s
Podcast Café Brasil com Luciano Pires
Corrente pra trás
Corrente pra trás
O que vai a seguir é um capítulo de meu livro ...

Ver mais

O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
A Omny Studio, plataforma global na qual publico meus ...

Ver mais

O campeão
O campeão
Morreu Zagallo. Morreu o futebol brasileiro que aprendi ...

Ver mais

O potencial dos microinfluenciadores
O potencial dos microinfluenciadores
O potencial das personalidades digitais para as marcas ...

Ver mais

Café Brasil 927 – Quando a água baixar
Café Brasil 927 – Quando a água baixar
A história de Frodo Bolseiro em "O Senhor dos Anéis" ...

Ver mais

Café Brasil 926 – Definição de Gaúcho – Revisitado
Café Brasil 926 – Definição de Gaúcho – Revisitado
Então... diante dos acontecimentos dos últimos dias eu ...

Ver mais

Café Brasil 925 – No Beyond The Cave
Café Brasil 925 – No Beyond The Cave
Recebi um convite para participar do podcast Beyond The ...

Ver mais

Café Brasil 924 – Portugal dos Cravos – Revisitado
Café Brasil 924 – Portugal dos Cravos – Revisitado
Lááááááááá em 2007, na pré-história do Café Brasil, ...

Ver mais

LíderCast 321 – Rafael Cortez
LíderCast 321 – Rafael Cortez
Tá no ar o #LC321 O convidado de hoje é Rafael Cortez, ...

Ver mais

LíderCast 320 – Alessandra Bottini
LíderCast 320 – Alessandra Bottini
A convidada de hoje é Alessandra Bottini, da 270B, uma ...

Ver mais

LíderCast Especial – Rodrigo Gurgel – Revisitado
LíderCast Especial – Rodrigo Gurgel – Revisitado
No episódio de hoje a revisita a uma conversa que foi ...

Ver mais

LíderCast 319 – Anna Rita Zanier
LíderCast 319 – Anna Rita Zanier
A convidada de hoje é Anna Rita Zanier, italiana há 27 ...

Ver mais

Segunda Live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola
Segunda Live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola
Segunda live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola, ...

Ver mais

Live Café Com Leite com Roberto Motta
Live Café Com Leite com Roberto Motta
Live inaugural da série Café Com Leite Na Escola, ...

Ver mais

Café² – Live com Christian Gurtner
Café² – Live com Christian Gurtner
O Café², live eventual que faço com o Christian ...

Ver mais

Café na Panela – Luciana Pires
Café na Panela – Luciana Pires
Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

Ver mais

Americanah
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Americanah   “O identitarismo tem duas dimensões, uma dimensão intelectual e uma dimensão política, que estão profundamente articuladas, integradas. A dimensão intelectual é resultado ...

Ver mais

A tragédia e o princípio da subsidiariedade
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
A tragédia e o princípio da subsidiariedade “Ações que se limitam às respostas de emergência em situações de crise não são suficiente. Eventos como esse – cada vez mais comuns por ...

Ver mais

Percepções opostas sobre a Argentina
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Percepções opostas sobre a Argentina “A lista de perrengues diários e dramas nacionais é grande, e a inflação, com certeza, é um dos mais complicados. […] A falta de confiança na ...

Ver mais

Economia + Criatividade = Economia Criativa
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Economia + Criatividade = Economia Criativa Já se encontra à disposição no Espaço Democrático, a segunda edição revista, atualizada e ampliada do livro Economia + Criatividade = Economia ...

Ver mais

Cafezinho 625 – Fake news que matam
Cafezinho 625 – Fake news que matam
Há tempos eu digo que saímos da Sociedade da Informação ...

Ver mais

Cafezinho 624 – Desastres não naturais
Cafezinho 624 – Desastres não naturais
Ao longo dos anos, o Brasil experimentou uma variedade ...

Ver mais

Cafezinho 623 – Duas lamas, duas tragédias
Cafezinho 623 – Duas lamas, duas tragédias
O Brasil está vivenciando duas lamas que revelam muito ...

