s
Podcast Café Brasil com Luciano Pires
Corrente pra trás
Corrente pra trás
O que vai a seguir é um capítulo de meu livro ...

Ver mais

O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
A Omny Studio, plataforma global na qual publico meus ...

Ver mais

O campeão
O campeão
Morreu Zagallo. Morreu o futebol brasileiro que aprendi ...

Ver mais

O potencial dos microinfluenciadores
O potencial dos microinfluenciadores
O potencial das personalidades digitais para as marcas ...

Ver mais

Café Brasil 915 – O Homem Brinquedo
Café Brasil 915 – O Homem Brinquedo
A Inteligência Artificial é uma maravilha e está ...

Ver mais

Café Brasil 914 – Os canteiros de Cecília
Café Brasil 914 – Os canteiros de Cecília
Cecília Meireles deixou uma obra que transcende o ...

Ver mais

Café Brasil 913 – Tá ligado?
Café Brasil 913 – Tá ligado?
Na animação da Disney "A Bela e a Fera", de 1991, Bela, ...

Ver mais

Café Brasil 912 – Pobreza e Riqueza revisitado
Café Brasil 912 – Pobreza e Riqueza revisitado
Para que o Brasil estabeleça os requisitos básicos para ...

Ver mais

LíderCast 312 – Renata Silbert
LíderCast 312 – Renata Silbert
No episódio de hoje trazemos Renata Silbert, que tem ...

Ver mais

LíderCast 311 – Gus Erlichmann e Ariel Krok
LíderCast 311 – Gus Erlichmann e Ariel Krok
O episódio de hoje é especial, com dois convidados: Gus ...

Ver mais

LíderCast 310 – Estevan Oliveira
LíderCast 310 – Estevan Oliveira
No episódio de hoje temos Estevan Oliveira, que tem uma ...

Ver mais

LíderCast 309 – Sérgio Siqueira
LíderCast 309 – Sérgio Siqueira
No episódio de hoje temos Sérgio Siqueira, um ouvinte ...

Ver mais

Café² – Live com Christian Gurtner
Café² – Live com Christian Gurtner
O Café², live eventual que faço com o Christian ...

Ver mais

Café na Panela – Luciana Pires
Café na Panela – Luciana Pires
Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

Ver mais

Sem treta
Sem treta
A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.

Ver mais

O cachorro de cinco pernas
O cachorro de cinco pernas
Quantas pernas um cachorro tem se você chamar o rabo de ...

Ver mais

Os 30 anos do Plano Real
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Os 30 anos do Plano Real   Paulo Galvão Júnior (*) Luiz Alberto Machado (**)   1. Considerações iniciais É preciso sempre debater os destinos econômicos, sociais e ambientais de nosso ...

Ver mais

Releituras
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Releituras   “Quando um país é capaz de contar com as instituições preservadoras da autonomia individual (Estado de Direito e economia de mercado), de melhorar a qualificação de seus ...

Ver mais

Canadenses ganhadores do Prêmio Nobel de Economia
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Visão geral dos economistas canadenses ganhadores do Prêmio Nobel de Economia Paulo Galvão Júnior (*) Luiz Alberto Machado (**) Enquanto o Brasil, com população estimada de 203,0 milhões de ...

Ver mais

Temperatura e Calor
alexsoletto
Iscas Científicas
TEMPERATURA E CALOR Esse texto é baseado no livro de Robert L. Wolke, professor emérito de química da Universidade de São Pittsburg (EUA) “Lo Que Einstein  Le Contó A Su Barbeiro”.   Texto de ...

Ver mais

Cafezinho 613 – Baixe a bola? Eu não!
Cafezinho 613 – Baixe a bola? Eu não!
Pô, Luciano, nessa idade você já devia ter baixado a ...

Ver mais

Cafezinho 612 – Se o Facebook não protege as crianças…
Cafezinho 612 – Se o Facebook não protege as crianças…
Em 2021, Frances Haugen, ex-diretora do Facebook, vazou ...

Ver mais

Cafezinho 611 – O funk no busão
Cafezinho 611 – O funk no busão
Não é difícil comprovar que as pessoas, em geral, estão ...

Ver mais

Cafezinho 610 – Siga Los Pájaros!
Cafezinho 610 – Siga Los Pájaros!
As decisões triviais que tomamos podem ir muito além do ...

Ver mais

Café Brasil 880 –  O apreçado

Café Brasil 880 –  O apreçado

Luciano Pires -

Você tem o desejo de se tornar um empreendedor ou então de abrir um novo negócio? Estabelecer uma nova fonte de renda? Quem nunca?

