s
Podcast Café Brasil com Luciano Pires
Corrente pra trás
Corrente pra trás
O que vai a seguir é um capítulo de meu livro ...

Ver mais

O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
A Omny Studio, plataforma global na qual publico meus ...

Ver mais

O campeão
O campeão
Morreu Zagallo. Morreu o futebol brasileiro que aprendi ...

Ver mais

O potencial dos microinfluenciadores
O potencial dos microinfluenciadores
O potencial das personalidades digitais para as marcas ...

Ver mais

Café Brasil 927 – Quando a água baixar
Café Brasil 927 – Quando a água baixar
A história de Frodo Bolseiro em "O Senhor dos Anéis" ...

Ver mais

Café Brasil 926 – Definição de Gaúcho – Revisitado
Café Brasil 926 – Definição de Gaúcho – Revisitado
Então... diante dos acontecimentos dos últimos dias eu ...

Ver mais

Café Brasil 925 – No Beyond The Cave
Café Brasil 925 – No Beyond The Cave
Recebi um convite para participar do podcast Beyond The ...

Ver mais

Café Brasil 924 – Portugal dos Cravos – Revisitado
Café Brasil 924 – Portugal dos Cravos – Revisitado
Lááááááááá em 2007, na pré-história do Café Brasil, ...

Ver mais

LíderCast 321 – Rafael Cortez
LíderCast 321 – Rafael Cortez
Tá no ar o #LC321 O convidado de hoje é Rafael Cortez, ...

Ver mais

LíderCast 320 – Alessandra Bottini
LíderCast 320 – Alessandra Bottini
A convidada de hoje é Alessandra Bottini, da 270B, uma ...

Ver mais

LíderCast Especial – Rodrigo Gurgel – Revisitado
LíderCast Especial – Rodrigo Gurgel – Revisitado
No episódio de hoje a revisita a uma conversa que foi ...

Ver mais

LíderCast 319 – Anna Rita Zanier
LíderCast 319 – Anna Rita Zanier
A convidada de hoje é Anna Rita Zanier, italiana há 27 ...

Ver mais

Segunda Live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola
Segunda Live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola
Segunda live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola, ...

Ver mais

Live Café Com Leite com Roberto Motta
Live Café Com Leite com Roberto Motta
Live inaugural da série Café Com Leite Na Escola, ...

Ver mais

Café² – Live com Christian Gurtner
Café² – Live com Christian Gurtner
O Café², live eventual que faço com o Christian ...

Ver mais

Café na Panela – Luciana Pires
Café na Panela – Luciana Pires
Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

Ver mais

Americanah
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Americanah   “O identitarismo tem duas dimensões, uma dimensão intelectual e uma dimensão política, que estão profundamente articuladas, integradas. A dimensão intelectual é resultado ...

Ver mais

A tragédia e o princípio da subsidiariedade
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
A tragédia e o princípio da subsidiariedade “Ações que se limitam às respostas de emergência em situações de crise não são suficiente. Eventos como esse – cada vez mais comuns por ...

Ver mais

Percepções opostas sobre a Argentina
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Percepções opostas sobre a Argentina “A lista de perrengues diários e dramas nacionais é grande, e a inflação, com certeza, é um dos mais complicados. […] A falta de confiança na ...

Ver mais

Economia + Criatividade = Economia Criativa
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Economia + Criatividade = Economia Criativa Já se encontra à disposição no Espaço Democrático, a segunda edição revista, atualizada e ampliada do livro Economia + Criatividade = Economia ...

Ver mais

Cafezinho 625 – Fake news que matam
Cafezinho 625 – Fake news que matam
Há tempos eu digo que saímos da Sociedade da Informação ...

Ver mais

Cafezinho 624 – Desastres não naturais
Cafezinho 624 – Desastres não naturais
Ao longo dos anos, o Brasil experimentou uma variedade ...

Ver mais

Cafezinho 623 – Duas lamas, duas tragédias
Cafezinho 623 – Duas lamas, duas tragédias
O Brasil está vivenciando duas lamas que revelam muito ...

Ver mais

Cafezinho 622 – Sobre liderança e culhões
Cafezinho 622 – Sobre liderança e culhões
Minhas palestras e cursos sobre liderança abrem assim: ...