Ver mais

Cafezinho 622 – Sobre liderança e culhões
Cafezinho 622 – Sobre liderança e culhões
Minhas palestras e cursos sobre liderança abrem assim: ...

Ver mais

Café Brasil 864 – A distopia que nos aguarda

Café Brasil 864 – A distopia que nos aguarda

Luciano Pires -

Então, chega mais!

Eu quero fazer uma perguntinha pra você: você quer pegar seu carro, moto ou caminhão e chegar com muito mais tranquilidade e conforto onde quiser? Então escuta essa aqui, ó:  com a Nakata você chega muito mais longe! Porque a Nakata é a marca líder em suspensão que garante a qualidade das peças do seu veículo, pra chegar sempre mais longe.

Tudo para você seguir o seu caminho com mais segurança. Quer chegar sempre numa boa, hein?

Então, não esqueça, quando chegar lá no seu mecânico de confiança para uma revisão ou quando precisar daquele reparo, peça Nakata. Seu mecânico sabe das coisas e com Nakata na mão, ele vai te ajudar a chegar ainda mais longe.

Porque só com a Nakata a gente sabe: é tudo azul pela frente.

Chega mais! Em nakata.com.br.

Então: quando você pensa no futuro, pensa exatamente em quê, hein? Carros voadores? Um planeta mais saudável? Telepatia? Vizinhos Ets? Ou, quem sabe, vislumbra um futuro bem mais sombrio, tipo Exterminador do Futuro? Bem, se esse for o caso, você não está sozinho, não. Em vez de uma visão brilhante do futuro, muita gente aposta numa… distopia.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Fala, Luciano. Bom dia, boa tarde, boa noite, aí pra você. Como é que está?

Quem está falando é Edson de São Paulo, sou assinante há muito tempo, não sei qual é o histórico que tem aí, acho que desde o início, desde a Confraria, do início. Eu faço parte, tenho contato com você desde uma palestra que eu participei com você na FEI, acho que lá em 2005. Faz tempo pra caramba!

Então, conheci o Café Brasil e desde então, sempre que abriu a parte de contribuição eu participei. Mas eu estou aqui pra registrar que eu estava ouvindo o episódio 863, o Gaslight e eu achei… primeiro eu achei muito interessante a participação do ouvinte. E assim, a disposição de vocês de ajudar de alguma forma aqueles que valorizam esse conteúdo que é tão relevante, pra gente.

Achei legal a atitude de vocês e eu, como te falei, sou assinante desde o início, mas no mês passado eu tive que fazer um cancelamento, por conta de algum probleminha na hora de fazer a assinatura, renovar e tal. Eu não tinha reativado ainda, acho que um mês só, né?  Nem isso.

E quando entrou a parte do… você, mais uma vez insistindo: galera, vamos ajudar aí. Aí eu falei: caramba! Eu não reativei a minha ainda. Aí o barulho do grilo foi demais, cara. Só o Café Brasil. Pra meter um grilo no meio do negócio pra você ficar pensando.

Aí, o que é que eu fiz, cara? Eu dei pause, exatamente como você falou, dei pause e fui lá reativar a minha assinatura do Premium.

É isso aí. Só pra deixar aqui… bacana fazer parte desse trabalho aí. Contribuir pra que chegue a mais pessoas. Continue com o trabalho. Abraço pra você, pra Ciça, pro Lalá e vamos pra cima! Um abraço”

Rararararar… eu sabia que aqueles grilinhos iam funcionar, Edson! Seja bem-vindo de volta! E você aí,  hein? Que está ouvindo e curte os conteúdos deste podcast? Eles agregam valor à sua vida? Você sabe que somos independentes, não é? Que temos de batalhar todo dia para conseguir monetizar nosso conteúdo? Que dependemos, portanto, de nossos ouvintes para seguir em frente que nem fez o Edson.

Então venha. Por menos de meia pizza no mês você pode nos ajudar a continuar produzindo este conteúdo, que chega semanalmente, gratuitamente, a milhares de pessoas. Cara: a gente precisa de você.