Então conheça a Santa Carga, uma microfranquia que oferece totens carregadores de celular, totens que tem uma tela grande para exibir anúncios em vídeo e notícias em tempo real. Ah, além disso, os totens fornecem acesso à internet por WiFi.

Funciona assim: você se associa, fica dono de um totem e o instala em local de acesso de muita gente. Num shopping, numa oficina, numa padaria, numa loja. O dono do local onde você instalar o totem ganha um serviço de carregamento de celulares gratuito pra oferecer aos seus clientes. E, além disso, também um wifi gratuito que o próprio totem transmite. 

E o que é que você faz, hein? Você vende para os comerciantes da região a veiculação de uma mensagem em vídeo ali no totem.

Quem produz o vídeo é a própria Santa Carga que dá a você todo o suporte. Você só tem que se preocupar em trazer anunciantes para o totem. Tem gente ganhando uma grana aí, cara, gente que já tem cinco, seis, dez totens! 

Reconhecida como a melhor microfranquia do segmento, a Santa Carga tem um investimento inicial de R$ 19.900, com possibilidade de ganho de até R$ 8.000,00 por mês.

Acesse santacarga.vip para mais informações e mencione que é ouvinte do Café Brasil ou do Lídercast para obter um bônus de R$ 1.000,00.

Santa Carga. Abra o seu negócio com uma das franquias que mais crescem no Brasil.

Esta semana fiz o meu aniversário. São sessenta e sete anos, uma idade em que a comemoração dos aniversários se transforma em períodos de profunda reflexão sobre tudo aquilo que a gente construu até agora em nossas vidas. Desta vez não foi diferente. Mas uma coisa me chamou bastante atenção: as dezenas, eu acho até que centenas, quem sabe milhares de mensagens que eu recebi de gente que não conheço. Em todas as redes sociais. Pessoas me desejando saúde e sucesso. É impossível receber um tsunami de apreços desse tmanho e não se emocionar.

Por isso é disso que quero tratar hoje. A importância do apreço. E também por isso o apreçado do título do programa aqui é com cedilha e não dois esses…

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

Antes de mergulhar no conteúdo deste episódio, vou dar um aviso aqui muito importante. Chegamos num daqueles momentos de mudança no Café Brasil.

A partir do episódio passado, quem receber o episódio gratuito do Café Brasil continuará com o conteúdo instigante de sempre. Mas quem for assinante receberá uma continuação do programa, com conteúdo de bônus que vem no finzinho do programa.

Quem sabe com isso nós atraimos mais gente para se tornar assinante? Mas será que vale, hein? Então ouça:

“O que te vem à cabeça quando você escuta aquela expressão: faltava a cereja do bolo? Pois é, era a cereja do bolo que estava faltando aqui no Café Brasil.

Eu escutei o último episódio e, felizmente, eu sou um dos sortudos, digamos assim, sou um dos assinantes do Café Brasil Premium.

Cara, e a cereja do bolo ela veio depois, só pros assinantes. Realmente, foi aquele toque que faltava mesmo pra fechar o episódio. E daqui pra frente, pelo que eu entendi, sempre vai ser assim.

Então, todo episódio vai ter aquela cerejinha do bolo no final. Eu não vejo a hora de escutar os próximos.

Meu nome é Wagner, sou aqui da cidade de São Paulo, mando um abraço pra todo mundo aí e se você ainda não é assinante do Café Brasil Premium, corre lá, cara!  Vamos trocar uma ideia lá. Tem até o grupo no Telegram também. Se cuidem aí, fiquem bem e até mais.”

Grande Wagner, você é um querido, cara! E sabe o que fala, porque você acompanha a gente há muito tempo, não é mesmo? Obrigado por entender e por apreciar o nosso esforço para colocar a cereja do bolo para os assinantes! E hoje tem mais! Grande abraço!

Olha: sabe por quê decidi agir assim, hein? Porque eu cansei de pedir, porque não vou ficar aqui implorando por um PIX ou por uma doação. Doação coisa nenhuma! Isto aqui é uma troca! Eu trabalho pra produzir um conteúdo muito legal há muitos anos, 18 anos, cara, distribuo de graça para centenas de milhares de pessoas e tudo que eu recebo são elogios e um pouquinho, bem pouquinho de assinantes. Comparado com a quantidade de downloads gratuitos, a quantidade de assinantes que nós temos é ridícula. Não tem reciprocidade.