Ver mais

Café Brasil 874 –  A invasão dos narcisos

Café Brasil 874 –  A invasão dos narcisos

Luciano Pires -

Após décadas aprendendo e praticando a arte da liderança, duas perguntas me incomodam.

Por que tanta falta de líderes se nunca se falou tanto sobre liderança como hoje?

E por que alguns líderes são agradáveis, úteis e atraentes, mas outros são desagradáveis, inúteis e repulsivos?

Bem, ou ninguém está entendendo nada ou está aprendendo coisas erradas.

Com o Café Brasil Premium eu ensino você a se desenvolver como líder que não apenas lidera, mas atrai, inspira, educa e serve como modelo. Um Líder Nutritivo. Você acessará textos, livros, palestras, cursos, podcasts, jornadas de aprendizado exclusivas e uma comunidade de líderes e empreendedores nutritivos. O lugar ideal para você deixar de gastar tempo de vida sendo apenas mais uma pessoa “normal” e previsível.

Quanto custa? Menos de meia pizza por mês. Você ouviu, hein? Metade de uma pizza. Por mês!

Torne-se um líder nutritivo que encanta e provoca mudanças. Assine o Café Brasil Premium agora mesmo acessando canalcafebrasil.com.br.

https://www.youtube.com/watch?v=xJOKv0eNrvM

Você já ouviu falar no Transtorno de Personalidade Narcisista? TPN? É um distúrbio psicológico caracterizado por um padrão persistente de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia. Indivíduos com TPN tendem a se sentir superiores aos outros, acreditando que merecem tratamento especial e reconhecimento constante. Eles podem se sentir ofendidos facilmente e apresentar dificuldades em aceitar críticas ou ter empatia pelos sentimentos dos outros. E tem um aí, tem um aí do seu lado. Aliás, pode até ser você!

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Bom dia, boa tarde, boa noite, Luciano. 

Boa tarde, Luciano. Eu iniciei a mensagem aqui sussurrando por conta dos pensamentos que vieram a mim no seu episódio 569 falando sobre a liberdade. Esse é um assunto que eu vim batendo bastante com amigos dentro das instituições nas quais eu participo, reuniões.

Eu falo isso sussurando porque, tem um livro do Orlando Figes, acho que é assim que se pronuncia, chama Sussurros, e ele fala do impacto de toda política opressiva, política de tornar uma ideia única na União Soviética, como isso afetou as pessoas na sua esfera privada.

Vou tomar licença pra ler um trechinho: “Durante o regime soviético a cultura de delação assumiu significado e intensidades novos. Cidadãos soviéticos eram encorajados a denunciar vizinhos, colegas, amigos e até parentes. Algumas conversas privadas tornaram-se uma forma cada vez mais comuns na prática delatória, apesar de alguns líderes do partido terem manifestado reservas acerca da moralidade de tais ações. Reticências de novo? Falar era perigoso nessa sociedade. Conversas familiares repetidas fora de casa poderiam resultar em detenções e até em prisões. As crianças eram a principal fonte de perigo.”

De uma forma geral, esse livro ele trata de como essa repressão à divergência ela levou as pessoas a quebrarem seus laços. Seus laços familiares eram enfraquecidos, seu senso de comunidade, pelo pertencimento a algo, em tese superior, a revolução, o comunismo, acabava demolindo todas as relações interpessoais.

Meu medo maior, sinceramente, Luciano, é que essa perda de liberdade que a gente tem hoje, ela leve, na verdade, à quebra de tudo que a gente entende da civilização positiva, vamos dizer assim, baseados nos laços mais de base, de família, de comunidade, de amizades.

Muita gente denunciava pessoas, mesmo sem elas terem cometido crime, pensar diferente, simplesmente pra galgar espaços, galgar degraus no partido, na estrutura burocrática.

E quando a gente perde esse tipo de referência, a gente vive com medo, a gente vive de uma forma que eu entendo ser pior. Acho que isso já acontece de uma outra maneira. Essa cultura do cancelamento ela já é uma… um viés disso, já nos impede de nos expressar, mas eu temo que isso fique pior ainda.