Acesse o canalcafebrasil.com.br e escolha sua assinatura. Pule pro barco, meu, vamos juntos seguir combatendo o emburrecimento nacional.

Vai! Dá uma parada no podcast e tome nota: canalcafebrasil.com.br. A gente aguarda uns segundos…

Distopia… Afinal, o que que é uma distopia? Uma distopia é uma comunidade ou sociedade imaginada que é desumanizante e assustadora. Uma distopia é o oposto de uma utopia, que é uma sociedade perfeita.

O termo “utopia” foi cunhado por Sir Thomas More em seu livro “Utopia” de 1516, que falava de uma sociedade ideal em uma ilha fictícia. A literatura distópica, que começou como resposta à literatura utópica, explora os efeitos perigosos das estruturas políticas e sociais sobre o futuro da humanidade.

Exemplos de distopias estão por todo lado, na literatura e no cinema, especialmente. Você quer ver alguns exemplos?

1984, de George Orwell
Fahrenheit 451, de Ray Bradbury
O Conto da Aia, de Margaret Atwood
A Laranja Mecânica, de Anthony Burgess
Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley
Jogos Vorazes, de Suzanne Collins
Divergente, de Veronica Roth
The Maze Runner, de James Dashner
Black Mirror, aquela série de televisão criada por Charlie Brooker
Blade Runner, filme dirigido por Ridley Scott.

O filme O Exterminador do Futuro, de James Cameron, que apresenta uma visão sombria do futuro, em que a humanidade luta contra uma inteligência artificial chamada Skynet, que se tornou consciente e decidiu exterminar a raça humana. A história também apresenta um mundo pós-apocalíptico, em que a vida é difícil e perigosa, e as pessoas lutam pela sobrevivência em um ambiente hostil. Uma distopia…

E para ficar em um que está em moda, “The Last of Us”, cujo tema você ouve ao fundo, é considerado uma narrativa distópica. Ela se passa em um futuro pós-apocalíptico no qual grande parte da humanidade foi dizimada por uma infecção por fungos que transforma as pessoas em criaturas violentas e hostis. A história acompanha a jornada de sobrevivência de Joel e Ellie, dois personagens que tentam sobreviver em meio ao caos e perigos do mundo pós-apocalíptico.

Outra distopia. Está entendido então? Distopia são esses mundos apocalípticos que muitos tememos que sejam nosso futuro.

Iron man
Tony Iommi
Ozzy Osbourne
Geezer Butler
Bill Ward

Has he lost his mind?
Can he see or is he blind?
Can he walk at all
Or if he moves, will he fall?

Is he alive or dead?
Has he thoughts within his head?
We’ll just pass him there
Why should we even care?

He was turned to steel
In the great magnetic field
When he travelled time
For the future of mankind

Nobody wants him
He just stares at the world
Planning his vengeance
That he will soon unfold

Now the time is here
For iron man to spread fear
Vengeance from the grave
Kills the people he once saved

Nobody wants him
They just turn their heads
Nobody helps him
Now he has his revenge

Heavy boots of lead
Fills his victims full of dread
Running as fast as they can
Iron man lives again!

O homem de ferro

Será que ele perdeu a cabeça?
Ele consegue ver ou é cego?
Será que ele pode andar
Ou se ele se mover, ele vai cair?

Ele está vivo ou morto?
Será que está pensando em algo?
Vamos passar por ele lá
Por que deveríamos nos importar?

Ele foi transformado em aço
No grande campo magnético
Quando ele viajou no tempo
Para o futuro da humanidade

Ninguém o quer
Ele apenas fica encarando o mundo
Planejando sua vingança
Que ele logo irá perpetrar

Agora chegou a hora
Do homem de ferro espalhar o medo
Vingança da sepultura
Mata as pessoas que ele uma vez salvou

Ninguém o quer
Eles apenas viram a cabeça
Ninguém o ajuda
Agora ele terá sua vingança

Botas pesadas de chumbo
Enchem suas vítimas de pavor
Correndo o mais rápido que podem
O homem de ferro vive novamente!

