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Luciano Pires -

A matemática é uma ferramenta poderosa que ajuda as crianças a se destacar em outras áreas acadêmicas e a resolver problemas matemáticos. Mas ela também desenvolve a saúde mental e muitas outras habilidades, como pensamento espacial, raciocínio lógico, análise crítica, raciocínio concreto e resolução de problemas. Ah! Matemática! Que legal, né? Pois é… mas você não sabe nem fazer a conta do troco, cara…

Bom dia, boa tarde, boa . Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Oi Luciano. Queria deixar uma mensagem aqui pra você. Acabei de ouvir o LíderCast com o José Teiga Jr. Que entrevista! Que cara! Que homem, meu! Sensacional a história dele, de como ele começou a crescer, depois começou a vender videogame, agora tem a escola e está falando bastante da transmissão do conhecimento.

Quando eu estava na minha escola e na faculdade nos Estados Unidos, o meu professor falava, dava uma história, dava a imagem da água, né? E a água como sendo conhecimento. Só que o jeito que a gente transporta a água agora, é muito mais diferente do jeito que transportava a água dez mil anos atrás, né?

Começou com um …., depois virou um balde, depois colocaram numa garrafinha de plástico, agora colocou em lata, ou traz em galão. A água continua sendo a água, mas o jeito de transportar essa água é que muda.

Então isso ficou aparente durante a sua transmissão aí com o José Teiga que é isso que a gente tem que aprender agora. Qual é o novo método de carregar a água pra que os alunos entendam.

O conhecimento é o mesmo, a estratégia tem que ser diferente.

Abraço, Luciano. Boa sorte com tudo. Tchau, tchau.”

Esse foi o Gian Lemmi. Muito legal mesmo a história do José Teiga no LíderCast, Gian. Ele é um empreendedor raiz, e aquele episódio é inspirador. E esse lance de adaptar a forma de transmitir o conhecimento é fundamental, é o que fará a diferença. Mas a velocidade com que a gente se adapta aos novos tempos é muito lenta, não é? Muito obrigado pelo comentário, viu?

O comentário do ouvinte agora é patrocinado pela Livraria Café Brasil, e o Gian ganhou um livro! Deixa eu escolher um aqui… pronto!

O Gian vai levar o Manifesto da Masculinidade, do Ryan Michler autor e fundador do Order Man, uma comunidade focada em recursos para fazer homens melhores. Em um mundo que tenta diminuir a importância da masculinidade, rotulando-a de tóxica e destrutiva, Ryan Michler, apresenta “oito virtudes fundamentais da masculinidade”, oferecendo um guia prático para a realização pessoal, capaz de fazer de um homem um líder autêntico.

Gian, entre em contato conosco pelo whatsapp 11 96429 4746 para acertarmos o envio. Muito obrigado, viu?

Então vamos lá… se você vê valor no trabalho que a gente faz aqui no Café Brasil, torne-se um assinante. E se gosta de ler então, compre nossos livros na livrariacafebrasil! É só acessar mundocafebrasil.com. Vai lá. A gente espera.

Dezessete e setecentos
Luiz Gonzaga

Eu lhe dei vinte mil réis
Pra pagar três e trezentos

Você tem que me voltar
(Dezesseis e setecentos)
Dezessete e setecentos
(Dezesseis e setecentos)

Mas se eu lhe dei vinte mil réis
Pra pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
(Dezesseis e setecentos)
Mas dezesseis e setecentos?
(Dezesseis e setecentos)
Por que dezesseis e setecentos?
(Dezesseis e setecentos)

Sou diplomata, frequentei a academia
Conheço geografia, sei até multiplicar
Dei vinte mangos pra pagar três e trezentos
Dezessete e setecentos você tem que me voltar

Eu acho bom você tirar os noves fora
Evitar que eu vá embora e deixe a conta sem pagar
Eu já lhe disse que essa droga está errada
Vou buscar a tabuada e volto aqui pra lhe provar

Então deixa
É por isso mermo que não gosto
De discutir com gente ignorante
Por isso é que o Brasil num progredi, visse?

