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Luciano Pires -

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Há 25 anos colocando a inteligência a serviço do agro. 

No primeiro conto da famosa série de Sherlock Holmes, criada por Arthur Conan Doyle, somos informados que o fiel ajudante do detetive, Watson, fica estupefato ao saber que Sherlock não sabia que a Terra girava em torno do Sol. Sherlock se justifica assim:

– Não, eu não sabia disso e mal posso esperar para tirá-lo da minha mente, onde está ocupando um espaço valioso! Que possível uso esse fato poderia ser para mim?

Sabe o que Sherlock fazia, quando escolhia a dedo o que ocuparia sua mente? Abria espaço para ocupar com aquilo que lhe serviria no dia a dia. Assim ele era capaz dizer de que marca de charuto vinha um pedaço de cinza no chão, por exemplo.

No episódio anterior do Café Brasil falamos de como convenientemente esquecemos certas lições que deveríamos ter aprendido ao ler as mídias, lembra? Parece que todos aplicamos uma espécie de esquecimento global involuntário, queé  diferente daquele praticado pelo Sherlock Holmes.

E essa ideia de gerenciar e preservar a memória é fascinante, não é? Mas afinal, existe uma memória que fica em algum lugar no cérebro, como um arquivo que podemos recuperar sem esforço? Ou a memória é um processo ativo e exigente, hein? Vamos nessa praia hoje.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Bom dia, boa tarde, boa noite, meu caro amigo Luciano Pires, Lalá, Ciça, ouvintes. Um excelente 2024 a todos com muita saúde, prosperidade, sucesso. E viva o nosso Cafezinho.

Aqui quem fala é Victor aqui alguns podcasts baixados e matando a saudade da sua voz, do seu conteúdo, Luciano. Muito obrigado e que você tenha muito sucesso. E vida longa a esse Café.

Eu acabei de ouvir alguns episódios, dentre eles A inveja e o campeão, maravilhoso. Que Zagallo descanse em paz, obrigado pelas vitórias.   também acabei de ouvir o episódio 898, Pé no saco.

Dentre os episódios que eu ouvi, tinha um comentário do ouvinte falando do episódio 897, onde ele estava indignado com a repórter que noticiou sobre a viagem do ministro. E eu me pergunto, juntando esse comentário desse ouvinte com o episódio Pé no saco.

Será que esses repórteres e esses jornalistas, vou colocar entre aspas, porque pra mim isso não é jornalismo. Será que eles colocam a cabeça no travesseiro e dormem tranquilos sabendo que estão fazendo um desserviço à sociedade, ao nosso país? Será que algum deles consegue dizer que ama o país, noticiando essas …colocando essas informações de uma forma tão absurda, tão enviesada, tão distorcida, achando que isso é normal? Será que eles acham que a gente merece isso?

O que eles querem construir com esse país, que país eles querem construir com esses comentários, essas notícias? De certa forma até infames. Eu não consigo mais assistir a velha mídia, eu não consigo mais, pra mim é… chega a ser… me chamar de burro.

Dizer que eles noticiam é o certo, é o verdadeiro, é o verídico. Eu não consigo. Eu acredito que isso faz muito sentido quando a gente ouve você falando do Loyola, sobre o nosso QI médio de 83.

O QI de 83 numa sociedade como essas pessoas vão resolver os problemas criados por eles mesmos, né? É muito complexo.

Nessa onda de calor que passou no final de 2023, eu li uma mensagem de uma colega no Instagram que dizia: se cada chá plantasse uma árvore não estaria tão quente.

Então, com essa reflexão e com esse pensamento de que país a gente está construindo, eu deixo aqui a nossa reflexão.

Muito obrigado, grande abraço, vida longa ao Café mais uma vez e que Deus nos abençoe nesse país que eu amo tanto, mas que quando eu viajo para o exterior eu penso: onde a gente vai parar com tanta ação ruim dentro do Brasil.

E como disse no episódio A inveja e o campeão, o problema do Brasil é que a gente mata os nossos ídolos, acho que foi essa a frase. Isso é um absurdo, complicado.

Mas enfim, obrigado Luciano, grande abraço, fique bem.”

