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Luciano Pires -

As fotos do casamento estão no final deste post.

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No ano passado eu estava nos afazeres do meu dia a dia quando recebo uma mensagem assim:

“Querido Luciano Pires, Escrevo esta mensagem para te fazer um pedido um tanto quanto inusitado, mas antes eu preciso te contextualizar.

Daqui a um ano, mais especificamente dia 04 de novembro de 2023 me casarei com Larissa, a gatinha. Nos conhecemos em 2011 durante a faculdade de medicina e dois anos depois começamos a namorar. Quando casarmos já teremos dez anos de namoro. Dez anos! E nesses anos você sempre esteve presente como trilha sonora de nossas viagens, faxinas, louças lavadas e domingos preguiçosos. Juntos com você choramos, ouvimos conselhos, nos divertimos, dançamos sob as melhores trilhas sonoras, discutimos política e até aprendemos lições para ensinarmos aos nossos futuros filhos. É estranho como alguns episódios do seu podcast se encaixam perfeitamente no momento certo de nossas vidas, bem quando a gente precisava.

E é neste contexto que gostaria de te pedir: você aceitaria celebrar nosso casamento? Sei que é um pedido muito estranho, mas estamos fazendo reuniões com diversos celebrantes e até agora nenhum combinou conosco.

Em toda reunião eu fico imaginando você entrando ao som de Banana Boat Song tocado por violinos, falando “bom dia, boa tarde e boa noite” e contando nossa história de forma divertida. Seria a cereja do bolo da nossa celebração. O casamento será no Terras de Clara, em Morungaba e a duração da celebração é de aproximadamente 45 minutos.

Após a celebração será um prazer ter você e sua família na festa, que será no mesmo local. A gatinha acha que eu sou doido de escrever isto para você, mas não custa tentar né? Obrigado por todos seus ensinamentos, provocações e risadas. Você fez e continuará fazendo parte de nossa vida. Vida longa ao cafezinho! Grande abraço, Rafael.”

Cara eu nunca imaginei que alguém poderia me chamar para atuar num momento desses, que faz parte dos momentos mais marcantes da vida de qualquer casal. O convite era muito louco. Tão louco, mas tão louco, que eu… aceitei.

E hoje eu vou contar para você como foi a minha primeira experiência como um celebrante de casamento! Ah, e a trilha sonora deste episódio é a gravação da cerimônia, viu?

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Salve, salve, Luciano, Lalá, Ciça. Aqui é o João Carlos de São Paulo. Este áudio é mais um agradecimento, cara. Faz muito tempo que eu não mando áudio pra vocês, mas esse último episódio dos BGs, não tinha como não mandar um agradecimento.

Eu escutei pela primeira vez com a minha esposa, a gente achou simplesmente sensacional, e aí eu fiz questão de colocar pra minha mãe ouvir também.

E o que aconteceu, cara, foi meio maluco, meio mágico assim. A gente escutou juntos, na cozinha, só eu e ela, eu coloquei pra tocar, a gene ficou quietinho escutando e ela fazia os comentários conforme você ia comentando sobre o cenário local, os contextos. Ela falando que na época dela eles dançavam juntinho quando tocava ….

O fato é que a gente foi ouvindo, foi se emocionando, quando fui ver estava dançando com ela na cozinha, abraçadinho, ela falando que era legal quando a gente dançava, era assim, abraça aqui na menina, abraça aqui…

Cara, quando eu fui ver a gente estava dançando na cozinha. Cara, eu me dei conta daquilo, eu falei: cara, que momento sensacional, que vocês proporcionaram pra gente.

Então, sem muitas delongas, muito obrigado por isso, bicho. Muito obrigado mesmo.

Vida longa aí a vocês, ao Cafezinho, e obrigado por tudo, pelo trabalho diferenciado. E obrigado por proporcionar esse momento com a minha mãe. Valeu, abraço.”

Graaande João Carlos, o Café Brasil 900 dos Bee Gees está causando, rarararar. Ficamos super felizes imaginando a cena de você dançando com a sua mãe, cara. Que delícia de relato. Faz a gente ter certeza que todo nosso trabalho vale muito a pena. Obrigado por compartilhar conosco!

