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Luciano Pires -

Você que pertence ao agronegócio ou está interessado nele, precisa conhecer a Terra Desenvolvimento.

A Terra oferece métodos exclusivos para gestão agropecuária, impulsionando resultados e lucros. Com tecnologia inovadora, a equipe da Terra proporciona acesso em tempo real aos números de sua fazenda, permitindo estratégias eficientes. E não pense que a Terra só dá conselhos e vai embora, não. Ela vai até a fazenda e faz acontecer! A Terra executa junto com você!

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Descubra uma nova era na gestão agropecuária com a Terra Desenvolvimento. Transforme sua fazenda num empreendimento eficiente, lucrativo e sustentável.

terradesenvolvimento.com.br.

Há 25 anos colocando a inteligência a serviço do agro. 

Edwin Knoll, um jornalista americano e editor da revista “The Progressive”, criou a Lei da Precisão da Mídia de Knoll, que diz assim: “tudo o que você lê nos jornais é absolutamente verdadeiro, exceto a rara história da qual você tem conhecimento em primeira mão”.

Em outras palavras, as pessoas geralmente acreditam que tudo o que ouvem na mídia é verdadeiro, exceto nos casos em que elas estão suficientemente familiarizadas com a história para poder identificar os erros que ela contém.

A lei de Knoll diz que alguém pode ver erros em uma notícia sobre um evento em que esteve pessoalmente envolvido e depois esquecer que esses erros existem ao ver notícias sobre outros eventos com os quais não estão familiarizados.

Esse efeito serve para o tráfico de influência de celebridades. O que um ator, por exemplo, sabe sobre aquecimento global ou carbono na atmosfera? Sobre pandemias? Por que a popularidade deve emprestar qualquer autoridade ou experiência a um assunto sobre o qual ele provavelmente não sabe nada?

A lei de Knoll tem implicações significativas sobre como consumimos e avaliamos as informações que nos são apresentadas tanto pelas organizações de mídia quanto por outras pessoas em geral.

É nessa praia que vamos hoje.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Oi tio Luciano. Aqui é o Lucas filho do Eduardo. Eu queria agradecer muito pelos podcasts, Café com Leite, Café Brasil e o Cafezinho.

Eu também gostaria de agradecer (inaudível) …pelos Mutantes, pelo David Bowie e os outros.

Eu também queria te contar que eu fui ver o show do Paul McCartney, dia 10 de dezembro. Eu gostei dele, é muito legal.

Muito obrigado mais uma vez. Tchaau!”

Lucas! Quantos anos você tem, hein? Que legal saber que eu tenho ouvintes tão jovens curtindo o Café Brasil além do Café Com Leite. Muito bom, viu? E você teve a sorte de assistir Paul McCartney ao vivo! Daqui a 50 anos vai poder contar a seus netos que viu um Beatle no palco! Isso é um troféu, viu? Parabéns.

O comentário do ouvinte agora é patrocinado pela Livraria Café Brasil, e o Lucas ganhou um livro! Deixa eu ver aqui um livro bem especial… Será O Minotauro, do Monteiro Lobato, cuja história nós contamos no Café Com Leite. Olha: eu li esse livro quando eu era criança, e guardei em meu coração. Tomara que você faça o mesmo, Lucas.

E você que ficou interessado aí, dá uma olhada na livrariacafebrasil.com.br. Tem mais de quinze mil títulos lá, escolhidos a dedo e com preços muito camaradas.

Olha aqui, ô Lucas. Entre em contato conosco aqui pelo whatsapp 11 96429 4746, para definir a remessa do livro, viu? Muito obrigado!

Muitas pessoas me pedem mais programas musicais, ou reflexões mais profundas, o que eu adoraria fazer. A minha paixão é pesquisar escrever, gravar e distribuir os melhores Café Brasil da minha vida, mas eu preciso ganhar dinheiro para sustentar este negócio aqui. Boa parte do meu tempo gasto fazendo coisas que tomam o tempo de dedicação ao Café Brasil. Se não for assim, eu não pago as contas.