Olha que delícia. Eu abro este episódio aqui com “Dezessete e setecentos”, clássico de Luiz Gonzaga e Miguel Lima, lá do começo dos anos 1940.

Essa canção fala de um homem que deu a alguém 20 mil réis para pagar por algo que custava trezentos e trinta. A pessoa deveria devolver a ele dezesseis mil e setecentos, mas o homem insiste que tem de receber dezessete e setecentos. O homem está errado, mas é teimoso e se diz um sujeito educado, que frequentou a academia e sabe até multiplicar. Pois é ! Mas não sabe nem fazer uma conta simples…

Olha, você que é geração Z ou Alfa, no meu tempo e no tempo dos seus pais havia uma coisa mágica chamada… troco. A gente comprava coisas usando dinheiro de papel. Dava dois dinheiros por uma caixinha de Chiclete Adams que custava, sei lá, 18 centavos. Imediatamente nosso cérebro começava a processar o cálculo do troco: 2 menos 0,18 = 1,82. Pronto.

E aí a gente tinha de pegar um ônibus, com o cobrador com um monte de cédulas entre os dedos, para facilitar o troco. E no caixa do supermercado… Era isso o dia inteiro, cara, com os mais diversos valores.

Entendeu? Nossas mentes eram computadores processando operações matemáticas todo o tempo, estabelecendo conexões e identificando padrões. A prática da matemática ajuda a construir caminhos neurais, as rotas ou conexões específicas formadas por neurônios no sistema nervoso. Ela treina o cérebro a identificar conexões, tornando-o mais robusto do que antes e desenvolvendo habilidades em raciocínio concreto, lógica, raciocínio espacial e pensamento crítico. Ela aguça a mente e ajuda a eliminar pensamentos confusos, o que torna nossa resolução de problemas mais eficaz e o pensamento, mais criativo.

A matemática nutre o cérebro… O objetivo principal da matemática é encontrar conexões e padrões. O cérebro usa a matemática para interpretar o mundo ao nosso redor, fazendo cálculos de possibilidades e probabilidades para descobrir as causas dos acontecimentos que ocorrem perto de nós.

Entre os muitos benefícios da matemática estão a melhoria do pensamento analítico e das habilidades de resolução de problemas, o desenvolvimento do pensamento sistemático e lógico e a capacidade de lidar com tarefas desafiadoras com confiança.

Mas como é que a matemática melhora a função cerebral, hein?

Neurocientistas observaram o funcionamento do cérebro de alunos durante um teste de matemática. Eles descobriram que áreas específicas do cérebro foram ativadas em diferentes regiões ao longo do processo. Após dois meses, as varreduras cerebrais dos alunos com problemas de matemática apresentaram melhorias substanciais. A matemática é crítica para o crescimento intelectual das pessoas. Ela cria crenças e atitudes, fornece confiança em seus métodos, segurança em seus resultados e um senso de autocontrole. Isso ajuda as pessoas a encontrar maneiras de resolver os problemas que enfrentam diariamente. Atualmente, os matemáticos estão resolvendo os maiores e mais difíceis problemas do mundo, e quase todas as tecnologias modernas são derivadas de um ou outro conceito matemático.

Ao tentar resolver problemas matemáticos, você usa habilidades como pensamento profundo, uso de lógica, raciocínio e tentativas contínuas. Dá pra usar a matemática em quase tudo:

L’amour ma théMatique
Mathieu Chedid

Mais comment faire
Pour aimer sans calculer
Juste s’évader, s’oublier
J’me plie en 3 sur moi

Je me casse en 12 pour toi
Je me multiplie parfois
Pour effleurer ton passage
Humer encore ton visage
J’diviserai mon cœur par 2
Si tu t’additionnes un peu

À l’infini grand, je te vois
Sang pour sang conquis par toi
Je sais ce n’est pas très excentrique
L’Amour ma thématique

Les soucis j’les soustrais
Les sous j’les multiplie
Mais pourquoi toi tu t’enfuis ?
Non je ne calcule pas

L’amour que j’ai pour toi
Est-ce que tu m’aimes ou pas ?

