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Café Brasil 851 – O abandono silencioso

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Luciano Pires -

Sabe quem ajuda este programa chegar até você?

É a Terra Desenvolvimento Agropecuário, que é especializada em inteligência no agro.

Utilizando diversas técnicas, pesquisas, tecnologia e uma equipe realizadora, a Terra levanta todos os números de sua fazenda em tempo real e auxilia você a traçar estratégias, fazer previsões e, principalmente, agir para tornar a fazenda eficiente e mais lucrativa.

E para você que acredita no agro e está interessado em investir em um seguimento lucrativo e promissor, a Terra oferece orientação e serviços, para tornar esse empreendimento uma realidade.

terradesenvolvimento.com.br – razão para produzir, emoção para transformar.

A inteligência a serviço do agro.

Então, chega mais! Eu quero fazer uma perguntinha pra você: você quer pegar seu carro, moto ou caminhão e chegar com muito mais tranquilidade e conforto onde quiser? Então escuta essa aqui, ó:  com a Nakata você chega muito mais longe! Porque a Nakata é a marca líder em suspensão que garante a qualidade das peças do seu veículo, pra chegar sempre mais longe.

Tudo para você seguir o seu caminho com mais segurança. Quer chegar sempre numa boa, hein?

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Porque só com a Nakata a gente sabe: é tudo azul pela frente.

Chega mais! Em nakata.com.br.

Há algum tempo o termo “quiet quitting”, que pode ser traduzido livremente como “desistência silenciosa” ou abandono silencioso, começou a ganhar espaço dentro do universo profissional. Ele trata das pessoas que trabalham o mínimo necessário para não serem demitidas. Sem dar aquele “algo mais”, sacou? Mas será que é isso mesmo, hein? Vamos refletir a respeito?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Oi Luciano Pires, tudo bem? Aqui é o Juliano, ouvinte do seu podcast de muito tempo. Eu já ouvi quase todos, aprendi muito com você.

Mas como você falou que gosta de crítica de quem gosta de você, então aqui vai uma crítica. Nem construtiva nem destrutiva, mas assim… cara, eu acho que está na hora de você virar a página, sabe?

Esquecer eleição, parar de fazer podcast sobre eleição, até porque, não sei, acho que as pessoas já decidiram, já está decidido, não vai conseguir mudar opinião e acho que aí você está… tá ficando até chato ouvir teus podcasts ultimamente, só eleição, só falando de certa forma, direta ou indireta de Lula e de Bolsonaro.

Eu acho que é igual a casamento quando acaba, sabe? Chegou o momento em que virar a página é deixar pra lá, tocar a vida, até ver as coisas se acertarem novamente. Foca nos teus podcasts com outros assuntos, igual você fazia antes. Tem tanta coisa interessante pra falar, pra ensinar pra esse Brasilzão aí, deixa de política, vira a página é, como se diz aí é… deixa de ser ex do Bolsonaro e vamos mudar de assunto, vamos falar coisa que agrega mais, porque…chega de política.

Nossa, toda semana quando surge um podcast seu agora, é de política, criticando quem votou no Lula, é automaticamente elogiando quem votou no Bolsonaro, né? As pessoas tem suas opiniões, mesmo que sejam erradas, tem suas opiniões, então é… sei lá, chega a ser um pouquinho de falta de respeito essa questão.

Então vamos lá, vamos trocar de assunto…”

Caro Juliano, não. Não, não, nâo. Eu não vou deixar de lado a política, mas de jeito nenhum. Eu não obrigo ninguém a ouvir meus podcasts. E meus podcasts são programas de opinião. Então vou continuar falando a respeito e seguindo os temas que a sociedade demanda. Essa história de “virar a página” no momento em que país está me chamas, em que a democracia foi transformada numa colcha de retalhos, em que tem gente sendo censurada, em que milhões de brasileiros estão revoltados com um processo eleitoral desonesto, cara, isso não é para mim, não. Eu passei da idade de virar a página, sacou? Finge que não é com você.  Provavelmente vou reduzir o ritmo, na medida em que a sociedade discuta menos esse assunto. Ou vou aumentar, se ela aumentar. Só mais uma coisa: “ex do Bolsonaro” significa que você acha que o meu problema é o Bolsonaro, certo? Cara, parece que você não entendeu a amplitude do problema. Mais uma razão para eu continuar batendo na tecla.