Grande Victor, de Rondônia. Olha, meu caro, essas pessoas que manipulam as informações, distorcendo os fatos, não estão nem aí com o que fazem. Aquilo virou entretenimento, meu caro. É só isso. Querem parecer inteligentes com suas opiniões que julgam iluminadas, mas são idioters ajudando a afundar a pátria, a serviço eu não sei de que tipo de interesse, cara. Eu também não consigo mais ouvir a grande mídia, e pressinto que isso não tem mais volta. Por isso é fundamental nos protegermos deles.

Olha: o comentário do ouvinte agora é patrocinado pela Livraria Café Brasil, e o Victor ganhou um livro! Deixa eu ver aqui um bem especial… Bem, como o assunto é a mídia, vou pegar um dos que separei lá na livraricacafebrasil.com.br: é o Consenso Inc, da Paula Schmitt, que tem o dom de expandir nossas mentes para uma dimensão da qual não conseguimos mais retroceder.  Este livro é uma coletânea de alguns dos principais artigos de Paula Schmitt publicados em Poder 360. Eles foram selecionados a partir de um fio condutor, que permite ao leitor compreender em profundidade a fundação da indústria do consenso que se estabeleceu no Brasil e no mundo.

Victor, entre em contato conosco pelo whatsapp 11 96429 4746, para definir a remessa do livro. Muito obrigado, viu?

Muita gente me escreve pedindo mais programas musicais, pedindo uma série de coisas novas que eu adoraria fazer.  A minha paixão é pesquisar escrever, gravar e distribuir os melhores Café Brasil da minha vida, coisa que eu faço há 18 anos, cara. Mas no meio tempo, eu preciso ganhar dinheiro para sustentar este negócio. Boa parte do meu tempo eu gasto fazendo coisas que tomam o tempo de dedicação ao Café Brasil. Se não for assim, não pago as contas, cara.

Tudo mudaria se as pessoas que amam o meu trabalho apoiassem o projeto, com mais que tapinhas nas costas, com mais do que likes, com mais do que eu gostei, tornando-se assinantes do Café Brasil. Custa menos que uma cerveja quente na balada… e o resultado, diferente da cerveja que você vai mijar no dia seguinte, seguirá consigo pelo resto da vida, cara: é co-nhe-ci-men-to. E se você não estiver interessado em ter mais conhecimento ajude a gente aqui a manter o Café Brasil existindo.

Vai! Dá uma parada aí e acesse canalcafebrasil.com.br para se tornar um assinante. A gente espera.

No geral, existem muitos fatores que podem contribuir para nossa capacidade de lembrar ou esquecer das coisas, e é provável que seja uma combinação desses fatores que desempenham um papel na forma como processamos e respondemos a informações, sejam elas positivas ou negativas.

Como eu disse na abertura deste episódio, um dos erros mais comuns está nas metáforas que usamos para falar sobre a memória, que implicam que existe uma memória que fica em algum lugar no cérebro, como se fosse um arquivo que podemos recuperar sem nenhum esforço. Mas a memória é um processo ativo e exigente. Toda vez que trazemos um evento passado à mente, temos que fazer um esforço para reconstruir aquela memória.

Um segundo equívoco relacionado é a ideia de que existe algo como memória fotográfica, aquela habilidade de lembrar tudo o que você acabou de ver sem nenhum esforço. Pode ser que pareça que lembramos coisas aleatórias que não estávamos tentando lembrar, mas há razões pelas quais as lembramos; estávamos naquele momento curtindo uma música, ou então pensando em como algo como bizarro, e esses sentimentos ou pensamentos permitiram que esse conteúdo ficasse gravado em nossa memória.

Vai dizer que nunca aconteceu com você, hein? Está ouvindo uma canção, vendo uma paisagem, ouvindo um determinado som ou até mesmo sentindo um cheiro, imediatamente a sua mente é invadida por lembranças, não é? Pois é. Gatilhos.

A terceira coisa é que muitas pessoas pensam que esquecer é ruim e que um sistema de memória ideal é aquele em que a gente não esquece. Mas esquecer é importante porque, se toda vez que estivéssemos tentando fazer uma previsão sobre o futuro ou então entender o que está acontecendo agora, tivéssemos que vasculhar tudo o que já nos aconteceu, ficaríamos loucos, cara. Na verdade nem a gente nem tem capacidade de processamento para tanto.

