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Café Brasil 904  – A praga

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Julio Bessa -

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Assisti alguns dias atrás uma série espanhola chamada The Plague – A Peste. Baita produção que se passa durante um surto de peste bubônica na Sevilha de 1597.

Mateo, um ex-soldado, retorna, honrando sua palavra para encontrar e extrair da cidade o filho de um amigo morto. Anteriormente, Mateo havia sido forçado a fugir da cidade para salvar sua vida, tendo sido condenado à morte pela Inquisição por imprimir livros proibidos. Antes que possa completar sua tarefa, Mateo é preso pelos oficiais de justiça do Inquisidor, que prometem perdoar, salvar sua vida se ele ajudar a resolver uma série de crimes de conotação diabólica que estão sendo cometidos em Sevilha.

De novo, cara: baita produção, super detalhada, mostrando como era a vida na virada do século 16 para o 17, com toda a diferença brutal entre as classes, a sujeira, a violência da vida nas cidades.

A história é um pouco confusa, mas prende a atenção. E um momento é até difícil de ser assistido.

Já nos últimos capítulos, aparece uma sequência em que quatro pessoas são presas pela Inquisição e condenadas à morte. Seriam queimadas em público.

É uma longa sequência, que começa com o julgamento público, o transporte dos condenados pelo meio do povo e sua execução, amarrados a postes e incendiados diante do público. Cara, os detalhes são pavorosos…

O que mais chama a atenção é o comportamento do público. São centenas de pessoas de todas as classes sociais, a maioria pobres, velhos, mulheres e crianças inclusive, assistindo ao espetáculo. Aquela gente xinga os condenados, atira neles pedras e outros objetos. E se diverte com o desespero dos quatro enquanto são consumidos pelas chamas. É uma sequência horrorosa e muito, mas muito impactante.

Quando tudo termina, as pessoas retornam a suas vidas normais, como bons pais, mães, filhos e irmãos, como vizinhos prestativos, como cidadãos do bem. E a gente fica sem saber se eram mesmo pessoas do bem ou seres diabólicos capazes de se divertir com a tortura e morte de outras pessoas.

A série se passa mais de 400 anos atrásm cara. Quatro séculos.

O mundo evoluiu, as práticas bárbaras socialmente aceitas desapareceram de nosso dia a dia, mas nunca foram eliminadas. Estavam apenas adormecidas.

O terror voltou.

À medida que a guerra avança, e curiosamente, a gente já esqueceu da guerra da Ucrânia, muitas pessoas considerarão as mortes de civis no lado palestino moralmente equivalentes aos reféns judeus que ainda podem ser assassinados com transmissão ao vivo pelas redes sociais. Ou então aos jovens que foram torturados e assassinados pelo Hamas naquele concerto pela paz.

Não, não são equivalentes.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Fala Luciano. Bom dia, boa tarde, boa noite, aqui é o Ladir.

Encaminhei aí uma sequência de dois áudios, ao Café com Leite e queria até aqui reforçar também um pouco da minha emoção no momento, de ouvir o áudio da minha filha, ver esse momento que pra mim tem muita valia, né?

Eu acho que também é porque estava indo minha esposa e a Luiza pra escola, provavelmente ela estava ouvindo novamente o episódio desta semana, enquanto eu estava ouvindo o episódio do casamento.

E estou no início dele, na introdução, na música, na leitura da carta do Rafael, né? E eu casei há exatamente dez anos. O Rafael namorou por dez e foi casar e o quis como um celebrante do casamento. E, certamente, se eu e Denise o conhecesse há dez anos atrás, provavelmente já teria feito esse convite inusitado, né? De ser um celebrante também.

Enfim, fica aqui só o registro, mais uma vez aí de agradecimento pelo seu tempo, pela sua dedicação em criar um conteúdo que eu dou muito valor e que é sempre provocativo e… enfim, importante mas, já te disse isso em outras oportunidades, mas pra não deixar passar o momento e bom, é isso. Forte abraço Luciano e toda equipe, vida longa ao Cafezinho. Valeu!”