Estou contigo nesse debate, espalhei o episódio pra várias pessoas e agradeço pelo trabalho que você vem fazendo aí. Forte abraço.”

Esse é o grande Luiz Bernardes, trazendo um tema que deveria estar preocupando a todos os brasileiros, mas infelizmente tem sido defendido por uma boa parcela de pessoas que transitam da ignorância à psicopatia. Nossa liberdade de expressão está ameaçada, meu caro, e basta uma olhada na história para perceber como funcionam os mecanismos para calar as vozes que discordam dos psicopatas no poder.  O livro que o Luiz indica chama-se Sussurros – A vida privada na Rússia de Stalin. Olha! É de estarrecer. Temos de lutar, de reconhecer os psicopatas que nos rodeiam. De cuidar para não entrar no jogo deles. Acredite: talvez esse seja o maior desafio que enfrentaremos nestes tempos de guerra de narrativas. Obrigado, Luiz.

E você aí que está me ouvindo? Acha que meu trabalho traz algum valor para sua vida? Deve trazer, né? Ou você não estaria aí dedicando tempo de vida para me não é? Sabe o que a gente precisa, cara? Nós temos que crescer mais ainda. Precisamos que todos que dão valor ao nosso trabalho, façam mais que simplesmente agradecer, tornem-se assinantes. Assim ajudam a gente a financiar este projeto.

Acesse o canalcafebrasil.com.br e escolha uma assinatura. Pule pro barco, cara. É meia pizza por mês, é nada, é muito pouco. Pouco pra você e muito pra nós.

E se você estiver disposto, dá uma parada no podcast aí e tome nota: canalcafebrasil.com.br. A gente aguarda uns segundos…

Na saga Star Wars, Anakin Skywalker é um jovem que demonstra uma necessidade constante de ser reconhecido como um grande Jedi. Ele quer ser o escolhido para realizar tarefas, grandes feitos e ser admirado por aqueles em seu redor. Anakin se considera superior aos demais Jedis, frequentemente criticando seus métodos e decisões, e acredita que merece mais poder e reconhecimento do que aquilo que lhe é dado.

Além disso, Anakin tem dificuldades em se conectar emocionalmente com outras pessoas. Ele é extremamente autocentrado e muitas vezes parece não se importar com os sentimentos ou necessidades dos outros, incluindo seus entes queridos, como Padmé Amidala, com quem ele se relacionaria e teria como filhos o lendário Mestre Jedi Luke Skywalker e a Princesa Leia Organa de Alderaan.

Anakin também é propenso a explosões de ira e tem dificuldade em lidar com críticas ou rejeição. Ele demonstra falta de empatia por outras pessoas, e a tendência de explorá-las para alcançar seus próprios objetivos. Isso fica claro quando ele se une a Palpatine para trair os Jedis, culminando com sua transformação em Darth Vader.

A partir de então Anakin se torna disposto a trair e matar aqueles que considerava amigos para alcançar seus próprios objetivos.

Anakin Skywalker apresenta muitas características do Transtorno de Personalidade Narcisista, o que contribui para sua descida ao lado sombrio da Força e sua transformação em Darth Vader.

Personalidade Narcisista? Que que é isso, hein?

Na mitologia grega, Narciso era um jovem de extraordinária beleza que despertou a admiração de todos que o viram. Um dia, enquanto caminhava pela floresta, ele se deparou com um lago cristalino e decidiu se refrescar nas suas águas. Ao se olhar no reflexo do lago, Narciso ficou tão encantado com a própria imagem que se apaixonou por si mesmo.

Narciso ficou tão obcecado que passou a visitar o lago todos os dias para admirar sua própria beleza. Ele rejeitou todas as tentativas de aproximação e amor de outras pessoas, incluindo a ninfa Eco, que se apaixonou por ele.

Certo dia, Narciso percebeu que sua imagem no lago não era real e tentou alcançá-la, mergulhando nas águas. Narciso se afogou, deixando apenas uma flor como lembrança – a flor de narciso.

A lenda de Narciso é frequentemente vista como um aviso sobre os perigos do amor próprio excessivo e da obsessão pela aparência física.