 

Rarararra Black Sabbath no Café Brasil, cara!!!!

Você ouve Iron Man, petardo que marcou o álbum que foi fundamental para o nascimento do Heavy Metal em 1970. A letra conta a história de um homem que viaja no tempo para o futuro e vê o apocalipse. No processo de retorno ao presente, ele é transformado em aço por um campo magnético, e suas tentativas de alertar o público são ignoradas e ridicularizadas. Sentindo-se evitado e sozinho, o Homem de Ferro planeja sua vingança contra a humanidade, causando o apocalipse que havia visto em sua visão. Não tem nada a ver com o personagem da Marvel, cara.

Se você já leu um livro ou assistiu um filme distópico, sabe que muitos deles têm algumas coisas em comum. Por exemplo, geralmente apresentam controle rigoroso de um governo. As pessoas podem ter muito pouca ou nenhuma privacidade. O governo pode estabelecer leis severas e até censurar o público.

Outras distopias não têm governo nenhum. Elas podem incluir até a anarquia. Nessas sociedades, a vida é uma luta pela sobrevivência. Personagens lutam uns contra os outros ou contra a natureza, para sobreviver.

Em muitas histórias distópicas, os humanos são separados da natureza. Muitas vezes, usaram todos ou a maioria dos recursos da Terra. Algumas histórias distópicas ocorrem inteiramente em cidades. Com frequência, os personagens não conseguem interagir com o mundo natural de forma nenhuma.

Os sistemas sociais também frequentemente entram em colapso nas histórias distópicas. Na maioria dos casos, um governo rígido é o culpado. Geralmente, impõe uma crença ou religião para todas as pessoas. Também pode proibir completamente religiões. As distopias também tendem a atacar a estrutura familiar. Fazem isso colocando membros da família uns contra os outros.

Algumas histórias distópicas incluem tecnologia avançada, que pode ser usada para controlar o povo ou para facilitar a vida de algumas pessoas selecionadas. Aqueles no poder podem ser os únicos com acesso a esses dispositivos.

Em geral essas histórias apresentam contextos de desigualdade social extrema. Uma sociedade em que há uma grande disparidade de riqueza e poder entre os cidadãos. E também com conflitos internos e externos: uma sociedade que está em constante conflito com outras sociedades ou dentro de si mesma.

Esses fatores podem levar a uma sociedade que perdeu sua humanidade, tornando-se desumanizada, opressiva e até mesmo apocalíptica.

Ah, Luciano, não viaja! Isso é coisa de cinema, de literatura.

Suave Distopia
João Santana
Jorge Alfredo

Conheci uma menina
Que sempre passava por mim
Me via muito triste
E sempre dizia assim:
Sossegue, isso nunca vai acontecer aqui
Sossegue, isso nunca vai acontecer aqui

Aquilo me deixava mais triste
E eu não sabia por que
Triste noite, triste dia
Eu não sabia por que

Cheguei a trocar de calçada
Pra não mirar os seus olhos
E não ouvir a sua voz
Mas do outro lado da rua
ela gritava pra mim:
Ei, ei, sossegue!
Isso nunca vai acontecer aqui
Sossegue! Isso nunca vai acontecer aqui

Certo dia eu passeava
Naquela rua escura
Estranhei porque não vi sinal da figura
E não ouvi sequer murmúrio
Do seu repetido augúrio

Foi quando uma voz soturna
Sussurrou atrás de mim:
Cuidado, aconteceu com ela!
O que não ia acontecer aqui
Repare!
Pode ser o nosso fim

Me virei e não vi ninguém
Só cena de um pesadelo
Que me devorou também
Só cena de um pesadelo
Que me devorou também
Que me devorou também
Pesadelo
Que me devorou também

Você ouvindo Suave Distopia, canção do publicitário João Santana e Jorge Alfredo. João Santana é aquele lá mesmo, e a letra da canção comenta que no Brasil está ocorrendo o prenúncio da realidade desenhada pela canadense Margaret Atwood no seu livro “The Handmaid’s Tale”, que deu origem à série O Conto de Aia…

Pois é…

Bom, para ser uma distopia não é preciso terra arrasada nem robôs malignos, ou ETS, nem bombas atômicas ou uma terra acabada.