TEIMOSIA
Pe. Irala

Muitos já me disseram: “por trás desse mar não há vida nenhuma nem terra habitada”.
Muitos já me disseram: “não suba esse morro não vá nesse vale não vá nessa estrada”.
Mas eu vou, eu vou…
Muitos já me disseram: “que além desse mato começa o deserto e a estrada termina”
Muitos já me disseram: “que não tem sentido seguir o caminho além dessa praia”
Mas eu vou, eu vou…
Muitos já me disseram: do verso que faço é efêmero traço da palha no vento
Muitos já me disseram: que a paz não é certa e a morte não deixa esquecer seu momento
Mas eu vou, eu vou…
Muitos já me disseram: que nada compensa ensinar a criança a evitar os espinhos
Muitos já me disseram: que nada compensa plantar uma flor no jardim do vizinho
Mas eu vou, eu vou…
Muitos já me disseram: “não vale sorrir não adianta cantar nem valem os abraços”
Muitos já me disseram: que a terra é pequena e o sol é o limite do homem no espaço
Mas eu vou, eu vou…
Muitos já me disseram: que a vida que levo não vale a saudade nem vale a esperança
Muitos já me disseram: que nada compensa ouvir o chamado do Deus da aliança
Mas eu vou, eu vou…
Caminhar é o nome da felicidade chegar é o nome da felicidade
Caminhar é o nome da felicidade chegar é o nome da felicidade
E eu vou, eu vou… E eu vou, eu vou…

Pronto! É com TEIMOSIA, do Padre Irala, com Geraldinho Lins que vamos entrando na dança…

Muito, muito tempo atrás numa galáxia far, far away, quando eu era diretor de uma multinacional, a minha sala ficava numa área onde havia outras três salas de diretores. Havia uma secretária da presidência e a minha secretária. A da presidência tinha muitos anos de empresa e era daquelas que a turma tinha medo, sabe como é? Ninguém queria se indispor com ela.

Mas uma coisa me incomodava.

Ela saía para almoço e, quando voltava, ficava na sua mesa inerte, até que terminasse o horário do almoço. E inerte, mesmo, lendo alguma coisa, fazendo unha, sei lá. O telefone tocava e ela não atendia.

Um dia, o telefone estava tocando já há uns 15 minutos na frente dela, e nada. Eu saí da minha sala e disse:

– Fulana, você não vai atender?

E ela, indignada:

– Não. Estou em horário de almoço.

E o telefone continuou tocando.

Cara, eu trabalhava numa multinacional, que tem gente em todo o mundo. Aquela ligação podia ser da Inglaterra, da China ou da Califórnia. Mas como era horário de almoço da dona fulana, ela não se mexia.

Eu fiquei indignado com aquilo, mas há quem a defenda.  Eu não sabia, mas ela já praticava o “quiet quitting”. Em 2007…

Esse termo “quiet quiting” apareceu pela primeira vez numa postagem do TikTok, quando Zaiad Khan postou assim: “Recentemente, aprendi sobre esse termo chamado ‘desistência silenciosa’, onde você não está deixando seu emprego, mas está abandonando a ideia de ir além”.

A ideia de ir além, sacou? Aquilo que os norte-americanos chamam de “extra mile”, o ir além daquilo que você é contratado para fazer. Aquele algo mais.

Cara, eu fui educado num contexto em que dar o algo mais é fundamental para quem quer ir além da média. Aliás, o conceito da meritocracia está baseado exatamente na ideia de premiar quem cria mais valor. E talvez por isso, por uma engenharia social que fez com que “meritocracia” virasse palavrão, e que uma geração aí está querendo dar o troco.

Cai o disjuntor

O quê? Tem dúvidas sobre meritocracia? Bem, leia o Ensaio Sobre Meritocracia que eu publiquei há um bom tempo. Vou colocar o link no roteiro deste programa em portalcafebrasil.com.br. Vai servir pra você sair da caricatura para o mundo real.

https://cafebrasilpremium.com.br/app/e-books/e-book-002-ensaio-sobre-a-meritocracia.

Bem, quando aquele vídeo do TikTok se tornou viral, as opiniões se dividiram. Quem era contra, disse que era só um novo nome para uma atitude velha. Como aquela secretária de 2007, as pessoas sempre praticaram o “quiet quitting”.

Detalhe: a gente tem a tendência de achar que a desistência silenciosa é o mesmo que “fazer corpo mole”, mas não é. O praticante desse abandono silencioso faz tudo que está na sua descrição de cargo. Mas ele faz só isso.

Embora esse termo “abandono silencioso” possa ser um equívoco, fazendo com que os funcionários pareçam que não querem realmente trabalhar e só querem receber seus salários, na realidade essa tendência é principalmente sobre fazer exatamente aquilo que você é pago para fazer. Trata-se de estabelecer limites saudáveis entre o trabalho e a vida.

Na versão equilibrada, portanto a “desistência silenciosa”  o quiet quitting, o abandono silencioso, não é algo ruim.

