se você tem dúvidas, pensa na Ilíada, o poema épico de Homero que conta a epopeia do herói Ulisses. A história se passa na região da Grécia antiga, e teve repercussões muito além daquela região e daquele tempo. A Ilíada ajudou a moldar toda uma sociedade e sua ética. Homero descreveu formas de pensamento, descreveu como a comunidade deveria encarnar seus valores e viver sua vida. Mostrou a consequência de escolhas morais. E definiu a jornada do herói, que é usada até hoje em todas as narrativas que encaramos, dos Vingadores a Luciano Pires falando do seu Everest…

A literatura chinesa é baseada no Livro dos Cânticos, uma coleção de poemas que parecem simples e que, por milênios, acumularam um imenso repertório de interpretações e comentários. A poesia não era apenas coisa de poetas profissionais. Um aspirante a burocrata governamental na China, por exemplo, tinha que passar pelo rigoroso sistema de exame imperial, que exigia um conhecimento detalhado de poesia. Esperava-se que altos funcionários do governo fossem capazes de escrever poemas casuais por capricho. Eram as narrativas moldando seus mundos.

E como não falar das Mil e Uma Noites? Aquelas histórias proporcionaram entretenimento e educação em igual medida. Emolduradas pela inesquecível história de Scherezade e do rei que jurara matar qualquer mulher depois de passar apenas uma noite com ela. Diante da perspectiva da morte certa, Scherezade começou a contar histórias após histórias até que o rei se viu curado de seu juramento assassino – tornando Scherezade não apenas sua rainha, mas também a heroína da narrativa.

Como não lembrar de Monteiro Lobato? George Orwell? Mary Shelley e seu Frankenstein? Hector Babenco com Pixote ou Chico Buarque com Geni e o Zepellin?

Histórias têm um impacto real na maneira como pensamos e fazemos nossas escolhas, portanto, podem sim ser ferramentas úteis para cientistas comportamentais moldarem as decisões de cidadãos e consumidores.

As narrativas enquadram a história e, se você controla o significado da história, controla as pessoas. E narrativas são importantes porque não temos tempo ou dedicação para estudar todos os assuntos importantes que surgem. Por isso pegamos atalhos, que conduzem nossas decisões. Po isso aceitamos as narrativas dos outros.

Olha: narrativas são tão convincentes que devemos ter cuidado com o tipo de mensagem que elas enviam e as repercussões que terão nos destinatários. Por esse motivo, ao promover uma narrativa, seja um vendedor, um formulador de políticas ou um cientista comportamental. Todos deveriam pensar antecipadamente na direção que querem seguir e no tipo de mudança que querem trazer para a sociedade. Bem, eles estão fazendo isso.

Where is the love?
Justin Timberlake
Printz Board Michael
Fratantuno George Pajon

What’s wrong with the world, mama?
People living like they ain’t got no mamas
I think the whole world’s addicted to the drama
Only attracted to things that’ll bring you trauma
Overseas, yeah, we’re trying to stop terrorism
But we still got terrorists here living
In the USA, the big CIA
The Bloods and The Crips and the KKK
But if you only have a love for your own race
Then you only leave space to discriminate
And to discriminate only generates hate
And when you hate then you’re bound to get irate, yeah
Madness is what you demonstrate
And that’s exactly how anger works and operates
Man, you gotta have love this’ll set us straight
Take control of your mind and meditate
Let your soul gravitate to the love, y’all, y’all

People killing, people dying
Children hurt and you hear them crying
Can you practice what you preach?
And would you turn the other cheek?
Father, Father, Father, help us
Send some guidance from above
‘Cause people got me, got me questioning
Where is the love? (Love)
Where is the love? (The love)
Where is the love? (The love)
Where is the love, the love, the love

It just ain’t the same, always in change
New days are strange, is the world insane?
If love and peace is so strong
Why are there pieces of love that don’t belong?
Nations dropping bombs
Chemical gasses filling lungs of little ones
With ongoing suffering as the youth die young
So ask yourself: Is the loving really gone?
So I could ask myself really what is going wrong
In this world that we living in, people keep on giving in
Making wrong decisions only visions of them dividends
Not respecting each other, deny the brother
A war is going on but the reason’s undercover
The truth is kept secret, it’s swept under the rug
If you never know truth then you never know love
Where’s the love, y’all? Come on (I don’t know)
Where’s the truth, y’all? Come on (I don’t know)
And where’s the love, y’all?

People killing, people dying
Children hurt and you hear them crying
Can you practice what you preach?
And would you turn the other cheek?
Father, Father, Father, help us
Send some guidance from above
‘Cause people got me, got me questioning
Where is the love? (Love)
Where is the love? (The love)
Where is the love? (The love)
Where is the love, the love, the love

I feel the weight of the world on my shoulders
As I’m getting older, y’all, people gets colder
Most of us only care about money making
Selfishness got us following our wrong direction
Wrong information always shown by the media
Negative images is the main criteria
Infecting the young minds faster than bacteria
Kids wanna act like what they see in the cinema
Yo, whatever happened to the values of humanity
Whatever happened to the fairness and equality
Instead of spreading love, we spreading animosity
Lack of understanding, leading lives away from unity
That’s the reason why sometimes I’m feeling under
That’s the reason why sometimes I’m feeling down
There’s no wonder why sometimes I’m feeling under
Gotta keep my faith alive till love is found
Then ask yourself

Where is the love?
Where is the love?
Where is the love?
Where is the love?

Father, Father, Father, help us
Send some guidance from above
‘Cause people got me, got me questioning
Where’s the love?

Sing with me y’all (one world, one world)
We only got (one world, one world)
That’s all we got (one world, one world)
Something’s wrong with it (yeah)
Something’s wrong with it (yeah)
Something’s wrong with the wo-wo-world, yeah
We only got (one world, one world)
That’s all we got (one world, one world)

Onde está o amor?