Rararararar, grande Ladir, não vem não hein meu?  Eu não sou casamenteiro, eu já falei isso! Mas que a experiência foi fenomenal, isso foi. Eu publiquei o vídeo do casamento para quem quiser assistir lá no roteiro do episódio 902 no portalcafebrasil.com.br. Muito obrigado pela mensagem, meu caro!

O comentário do ouvinte agora é patrocinado pela Livraria Café Brasil, e o Ladir ganhou um livro, cara! Deixa ver… será o meu Diário de Um Líder, onde reúno a experiência de mais de 30 anos como executivo e empreendedor, liderando equipes e vivenciando casos que me ensinaram demais. Ladir, você vai gostar, viu?

Entre em contato conosco pelo whatsapp 11 96429 4746, para definir a remessa do livro. Muito obrigado!

Então vamos lá… se você vê valor no trabalho que a gente faz aqui no Café Brasil, faça como o Ladir, torne-se um assinante. E se gosta de ler, compre nossos livros na livrariacafebrasil.com.br!

Prá assinar é mundocafebrasil.com. Vai lá, cara. A gente espera.

No Café Brasil 896 – O Terror, usei um texto de um jornalista sul africano, que terminava assim, ó:

“Talvez quando a poeira baixar possamos examinar as ligações insidiosas entre o esquerdismo anglo-americano e o antissemitismo, entre a Europa que nunca levou em conta o que aconteceu no holocausto e as suas crescentes populações muçulmanas, e entre regimes ignorantes como o meu da África do Sul e a sua determinação em resistir ao lado dos piores violadores dos direitos humanos no Médio Oriente.(…) Receio que existam apenas dois lados nessa guerra – os seus aliados e os seus inimigos. No dia 11 de setembro de 2001, eu sabia de que lado estava. Sinto o mesmo hoje.”

Aquele episódio do Café Brasil foi publicado poucos dias depois do ataque terrorista que o Hamas fez a civis israelenses. E o que se viu de lá para cá, foi a repetição do que eu assisti naquela série sobre a peste… gente “de bem” explicitando seu antissemitismo, na verdade, neonazismo em praça pública. Jornalista defendendo terrorista.

O mundo enlouqueceu.

Li um texto de Marco Aurélio Crespo Albuquerque, publicado no Facebook, que vem a calhar para este episódio. É assim, ó:

O terrorista palestino Muhammad Taraireh assassinou a facadas a adolescente judia Hallel Yaffa Ariel, de 13 anos, enquanto ela dormia em sua cama. O partido do líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, postou a foto do terrorista em sua página oficial do Facebook, declarando-o um “mártir”, um herói da causa palestina. Sua mãe disse que o filho morreu como um mártir, defendendo o Islã, e isso a deixava orgulhosa.

Não tenho a foto do terrorista, cujo CPF foi cancelado e já se encontra no além, tentando fazer com que alguma das 72 virgens do paraíso islâmico lhe conceda seus favores sexuais. Mediante ameaça de morte, quem sabe? Afinal, quem já matou uma virgem de 13 anos não deve ter problemas de consciência em matar mais algumas, caso seja contrariado. Ou no paraíso não há contrariedade alguma, cada um pode satisfazer seus desejos da forma que bem entender? Eu não tenho aresposta.

A pergunta simples, nada complicada, mas que muitos antissemitas neonazistas entre nós teriam dificuldade de responder é a seguinte. Em que cultura civilizada um homem adulto invade uma casa, mata a facadas uma menina de 13 anos, indefesa em seu quarto, e isso é considerado um ato heroico de resistência, uma “defesa”?

Posso estar enganado, mas para mim se parece muito mais com ataque do que com defesa, mas a inversão da realidade é uma regra entre as mentes primitivas, ou totalitárias, que usam o recurso da negação (não fui eu) ou da projeção (a culpa é tua).

Um aforismo psiquiátrico para definir os paranoicos é “a culpa é minha, ponho em quem eu quiser!”.

O Hamas é pior que os nazistas porque estes pelo menos tinham alguma vergonha negavam seus crimes, escondiam que estavam queimando pessoas nos fornos. O terrorista sequer usa o recurso da negação, se regozija com o crime, mas ele (e seus apoiadores, sempre é bom lembrar, talvez até você que está ouvindo ou lendo isto) usam o recurso da projeção, isto é, a culpa é dos judeus, sempre deles. A culpa dessa adolescente de 13 anos que dormia em sua cama na madrugada de 07/10/23 foi ter nascido em Israel, e isso era razão mais que suficiente para o seu assassinato.