Portanto, há uma utilidade tremenda em podar lembranças, pois isso nos permite usar as partes do nosso passado que são mais relevantes. É uma questão de economia de recursos pelo cérebro. O sábio Sherlock Holmes saba disso.

Mas afinal, por que esquecemos de assuntos importantes? Pode ser por vários motivos.

Tempo de atenção limitado, por exemplo. Com a abundância de notícias e informações a que somos expostos todos os dias, é natural que algumas coisas escapem de nossas mentes. Nosso tempo de atenção é limitado, e tendemos a nos concentrar no que é mais relevante para nós no momento.

Também pode ser por redução da dissonância, um fenômeno psicológico onde as pessoas tentam reduzir o desconforto mental causado por manter crenças ou atitudes conflitantes. Quando nos deparamos com escândalos ou más notícias que contradizem nossas crenças ou valores existentes, podemos tentar racionalizá-los ou descartá-los, tentando reduzir a dissonância e manter uma visão de mundo consistente.

Também pode ser por causa do viés de disponibilidade, um viés cognitivo em que as pessoas tendem a superestimar a importância de informações que são facilmente acessíveis ou memoráveis. Escândalos e más notícias podem ser inicialmente sensacionais e ganhar muita atenção, mas com o tempo podem se tornar menos salientes e desaparecer de nossa memória.

Pode ser ainda por autoproteção. Às vezes, podemos esquecer escândalos ou más notícias porque são desconfortáveis ou ameaçadoras para o nosso senso de nós mesmos ou para os grupos com os quais nos identificamos. Por exemplo, se um escândalo envolve um líder ou figura de autoridade que admiramos ou apoiamos, podemos ser mais propensos a esquecê-lo ou minimizá-lo para proteger nossa visão positiva dessa figura.

Wish you were here
Roger Waters
David Gilmour

So, so you think you can tell
Heaven from Hell
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?
Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?
How I wish
How I wish you were here
We’re just two lost souls
Swimming in a fish bowl
Year after year
Running over the same old ground
What have we found?
The same old fears
Wish you were here

Queria que você estivesse aqui

Então, então você acha que consegue distinguir
O paraíso do inferno?
Céus azuis da dor?
Você consegue distinguir um campo esverdeado
De um trilho de aço gelado?
Um sorriso de uma máscara?
Você acha que consegue distinguir?
Eles fizeram você trocar
Os seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
O ar quente por uma brisa fria?
O conforto do frio por mudanças?
Você trocou
Um papel de figurante na guerra
Por um papel principal numa cela?
Como eu queria
Como eu queria que você estivesse aqui
Nós somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre o mesmo velho chão
O que nós encontramos?
Os mesmos velhos medos
Eu queria que você estivesse aqui

Ah, que delícia, cara…esse é o Pink Floyd com Wish You Were Here...

Nós somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre o mesmo velho chão
O que nós encontramos?
Os mesmos velhos medos
I wish you were here…

O neurologista Andrew Budson e a neurocientista Elizabeth Kensinger lançaram um livro chamado “Why We Forget and How to Remember Better: The Science Behind Memory” ou “Por que esquecemos e como lembrar melhor: a ciência por trás da memória”. Nele, os neurocientistas não apenas explicam como a memória funciona, mas também compartilham dicas baseadas na ciência sobre como mantê-la afiada à medida que envelhecemos.

No nível mais básico, eles dizem que devemos pensar na memória como tendo três fases diferentes que devem ocorrer para termos acesso ao conteúdo passado.

A primeira é a codificação: colocar a informação na memória.

A segunda é o armazenamento ou consolidação: manter essa informação por perto. É que nem salvar documento que você acabou de criar no seu computador, mas, ao contrário do computador, você deve constantemente rearmazenar esse conteúdo no cérebro.

E, finalmente, você deve ser capaz de trazer essa informação à mente no momento em que precisar dela.

Você entendeu? Codificar, armazenar e recuperar. As falhas de memória podem refletir erros em qualquer uma dessas diferentes fases.

Um dos momentos mais comuns em que ocorrem erros é na fase inicial de codificação, onde muitas vezes o que acontece é que não estamos dedicando esforço suficiente ou prestando atenção suficiente.