Tudo mudaria se as pessoas que amam o meu trabalho apoiassem o projeto, com mais que tapinhas nas costas, tornando-se assinantes do Café Brasil. Custa menos que uma cerveja quente na balada… e o resultado, diferente da cerveja que você vai mijar no dia seguinte, seguirá consigo pelo resto da vida: é co-nhe-ci-men-to.

Vai! Dá uma parada aí e acesse canalcafebrasil.com.br para se tornar um assinante. A gente espera.

O episódio de hoje foi inspirado por um artigo chamado O efeito do esquecimento, do meu amigo Roberto Motta, publicado na Gazeta do Povo. Vamos a ele:

Todo mundo conhece alguém que fala muita besteira. Todos têm um amigo que exagera em tudo o que diz, ou que distorce os fatos de acordo com a conveniência – às vezes, apenas para apimentar uma narrativa. Há pessoas, como dizia o jornalista Cristopher Hitchens a respeito do ex-presidente americano Bill Clinton, com uma compulsão tão forte para a mentira que mentem até quando não ganham nenhum benefício com isso.

Todo mundo conhece alguém assim. Nossa reação, em geral, é passar a desconsiderar tudo o que a pessoa diz. A pergunta é: por que não temos a mesma atitude em relação a veículos de mídia, hein?

O trabalho de um veículo de mídia de qualidade é uma luta permanente contra o tempo e a favor da verdade.

Todos nós conhecemos bem um assunto ou outro. Há sempre alguma coisa sobre a qual sabemos mais do que a maioria. Pode ser que você entenda de mercado financeiro, de nutrição ou de mecânica de automóveis. Você pode ser um especialista, por exemplo, em Direito Constitucional. No meu caso, devido a uma sequência de incidentes e à minha curiosidade, passei a entender um pouco melhor como funciona – ou não funciona – nosso Sistema de Justiça Criminal. Me tornei um “especialista” em segurança pública (e a razão das aspas é que os verdadeiros especialistas em segurança pública são os policiais, eu sou um mero curioso mesmo).

Quase todas as matérias sobre criminalidade que encontro na mídia me deixam espantado com a quantidade de erros e distorções, e com a decisão de não usar lógica ou bom senso para conectar causa e consequência. Na verdade, a maior parte dos artigos sobre segurança inverte a relação entre causas e consequências. Esses artigos sobre criminalidade são escritos – ou seria melhor dizer produzidos? – seguindo o mesmo roteiro. É uma narrativa, pré-estabelecida antes mesmo de qualquer apuração dos fatos, que o brasileiro conhece muito bem: o criminoso é um pobre coitado, que não teve oportunidade, que foi oprimido pelo sistema e agora, depois de ser forçado a cometer um crime, será duplamente injustiçado ao ser preso pela polícia e punido pela lei.

Ficamos chocados com a incapacidade da mídia de entender e falar sobre aquilo que conhecemos, mas viramos a página e passamos a ler as outras matérias.

Você provavelmente sente a mesma coisa quando encontra na mídia uma matéria sobre um assunto que domina, e constata que o jornalista não tem nenhuma compreensão dos fatos ou das questões envolvidas. E aí vem o paradoxo: ficamos chocados com a incapacidade da mídia de entender e falar sobre aquilo que conhecemos, mas viramos a página e passamos a ler as outras matérias – sobre assuntos que não dominamos como economia, política ou ciência – como se as outras matérias fossem, de alguma forma, mais bem escritas do que as bobagens que acabamos de ler.

Você, que trabalha com transporte, fica revoltado ao ler uma matéria em defesa da “regulamentação” da sua profissão, cheia de informações inverídicas – de mentiras – mas confia no mesmo jornal para te informar sobre a tal “reforma tributária”.

Você, que é especialista em geração de energia, acaba de ler uma matéria totalmente errada sobre usinas termoelétricas – tão errada que te dá vontade de ligar para o jornalista – mas agora acredita que o mesmo jornal tem condições de te informar o que está acontecendo em Israel. Ou na Argentina. Ou no Congresso Nacional.