O comentário do ouvinte agora é patrocinado pela Livraria Café Brasil, e o João Carlos ganhou um livro! Deixa ver…hoje vou mandar o meu, Me Engana Que Eu Gosto. Nele eu abordo temas como eleições, manifestações populares, debates, mensalão, corrupção e outros temas que ocupam os espaços da imprensa nos últimos anos. O livro é composto por crônicas inéditas, especialmente elaboradas para o livro, e algumas das melhores crônicas publicadas no Portal Café Brasil.

Entre em contato conosco pelo whatsapp 11 96429 4746, João Carlos, para definir a remessa do livro. Muito obrigado!

Então vamos lá… se você vê valor no trabalho que a gente faz aqui no Café Brasil, faça como o João Carlos, torne-se um assinante. E se gosta de ler, compre nossos livros na livrariacafebrasil! É só acessar livrariacafebrasil.com.br. Pra virar um assinante é mundocafebrasil.com. Vai lá. A gente espera.

Bem, como o convite foi feito um ano antes do casamento, eu deixei a coisa passar, sem me preocupar. Quanto contei para famílias e amigos, todo mundo ficou espantado. E querendo saber como eu faria.

A resposta era padrão: “Sei lá. Quando chegar na hora eu vou ver…”.

E um dia a hora chegou…

Lembrando: a trilha sonora deste episódio aqui é toda com as músicas que os noivos escolheram para tocar na cerimônia. Esse arquivo que foi gravado lá no dia.

Essa ao fundo é With A Little Help From My Friends, que tocou durante a entrada dos padrinhos e madrinhas…

Bom, com o evento se aproximando, comecei a me mexer. Liguei para meu amigo Irineu Toledo, que eu sabia que já havia feito cerimônias de casamento. E ele foi no ponto: “Luciano, fique tranquilo. O sagrado ali é a cerimônia, é o compromisso. Apenas seja você e está tudo resolvido.”

Cara, parecia tão fácil…

Evento chegando, fiz uma reunião por vídeo com os noivos para saber das expectativas. Pedi que me mandassem um texto com a história de ambos e com o roteiro do evento. Eles contrataram um lugar super legal, à beira de um lago, e uma empresa de cerimonial. Eu tinha de me encaixar no processo.

Liguei para a empresa do cerimonial, falei com a Mara, da @maraduarteassessoria. E com ela eu percebi que a coisa era grande…

Era um baita evento, para mais de 200, 300 pessoas, a 90 minutos de São Paulo, com um conjunto musical, todo o ritual da celebração, entrada de alianças e tudo o mais. Conversei com ela e me encaixei no esquema. E aí fui cuidar de construir a minha fala.

A primeira reação, natural,  foi a de escrever algo sobre casamento. Aquela ladainha de compromisso e tudo o mais. Mas eles não me chamaram para isso. Chamaram por causa do Café Brasil, que pode ser tudo, mas não é óbvio.

Então eu decidi falar do pão francês.

No dia do evento, o universo estava conspirando a favor. Um dia lindo, temperatura agradável, maritacas sobrevoando… O noivo, Rafael, me recebeu, em acompanhou no almoço, trocamos algumas ideias. Depois fui me reunir com a Mara para os acertos finais. E ela me disse uma coisa que foi marcante:

“Luciano, você tem de se concentrar em acalmar os noivos!”

Rararrara… Cara, com 15 anos de experiência, ela sabia muito bem onde a coisa pega. E eu a tranquilizei, especialmente quando disse que a minha fala teria no máximo 10 minutos.

“Dez? Puxa, isso é ótimo! Tem gente que fala 20, 30, 40 minutos!”

Não. Comigo era curto e grosso.

E vamos para a cerimônia. O lugar é lindo, chama-se Terras de Clara, em Morungaba, interior de São Paulo. Um gramado descendo em direção ao lago, e lá embaixo uma espécie de altar. Na verdade uma mesa com flores, debaixo de uma moldura de plantas. Seria ali que eu reinaria.

E o esquema era o seguinte: o evento começaria com eu entrando sozinho e descendo até o tal “altar”. Ao som de Bohemian Rahpsody.

Depois o noivo, os padrinhos e, finalmente, a noiva…

A essa altura a emoção já tinha tomado conta de todos. Recebo os dois, olho para ela, que eu ainda não havia conhecido pessoalmente e digo baixinho: “Você está linda!”