O problema, como sempre, é quando vira caricatura

Neste exato momento, estou terminando um Podsumário do livro Saída, Voz e Lealdade, de Albert Hischman, lá dos anos 70, no qual ele argumenta que há duas respostas quando o indivíduo está insatisfeito com uma situação: a voz, quando ele reclama para obter alguma melhoria, ou a saída, quando ele simplesmente desiste e abandona. Se você está insatisfeito com seu trabalho, seu relacionamento ou as eleições em seu país, você pode reclamar ou então ir embora. Vai depender da sua lealdade a escolha que você fará.

Mas e quando a pessoa não pode reclamar e também não pode ir embora, hein?

Bem, depois que Hirschman escreveu seu livro, pesquisadores apontaram uma terceira opção além da voz e da saída: a negligência.

A negligência pode ser praticada quando você reduz o esforço que coloca no trabalho, ou quando gasta menos tempo com ele.

Negligência é o nome que eu dei para o comportamento daquela secretária…

Cara, não posso – ou não adianta- eu reclamar, mas também não posso ir embora. Então eu negligencio. Faço o burocrático, o mínimo para não ser despedido. Estudos mostraram que a negligência tendia a acontecer depois que os gerentes violavam a confiança e os empregadores violavam as expectativas não escritas de como os funcionários achavam que deveriam ser tratados. Perdi a confiança no meu chefe ou no meu empregador… então ele que se dane.

Preste atenção aqui ó: se várias pessoas em uma equipe estão desistindo silenciosamente, as chances são de que a liderança é parte do problema. Ou então é todo o problema. Se várias equipes estão quietas, desistindo, pode ser hora de os líderes se olharem no espelho.

Fazer o mínimo é uma resposta comum a chefes abusivos, empregos de merda e baixos salários. Quando não se sentem importantes, as pessoas acabarão por parar de se importar.

Eu não me importo, cara, eu quero que se dane. Só quero manter o meu emprego. Qual a motivação de quem pensa assim em fazer algo mais, hein? Aquele algo mais que vai colocá-la em destaque?

Num ambiente de respeito, desafiador, de remuneração justa, trabalho com propósito, metas claras, a turma está disposta a dar o algo mais, a ir além. As pessoas estarão engajadas, num estado de espírito positivo, gratificante e relacionado ao trabalho, caracterizado por vigor, por dedicação, por foco. O engajamento no trabalho é importante porque os funcionários engajados tendem a ter um desempenho melhor na função. Eles experimentam emoções positivas, que estão ligadas ao aumento de recursos pessoais e bem-estar positivo. Sentem-se motivados a contribuir, a dar ideias, a melhorar a sua função, seu trabalho, seu ambiente.

Na presença de interação respeitosa, trabalho significativo e pagamento generoso, as pessoas estão dispostas a ir além.

Mas o que é que a repentina popularidade do abandono silencioso pode sugerir,hein?  Talvez que as pessoas estejam experimentando altos níveis de conflito entre a vida profissional e a vida pessoal. Uma impactando negativamente na outra. Os funcionários querem confiança, autonomia e mais tempo para os outros aspectos de suas vidas, como suas famílias, como envolvimento em suas comunidades e oportunidades para se concentrar em si mesmos. As pessoas precisam da chance de se desligar do trabalho para se sentirem revigoradas e prontas para se engajar novamente no dia seguinte, o que é um verdadeiro desafio na cultura sempre conectada do mundo caótico em que estamos. Cara: você já ouviu o Café Brasil da semana passada?

Quando e-mails e notificações de trabalho são carregados no seu bolso e ficam ao lado de sua cama, é quase impossível desconectar.

O desafio então é priorizar seu bem-estar, estabelecer limites no trabalho e manter o equilíbrio em outros domínios da vida, enquanto continua engajado no trabalho e permanece produtivo. Cara: é um desafio? É claro que é. Dá pra fazer? Claro que sim. Mas você não pode ser da geração mimimi…

Qual é a pegada, então? Como sempre: equilíbrio. Estabelecer limites de forma eficaz no trabalho, comprovadamente ajuda a aumentar o bem-estar do trabalhador e evitar o esgotamento. Por exemplo, fazer uma pausa para o almoço ou recusar pedidos extras de superiores e colegas de trabalho que excedam as funções e responsabilidades do seu trabalho.

Não responder a e-mails de trabalho, ligações ou mensagens de texto após uma determinada hora e não verificar as mensagens de trabalho durante as férias e dias de folga são duas estratégias que podem ajudar a manter esse último limite. Eu não sei você. Mas eu não consigo fazer isso. Por conta do meu tipo de trabalho, por ser eu o dono do meu negócio, por estar 100% do tempo observando e colhendo informações, hoje em dia eu não faço nenhuma distinção entre tempo de lazer e de trabalho.  Mas também não tenho um chefe enchendo meu saco, cara. Proteger o bem-estar evitando se transformar num workaholic é uma ótima maneira de equilibrar as preocupações da vida profissional com a vida não profissional e com a saúde e, se é isso que significa o “quiet quitting”, então é uma tendência que traz benefícios.