Olha, a gente gosta muito de vocês, gosta dos  elogios, gosta dos likes, mas tem que pagar conta. Então, se você consome o Café Brasil e acha que ele agrega conteúdo na sua vida, cara, vem se tornar um assinante. Tem de todos tamanho assinatura. Você pode começar com doze reais, tá bom?

Acesse canalcafebrasil.com.br.

Ouviu? canalcafebrasil.com.br.

Mas se mesmo com valores baixinhos, você não conseguir pagar, dá um alô pra nós aqui, a gente sempre encontra um jeito.

Recebi uma mensagem com uma imagem de uma cartinha enviada em 10 de fevereiro de 2019 por um usuário que fez uma compra no eBay, que é uma espécie de Mercado Livre dos Estados Unidos. Ouça só:

Prezados senhores

Encontrei muitas fitas VHS antigas recentemente, eu queria ver o que há nelas e percebi que não tinha um aparelho videocassete. Então fui para o EBay pela primeira vez e encontrei suas ofertas.

Eu comprei seu VHS e vocês o enviaram dentro de alguns dias. O VHS parece novo em folha. Incrível. Tive alguns problemas para fazê-lo funcionar, mas eram problemas meus e não do aparelho. Tenho 86 anos e talvez não esteja à altura do aparelho, mas eventuamente eu consegui e assisti aos VHS perfeitamente.

Muito obrigado por seu cuidado, seus esforços e sua prontidão. Assisti fitas da minha festa de aposentadoria de 25 anos atrás, que eu nunca tinha visto antes. Eita, éramos jovens, viu? Então uma fita do meu casamento com toda a família e amigos, muitos dos quais já não estão entre nós. Depois excursões para esquiar, crianças crescendo, viagens e, o mais importante, o amadurecimento suave da minha família. Cada um mais divertido que o anterior. Tudo graças à sua generosidade de vender o aparelho de VHS.

Eu pensei que vocês apreciariam o quanto alguém gostou da sua oferta.

Atenciosamente, e ele assinou.

Hummmm… uma cartinha de agradecimento, cara, o que é que tem demais, hein?

Olha só, o cliente tem 86 anos e achou por bem agradecer a empresa por um serviço bem feito. Pense em quantas vezes você fez isso. Reclamar é fácil, não é? Fazer um post duro nas redes sociais atacando alguma empresa pelo serviço mal feito, a gente vê isso aos montes. Mas e as manifestações de agradecimento, de apreço, hein?

Quem me ouve sabe que há pelo menos 18 anos  eu repito que, no mundo de hoje, o confronto, a crítica e até mesmo o ódio são mais socialmente aceitos que as expressões de apreço. O que é uma tristeza, você entendeu?

Tomamos como normal a crítica e o ódio, mas nos espantamos ou ficamos desconfiados diante de demonstrações de apreço. Especialmente se vier de alguém que a gente desconhece.

Isso é muito ruim, viu?  Porque o apreço é uma atividade que cria valor. O apreço energiza as pessoas, faz com que elas excedam seus objetivos e limites percebidos. Quando substituímos o apreço pela negação, pela contrariedade, pelo rancor, só temos o confronto que paralisa, intimida e canaliza a energia para a defesa. E aí, todos perdem.

Sacou? A cartinha lá do senhor de 86 anos me inspirou. Eu vou assumir o compromisso de mandar uma igual toda semana para alguém. Simplesmente manifestando meu apreço por algo que foi bem feito.

Minha vida, provavelmente, não vai mudar, mas eu farei melhor um momento da vida de alguém. E no fundo, da minha também.

Na cena final do filme “It’s a Wonderful Life”, Afelicidade não se compra aqui no Brasil, dirigido por Frank Capra lááááááá em 1946, o personagem principal George Bailey, interpretado por James Stewart, está passando por um momento de desespero e perda de esperança. Ele está prestes a cometer suicídio quando um anjo chamado Clarence aparece e lhe mostra como o mundo seria se ele nunca tivesse existido. Ele, o George.

George então vê como a sua ausência afetou negativamente a vida das pessoas ao seu redor. Ele percebe o valor da sua própria vida e o impacto positivo que teve nas vidas dos outros. Então retorna cheio de gratidão e apreço por sua família, amigos e comunidade. A cena culmina em um momento emocionante em que todos os que ele ajudou ao longo dos anos se reúnem para apoiá-lo e expressar o seu apreço por ele.