Não fui o primeiro a me dar conta desse paradoxo. Na verdade, ele já foi descrito pelo autor americano Michael Crichton – o que mostra que ele não é, de forma alguma, restrito à mídia nacional. Na verdade, o fenômeno pode ser observado na maioria dos veículos de comunicação do mundo, especialmente depois da criação do ciclo de 24 horas de notícias em que todos precisam falar, o tempo todo, sobre todos os assuntos, mesmo aqueles sobre os quais não têm qualquer conhecimento.

Os melhores amigos do espectador e leitor continuam sendo seu senso crítico e sua capacidade de comparar e avaliar as diferentes versões.

Um exemplo é a revista The Economist da qual fui, durante o tempo em que morava no exterior, fiel leitor e assinante. Quando retornei ao Brasil, passei a perceber o quanto eram equivocadas as matérias da revista sobre meu país. Dá um calafrio imaginar que milhares de pessoas podem estar formando a sua opinião sobre o Brasil com base nessas matérias.

Isso acontece, provavelmente, porque veículos como a The Economist cobrem uma enorme variedade de países e tópicos. Seus leitores – como eu era – gostam dela exatamente por essa razão: seus artigos trazem informações sobre eventos, locais e pessoas que, normalmente, nem saberíamos que existiam, como a república de Nagorno-Karabakh ou o rapper americano Young Thug (para citar assuntos da edição mais recente).

O problema é que, para escrever com fidelidade e conhecimento sobre dezenas de países e temas numa única edição, seria preciso contar com uma formidável equipe de especialistas ou com jornalistas que moram em cada um desses países, para produzir matérias a partir de fontes primárias ou de pesquisa apurada. Mas quantos veículos de mídia têm recursos, tempo e determinação suficiente para fazer isso, hein?

O trabalho de um veículo de mídia de qualidade – e tenho orgulho de dizer que contribuo para vários deles, inclusive esse aqui (no caso deste artigo, é a Gazeta do Povo) – é uma luta permanente contra o tempo e a favor da verdade. Mas os melhores amigos do espectador e leitor continuam sendo seu senso crítico e sua capacidade de comparar e avaliar as diferentes versões da realidade que nos são servidas todos os dias. 

Just the two of us
Bill Withers
Grover Washington Jr.

I see the crystal raindrops fall
And the beauty of it all
Is when the Sun comes shining through
To make those rainbows in my mind
When I think of you sometime
And I want to spend some time with you

Just the two of us
We can make it if we try
Just the two of us (just the two of us)
Just the two of us
Building castles in the sky
Just the two of us
You and I

We look for love, no time for tears
Wasted water’s all that is
And it don’t make no flowers grow
Good things might come to those who wait
But not for those who wait too late
We gotta go for all we know

I hear the crystal raindrops fall
On the window, down the hall
And it becomes the morning dew
And, darling, when the morning comes
And I see the morning Sun
I want to be the one with you

Apenas nós dois

Eu vejo as gotas cristalinas de chuva caindo
E a beleza de tudo isso
É quando o Sol vem brilhando
Para fazer aqueles arco-íris na minha cabeça
Quando eu penso em você, às vezes
E quero passar meu tempo com você

Apenas nós dois
Podemos fazer isso se tentarmos
Apenas nós dois (apenas nós dois)
Apenas nós dois
Construindo castelos no céu
Apenas nós dois
Você e eu

Nós procuramos por amor, sem tempo para lágrimas
Águas desperdiçadas, é tudo o que isso é
E não faz com que as flores cresçam
Boas coisas podem vir para quem espera
Não para aqueles que esperam demais
Nós temos que ir por tudo que conhecemos

Eu ouço as gotas cristalinas de chuva caindo
Na janela do corredor
E se tornam o orvalho da manhã
E, querida, quando a manhã chega
E eu vejo o Sol
Eu quero ser o único com você

Essa é “Just the Two of Us”. Aqui ela é interpretada por Jujii Kaze, um japonês que tinha pouco mais de 20 anos ao gravar essa canção, que fala sobre o amor de um pai por seu filho e os momentos especiais que compartilham juntos.