Mas…

Quanto mais energia pessoal você investe no seu emprego e quanto mais engajado se sentir no trabalho, mais satisfação você obtêm. Reduzir a sua contribuição no trabalho pode minar seu senso de engajamento e propósito, que é exatamente aquilo que contribui para sua satisfação no trabalho.

E satisfação no trabalho é crucial para nosso bem-estar físico e mental.

Então vamos lá: menos esforço, menos engajamento e menor satisfação no trabalho. Isso pode fazer com que você sinta que a maior parte de seus dias são fúteis, sem sentido, entediantes.

E é essa percepção, de inutilidade, que gera angústia e afeta negativamente sua saúde mental. É gatilho para depressão, cara.

Eu vou resumir agora, com minha opinião pessoal: se você é adepto do “quiet quitting”, está agindo como aquela secretária que não atende o telefone. Na primeira oportunidade, eu vou trocá-la por outra que atende, que se mostre disposta a ir além, que me dê  certeza de que posso contar com ela sempre que necessário, sem depois ter cobranças ou ficar ouvindo mimimi.

Mas eu farei de tudo para recompensá-la, com uma remuneração justa, reconhecimento e um trabalho que tenha propósito.

Vem cá, meu: é tão difícil de entender isso?

Minha teimosia é uma arma pra te conquistar
Jorge Benjor

La la la la la la la la la
A minha teimosia é uma arma pra te conquistar
Eu vou vencer pelo cansaço
Até você gostar de mim, mulher, mulher
Mulher graciosa, alcança a honra
Você alcançou, mulher
Minha amada, minha querida, minha formosa
Vem e me fala que eu sou o seu lírio
E você é minha rosa
Ah ah, mostra-me teu rosto
Mostra-me teu rosto
Fazei-me ouvir a tua voz
Põe estrelas em meus olhos
Música em meus ouvidos
Põe alegria em meu corpo
Junto com amor de você
Mulher, mulher
La la la la la la la la la
La la la la la la la la la
Mulher
La la la la la la la la la
A minha teimosia é uma arma pra te conquistar
Seja o que Deus quiser
Eu vou conquistar você
Você vai ver
Pois a minha teimosia é uma arma pra te conquistar
Mu mu mu mu mu mulher mulher
Mu mu mu mu mu mulher
A minha teimosia é uma arma pra te conquistar
Seja o que Deus quiser
Você vai ver
Eu vou conquistar você

Olhaí, então. É com MINHA TEIMOSIA É UMA ARMA PARA TE CONQUISTAR, de Jorge Benjor, que eu vou começar  sair assim teimosamente insistindo...

Simplificando, desistir silenciosamente significa decidir não se matar pelo seu trabalho. Trata-se de não levar seu trabalho muito a sério e desafiar a antiga crença de que o trabalho deve reinar completamente sobre a sua vida pessoal. E isso é algo salutar, se for praticado com equilíbrio.

O problema é quando vira caricatura,  quando vira, mimimi. Se você é uma pessoa normal, trabalhar toma pelo menos oito horas do seu dia. Se você praticar o “quiet quitting” desequilibrado, significa que um terço do seu dia vai se tornar maçante, burocrático e desprovido de propósito e desafios.

Cara: você vive bem com isso, hein?

O “quiet quitting” sem equilíbrio significa que você não está disposto a dar aquele pique a mais, a estender a perna para além da capacidade, correndo o risco de ter uma lesão que tire você da Copa. E com isso, vai perder diversas chances de gol. E logo os companheiros de equipe vão perceber que talvez não possam contar com você na final. E o técnico vai perceber também. E um dia, você vai para o banco, assistir seu substituto se matar para alcançar aquela bola e fazer o gol do título.

Olha: se você convive bem com isso, o problema é seu.

No meu time, você não joga.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

O conteúdo do Café Brasil pode chegar ao vivo em sua empresa através de minhas palestras. Acesse lucianopires.com.br e vamos com um cafezinho ao vivo. Cara: eu já tenho mais de mil palestras no curriculo. Como é que você não me levou na sua empresa ainda?

De onde veio este programa tem muito mais, acesse mundocafebrasil.com e torne-se um assinante. Além de conteúdo original e provocativo, você vai nos ajudar na independência criativa, a levar conteúdo para muito mais gente.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar, uma frase de Walt Disney:

“A diferença entre ganhar ou perder é, na maioria das vezes, não desistir.”