Vejamos alguns exemplos no mundo real, perigosamente próximos das distopias que nos assombram:

Coreia do Norte: um país com um regime totalitário que exerce controle rígido sobre a vida do cidadão, incluindo a liberdade de expressão, de movimento e até mesmo de pensamento.

República Democrática do Congo: um país que tem sido afetado por conflitos internos prolongados, incluindo guerras civis, e sofre com a pobreza extrema e a desigualdade social.

Arábia Saudita: um país que tem um governo autoritário e restringe severamente a liberdade de expressão e de religião, além de ter leis que discriminam as mulheres e outras minorias.

Venezuela: um país que experimentou um colapso econômico, com uma inflação galopante, escassez de alimentos e medicamentos e um governo cada vez mais autoritário.

Myanmar: um país que tem sido controlado por militares há décadas e sofre com a perseguição de minorias étnicas, restrições à liberdade de imprensa e de expressão e outras violações de direitos humanos.

China: país que exerce controle cada vez maior sobre a população, já implementando reconhecimento facial e um sistema de avaliação do comportamento social dos indivíduos.

Pô, Luciano, que exagero, cara! Esses países já são distopias?

Olha, não como aquelas do cinema… mas os ingredientes estão todos ali.

Bem, mas por que resolvi abordar esse tema neste episódio aqui, hein? Olha, se você não vive em Nárnia, deve ter reparado como a Inteligência Artificial está ganhando relevância em nossas vidas.

A inteligência artificial não é algo novo. Começou em 1956 como a ciência e a engenharia de criar máquinas capazes de reproduzir funções exercidas pelo cérebro biológico. Durante décadas, ficou representada por desengonçados robôs de série de ficção científica, mas a tecnologia evoluiu, a humanidade se conectou, gigantescos bancos de dados surgiram, computadores cada vez mais poderosos também e a tecnologia, inspirada no funcionamento do cérebro humano, chegou nas redes neurais de aprendizado profundo.

Máquinas que não pensam, mas aprendem… e que começaram a ser instaladas em todos os setores da sociedade. Até mesmo dentro do nosso corpo. Surgem então uns tais de Bots (ou robôs), que são programas de computador que realizam tarefas de forma automatizada, sem a necessidade de intervenção humana

E de repente, plim! Aparece um tal de ChatGPT. Ou ChatGPT, sei lá como fala isso.

O ChatGPT é um modelo de linguagem de inteligência artificial desenvolvido pela OpenIA, uma empresa de pesquisa em inteligência artificial fundada em 2015. É um robô que foi treinado em uma grande quantidade de dados de texto para gerar respostas em linguagem natural para uma ampla variedade de perguntas e tópicos. Ele tem a capacidade de processar informações e fornecer respostas, baseado em algoritmos avançados de aprendizado de máquina e redes neurais, que permitem entender e gerar respostas relevantes e coerentes.

O ChatGPT ainda não pensa. Mas é capaz de escrever textos fantásticos, melhor do que muita gente que acha que pensa…

O ChatGPT nem mesmo arranha as maravilhas que a IA pode fazer, mas… está aqui ó, ao nosso alcance. É o primeiro sinal da IA à disposição do consumo de massa. Todo mundo pode usar, já. Agora, aqui de graça…

Mas será que existem razões legítimas para se preocupar com a Inteligência Artificial? Ela pode nos levar a uma distopia?

Olha: há quem veja apenas o lado bom, mas é preciso ir com cautela. Se você assistiu ao documentário O Dilema das Redes, percebeu como podemos criar monstros que um dia podem nos devorar…

Quem leu Eu, Robô, de Isaac Asimov, sabe do que trata esse conflito. O livro é notável por estabelecer as “Três Leis da Robótica”, que governam o comportamento dos robôs na história e que se tornaram um conceito popular na ficção científica e na cultura popular em geral:

  1. Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  2. Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto se essas ordens entrarem em conflito com a Primeira Lei.
  3. Um robô deve proteger sua própria existência desde que essa proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

Essas três leis, que nasceram da ficção científica, influenciaram todo o debate em torno da tecnologia que envolve os robôs e a IA.