Pois bem… em 1914 o psicanalista austríaco Sigmund Freud usou o termo “narcisismo” para descrever o amor excessivo por si mesmo. Para Freud, o narcisismo é um conceito fundamental em sua teoria psicanalítica e pode ser entendido de várias maneiras. Em termos gerais, o narcisismo refere-se a uma fixação ou investimento excessivo em si mesmo e em sua própria imagem, que pode levar a uma visão exagerada e distorcida da realidade.

Na teoria psicanalítica, Freud distinguia entre o narcisismo primário e o secundário. O narcisismo primário se refere a um estágio normal do desenvolvimento infantil, em que a criança ainda não distingue claramente entre si mesma e o mundo externo. Já o narcisismo secundário, refere-se a uma fixação quando o indivíduo permanece focado exclusivam ente em si mesmo e em suas próprias necessidades e desejos, em detrimento dos outros.

Para Freud, o narcisismo também desempenha um papel na formação da personalidade e do caráter, e pode estar relacionado a distúrbios psicológicos, como… tcham tcham tcham tchaaaaaammmmm…. o Transtorno de Personalidade Narcisista.

Em resumo, Freud via o narcisismo como uma parte importante da psique humana, com implicações significativas para o desenvolvimento e a saúde mental.

Em 1968, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-II) incluiu o TPN – que é como o Transtorno de Personalidade Narcisista é conhecido, como uma categoria diagnóstica. Desde então, a descrição e os critérios de diagnóstico foram revisados em edições posteriores do DSM.

Existem diferentes tipos de TPN, que variam em termos de apresentação clínica e sintomas específicos. Vou mostrar alguns, com exemplos do cinema para deixar mais claros.

Existe o Narcisismo Maligno: caracterizado por um senso extremamente inflado de si mesmo, combinado com comportamentos manipulativos e uma falta de empatia pelos outros. Por exemplo, o personagem Fletcher, interpretado por J.K.Simmons no filme “Whiplash – Em Busca da Perfeição”. Fletcher é um professor exigente que usa táticas abusivas para motivar seus alunos, demonstrando falta de empatia e colocando sua própria carreira acima dos outros. Coitado do garoto que era aluno de bateria, cara! Sua obsessão a do professor, pela perfeição acaba prejudicando aqueles ao seu redor. Fletcher é um exemplo vívido dos efeitos negativos do narcisismo maligno.

Existe o Narcisismo Convertido: caracterizado por uma personalidade aparentemente modesta e humilde, mas com um forte senso de superioridade e necessidade de admiração. Annie Wilkes, interpretada por Kathy Bates no filme “Louca Obsessão”, é um exemplo. Annie é uma enfermeira que se mostra prestativa e gentil com o escritor Paul Sheldon, interpretado por James Caan. Annie socorre Paul depois de um acidente e o leva para sua casa, para cuidar dele. Mas ela se torna controladora e possessiva, submetendo-o a abusos psicológicos e físicos. Annie apresenta uma personalidade modesta, mas com um forte senso de superioridade e necessidade de controle e admiração. Annie é altamente manipuladora e tende a culpar os outros por seus problemas, alternando entre personalidades carinhosas e cruéis em segundos.

Há também o Narcisismo Tóxico: caracterizado por um comportamento controlador e abusivo, incluindo comportamentos como gaslighting, chantagem emocional e violência doméstica. O exemplo é Patrick Bateman, interpretado por Christian Bale, no filme “Psicopata Americano” de 2000. Patrick, trabalha como banqueiro de investimentos em Wall Street e esconde sua vida dupla como um assassino em série. Ele apresenta traços de narcisismo tóxico, como senso inflado da autoimportância, busca constante por validação e admiração, comportamento manipulador, agressivo e arrogante em relação aos outros. Patrick é competitivo e violento, considerando os outros como objetos descartáveis. Em suma, sua personalidade egocêntrica e perigosa coloca em risco aqueles ao seu redor.