A tarde estava mágica, um dia maravilhoso, lugar fantástico e, para completar, maritacas sobrevoando o local da cerimônia.

E aí veio a cerimônia. Eu ia ler aqui neste episódio o texto, mas eu preferi trazer o áudio original da cerimônia, que contém a emoção do momento, os erros, o vento espalhando os papéis, as maritacas e tudo mais.

E claro, eu estava meio nervoso sim, rararararrar

A gente abriu com Queen, Ennio Morricone, Beatles, Strauss, A bela e a fera, dia lindo, maritacas, um monte de gente que se ama. Que dia! Que dia!

Bom dia, boa tarde, boa noite. Isso aqui não é o Café Brasil, mas eu sou o Luciano Pires.

Antes que o pessoal ache estranho o que está acontecendo aqui eu preciso explicar o que está acontecendo aqui. 

Rafael Freike Kobayashi Kobaya, filho do Edson e da Rosângela

Larissa Celiberto Renosto, filha da Alaíde e do Luiz

Podiam ter escolhido um padre, um pastor,  um imã… Cara, tanta coisa, foram escolher um podcaster. O que é que eu faço na vida: eu faço um podcast que esses dois escutam, sei lá há dez anos e que…um belo dia estou na minha casa tranquilo, entra um a-mail do Rafael dizendo assim: Luciano eu sou um ouvinte seu, a gente adora o seu programa, eu vou me casar. Você não quer celebrar meu casamento?

E o pedido foi tão maluco, tão inusitado que eu falei: eu tenho que aceitar. E eu vim parar aqui hoje. Nunca fiz isso aqui, é a primeira vez, tô morrendo de nervoso, mas vamos ficar todos calmos que o que vai acontecer agora é uma celebração.

Não importa quem está celebrando, o que importa é que este momento aqui é sagrado, porque é um momento de compromisso.

E eu vou seguir lendo aqui senão eu vou me perder, tá bom? Vocês estão tranquilos os dois? Vamos seguir? Tá nervosa né? 

Aos 35 e 33 anos, o termo “vida” parece ser infinito, não é? Vocês têm muita, muita vida pela frente, e essa é a bênção da juventude. Já pra mim, seus pais e avós, “vida” tem uma outra perspectiva. E na busca do que falar para vocês hoje aqui, eu decidi bater numa tecla muito poderosa: só temos uma vida para viver. Uma só. E ela é finita. Não a vivam como se vocês estivessem indo buscar um pão francês na padaria…

Pô, pão francês em padaria? O que isso tem a ver com casamento? Tem tudo a ver.

Vou contar para vocês uma historinha que aconteceu comigo, é real. Cerca de vinte anos atrás, fui fazer uma palestra numa universidade. Fui apresentado ao diretor da universidade. Seu Jorge. Seu Jorge era um septuagenário, e pela deferência de todos com ele, percebi que era uma pessoa querida e muito respeitada.  Mas eu também percebi que ele não estava bem, parecia cansado, angustiado e triste.

Ele passou a palestra todinha impassível. Não se mexeu, não sorriu, não fez uma expressão sequer. E eu julguei que ele estava detestando a palestra. Quando a palestra terminou, notei que ele estava em pé, esperando que ficássemos sozinhos. E achei que ia ouvir alguma crítica.

Quando chegou a vez dele, me pediu que sentássemos nas cadeiras do auditório e começou a me dizer coisas que me marcaram.

“Seu Luciano, ontem eu completei 70 anos de idade, e enquanto eu estava pensando na festa de aniversário que meus familiares prepararam para mim, eu comecei a rever os eventos de minha vida. E enquanto minha memória viajava por sete décadas, fui ficando cada vez mais ciente de que eu não vivi uma vida plena. De repente pareceu que quando eu tinha vinte e cinco anos, eu saí para comprar um pão francês na padaria, e quando voltei para casa eu tinha 70 anos.”

Eu não entendi o que ele queria dizer. O pessoal em volta dele tratava ele muito bem. Seu Jorge era um profissional bem sucedido, respeitado e querido por todos. Não fazia muito sentido o que ele dizia. Todo esse respeito e reconhecimento, para ele não eram suficientes. Ele achava que tinha vivido a vida com muito menos do que as oportunidades que ela proporcionou. Ele achava que não tinha lutado o suficiente… que não tinha defendido as causas certas… que não abraçou as boas oportunidades… e que não correu os riscos que poderia ter corrido.  