Essa cena é um poderoso lembrete de como o apreço pode transformar vidas e trazer uma perspectiva renovada sobre o valor das conexões humanas e das pequenas coisas que muitas vezes passam despercebidas.

Apreço, cara… quanto tempo faz que você não usa essa palavrinha, hein?

O apreço é um sentimento de valorização, de reconhecimento e gratidão em relação a algo ou alguém. É uma emoção positiva que surge quando reconhecemos as qualidades, esforços ou contribuições de alguém ou quando valorizamos algo que nos traz benefícios, prazer ou significado.

Quando sentimos apreço por alguém, valorizamos suas qualidades, ações ou a presença em nossas vidas. É um sentimento que fortalece os vínculos emocionais, promove o respeito e a admiração mútua. O apreço também pode ser expresso através de gestos, palavras de agradecimento, presentes ou simplesmente por estar presente quando alguém precisa.

Reconhecer o valor dos outros e expressar apreço por suas contribuições cria um ambiente positivo e fortalece os relacionamentos.

Além disso, o apreço também está relacionado à valorização de conquistas pessoais ou profissionais. Quando alcançamos metas ou superamos um desafio, é natural sentir apreço por nosso próprio esforço e dedicação. Esse sentimento de reconhecimento interno pode impulsionar a motivação e a autoconfiança.

Resumindo, o apreço é um sentimento de valorização e de gratidão que desempenha um papel importante em nossas vidas. Expressar apreço pelos outros, por nossas conquistas e pelas coisas que nos trazem alegria e significado contribui para o fortalecimento das relações, para o bem-estar emocional e a construção de uma perspectiva positiva em relação ao mundo ao nosso redor

Quando estive no Nepal, em 2001, chamou muito a minha atenção a miséria que encontrei enquanto andava pelas ruas de Katmandu. Gente pobre, muito pobre, miserável mesmo, revirando o lixo. Em meu livro O Meu Everest eu relato do meu choque ao me deparar com crianças em meio a uma pilha de lixo, todas com a cor do lixo. Uma porrada, cara, que me fez rever a forma como eu olhava o Brasil. Sim, por aqui tem pobreza, cara tem miséria, mas só quem mergulha de verdade nas regiões onde a extrema pobreza é uma realidade, consegue avaliar o impacto e sentir como somos sortudos por vivermos em uma parte do mundo onde a vida é muito mais fácil e segura, onde até mesmo as pessoas mais pobres, são mais ricas do que aquela miséria nepalesa.

Cara: é pra nunca mais reclamar de nada…

Mas logo a vida começa a bater na cara da gente e voltamos a reclamar das coisas mais simples, como se vivêssemos num inferno. Qualquer contratempo é o fim do mundo, não é?

Cara, sempre que é hora de manutenção do meu veículo eu tenho aquelas dúvidas de todos nós. Qual é o produto que eu escolho, hein? E como eu não sei muito sobre manutenção de automóveis, sabe o que faço? Eu procuro quem me traz confiança.

Por isso, quando se trata de peças para automóveis, motos e caminhões, eu vou de Nakata, sabe por quê, hein? Porque a Nakata entrega alta performance na reta, na curva, na subida…em qualquer caminho. E principalmente porque não sou só eu que estou falando, não. Pode perguntar para o seu mecânico de confiança.

Amortecedores, componentes de suspensão e direção. Certeza que ele vai dizer que a marca é Nakata. Sabe porquê?

Oras: porque é Nakata!

Assine gratuitamente o boletim em nakata.com.br e receba as últimas novidades em seu e-mail.

Tudo azul, tudo Nakata.

O psicólogo norte americano, Steve Taylor, autor do livro “De volta à sanidade” (Back to sanity), fala da “Taking for granted syndrome”, ou Síndrome de dar as coisas por garantidas, que é muito interessante.

A “síndrome de dar as coisas por garantidas” trata da nossa tendência de nos desligar do valor das coisas boas em nossas vidas. Frequentemente, deixamos de apreciar o pleno valor de nossa saúde, das pessoas que amamos, da nossa paz, da liberdade e da prosperidade. E do fato de simplesmente estarmos vivos.

Geralmente aprendemos o valor dessas coisas quando elas nos são tiradas. Cara, é só ficar seriamente doente, pra dar valor à saúde. E quando nossos parceiros nos deixam, cara? Talvez porque os tratávamos como garantidos? Ou quando experimentamos a pobreza ou o aprisionamento? Ou quando perdemos a nossa liberdade?