A pesquisa atual em IA está focada em fazer avanços em um conjunto restrito de domínios e, como sempre acontece na evolução tecnológica, presta atenção insuficiente aos efeitos disruptivos na estrutura da sociedade. Se a tecnologia de IA continuar em sua trajetória atual, os especialistas apostam que ela provavelmente causará agitação social por diversas razões.

E se a IA se tornar tão poderosa que possa se programar para estar no comando e desobedecer ordens de seu mestre – os humanos? O que poderia acontecer se a IA evoluir de forma descontrolada?

Vamos viajar um pouco?

Em primeiro lugar, a IA terá um impacto no futuro do trabalho. Na trajetória atual, ela está focada em super automatizar o trabalho e não em investir na produtividade humana. Novos avanços podem deslocar trabalhadores sem criar novas oportunidades.

O trabalho humano se tornará obsoleto porque tudo pode ser feito mecanicamente. Como o processo de evolução leva milênios para se desenvolver, não vamos perceber o retrocesso da humanidade.

Muitos empregos serão substituídos por máquinas. Muitas linhas de montagem de automóveis hoje já estão cheias de máquinas e robôs, forçando os trabalhadores tradicionais a sair do trabalho.

Desigualdade de riqueza

A desigualdade será criada à medida que os investidores de IA levarem a maior parte dos lucros. A lacuna entre ricos e pobres se ampliará.

Algoritmos de autoaprendizagem

As questões surgem não apenas no sentido social, mas também na própria IA, já que ao ser treinada e ensinada a operar a tarefa dada, pode eventualmente evoluir ao ponto em que o controle humano é perdido. A IA poderá funcionar autonomamente após ser carregada com todos os algoritmos necessários, ignorando o comando dado pelo controlador humano. Cara, Skynet na veia…

Bots racistas e egocêntricos

Os criadores humanos de IA podem criar algo com preconceito racial ou egocêntrico, orientado para prejudicar certas pessoas ou coisas. A IA tem o potencial de segmentar raças específicas ou objetos programados para realizar o comando dos programadores de destruição, resultando em  desastre global.

Que tal, hein?

A revolução da IA é uma questão controversa. Muitos especialistas falaram abertamente sobre os efeitos negativos da evolução tecnológica descontrolada na sociedade, e pediram aos pesquisadores que investiguem os efeitos sociais da IA.

As técnicas atuais de IA lidam com percepção, análise de texto, processamento de linguagem natural, raciocínio lógico, sistemas de apoio à decisão, análise de dados e análise preditiva e o rápido avanço da tecnologia exige regulamentação e monitoramento constantes antes que as consequências negativas se tornem muito graves.

A tomada de controle da IA será limitada às tramas divertidas de filmes distópicos e mundos fictícios somente se leis adequadas protegerem os usuários.

E aí, cara? Ficou preocupado? Quer ficar mais, hein? O próprio CEO da OpenIA, Sam Altman, um gênio da tecnologia, já manifestou mais de uma vez que vive assustado com o conceito do fim do mundo e quer se preparar para sobreviver a ele. Os dois cenários que ele deu como exemplo, foram um vírus “super contagioso” modificado em laboratório “sendo liberado” na população mundial… E “um ataque da inteligência artificial”.

Sam disse em 2016 aos fundadores de startups numa reunião no Vale do Silício: “Eu tento não pensar muito sobre isso”, mas eu tenho armas, ouro, iodeto de potássio, antibióticos, baterias, água, máscaras de gás da Força de Defesa de Israel e um grande pedaço de terra em Big Sur para onde posso voar.”

É mole?