Escolhi essa canção, que destaca a importância de passar tempo de qualidade com os filhos e criar memórias significativas, como uma homenagem ao Lucas que mandou o áudio e a seu pai Eduardo, que deve ter incentivado…

Bem, eu fui atrás para saber mais sobre o que o Roberto Motta escreveu.

Em um discurso de 2002, o escritor Michael Crichton criou o termo “Efeito de Amnésia de Gell-Mann” para descrever o fenômeno em que especialistas leem artigos dentro de suas áreas de expertise e percebem que estão cheios de erros e mal-entendidos, mas aparentemente esquecem essas experiências ao ler artigos nas mesmas publicações sobre tópicos fora de suas áreas de expertise, os quais consideram confiáveis.

Crichton escolheu o nome de forma irônica porque havia conversado sobre o impacto com o físico e prêmio Nobel Murray Gell-Mann, e achou que usando um nome famoso, atrairia mais atenção à sua tese.

Para resumir, o efeito de amnésia de Gell-Mann é o seguinte: você abre o jornal e lê um artigo sobre um assunto que conhece bem – no caso de Murray, física, e no meu caso, entretenimento. Quando você lê o artigo, fica claro para você que o jornalista não entendeu os fatos ou as questões. Muitas vezes, o texto é tão incorreto que distorce a situação, invertendo causa e efeito. Essas histórias estão por todo o jornal.

De qualquer maneira, você pode ler uma história com raiva ou se divertindo e depois passar para assuntos nacionais ou internacionais, lendo como se o resto do jornal fosse mais preciso sobre a Palestina do que a bobagem que você acabou de ler. Você vira a página e esquece tudo o que havia aprendido.

Isso é o resultado da amnésia de Gell-Mann, efeito que não se destaca em nenhuma outra faceta da sua vida. Na vida cotidiana, se alguém constantemente exagera ou mente sobre você, você rapidamente desconsidera suas palavras. A doutrina legal de falsus in uno, falsus in omnibus, que significa falso em uma parte, falso em tudo, é aplicada nos tribunais, por exemplo. A ideia por trás dessa doutrina é que se uma pessoa é considerada falsa ou mentirosa em relação a um aspecto específico de seu testemunho, então toda a sua credibilidade como testemunha é questionada e seus outros depoimentos também podem ser considerados suspeitos.

No entanto, quando se trata da mídia, acreditamos que vale a pena ler outras seções do jornal quando, na verdade, é quase garantido que não vale a pena.

Nosso comportamento é causado pela amnésia.

Voltando à lei da precisão midiática de Erwin Knoll, citada no início deste episódio, “Tudo o que você lê nos jornais é absolutamente verdadeiro, exceto pela rara história da qual você tem conhecimento direto”.

O efeito de amnésia de Gell-Mann é semelhante a isso.

Aproveitando a deixa, começamos 2024 com tudo em minha Mentoria MLA – Master Life Administration, um programa de treinamento contínuo onde a gente reúne pessoas interessadas em conversar sobre temas voltados ao crescimento pessoal e profissional. Gente que quer chegar perto da verdade. A intenção é melhorar nossa capacidade de comparar e avaliar as diferentes versões da realidade que nos são servidas todos os dias. No MLA formamos um círculo de honra e confiança entre pessoas que buscam o bem comum. Um círculo de conspiradores.

Ainda tem vagas disponíveis, se você se interessa em estar comigo, acesse mundocafebrasil.com e clique no link para saber mais.

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Cara, sempre que é hora de manutenção do meu veículo eu tenho aquelas dúvidas de todos nós. Qual é o produto que eu escolho, hein? E como eu não sei muito sobre manutenção de automóveis, sabe o que  que eu faço? Eu procuro quem me traz confiança.

Por isso, quando se trata de peças para automóveis, motos e caminhões, eu vou de Nakata, sabe por quê, hein? Porque a Nakata entrega alta performance na reta, na curva, na subida…em qualquer caminho. E principalmente porque não sou só eu que estou falando, não. Pode perguntar para o seu mecânico de confiança.