Há também o Narcisismo Cerebral: caracterizado por um foco intenso em habilidades intelectuais e acadêmicas, com uma tendência a se sentir superior aos outros em termos de inteligência. Como esquecer do Dr. Hannibal Lecter, interpretado por Anthony Hopkins, nos filmes “O Silêncio dos Inocentes”, “Hannibal” e “Dragão Vermelho”? Hannibal é um psiquiatra canibal altamente inteligente e sofisticado que apresenta um senso inflado de superioridade intelectual. Ele é incapaz de sentir empatia ou conexão emocional com os outros e usa seu conhecimento para manipular e controlar as pessoas. Hannibal é um exemplo de narcisismo cerebral, com uma personalidade altamente intelectualizada, mas sem empatia e conexão emocional com os outros, o que o torna perigoso para aqueles ao seu redor.

Ainda existe o Narcisismo Sádico: caracterizado por um comportamento cruel e dominador, incluindo o desejo de infligir dor e sofrimento aos outros. Que tal o inesquecível Joffrey Baratheon, da série “Game of Thrones”? Aquele moleque mimado que se torna um jovem rei cruel que tem prazer no sofrimento dos outros, com um senso inflado de autoimportância e alta manipulação. Ele é incapaz de sentir empatia ou conexão emocional com os outros e usa a violência como forma de controle e dominação. Joffrey é completamente desprovido de remorso ou culpa por suas ações e busca prazer em causar dor e sofrimento nos outros.

Existem muitos outros tipos de Narcisismo, eu pincei uma meia dúzia aqui por acaso, mas acho que pelos que eu descrevi até aqui já dá para você ter uma ideia e reconhecer algumas pessoas de seu círculo de relacionamentos, não dá? Claro, a maioria não é tããããããõ psicopata como os personagens do cinema, é mais levinho, é mais suave, mas os especialistas dizem que é só uma questão de oportunidade, viu?

Olha, não vou dar exemplos de personagens da política, porque se eu fizer isso vai cair o disjuntor de 90% dos ouvintes deste episódio, que esquecerão de tudo que está sendo dito ao ficarem transtornados para defender o seu narciso de estimação.

Engraçado, porque nós vivíamos fazendo canções, era canção o tempo inteiro, eu toco violão o tempo inteiro, direto, eu estudo todo dia e tal, eu toco até hoje. Eu fiz uma melodia, mostrei pra ele, ele fez uma letra, e eu, sinceramente,  não gostei muito. Ele era muito orgulhoso com essa coisa do poeta, né? Ele não gostava nem que visse os rascunhos dele. Ele queria só que visse o resultado final. Então eu falei: Vinícius, eu não acho legal essa letra, pôxa. Acho que você merece muito. Ele ficou bravo demais, ficou puto da vida, ele falou que eu tinha reclamado da letra de Regra Três que não era Regra Três até então. Ele rasgou o papel: tá bom, eu vou fazer outra letra, fica tranquilo. 

Aí ele fez uma letra me agredindo, porque eu tinha muitas namoradas, então  a letra é uma sacanagem. O cara fica sozinho no final. Ele fala: tantas você fez que ela cansou. Mas deixa a lâmpada acesa que você vai precisar e você pode estar certo.

Aí eu falei: essa letra tá boa, né? E ele: essa é pra você. Então foi mais uma vingança que saiu a Regra Três. 

Regra Três
Vinícius de Moraes
Toquinho

Tantas você fez que ela cansou
Porque você, rapaz
Abusou da regra três
Onde menos vale mais

Da primeira vez ela chorou
Mas resolveu ficar
É que os momentos felizes
Tinham deixado raízes no seu penar
Depois perdeu a esperança
Porque o perdão também cansa de perdoar

Tem sempre o dia em que a casa cai
Pois vai curtir seu deserto, vai.
Mas deixe a lâmpada acesa
Se algum dia a tristeza quiser entrar
E uma bebida por perto
Porque você pode estar certo que vai chorar

Ahahahahaha… você ouviu Toquinho falando de Vinícius de Moraes. Adivinha se não tem um toque de TPN nessa história?

Algumas abordagens terapêuticas que podem ser úteis no tratamento do TPN incluem a terapia cognitivo-comportamental, a terapia psicodinâmica e a terapia de grupo. A terapia cognitivo-comportamental concentra-se em ajudar a pessoa a mudar seus padrões de pensamento e comportamento, enquanto a terapia psicodinâmica enfoca o trabalho em questões emocionais não resolvidas.