It’s A Mistake
Colin Hay

It’s A Mistake
Jump down the shelters to get away
The boys are cockin’ up their guns
Tell us general, is it party time?
If it is can we all come?

Don’t think that we don’t know
Don’t think that we’re not trying
Don’t think we move too slow
It’s no use after crying
Saying

It’s a mistake
It’s a mistake
It’s a mistake
It’s a mistake

After the laughter has died away
And all the boys have had their fun
No surface noise now, not much to say
They’ve got the bad guys on the run

Don’t try to say you’re sorry
Don’t say he drew his gun
They’ve gone and grabbed old Ronnie
He’s not the only one
Saying

It’s a mistake
It’s a mistake
It’s a mistake
It’s a mistake

Tell us commander, what do you think?
‘Cos we know that you love all that power
Is it on then, are we on the brink?
We wish you’d all throw in the towel

We’ll not fade out too soon
Not in this finest hour
Whistle your favorite tune
We’ll send a card and a flower
Saying

It’s a mistake
It’s a mistake
It’s a mistake
It’s a mistake

É um engano

Se enfiem nos abrigos para se protegerem
Os meninos estão engatilhando suas armas
Diga-nos general, é hora da festa, já?
Se for, nós podemos participar?

Não pense que nós não sabemos
Não pense que nós não estamos tentando
Não pense que nós nos movemos muito devagar
Não tem sentido depois de chorar
Dizendo

É um engano
É um engano
É um engano
É um engano

Depois das risadas terem acabado
E de todos os garotos terem sua quota de diversão
Sem ruído na superfície agora, não há muito à dizer
Eles botaram os ‘caras maus’ pra correr

Não tente vir pedir desculpas
Não venha dizer que ele sacou sua arma
Eles foram e tomaram o velho Ronald Reagan
E ele não foi o único
Dizendo

É um engano
É um engano
É um engano
É um engano

Diga-nos comandante, que você acha?
Porque nós sabemos que você ama todo esse poder
E então, nós estamos à beira do abismo?
Nós queremos que vocês todos joguem a toalha

Nós não desapareceremos tão rápido
Não na nossa melhor hora
Assobie sua canção favorita
Nós mandaremos um cartão e flores
Dizendo

É um engano
É um engano
É um engano
É um engano

É assim então, ao som do clássico It´s a Mistake, da banda Men At Work, que vamos saindo preocupados…

Está ligado, então? Estamos à beira do abismo? É isso que o vocalista Colin Hay canta no início de “It’s A Mistake”. Tanto a música quanto seu vídeo retratam os soldados de infantaria falando com seus líderes e perguntando, na verdade, quando toda essa tensão da Guerra Fria finalmente explodiria e transbordaria para um conflito total. No final do vídeo, um comandante acidentalmente coloca seu cigarro em um gatilho em vez de um cinzeiro, e os outros militares reagem tapando os ouvidos e esperando o que vem a seguir…

O poder onisciente e quase onipotente da IA tem sido questionado. Pode não haver uma resposta definitiva para a pergunta sobre a substituição de humanos pela IA em várias indústrias. Apenas previsões e observações estão disponíveis. O futuro da IA continua incerto, o que justifica a pergunta que nos fazem repetidamente – será que a IA substituirá os humanos?

A resposta continua sendo um mistério, mas eu acredito mesma é em um meme que circula por aí:

Não tenho medo da inteligência artificial, o que me preocupa é a burrice natural…

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí,  que completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito, muito mais, acesse canalcafebrasil.com.br e torne-se um assinante. Além de conteúdo original e provocativo, você nos ajudará na independência criativa, a levar conteúdo para muito mais gente.

E se você gosta do podcast, imagine uma palestra ao vivo, cara. E eu já tenho mais de mil no currículo. Conheça os temas que eu abordo no lucianopires.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

Para terminar de tirar o seu sonho, uma frase de Elon Musk:

“A IA não precisa ser má para destruir a humanidade. Se a IA tiver um objetivo e a humanidade simplesmente entrar no caminho, ela a destruirá sem sequer pensar nisso. Sem qualquer ressentimento.”