Para garantir que lembramos o que precisamos, Budson e Kensinger sugerem a abordagem que tem o acrônimo FOUR: F de Focus, O de Organize, U de Understand e R de Relate.

Primeiro, você deve Focar a atenção; segundo, você deve Organizar a informação, depois você deve Entender a informação, e por último, precisa Relacioná-la a algo que seu cérebro já conhece.

Focus, Organize, Understand e Relate formam o acrônimo FOUR, que é bem legal em inglês, mas em português perde a graça, pois fica sendo FOER – Focar, Organizar, Entender e Relacionar.

Muito ruim isso. Então eu vou incluir ali o Discernir, que é um verbo que significa perceber, distinguir, ou reconhecer de forma clara e precisa as diferenças entre coisas, situações, ou conceitos, sem fazer julgamentos. Quando alguém é capaz de discernir, possui a capacidade de analisar detalhes, identificar nuances e fazer escolhas informadas com base nessas percepções.

Então fica assim: Focar, Organizar, Discernir, Entender e Relacionar. Olha, 0 acrônimo fica muito mais legal, mas não é muito conveniente de ser dito em voz alta …rararararrara

Retrovisor
Fausto Nilo
Fagner

Onde a máquina me leva não há nada
Horizontes e fronteiras são iguais
Se agora tudo que eu mais quero já ficou pra trás
Qualquer um que leva a vida nessa estrada
Só precisa de uma sombra pra chegar
A saudade vai batendo e o coração dispara
Mas de repente a velocidade chora
Não vejo a hora de voltar pra casa
A luz do teu olhar no fim do túnel
E no espelho, a minha solidão
O céu da ilusão que não se acaba
A música do vento que não para
Será que a luz do meu destino vai te encontrar?
Vejo a manhã de sol entrando em casa
Iluminando os gritos das crianças
Os momentos mais bonitos na lembrança
Não vão se apagar
Ai quem me dera encontrar contigo agora
E esquecer as curvas dessa estrada
Eu prefiro sonhar com os rios
E lavar minh’alma
Alguém sentado à beira do caminho
Jamais entenderá o que é que eu sinto agora
Sou levado pelo movimento que tua falta faz
Havia tanta paz no teu carinho
Na despedida fez um dia lindo
Quem sabe tudo estará sorrindo
Quando eu voltar
Ai quem me dera encontrar contigo agora
E esquecer as curvas dessa estrada
Eu prefiro sonhar com os rios
E lavar minh’alma
Alguém sentado à beira do caminho
Jamais entenderá o que é que eu sinto agora
Sou levado pelo movimento que tua falta faz
Havia tanta paz no teu carinho
Na despedida fez um dia lindo
Quem sabe tudo estará sorrindo
Quando eu voltar
Quando eu voltar

Ah, que ótimo, cara … você ouve Retrovisor, canção de Fausto Nilo, aqui na interpretação de Canindé, que saiu lá de Mossoró para ser um dos principais nomes do forró romântico dos anos 90… até cair no esquecimento.

Mas organizar informações, discerni-las, compreendê-las e conectá-las a conhecimentos existentes é mais fácil dizer do que fazer, e muitas vezes a falha ocorre na falta de atenção inicial.

Lembra quando você foi naquela festa, conheceu um monte de gente e não se recorda dos nomes de ninguém? Muito prazer, esse sou eu… Provavelmente a quebra ocorreu na primeira etapa: você não prestou atenção o suficiente nos nomes das pessoas. No momento da recuperação, também podemos ter falhas. Qualquer estudante já experimentou isso, quando durante uma prova, não consegue se lembrar do conteúdo que ele sabe. Ou você está olhando para o rosto de alguém, sabe que sabe o nome dessa pessoa, mas naquele momento o nome não vem, cara. Que agonia…

Nessas situações, é melhor evitar a vontade de gerar respostas possíveis e, em vez disso, usar pistas gerais de recuperação, como pensar na última vez que viu aquela pessoa, o contexto e as possíveis conexões.

Quando falamos em armazenar a informação para que tenhamos acesso a longo prazo, os neurocientistas dizem que dormir o suficiente é uma das coisas mais importantes que podemos fazer. O sono ajuda a mover a informação da prateleira do brevemente acessível para a prateleira da informação duradoura.