Tem de perder pra sentir falta.

Aí vem o lamento: “ah, se ao menos eu estivesse saudável novamente”,

“Ah, se meu marido ou esposa voltasse para mim”, “Ah, se eu pudesse dizer o que eu gostaria de dizer, do jeito que eu fazia antes, cara”… “Ah, só assim eu seria feliz!”

Aí, por algum motivo, a saúde volta. O parceiro de volta. A liberdade de volta. E começa uma lua de mel de verdadeira apreciação, não é?

Pois é. Mas depois de um tempo, a síndrome de dar as coisas por garantidas aparece novamente, nos desligando do valor das coisas boas que nos rodeiam. Cara: você nunca passou por isso, é?

A síndrome de dar as coisas por garantidas está relacionada ao fenômeno da adaptação, um processo pelo qual nos acostumamos rapidamente a novos ambientes e situações. Quando somos expostos pela primeira vez a novas experiências e ambientes, eles nos afetam poderosamente. Por exemplo, os primeiros dias em um país estrangeiro, os primeiros dias em um novo emprego ou a primeira exposição a um novo cheiro ou sabor. Mas essas experiências e sensações perdem rapidamente seu poder sensorial à medida que nos habituamos a elas. Parece haver um mecanismo psicológico de “dessensibilização” que rapidamente filtra a intensidade das experiências, transformando novidade em familiaridade.

Quem tem filhos pequenos sabe da velocidade com que eles se deslumbram com um presente novo para o abandono, assim que perdem o interesse.

Rararararar… cara, me lembrei agora do Clóvis de Barros Filho contando a história da pamonha:

Muito bom, cara!

Olha, a adaptação pode ser útil quando estamos diante de situações negativas. Se você vai para a prisão ou cai na pobreza ou então fica doente, se habituar rapidamente à situação pode ajudar a reduzir sua depressão ou trauma. Ou se você começa uma nova vida em um país diferente com uma nova carreira, é útil se habituar à nova situação o mais rápido possível, para facilitar uma transição difícil.

Então, a síndrome de dar as coisas por garantidas pode ser vista como dando o efeito contrário: quando o processo de se habituar age em coisas com as quais idealmente não deveríamos nos acostumar.

Quando entrevistei o Alon Levi, cônsul de Israel em São Paulo, perguntei a ele como é viver num país onde as pessoas andam ostensivamente armadas e um foguete pode cair em sua cabeça a qualquer momento. Ele virou pra mim e me disse que se sente mais seguro em Israel do que andando pelas ruas de São Paulo…

Cara! Eu me acostumei com a violência que nos cerca. E eu passei a conviver com ela. Ele se habituou aos foguetes e passou a conviver com eles. Sacou? A gente se habitua, cara!

A síndrome de dar as coisas por garantidas também está na raiz do conceito de “esteira hedônica” desenvolvido na psicologia positiva.

Hedônica vem de “hedonismo”, uma ideia que diz que a coisa mais importante na vida é buscar o prazer e evitar a dor. O conceito da esteira hedônica sugere que os seres humanos têm um “nível básico” de felicidade ao qual sempre retornamos. Quando eventos positivos acontecem em nossas vidas – por exemplo, quando entramos em um novo relacionamento, quando mudamos para uma casa maior e melhor, somos promovidos ou até mesmo ganhamos na loteria – temos uma “elevação” temporária em nossa felicidade. Não é assim? Mas em pouco tempo nos adaptamos à situação e voltamos ao mesmo nível de bem-estar de antes, cara. Isso é uma esteira porque sugere que não importa o que aconteça conosco ou o que façamos, e não importa o quão intensa nossa felicidade de curto prazo possa ser, nunca poderemos nos tornar realmente mais felizes no longo prazo. Nunca podemos elevar-nos acima do nível básico.

Psicólogos positivos sugerem que a elevação temporária de eventos positivos pode durar cerca de três meses. Depois disso, se quisermos sustentar um nível mais alto de felicidade, precisamos gerar novos eventos ou experiências mais positivas.

Sacou? É por isso que quem ganha dinheiro, sempre precisa de mais dinheiro.

A noite mais linda do mundo
Donizette

Vamos fazer dessa noite
A noite mais linda do mundo
Vamos viver nessa noite
A vida inteira num segundo

Felicidade
Não existe
O que existe na vida
São momentos felizes

A gente pode ser feliz
Viver a vida sem sofrer
É não pensar no que vai ser, oh!
Não me pergunte se amanhã
O nosso amor vai existir
Não me pergunte
Pois não sei

Rararararararra…o grande Odair José com seu clássico da esteira hedonista A noite mais linda do mundo.