Nunca se jogou de corpo e alma em alguma tarefa… nunca viveu uma grande aventura. Ele passou a vida meramente colocando um pé na frente do outro, cuidadosamente, conservadoramente, responsavelmente… até que 70 anos se passaram.

Me lembrei dessa história hoje para trazer uma mensagem a vocês, tão jovens.

Não vivam suas vidas com o mesmo senso de propósito, espírito e excitação de quem vai só buscar um pão francês na padaria. Tomem controle sobre suas vidas… vivam com um propósito… com excitação… joguem-se de corpo e alma em cada dia… em cada atividade… em cada aventura.

Eu não posso –e ninguém pode – dizer a vocês como viver suas vidas. Mas conheço diversos homens e mulheres que, ao chegar a seus 70 anos, olham para suas vidas com a mesma paixão, alegria, excitação e orgulho que eu estou vendo agora nos olhos de vocês dois.

Sabem o que há de especial nesses senhores e senhoras que conseguem olhar para suas vidas com orgulho e satisfação? Eles sabem que deixarão o mundo um pouquinho melhor, só pelo fato de terem passado por ele.

Desse entusiasmo diário pela vida que eles ainda exibem, dá para ver que cada página de seus dias foi preenchida  com causas apaixonantes eu eles defenderam.

Com relacionamentos repletos de amor, que ainda transparecem em seus olhares. E na firmeza de seus passos.

Com vocês não vai ser diferente. Vocês têm neste momento a escolha de decidir como viverão suas vidas. Mas conforme o tempo for passando… e vai passar muito mais rápido do que vocês imaginam, suas opções vão se reduzindo. As oportunidades de escolha vão diminuindo e o livro de suas vidas vai chegando ao final, todo preenchido.

Este momento especial é um fabuloso começo, Larissa e Rafael. Olha o dia, olha os passarinhos, olha que maraviha!

Não há dúvidas que vocês vão  enfrentar momentos difíceis na sua jornada. Não existe vida sem momentos difíceis. Mas saibam de uma coisa: os infelizes e incompletos Seus Jorges do mundo, não estão angustiados por  erros e falhas que eles cometeram… eles estão angustiados pelas coisas que deixaram de fazer, pelas coisas que nem mesmo tentaram fazer. A angústia de nunca terem olhado para além da ida até a padaria para comprar um pão francês. Por não terem sonhado maior que isso, com objetivos que estão muito além do que as pessoas dizem que a gente  pode. Eles carregam a angústia de quem se conformou.

O caminho para um aniversário de 70 anos triste como o do seu Jorge é marcado por uma trilha de oportunidades perdidas…

Muita TV – Pouca leitura / Muita comida – Pouca ação

Muito falatório – Poucas conquistas

Muito pegar – Pouco dar / Muitos sonhos – Poucos planos

Lembrem-se: são as pequenas e firmes decisões que vocês tomarem no dia a dia, que vão construir suas grandes conquistas.

Agora eu quero que vocês permitam que eu, do topo de meus 67 anos, diga aqui alguns sins e alguns nãos, para que vocês, daqui a 40 anos, sintam orgulho da trajetória que fizeram juntos.

Primeiro, digam sim à responsabilidade, ao compromisso que vocês assumem um com o outro. Considerem os conselhos de todos que estão aqui presentes e que amam vocês. Mas a responsabilidade por seu futuro não será de seus pais, nem dos amigos, nem dos padrinhos,  nem dos podcasters. É de vocês dois.

Digam sim à aventura. Só com objetivos ambiciosos e arriscados, daqueles que dão frio na barriga, a gente pode desafiar os limites de nossas vidas.

O Seu Jorge descobriu tarde demais que só “viver a vida” não basta. Não vai dar a vocês nenhum orgulho quando chegarem nos seus setenta anos.

Por isso, digam não à apatia. A indiferença é o mal do indivíduo moderno e cria uma sociedade pela qual não queremos passar.

Digam não à auto-indulgência, que é aquela atitude de satisfazer os seus desejos imediatos, aqui agora, só pra nós, sem se preocupar muito com as consequências.