Em geral, o tratamento do TPN é difícil e pode levar tempo. É importante que a pessoa que sofre do transtorno esteja comprometida em fazer mudanças e trabalhar na melhoria de sua vida e relacionamentos. Além disso, pode ser necessário o uso de medicação para tratar outros transtornos mentais comórbidos, como depressão ou ansiedade.

É importante lembrar que o tratamento do TPN pode não levar à cura completa, mas ajuda a pessoa a melhorar sua qualidade de vida e seus relacionamentos com os outros.

Para evitar ser uma vítima de alguém com TPN, é importante definir limites claros e manter uma comunicação muito clara e assertiva. Pessoas com esse transtorno tendem a manipular e controlar os outros, portanto, é importante estar ciente dos sinais de comportamento narcisista, como egoísmo extremo, falta de empatia e senso inflado de autoimportância. O sujeito “que se acha”, sabe como é?

Também é útil desenvolver a autoconfiança e a autoestima, pois pessoas com Transtorno de Personalidade Narcisista geralmente procuram vítimas com baixa autoestima e insegurança. Se a situação se tornar abusiva ou perigosa, busque ajuda profissional, incluindo um terapeuta ou um advogado, se necessário.

Eu me amo
Roger Moreira

Eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu
Há tanto tempo eu vinha me procurando
Quanto tempo faz, já nem lembro mais
Sempre correndo atrás de mim feito um louco
Tentando sair desse meu sufoco
Eu era tudo que eu podia querer
Era tão simples, eu custei pra aprender
Daqui pra frente nova vida eu terei
Sempre a meu lado bem feliz eu serei
Eu me amo, eu me amo
Não posso mais viver sem mim
Como foi bom eu ter aparecido
Nessa minha vida já um tanto sofrida
Já não sabia mais o que fazer
Pra eu gostar de mim, me aceitar assim
Eu que queria tanto ter alguém
Agora eu sei sem mim eu não sou ninguém
Longe de mim nada mais faz sentido
Pra toda vida eu quero estar comigo
Foi tão difícil pra eu me encontrar
É muito fácil um grande amor acabar, mas
Eu vou lutar por esse amor até o fim
Não vou mais deixar eu fugir de mim
Agora eu tenho uma razão pra viver
Agora eu posso até gostar de você
Completamente eu vou poder me entregar
É bem melhor você sabendo se amar
Eu me amo
Não posso mais viver sem mim
Eu, eu me amo
Eu

É claro que eu não poderia terminar de outro jeito que com o som de Eu me amo, com o Ultraje a Rigor, pra sair daqui pensativos.

E aí? Reconheceu algum narcisista perto de você? E longe de você, hein? Consegue reconhecer esses traços em algumas autoridades presentes em nossas vidas? Ou quem sabe você se reconheceu, cara? Pois é…

Olha, este episódio é só uma isca intelectual. Só seve para abrir o apetite, para apresentar pra você um tema. Se você se interessar pelo assunto, se tem um psicopata perto de você, se tem um narcisista aí causando, cara, você tem de mergulhar mais fundo, pois o tema é muito complexo.

Agora uma dica aqui: comece ouvindo o LíderCast 272 que eu gravei com a Dra. Claudia Riecken. Nele falamos desse mal que assola estes tempos, cara: a invasão dos narcisos.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais, acesse canalcafebrasil.com.br e torne-se um assinante. Além de conteúdo original e provocativo, você vai nos ajudar na independência financeira e criativa cara, o que nos dá liberdade pra levar adiante conteúdo para muito mais gente.

Olha aqui, ó: se você gosta do podcast, imagine só assistir uma palestra ao vivo. Sabe com quem? Eu, cara. Eu já tenho mais de mil palestras no currículo tratando de temas importantes pro nosso crescimento pessoal e profissional. Dê uma olhada em lucianopires.com.br. Os temas estão todos lá, vamos conversar e vamos levar isso aqui pra sua equipe. Tá bom?

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil. Nele a gente coloca antecipado os programas cara, tem umas dicas bem legais ali. Vá lá. Telegram o grupo chama-se Café Brasil.

Para terminar, é claro que tinha de ser com Caetano Veloso:

“É que narciso acha feio o que não é espelho”