À l’infini grand, je te vois
Sang pour sang conquis par toi
Je sais ce n’est pas très excentrique
L’Amour ma thématique

O amor, minha temática

Mas como se faz
para amar sem calcular
só evadir-se, esquecer-se
Eu me dobro em três sobre mim
Eu me parto em doze por você
Eu me multiplico às vezes
para roçar sua passagem
cheirar novamente seu rosto
dividiria meu coração por 2
se você não se somar um pouco

infinitamente grande, eu te vejo
sangue por sangue, conquistado por você
eu sei, não é muito excêntrico
O Amor, minha temática

os problemas eu subtraio
o dinheiro eu multiplico
mas por que você foge?
não, eu não calculo
o amor que tenho por você, mas
você me ama ou não?

eu me lanço
vamos lá, let’s go

Olha que delícia, cara…. essa é L’amour Ma ThéMatique”, que o autor e cantor francês Mathieu Chedid lançou em 1989. Esse Ma ThéMatique – minha temática – é um trocadilho com a palavra matemática.

A letra diz assim num trecho:

Mas como se faz
pra amar sem calcular
só evadir-se, esquecer-se
Eu me dobro em três sobre mim
Eu me parto em doze por você
Eu me multiplico às vezes.”
Que tal? Falar de amor com matemática?

Já se sabe que trabalho duro e esforço podem melhorar a inteligência. As pessoas podem se destacar em matemática independentemente de terem ou não aptidão natural para o assunto. Na verdade, é considerado que o aprendizado matemático precoce promove o desenvolvimento cognitivo completo das crianças.

A matemática é fundamental para nossos cérebros criarem vias neurais que são essenciais para o processamento de dados. Crianças que conhecem matemática conseguem recrutar determinadas regiões cerebrais com mais confiabilidade. E têm maior volume de massa cinzenta nessas regiões do que crianças que têm desempenho inferior em matemática. Várias tarefas cognitivas, incluindo atenção visual e tomada de decisão, foram associadas a melhores habilidades matemáticas em crianças com alto desempenho.

Assim como o corpo precisa de exercícios físicos para desenvolver músculos, o cérebro também precisa de exercícios mentais para melhorar e manter suas habilidades mentais e memória em plenitude. Fitness intelectual, ora essa. Assim como o treinamento de musculação fortalece os músculos, o pensamento matemático fortalece o cérebro.

Tá entendido? A capacidade do cérebro de lidar com problemas complexos aumenta com a quantidade de problemas matemáticos que uma pessoa resolve.

Mas um dia, inventaram uma calculadora e começamos a reduzir a prática diária do pensamento matemático. Então criaram o cartão de crédito. Depois o de débito. E agora o PIX… pronto. Acabou o troco. E sem o troco, a prática diária do pensamento matemático caiu a praticamente zero.

Resultado? Empobrecimento do pensamento crítico, da análise lógica e da tomada de decisões informadas. Tudo porque acabou o troco. Há quem diga que substituímos por outras coisas, mas é só olhar em volta para perceber o tamanho do emburrecimento que assola a sociedade.

E aí então, aparece o Efeito Flynn.

O efeito Flynn refere-se ao fenômeno observado ao longo de décadas em que as pontuações de QI (Quociente de Inteligência) aumentam consistentemente em várias populações ao redor do mundo. O termo é uma homenagem ao pesquisador James Flynn, que foi um dos primeiros a destacar essa tendência em suas análises de dados.

Tá certo, hoje em dia há críticas consideráveis ao conceito de QI e às práticas associadas a ele. Coisas como sua natureza reducionista, influência da cultura e do contexto nos testes, limitações nos tipos de inteligência medidos, mudanças ao longo do tempo, sensibilidade a fatores externos, criticismo cultural e variações ao longo da vida. Muitas pessoas argumentam que a inteligência é uma característica complexa que não pode ser totalmente capturada por um único número e que testes de QI podem ser influenciados por vieses culturais e sociais.