Pois é, cara… O conceito da esteira hedônica é pessimista, não é?  Ele sugere, assim como o Odair José, que a felicidade é sempre passageira; breves períodos de felicidade são sempre seguidos por períodos de neutralidade ou infelicidade. O que existem são momentos felizes.

Se sempre tivermos que retornar ao mesmo ponto neutro, então qual é o sentido de nos esforçarmos para nos tornarmos mais felizes?

No entanto, acho que essa visão é muito sombria, até desnecessariamente sombria. É possível transcender a esteira hedônica. Mais especificamente, é possível transcender a síndrome de dar as coisas por garantidas.

E o primeiro passo é reconhecer as coisas boas que nos rodeiam, praticar a gratidão e, mais importante, expressar essa gratidão do jeitinho que fez aquele senhor de 86 anos.

Olha, se você é assinante, fique um pouquinho mais aí no final do episódio. Eu vou falar sobre como escapar da síndrome de dar as coisas como garantidas. Mas, de novo, é exclusivo para assinantes.

I want to thank you
Otis Redding

I want to thank you for being so nice now
I want to thank you for giving me my pride
Sweet kisses too
And everything you do
I know I’ll never find another one like you
If I prove my love it won’t be true
Oh my my darling
How can I forget you

I remember the first day that we met
I taught you how to smoke your first cigarette
You were so sweet
In everything you did
And oh darling
You made me seem so big
Just to have you right there in my arms
Just to hold
To squeeze all of your sweet loving charm

I wanna thank you
Darling I wanna love you

I wanna thank you again and say bye bye
I wanna thank you again
Oh how I will cry
Sweet kisses to you and everything you do
Darling I wish I had another one like you
Just to hold you
Have them in my arms
It will bring back memories
And all of your sweet loving charm

I wanna thank you
Darling I want to love you
Baby I wanna hold you
Please let me kiss you

Quero te agradecer

Quero te agradecer por ser tão legal agora
Quero agradecer por me dar o meu orgulho
Beijos doces também
E tudo o que você faz
Eu sei que nunca vou encontrar outro como você
Se eu provar meu amor, não será verdade
Oh meu querido
Como eu posso te esquecer

Lembro-me do primeiro dia em que nos encontramos
Eu ensinei-lhe como fumar seu primeiro cigarro
Você era tão doce
Em tudo que você fez
E oh querida
Você me fez parecer tão grande
Só para te ter aqui em meus braços
Apenas para segurar
Para espremer todo o seu doce encanto amoroso

Eu quero te agradecer
Querida, eu quero te amar

Eu quero te agradecer de novo e dizer adeus
Quero te agradecer de novo
Oh como vou chorar
Doce beijos para você e tudo o que você faz
Querida, eu queria ter outra como você
Só para te abraçar
Tê-los em meus braços
Ele vai trazer de volta memórias
E todo o seu doce encanto amoroso

Eu quero te agradecer
Querida eu quero te amar
Querida eu quero te abraçar
Por favor, deixe-me te beijar

E é assim, ao som de “I Want to Thank You”, de Otis Redding, que vamos saindo pensativos.

Esse é o tipo de música romântica que você inclui em sua playlist quando quer dizer a uma pessoa o quanto ela significa para você. Em alguns casos, a melhor maneira de demonstrar gratidão à pessoa que ajuda a colocar um sorriso no seu rosto todos os dias é simplesmente dizer obrigado. Ou cantar “I want to thank you” para ela.

Manifeste claramente o seu apreço. Todo mundo vai gostar de ser apreçado…

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito, muito mais, acesse canalcafebrasil.com.br e torne-se um assinante. Além de conteúdo original e provocativo, você vai nos ajudar na independência criativa e financeira, pra levar conteúdo muito mais profundo pra muito mais gente.

E se você gosta do podcast, imagina só uma palestra ao vivo. aí cara, na tua empresa. Olha, eu já tenho mais de mil e cem no currículo. Conheça os temas das minhas palestras em lucianopires.com.br.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para terminar a parte gratuita do episódio – já que os assinantes vão receber a cereja do bolo em seguida – uma frase da ciclista olímpica Kristin Armstrong.

“Quando nos concentramos em nossa gratidão, a onda de decepção se apaga e a onda de amor entra.”