A projeção está aqui: o perigoso não era o terrorista armado, esfaqueando-a, a perigosa era ela, uma judia de 13 anos, dormindo, que precisava ser eliminada pela paz. Uma outra versão do “ódio do bem”. Os loucos, e os sem-vergonha, acreditam em suas crenças delirantes, nada de novo sob o sol.

Enquanto isso, aqui no Brasil, pessoas que eu sequer desconfiava que fossem antissemitas (neonazistas, na verdade), saíram imediatamente em defesa dos terroristas e de sua falsa “resistência”.

Inclusive psicanalistas, por mais escandaloso que isso pareça. E é escandaloso mesmo, vergonhoso para a classe, mas alguns se colocaram ao lado dos terroristas. Um canal de comunicação da Federação Brasileira de Psicanálise, órgão oficial da minha profissão, chamado Observatório Psicanalítico abriu espaço para textos antissemitas e pró-Hamas sob a desculpa esfarrapada e imoral de “ouvir os dois lados”, sendo que um dos lados é o terror. “Ok, somos psicanalistas, então precisamos escutar o que o Terror tem a nos dizer.”  Ele já disse, em alto e bom som, com tiros, morteiros e foguetes. E o som mais abafado das facadas. Será que os meus colegas não ouviram o que o Terror estava dizendo, com o mesmo orgulho daquela mãe?

A resistência dos antissemitas (ou neonazistas, como preferirem) é com o reconhecimento da verdade, não a suportam. “O Hamas assassina pessoas” rapidamente se transformou em “Israel é um estado assassino”, cantado ontem na Câmara, numa audiência da Comissão de Direitos Humanos. A inversão de sempre, com toques de humor negro. Bem, por que estranhar se a ONU escalou o Irã para presidir o Conselho de Direitos Humanos, logo eles que não sabem o que é Direito nem sequer o que caracteriza um ser humano? Lá as mulheres são seres sub-humanos, cujo único direito é o de obedecer e serem mortas caso não o façam, e as nossas amigas feministas nessa hora não dão um pio. Por que será, hein?

O Terror fala quando pessoas seguem arrancando dos postes as fotos dos sequestrados. Elas arrancam com raiva, com raiva da verdade, porque se a foto não estiver ali elas podem negar que o sequestrado exista mesmo, que seja um ser humano (bebês inclusive) e esteja preso em algum túnel sob a superfície de Gaza City.

Nem todo antissemita e neonazista é musculoso, careca, de extrema-direita e tem a suástica tatuada no braço. O casal simpático, com ares de pessoas cultas, ele indiano, ela palestina, que arrancava as fotos dos sequestrados ontem em Nova Iorque aparece sorridente na foto, para nos lembrar que o mal muitas vezes é nosso vizinho, nosso colega de trabalho, e sorri para a posteridade. A natureza do sorriso é perversa, o mal é uma ideologia que se alegra e se diverte com a desgraça alheia.

A mãe do terrorista se orgulha dos feitos de seu filho, os antissemitas e neonazistas à nossa volta se orgulham também, e nem todos têm vergonha de assumirem seu nazismo enrustido.

Tempos duros, mas tempos que estão nos dando a dimensão moral do que nos rodeia, e de quem nos rodeia.

Essa canção chama-se Never Again – Canção de lembrança do Holocausto. A letra diz assim num trecho:

Por que seu povo deve ser culpado?
Ser aquele de quem eles se envergonham?
Mas qual é a culpa deles que você condena,
Qual é o crime deles, qual é o pecado deles?
Só por nascer dessa herança?
Dizem que podemos aprender com a história, mas ah, esquecemos tão facilmente.
Dizem que podemos aprender com a história, 
E dizemos Nunca Mais!  Não, nunca mais!  Nunca mais…
Mas nunca é o fim, e devemos estar ao lado deles.

A letra completa diz que a história é como um carrossel, e você pode se concentrar no cavaleiro que a toda hora muda ou no mesmo cavalo que dá a volta todas as vezes. Temos de nos manter diligentes para que algo tão horrível como o Holocausto não volte a acontecer, nunca mais.