Olha: e eu concordo sim com isso. Mas vamos ver o que é o efeito Flynn.

O efeito Flynn é caracterizado pelo aumento médio nas pontuações de QI em diferentes gerações. As pessoas que realizam os mesmos testes de QI que seus antecessores tendem a pontuar mais alto, indicando uma melhoria aparente nas habilidades cognitivas médias ao longo do tempo.

Existem várias teorias que tentam explicar o efeito Flynn. Melhoria das condições de vida, por exemplo. Condições socioeconômicas favoráveis, acesso à educação, nutrição e cuidados médicos ao longo do tempo podem contribuir para o aumento da pontuação de QI.

Também a exposição a estímulos cognitivos. Mudanças nas experiências de vida, como exposição a tecnologia, informações e estímulos cognitivos mais complexos, podem ter um impacto positivo nas habilidades cognitivas.

Mudanças educacionais também são importantes. Melhorias nos métodos de ensino e ênfase na resolução de problemas podem ter contribuído para o aumento nos escores de QI.

O efeito Flynn não é uniforme em todas as áreas e para todas as habilidades cognitivas. Além disso, em alguns lugares, há evidências de que o efeito Flynn pode estar diminuindo ou revertendo em algumas gerações mais recentes. E isso é muito preocupante.

Olha: o panorama futuro pode não ser otimista. Pesquisas recentes realizadas por cientistas da Universidade Northwestern e da Universidade de Oregon apontam para uma diminuição na pontuação de QI nos Estados Unidos, marcando a primeira queda em décadas.

Publicado em maio de 2023 no periódico Intelligence, o estudo sugere que os níveis de QI diminuíram, especialmente entre indivíduos com menos educação na faixa etária de 18 a 22 anos. Eu publiquei o link para esse estudo no roteiro deste episódio em portalcafebrasil.com.br.

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0160289623000156

Os pesquisadores investigaram se o efeito Flynn sofreu alterações de 2006 a 2018 nos EUA. Tradicionalmente, esperava-se que as gerações mais jovens apresentassem pontuações de QI mais elevados em comparação com as anteriores. Desde 1932, os escores médios de QI aumentaram aproximadamente de três a cinco pontos por década, de acordo com os pesquisadores.

Ao longo do estudo, cerca de 400.000 testes de QI realizados online por adultos nos EUA foram analisados. As pontuações foram avaliadas em relação às habilidades cognitivas e a habilidades como raciocínio matricial e verbal.

O estudo apontou que o declínio foi mais acentuado entre aqueles com menos educação na faixa etária de 18 a 22 anos. Embora os testes de QI meçam diversas habilidades cognitivas, há críticas ao teste devido à possibilidade de interpretações equivocadas. Os críticos também afirmam que o escore de QI de uma pessoa pode variar com base na motivação ou esforço para realizar o teste.

Os resultados sugeriram uma diminuição e não um aumento, no QI. Mas os pesquisadores observaram um aumento em uma área específica do teste: o de rotação tridimensional, relacionado ao raciocínio espacial.

Quando aplicado a um teste de QI ou avaliação cognitiva, a pontuação de rotação tridimensional destaca a habilidade de imaginar como um objeto ou forma tridimensional pode parecer quando girado ou movido em diferentes direções. Esse tipo de habilidade é fundamental em atividades que envolvem a interpretação de mapas, a montagem de objetos complexos, o design tridimensional, a navegação espacial e muitas outras tarefas que exigem uma compreensão visual e mental do espaço tridimensional.

Jogar videogames, por exemplo…

Os autores do estudo destacaram que as pontuações mais baixas entre participantes recentes em todos os níveis de educação podem indicar uma possível diminuição na qualidade da educação nesta amostra. Ou então uma mudança na percepção do valor de certas habilidades cognitivas.

Você viu só? Talvez estejamos experimentando o resultado da substituição de certos exercícios mentais, por outros. Isso está dando um nó na cabeça dos pesquisadores. Estamos piorando no desenvolvimento de nossas habilidades cognitivas ou temos é de mudar os parâmetros pelos quais medimos nossa inteligência?