A boa vida é caracterizada pelo auto-sacrifício, e não pela auto-gratificação.

Então digam SIM, um SIM bem grande para o cuidado e a preocupação com os outros. Nenhuma vida vale a pena quando é construída passando por cima dos outros.

Nenhuma vida vale a pena quando buscamos beneficiar apenas a nós mesmos. O que leva para um termo que temos usado muito pouco: generosidade.

E foi isso que eu ouvi, na conversa que eu tive com vocês, no bate papo na hora do almoço. Olhando pras pessoas em volta aqui, quanta generosidade. Continuem. A gente precisa muito disso.

E por fim, digam não ao conformismo. Fiquem indignados, bravos, incomodados, mas não se conformem. Entendeu? Jamais se conformar.

Olha, o tempo está passando rápido aqui, tá cheio de gente louca para abraçar vocês, para festejar e fazer os votos de uma vida feliz e construtiva. Então caminho para o final pedindo a vocês que vivam a vida de forma plena, assim quando a vida passar diante de seus olhos no aniversário de 70 anos, quando vocês estiverem comemorando 40 anos de casamento, 35 anos de casamento, a gente vai ter a chance, quem sabe, de eu estar aqui com vocês, eu vou estar velho, muito velho, mas vocês vão sentir aquela paz interior de quem sabe que deu o melhor de si, um para o outro, os dois para sua família, sua cidade e o seu mundo.

E agora, seguindo a tradição da cerimônia, peço a vocês que fiquem um de frente para o outro, porque eu não ia perder essa oportunidade, mas de jeito nenhum, de repetir algo que eu tenho ouvido a vida inteirinha e respondam a pergunta mais importante de hoje.

Larissa, você aceita Rafael como seu legítimo esposo, para amá-lo e respeitá-lo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, e promete ser fiel, até que a morte os separe?

Rafael, você aceita Larissa como sua legítima esposa, para amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, e promete ser fiel, até que a morte os separe?

Muito bem. Se disseram sim, então eu vou pedir pro Arthur trazer as alianças pra nós.

Olha que beleza. A mão nem tremeu. Que momento abençoado.

Para terminar esta cerimônia, quero fazer como nos podcasts, relembrar uma figura ícone que certamente marcou as vidas de todos aqui presentes. O nome dele é Elvis Aaron Presley. Em 1961 ele estrelaria um filme chamado Blue Hawaii, e os produtores decidiram encomendar uma canção a três compositores, para ser interpretada por uma cantora. Mas a canção acabou sendo entregue a Elvis, que fez história.  A letra fala de uma paixão avassaladora, o que era puro Elvis, e ele diz assim na letra:

Wise Men say
Only fools rush in
But I can´t help
Falling in love with you

Homens sábios dizem
Que só os tolos de apaixonam
Mas eu não consigo evitar
Me apaixonar por você

E o cantor fica apreensivo por estar se apaixonando rápido demais, mas admite que não tem controle. E ele continua…

Take my hand
Take my whole life too
For I can’t help
Falling in love with you

Pegue minha mão
Tome minha vida inteira também
Porque eu não consigo evitar
me apaixonar por você

Larissa e Rafael, de frente um para o outro, as duas mãos dadas, vocês repitam comigo.

Eu os declaro marido e mulher. Muito obrigado a vocês por me darem essa oportunidade aqui, viu? Não tem como segurar a emoção, a plateia está em lágrimas, vocês em lágrimas. É um momento marcante na vida de qualquer um, eu nunca pensei que eu ia estar aqui na frente fazendo isso, não posso aceitar isso mais do que um elogio tremendo, e poder dividir com vocês esse momento aqui, já faz parte da minha vida, muito obrigado a vocês, felicidades e tudo de bom pra vocês. 


Cara, sempre que é hora de manutenção do meu veículo eu tenho aquelas dúvidas de todos nós. Qual é o produto que eu escolho, hein? E como eu não sei muito sobre manutenção de automóveis, sabe o que que eu faço? Eu procuro quem me traz confiança.

Por isso, quando se trata de peças para automóveis, motos e caminhões, eu vou de Nakata, sabe por quê, hein? Porque a Nakata entrega alta performance na reta, na curva, na subida…em qualquer caminho. E principalmente porque não sou só eu que estou falando, não. Pode perguntar para o seu mecânico de confiança.