Nunca mais.

O escritor norte americano John Steinbeck disse um dia que “Toda guerra é sintoma do fracasso do homem como animal pensante.”

Sim, porque não é possível admitir que alguém em sã consciência queira a guerra, que é quando somos levados para além do limite da humanidade e da civilidade.

É impossível não reconhecer que em diversos momentos do passado a maioria dos exércitos ocidentais, incluindo o de Israel, foi acusada de crimes de guerra. Todos os conflitos humanos foram uma lista quase infinita de crimes cometidos durante guerras. Nem é preciso ir muito longe, voltar 400 anos no tempo, para encontrar grandes áreas da cultura ocidental que eram moralmente semelhantes ao que vemos hoje em grande parte do mundo muçulmano radical.

Recentemente assisti a um documentário perturbador chamado Lynching Postcards: ‘Token of A Great Day’, ou Cartões Postais de linchamentos – lembrança de um grande dia.  O curto documentário trata de linchamentos no sul dos Estados Unidos. Começando com o fim da Guerra Civil e continuando até meados do século XX, essa prática socialmente sancionada de tortura e assassinato ceifou a vida de mais de 4.000 homens, mulheres e crianças afro-americanas. O mais perturbador do documentário, além é claro da selvageria dos linchamentos, é ver a multidão de “gente de bem” não só assistindo ao espetáculo macabro, como vibrando com ele. Igualzinho naquela série A Praga.

Os corpos das vítimas eram pendurados em postes e árvores onde pudessem ser vistos pela comunidade. E as fotos dos indivíduos linchados eram transformadas em cartões postais, enviados pelas pessoas para seus amigos e familiares.

E as pessoas que enviavam esses cartões postais provavelmente eram amáveis, se consideravam bons cristãos e acreditavam que aquela vítima mereceu a sua sorte.

E hoje, em 2023, vemos bons cidadãos e cidadãs, muitos até que se consideram bons cristãos, defendendo os linchadores do Hamas.

Esse é o poder das ideias, que podem surgir em qualquer momento e lugar. Se reconhecemos as monstruosidades que ocorreram no passado, também devemos reconhecer as monstruosidades que ocorrem no presente, não é?  É então que podemos perceber que, neste momento da história humana, existem muitas pessoas e culturas que têm opiniões muito diferentes sobre a violência e os valores da vida humana. E eles não são moralmente equivalentes.

Não são moralmente equivalentes.

Existem culturas e indivíduos que celebram com festas a morte de civis inocentes dançando nas ruas.

Existem indivíduos e grupos que se esforçam para evitar a morte de civis inocentes, expressando profundo pesar por isso. E às vezes, julgando e prendendo seus próprios soldados por violar aquilo que foi determinado como norma ética por aquele grupo.

Existem indivíduos e grupos que se divertem com a angústia de reféns e prisioneiros de guerra. Eles os exibem diante de uma multidão, permitindo que sejam agredidos, maltratados ou até assassinados. Eles profanarão seus corpos em público e celebrarão toda essa crueldade.

Existem indivíduos e grupos que consideram essa barbárie revoltante e tendem a processar aqueles que participam disso.

Existem indivíduos e culturas que se deleitam com crimes de guerra. Eles não escondem esses crimes, mas exibem sua selvageria com orgulho para mundo, agora em rede social.

Existem indivíduos e culturas que consideram o crime de guerra uma proibição sagrada e uma garantia para o esforço contínuo de progresso moral da humanidade.

Alguns grupos usarão escudos humanos. Outros não admitirão usá-los em nenhum conflito armado. E nem se trata de tomar reféns para usá-los como escudo humano. É algo muito mais obscuro, indigno e revoltante. Trata-se de pessoas que colocarão suas próprias mulheres, crianças e não combatentes na linha de fogo para que possam usar mais violência contra seus inimigos. Eles sabem que seus inimigos têm costumes mais civilizados que os impedirão de revidar, para não matar ou mutilar inocentes.

Os jihadistas, como o Hamas, usam seu próprio povo como escudo. Disparam foguetes a partir de hospitais, mesquitas, escolas e outros locais, com o objetivo de provocar uma catástrofe se os israelenses reagirem.