A água é a mesma, a estratégia é que tem de ser diferente? Ou mudou a água também?

Os números
Raul Seixas

Ró-dando, ok
Rodando não, ró-dando
César como é que cê tá fazendo o balanço
Ding-ding-sding
Aurinho, isso
A turma do Jackson do Pandeiro

Isso aí, vamo’ lá
Meus amigos essa noite
Eu tive uma alucinação
Sonhei com um bando de número
Invadindo o meu sertão
Vi tanta coincidência
Que eu fiz essa canção
(Falar do número um)
Falar do número um
Não é preciso muito estudo
Só se casa uma vez
E foi um Deus que criou tudo
Uma vida só se vive
Só se usa um sobretudo
(Agora o doze)
É só de pensar no doze
Eu então quase desisto
São doze meses do ano
Doze apóstolos de Cristo
Doze hora é meio-dia
Haja dito e haja visto
(Agora o sete)
Sete dias da semana
Sete notas musicais
Sete cores do arco-íris
Nas regiões divinais
E se pintar tanto sete
Eu já não aguento mais
(Dois)
E no dois o homem luta
Entre coisas diferente
Bem e mal, amor e guerra
Preto e branco, bicho e gente
Rico e pobre, claro e escuro
Noite e dia, corpo e mente
(Agora o quatro)
E o quatro é importante
Quatro ponto cardeal
Quatro estação do ano
Quatro pé tem um animal
Quatro perna tem a mesa
Quatro dia o carnaval
(Pra encerrar)
Eu falei de tanto número
Talvez esqueci algum
Mas as coisas que eu disse
Não são lá muito comum
Quem souber que conte outra
Ou que fique sem nenhum

Rarararararar… grande Raul Seixas, com a deliciosa Os números, que tal, hein? É assim que vamos saindo então hoje, com a mente fervendo, né?

Que baita provocação, não é? Praticávamos a matemática do troco só porque éramos inteligentes, ou porque ela nos tornava mais inteligentes, hein?

A verdadeira epidemia que nos assola é a de burrice, que nos impede de perceber as relações de causa e consequência, nos joga no colo de oportunistas e nos torna reféns de certas elites.

Tudo porque você não dá nem recebe mais o troco.

Aqui no Café Brasil tem a vacina.

Olha: no bônus que os assinantes receberão na sequência deste episódio, vamos falar de algumas dicas para aumentar a capacidade cognitiva.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais. E se você gosta do podcast, imagine só uma palestra ao vivo. E eu já tenho mais de mil e cem no currículo, cara. Leve pra sua empresa. Conheça os temas que eu abordo no mundocafebrasil.com.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para terminar a parte gratuita deste episódio, já que os assinantes vão receber um bônus na sequência, uma frase do educador Jean Piaget:

A inteligência é o que você usa quando não sabe o que fazer.

Hummmmm…. sabe de uma coisa? Hoje vou deixar rolar a parte do bônus para não assinantes. Assim eles tomam conhecimento do que estão perdendo.

Vamos ao bônus para assinantes, então?

A capacidade cognitiva pode ser definida como uma “habilidade mental que engloba a capacidade de raciocinar, planejar, solucionar problemas, pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas, aprender rapidamente e aprender com a experiência”. Entendido?

– capacidade de raciocinar
– planejar
– solucionar problemas
– pensar de forma abstrata
– compreender ideias complexas
– aprender rapidamente
– aprender com a experiência

Quando você desenvolve habilidades cognitivas, auxilia o seu cérebro a completar o processo de assimilação de informações de forma mais rápida e eficiente. Com isso você garante uma compreensão eficaz e um processamento eficiente de novos conhecimentos.

Entendeu? Compreensão eficaz e processamento eficiente. Eficaz: se atinge seu propósito, eficiente, se usa seus recursos de forma inteligente, sem desperdícios.

No ambiente de trabalho, as habilidades cognitivas são fundamentais para interpretar dados, lembrar metas da equipe, manter o foco durante reuniões importantes, entre outras atividades.