Amortecedores, componentes de suspensão e direção, certeza que ele vai dizer que a marca é Nakata. Sabe por quê?

Oras: porque é Nakata!

Assine gratuitamente o boletim em nakata.com.br e receba as últimas novidades em seu e-mail.

Tudo azul, tudo Nakata. 

Para evitar cair vítima do “efeito de amnésia Gell-Mann” e promover um pensamento crítico consistente, dá para fazer algumas coisas. Por exemplo…

Pratique o Ceticismo Universal. Mantenha uma atitude cética em relação a todas as informações, independente da fonte ou do tópico. Não aceite informações automaticamente, mesmo que venham de fontes aparentemente confiáveis. Como é que você faz isso? Ampliando seu repertório. Como? Vire assinante do Café Brasil, ué?

Sempre verifique a credibilidade das fontes de informação. Confirme se a fonte tem uma reputação sólida e se está bem fundamentada no assunto. Leia as áreas de comentários das postagens dessa fonte. Se tiver mentira, vai aparecer no comentário.

Desenvolva habilidades de pensamento crítico para analisar argumentos, identificar falácias lógicas e avaliar a consistência das informações apresentadas. Como é que você faz isso? Uai: pule pra dentro do Café Brasil, vire um assinante.

Esteja ciente dos seus próprios preconceitos e evite deixar que eles influenciem sua avaliação de informações. Esteja aberto a diferentes perspectivas.

Mantenha-se informado e atualizado sobre uma variedade de tópicos. Quanto mais você souber, melhor poderá discernir informações precisas das imprecisas. Como? Como? Pule pra dentro do Café Brasil, vire um assinante. Enquanto não faz isso, leia meu livro Merdades e Ventiras, é um excelente começo.

Quando confrontado com informações em áreas que não são a sua especialidade, consulte especialistas ou fontes confiáveis nesse campo para obter uma visão mais precisa e fundamentada.

E fonte confiável e especialista, não é YouTube que grita alto não e que tem milhares de seguidores. É alguém com seriedade e interesse genuíno no assunto.

Pergunte a si mesmo regularmente se está aplicando consistentemente o pensamento crítico em todas as áreas da sua vida. Isso ajuda a evitar a tendência de aceitar informações sem questionar, especialmente em tópicos menos familiares.

Por fim, analise situações em que você pode ter caído na armadilha do “efeito da amnésia Gell-Mann” no passado e aprenda com essa experiência para fortalecer suas habilidades de discernimento no futuro.

Que tal? Meio óbvio, não é? Ao adotar essas práticas, você estará mais equipado para evitar cair na armadilha de aceitar informações sem questionar. E diminui a chance de virar gado.

Admirável gado novo
Zé Ramalho

Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber

E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer

Eh, oh, oh, vida de gado
Povo marcado, eh!
Povo feliz!

Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal

E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou!
É o Brasil!

O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela

Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A arca de Noé, o dirigível
Não voam, nem se pode flutuar

Não voam, nem se pode flutuar
Não voam, nem se pode flutuar

E ao som então de Admirável Gado Novo, o clássico de Zé Ramalho, aqui na delicada interpretação de Tsubasa Imamura, outra que vem do Japão, que vamos saindo mais… iluminados.

Agora você já sabe: cuidado com o efeito do esquecimento. Lembre-se que na primeira vez que você for enganado, dá pra colocar a culpa em quem te enganou. Na segunda vez, meu caro, a culpa é só sua,

Reitero aqui meu convite: junte-se aos conspiradores do Café Brasil: canalcafebrasil.com.br. Escolha seu plano e venha para o barco.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito, muito,, muito, muito mais. E se você gosta do podcast então, imagine uma palestra ao vivo. E eu estou tinindo cara, já tenho mais de mil e cem palestras no currículo. Conheça os temas que eu abordo no mundocafebrasil.com.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para terminar, uma frase da educadora e escritora Evita Ochel:

“Até que você perceba como é fácil para sua mente ser manipulada, você continua sendo o fantoche do jogo de outra pessoa.”.