Na guerra no Iraque os jihadistas colocaram os canos de suas armas nos ombros de crianças. Não titubearam em assassinar centenas de suas próprias crianças para matar soldados americanos que estavam oferecendo doces a elas.

Enquanto isso, o exército israelense informa as pessoas para evacuar edifícios antes de bombardeá-los.

É tão difícil perceber que não há equivalência moral entre esses grupos?

A história mostra que é tática de guerra desumanizar o inimigo e descrevê-lo como bárbaro e maligno. É compreensível que indivíduos com moralidade e educação elevadas, desconfiem de uma linguagem politicamente exagerada. Mas eu estou tratando de ações que ocorrem apenas em um lado do conflito.

Tente inverter a lógica, imaginando os israelenses usando suas próprias crianças e mulheres como escudos humanos contra o Hamas. Dá para imaginar, hein? Os judeus de Israel usando suas próprias mulheres e crianças como escudos humanos. Imagine a reação que o Hamas, o Hezbollah, a al-Qaeda, o ISIS ou qualquer outro grupo jihadista teria.

Não dá, não é? Mas imaginar o Hamas, o Hezbollah, a al-Qaeda, o ISIS, usando mulheres como escudo dá.

Porque são duas culturas diferentes. Não há equivalência moral.

Você percebe o significado dessa assimetria, hein? Você pode notar a profundidade dela? Você concorda com o que ela diz sobre as diferenças em termos de moralidade entre essas duas culturas?

Embora hajam muitas linhas tênues em nosso mundo que possam distinguir o bem do mal, o confronto Israel x Hamas, definitivamente não é uma delas.

Você está entendendo que o episódio de hoje trata da capacidade que temos de ter de compreender cenários, de entender as diferenças entre as coisas, julgar e tomar decisões?

É isso que temos feito com a criação da minha Mentoria MLA – Master Life Administration, um programa de treinamento contínuo em que reunimos pessoas interessadas em conversar sobre temas voltados ao crescimento pessoal e profissional. Sobre a vida, sobre o mundo. Comunidades online oferecem conexão, compartilhamento, apoio, aprendizado e segurança. O MLA é um Mastermind para profissionais, com encontros mensais presenciais e online, promovendo uma sensação de comunidade e uma troca valiosa de experiência. Não é lugar para gente histérica, intolerante ou radical. É para quem quer aprender.

Temosá vagas disponíveis, se você se interessa em estar comigo, acesse mundocafebrasil.com e clique no link para saber mais.

E se você é assinante do Café Brasil agora vem o conteúdo extra. Se não é assinante, vamos pro fechamento.

Cara, sempre que é hora de manutenção do meu veículo eu tenho aquelas dúvidas de todos nós. Qual é o produto que eu escolho, hein? E como eu não sei muito sobre manutenção de automóveis, sabe o que que eu faço? Eu procuro quem me traz confiança.

Por isso, quando se trata de peças para automóveis, motos e caminhões, eu vou de Nakata, sabe por quê, hein? Porque a Nakata entrega alta performance na reta, na curva, na subida…em qualquer caminho. E principalmente porque não sou só eu que estou falando, não. Pode perguntar para o seu mecânico de confiança.

Amortecedores, componentes de suspensão e direção, certeza que ele vai dizer que a marca é Nakata. Sabe porquê?

Oras: porque é Nakata!

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Tudo azul, tudo Nakata.

Danos colaterais – um eufemismo para as pessoas inocentes mortas na guerra – são diferentes do massacre deliberado de civis para aumentar o horror.

Vou repetir: Danos colaterais – um eufemismo para as pessoas inocentes mortas na guerra – são diferentes do massacre deliberado de civis para aumentar o horror.

O cálculo do número de mortos não serve para julgamento do equilíbrio moral neste contexto. O número de mortos é a consequência. São as intenções que importam.

É preciso compreender que tipo de mundo as pessoas estão tentando criar. Israel pode facilmente eliminar todos os palestinos se quiser. Mas não quer. Os judeus de Israel querem viver em paz com seus vizinhos. Mas para isso os vizinhos não podem ser governados por fanáticos genocidas.