Quando essas habilidades cognitivas funcionam bem, conseguimos ler, pensar, priorizar, entender, planejar, lembrar e resolver problemas de maneira eficiente e fácil. Tudo aquilo que fazer as contas do troco ajudava, lembra? Quando essas habilidades são deficientes, a aprendizagem torna-se, no máximo, uma luta, chata e desmotivadora.

Em resumo, a capacidade cognitiva melhora a compreensão, desenvolve habilidades de resolução de problemas, promove a aprendizagem a longo prazo, aumenta a confiança e cultiva um amor pelo aprendizado.

Existem várias maneiras de aprimorar a capacidade cognitiva. Aqui vão algumas:

  1. Atividade Física: Altamente benéfica para a saúde mental e cognitiva, a atividade física eleva certos hormônios durante o exercício, melhorando a retenção de memória e a função cognitiva. Não precisa se matricular na academia, basta andar diariamente. Já ajuda.
  2. Abertura à Experiência: Estar disposto a aprender, ser flexível e aberto a novas experiências são elementos essenciais para melhorar a capacidade cognitiva. Tente coisas novas, que tirem você da zona de conforto. Diga mais “sim” do que “não” aos convites que você receber.
  3. Curiosidade e Criatividade: Participar de atividades estimulantes para o cérebro, como leitura, escrita e outras práticas de imaginação, preserva a memória e aprimora a função cerebral. Foi pra isso que criei a Confraria Café Brasil!
  4. Conexões Sociais: Aprender novas habilidades desafiadoras enquanto mantém uma rede social é crucial para manter a mente afiada e perspicaz. Foi pra isso que criei a Confraria Café Brasil!
  5. Meditação Mindfulness: A prática da meditação reduz o estresse e desacelera o progresso de distúrbios cognitivos relacionados à idade, como a doença de Alzheimer. Aqui se trata de desacelerar, dar um tempo para sua mente.
  6. Jogos de Treinamento Cerebral: Ambientes ricos em estímulos e quebra-cabeças de resolução de problemas contribuem eficazmente para prevenir ou atrasar o início de doenças degenerativas. Por isso eu leio e escrevo todo dia.
  7. Dormir o Suficiente: O sono é essencial para a consolidação da memória e do aprendizado, sendo fundamental para dominar novas tarefas. E é ele, o sono, o mais ameaçado por este clima de tensão e angústia no qual vivemos.
  8. Reduzir o Estresse Crônico: A fim de aprimorar a capacidade cognitiva, é crucial reduzir o estresse crônico e atividades prejudiciais à saúde geral. Estabelecer limites pra seus níveis de preocupação e se rodear de gente positiva é um excelente começo.

Viu só? A capacidade cognitiva é crucial para as interações diárias e o sucesso nos negócios. É isso que eu proponho para meus ouvintes e leitores há mais de 30 anos: Fitness Intelectual. Se você está ouvindo até aqui, está no caminho certo.

Assim você não erra o troco: é dezesseis e setecentos.

Matemática
Zeca Baleiro

Eá, eá, eá, eá
Eá, eá, eá, eô

Nunca fui muito bom em matemática
Coisa que eu só aprendi na prática
7 e 7 são 14 com mais 7, 21
Com mais 9, 30
Menos 20, uma dezena
Vezes 3, outra vez 30
Mais 70, uma centena

2 mais 2 dá 4
Com 4 dá 8
Com 8 reais posso comprar biscoito
Menos 2 dá 6, daí compro um kinder ovo
Se não entendeu posso explicar de novo

Vamos saindo então com Zeca Baleiro e sua Matemática… uma delícia…

Então é isso. Muito obrigado por aceitar nosso convite para assinar o Café Brasil. Estamos juntos numa missão que vai muito além de entreter, ilustrar ou simplesmente refletir sobre a vida.

Estamos aqui para mostrar que é possível, com a ajuda da matemática, inclusive, e a despeito de tudo mais, ir mais longe e mais à frente.

Muito obrigado.