Amortecedores, componentes de suspensão e direção, certeza que ele vai dizer que a marca é Nakata. Sabe porquê?

Oras: porque é Nakata!

Assine gratuitamente o boletim em nakata.com.br e receba as últimas novidades em seu e-mail.

Tudo azul, tudo Nakata.

Bom, foi uma experiência única, original e muito, muito emocionante, que não terminou na cerimônia… voltando da lua de mel, os Rafa e a Lari me mandaram um áudio:

“Rafael – Oi Luciano, tudo bem?

A gente está aqui na estrada voltando da praia e pra variar a gente está ouvindo o Café Brasil 900

Meu! Que episódio maravilhoso. Ele veio no momento certo. Foi mais uma dessas milhares de coincidências que o Café Brasil já nos proporcionou.

Logo que a gente entrou lá, no dia da festa, as nossas famílias e os nossos amigos fizeram meio que um flashmob surpresa pra gente, com a trilha de quem? BeeGs.  

Meu! Ver esse episódio lembrar daqueles momentos foi demais, foi muito bom.

Mas a gente não veio aqui pra falar da festa, a gente precisava mesmo era te agradecer pela celebração impecável que você fez no nosso casamento. Foi um dia mágico, tudo conspirou a nosso favor, cada palavra, cada música, parece que ficou impregnado assim na nossa mente e direto eu me pego assim lembrando de cada cena, tudo que a gente passou e até me emociono.

Café Brasil, ele fez parte das nossas vidas, por pelo menos dez anos, e junto com você a gente já chorou, a gente já deu muita gargalhada, a gente já discutiu, já cantou muito, ou às vezes a gente ficava muito abraçadinho te ouvindo.

Eu sempre falava pra Lari: que legal que ia ser se você celebrasse o nosso casamento, né amor?

Larissa – parecia impossível, e quando você respondeu o e-mail eu fiquei sem acreditar. Desde esse dia a gente ficou imaginando a celebração muito especial, mas você entregou muito mais do que a gente podia imaginar.

Todo aquele cenário, com os passarinhos cantando, o sol batendo, aquele final do Elvis Presley e, principalmente, os seus olhos marejados junto com a gente, foi sensacional.

E os convidados depois comentando com a gente, acho que foi unânime, não teve ninguém que não falou que a celebração foi perfeita.  Acho que todo mundo gastou o dobro de lencinhos de papel que os casamentos costumam usar.

Foi uma experiência única e indescritível, que a gente vai lembrar pra sempre.

Rafael e Larissa – Muito, muito, muito, muito, muito, muito obrigado e vida longa ao Cafezinho.”

Can’t help falling in love
George Weiss
Hugo Peretti
Luigi Creatore

Wise men say
Only fools rush in
But I can’t help falling in love with you
Shall I stay?
Would it be a sin
If I can’t help falling in love with you?
Like a river flows
Surely to the sea
Darling, so it goes
Some things are meant to be
Take my hand
Take my whole life, too
For I can’t help falling in love with you
Like a river flows
Surely to the sea
Darling, so it goes
Some things are meant to be
Take my hand
Take my whole life, too
For I can’t help falling in love with you
For I can’t help falling in love with you

Bem, é isso. Eu fico com a sensação de um trabalho bem feito, especialmente por saber que de alguma forma tenho tocado os corações das pessoas.

Ah, sim, e não venha inventando de me convidar para celebrar casamentos, tá? A experiência foi sensacional, mas não vou entrar nesse mercado não. Meu negócio é palestra e podcasts!

Espero que você tenha se emocionado com essa reprodução de uma cerimônia de casamento, assim como eu me emocionei e desejo toda sorte do mundo pro Rafa, pra Lari, pros seus pais e pra todo mundo que estava presente naquele momento único.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, com você aí, completando  o ciclo.

De onde veio este programa tem muito, mas muito mais. E se você gosta do podcast, imagine uma palestra ao vivo. Também faço cerimônias de casamento. rarararara, E eu já tenho mais de mil e cem palestras no currículo. Conheça os temas que eu abordo em mundocafebrasil.com.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para terminar, uma frase de Elvis Presley, que para mim tem servido como um mote de vida:

Faça alguma coisa que valha a pena lembrar.