No Ocidente, chegamos a um ponto em que a morte de civis é indesejada, lamentável e até escandalosa, por mais inevitável que seja num cenário de guerra. Provavelmente alguns israelenses cometerão crimes de guerra no momento em que estiverem em Gaza. Mas aí veremos a diferença. Isso será tratado como uma exceção, esses soldados serão julgados e condenados. Isso confirmará a regra de que Israel continua sendo o único avanço ético civilizado no deserto moral absoluto do Oriente Médio.

Insinuar que o governo de Israel, mesmo com todos os seus defeitos, é moralmente equivalente ao Hamas, e negar que a cultura israelense, com todos os seus defeitos, é melhor em relação à violência, é negar a possibilidade de progresso moral.

Se a maioria dos americanos hoje é incapaz de apreciar linchamentos raciais e menos ainda de mandar cartões postais com imagens as vítimas, então os americanos são melhores que seus antepassados escravocratas.

Se a maioria dos alemães renega o que seus antepassados fizeram com os judeus durante a II guerra, e seria incapaz de assassinar mulheres e crianças simplesmente por uma questão racial, então os alemães de hoje são melhores que os alemães de 70 anos atrás.

Se os estudantes que protestam contra essa guerra em seu campus universitário –  tão conscientes a ponto de perder o sono com crimes como “apropriação cultural” ou uso de pronomes errados – são melhores do que seus antepassados racistas e lunáticos religiosos, então temos que reconhecer que não há equivalência moral entre Israel e seus inimigos.

Se você não entendeu isso, você faz parte da turba que admite e até se diverte com a humilhação, a tortura e o assassinato de quem é diferente de você.

Você é uma praga.

San Vicente
Milton Nascimento
Fernando Brant

Coração americano
Acordei de um sonho estranho
Um gosto, vidro e corte
Um sabor de chocolate
No corpo e na cidade
Um sabor de vida e morte
Coração americano
Um sabor de vidro e corte
A espera na fila imensa
E o corpo negro se esqueceu
Estava em San Vicente
A cidade e suas luzes
Estava em San Vicente
As mulheres e os homens
Coração americano
Um sabor de vidro e corte
As horas não se contavam
E o que era negro anoiteceu
Enquanto se esperava
Eu estava em San Vicente
Enquanto acontecia
Eu estava em San Vicente
Coração americano
Um sabor de vidro e corte

É então ao som sempre emocionante de San Vicente, de Milton Nascimento e Fernando Brant que vou saindo pensativo.

Sabe por que escolhi essa canção?

Ela foi composta num momento de profunda turbulência não só no Brasil, mas no mundo, no começo dos anos 1970. Fala de uma cidade fictícia, onde o “vidro” e o “corte”, a “vida” e  a “morte” se estabelecem “no corpo e na cidade”. Foi isso que veio à mente quando pensei em Israel e na Palestina.

Não sei se você está refletindo ou gritando, se está indignado, revoltado ou simplesmente assustado. A tecla na qual eu quero bater é uma só: o Hamas não é a Palestina. O terrorismo não é uma ferramenta para negociação. E existe, sim, uma brutal diferença moral nessa questão. Se você não percebeu, é porque você tem um problema. Que, para a maioria das pessoas, felizmente, tem cura.

Bem é isso que nós tentamos fazer no Café Brasil: preparar as pessoas para que compreendam as diferenças sutis e as evidentes deste mundo complexo. É isso que o ecossistema do Café Brasil oferece a você. Já sabe, né? mundocafebrasil.com.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais. E se você gosta do podcast, imagine uma palestra ao vivo. E eu já tenho mais de mil e cem no currículo. Cara, são palestras corajosas de quem tem opinião pra dar. De quem não fica em cima do muro. De qem não fica passando a mão na cabeça de bandido ou achando que o mundo é moralmente igual. Não é, cara. Existem diferenças e algumas delas são tão importantes que não dá pra abrir concessões. Conheça os temas que eu abordo no mundocafebrasil.com.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para terminar, uma frase de Joseph Ernest Renan, escritor, filósofo, teólogo, filólogo e historiador francês:

Para a política o homem é um meio; para a moral é um fim. A revolução do futuro será o triunfo da moral sobre a política.