O que está errado com o mundo, mãe?
Pessoas vivendo como se não tivessem mães
Acho que o mundo inteiro está viciado no drama
Apenas atraídos por coisas que te trazem trauma
No exterior, sim, nós estamos tentando parar o terrorismo
Mas ainda temos terroristas vivendo aqui dentro
Nos EUA, a grande CIA
Os Bloods e os Crips, e a Ku Klux Klan
Mas se você só tem amor pela sua própria raça
Então só sobra espaço para discriminar
E discriminação só gera ódio
E quando você odeia, então você está destinado a ser dominado pela fúria, sim
Maldade é o que você demonstra
E é exatamente assim que a raiva funciona
Cara, você tem que ter amor para se endireitar
Tome controle da sua mente e medite
Deixe sua alma levitar para o amor, todos vocês, todos vocês

Pessoas matando, pessoas morrendo
Crianças feridas e você escuta elas chorando
Você consegue praticar o que prega?
E você daria a cara a tapa?
Senhor, Senhor, Senhor, nos ajude
Envie alguma orientação dos céus
Porque as pessoas me fazem, me fazem questionar
Onde está o amor? (Amor)
Onde está o amor? (O amor)
Onde está o amor? (O amor)
Onde está o amor, o amor, o amor

Nunca é a mesma coisa, está mudando constantemente
Os novos dias são estranhos, o mundo está enlouquecendo?
Se o amor e a paz são tão fortes
Por que há partes do amor que não usamos?
Países jogando bombas
Gases químicos enchendo os pulmões de crianças
Com sofrimento contínuo enquanto a juventude morre jovem
Então pergunte a si mesmo: O amor realmente se foi?
Então eu poderei perguntar para mim mesmo o que está errado de fato
Nesse mundo que vivemos, pessoas vivem desistindo
Tomando decisões erradas apenas visando seus próprios lucros
Sem respeitar um ao outro, negando seu irmão
Uma guerra está acontecendo mas o motivo é mantido acobertado
A verdade é mantida em segredo, varrida para debaixo do tapete
Se você nunca conhece verdade, então você nunca conhece o amor
Onde está o amor, galera? Vamos lá (eu não sei)
Onde está a verdade, galera? Vamos lá (eu não sei)
Onde está o amor, galera?

Pessoas matando, pessoas morrendo
Crianças feridas e você escuta elas chorando
Você consegue praticar o que prega?
E você daria a cara a tapa?
Senhor, Senhor, Senhor, nos ajude
Envie alguma orientação dos céus
Porque as pessoas me fazem, me fazem questionar
Onde está o amor? (Amor)
Onde está o amor? (O amor)
Onde está o amor? (O amor)
Onde está o amor, o amor, o amor

Eu sinto o peso do mundo nos meus ombros
Quanto mais eu envelheço, mais as pessoas ficam frias
A maioria de nós só pensa em ganhar dinheiro
O egoísmo está nos guiando para a direção errada
Informações erradas sempre mostradas pela mídia
Imagens negativas são o critério principal
Infectando as mentes jovens mais rápido do que bactéria
As crianças querem agir como elas veem no cinema
O que foi que aconteceu com os valores de humanidade?
O que foi que aconteceu com a justiça na igualdade?
Ao invés de espalharmos amor, estamos espalhando hostilidade
Falta de conhecimento deixando vidas longe de uma unidade
É por isso que às vezes eu me sinto para baixo
É por isso que às vezes eu me sinto mal
Não é de se admirar que às vezes me sinto para baixo
Tenho que manter minha fé viva até que o amor seja encontrado
Então pergunte a si mesmo

Onde está o amor?
Onde está o amor?
Onde está o amor?
Onde está o amor?

Senhor, Senhor, Senhor, nos ajude
Envie alguma orientação dos céus
Porque as pessoas me fazem, me fazem questionar
Onde está o amor?

Cantem comigo, galera (um mundo, um mundo)
Nós só temos (um mundo, um mundo)
É tudo que nós temos (um mundo, um mundo)
E tem algo errado com ele (sim)
Tem algo errado com ele (sim)
Tem algo errado com o mu-mu-mundo, sim
Nós só temos (um mundo, um mundo)
É tudo que nós temos (um mundo, um mundo)

É assim, ao som de Where is the love, com o The Black Eyed Peas, que vamos saindo… pensativos. Procure a letra dessa canção, vale dar uma olhada.

Entendeu então a força das narrativas? Por isso é fundamental saber como elas são contadas e o que podemos fazer para tomar cuidado com quem faz a nossa cabeça.

Foi isso que eu tentei fazer meu novo livro Merdades e Ventiras – Como se proteger da mídia que quer fazer a sua cabeça. Como disse o meu amigo Helder Peixoto: “Cara…seu livro não é de cabeceira é de mochila. Virou um manual que levo em todos lugares para não perder a didática na hora de explicar para alguns imbecis como eles viraram imbecis.”

Tá interessado? merdadeseventiras.com.br.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo.

Olha: de onde veio isso aqui tem muito, mas muito, mas muito mais. Acesse: mundocafebrasil.com, mergulhe dentro do ecossistema Café Brasil. Cara: você vai sair com a cabeça virada e hoje em dia, isso é muito bom.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, tem um canal nosso no Telegram, gratuito, é o grupo Café Brasil.

Para terminar, um pedaço da letra de Where is the love, do The Black Eyed Peas:

Informações erradas são sempre mostradas pela mídia
Imagens negativas são os critérios principais
Infectando rapidamente mentes jovens
Mais rápido que bactéria
Crianças querem agir como o que veem no cinema