E, claro, a memória muda com o envelhecimento. Esquecemos coisas como nomes próprios; não conseguimos pensar no nome de alguém; não conseguimos lembrar o título do livro que lemos na semana passada. Também somos mais propensos a esquecer alguns detalhes, porque com o envelhecimento, há uma transição para o cérebro priorizar a essência do que aconteceu. O cérebro abraça as semelhanças entre eventos em vez de tentar se apegar a cada evento individualizado. Isso pode nos tornar propensos a alguns tipos de distorções de memória ou então a falsas memórias, onde pensamos que algo aconteceu, mas na realidade foi diferente. E se você, como eu, já passou dos sessenta, saberá exatamente do que é que eu estou falando…

Acredita-se que essa tendência do cérebro reconhecer as semelhanças entre eventos pode ser um dos contribuintes para o que consideramos sabedoria que vem com a velhice.

Muito bem. Mas o que fazer para melhorar a memória, hein? Bem, comece pela externalização da memória por meio de lembretes e listas. Estar presente no momento e evitar a multitarefa é outra dica. Truques como o uso dos acrônimos funcionam muito bem.

Mas as interações sociais saudáveis também são importantes. Nossos cérebros não evoluíram para fazer palavras cruzadas ou jogos de computador; eles evoluíram em grande parte para interações sociais. Esta é uma das razões pelas quais permanecer socialmente ativo é tão importante. Em resumo, você deve comer bem, se exercitar, se manter cognitivamente estimulado, ser socialmente ativo e dormir.

E aproveitando a deixa, começamos 2024 com tudo, com interação social cara, na minha Mentoria MLA – Master Life Administration, um programa de treinamento contínuo em que reunimos pessoas interessadas em conversar sobre temas voltados ao crescimento pessoal e profissional. A intenção é melhorar nossa capacidade de comparar e avaliar as diferentes versões da realidade que nos são servidas todos os dias. No MLA formamos um círculo de honra e confiança entre pessoas que buscam o bem comum. Um círculo de conspiradores.

Ainda temos vagas disponíveis, se você se interessa em estar comigo, acesse mundocafebrasil.com e clique no link para saber mais.

E se você é assinante do Café Brasil agora vem o conteúdo extra. Se não é assinante, vamos pro fechamento

Cara, sempre que é hora de manutenção do meu veículo eu tenho aquelas dúvidas de todos nós. Qual é o produto que eu escolho, hein? E como eu não sei muito sobre manutenção de automóveis, sabe o que  que eu faço? Eu procuro quem me traz confiança.

Por isso, quando se trata de peças para automóveis, motos e caminhões, eu vou de Nakata, sabe por quê, hein? Porque a Nakata entrega alta performance na reta, na curva, na subida…em qualquer caminho. E principalmente porque não sou só eu que estou falando, não. Pode perguntar para o seu mecânico de confiança.

Amortecedores, componentes de suspensão e direção, certeza que ele vai dizer que a marca é Nakata. Sabe por quê?

Oras: porque é Nakata!

Assine gratuitamente o boletim em nakata.com.br e receba as últimas novidades em seu e-mail.

Tudo azul, tudo Nakata. 

Em resumo, manter uma boa memória envolve práticas regulares, hábitos saudáveis, sono adequado e estratégias eficazes, destacando a importância de começar a preparação para testes e provas bem cedo, em vez de, por exemplo,  estudar de última hora.

A recomendação é descarregar a memória o máximo possível. Ter todas as senhas anotadas em um local digital seguro. Usar calendários, agendas e listas. Estar presente no momento, não só com o corpo, mas com a mente, e prestar atenção no que está fazendo e tentar ser menos multitarefas. Quando estacionar o carro em um estacionamento, por exemplo, tentar estar consciente exatamente do que está fazendo. Rarararar… eu fotografo as marcações do estacionamento. Transformar as coisas em hábitos e rotinas tanto quanto possível, para que se torne automático, um hábito, ajuda demais.

Esses tipos de mnemônicos que geramos nós mesmos são poderosos porque exigem que você faça essas cinco coisas: Focar, Organizar, Discernir, Entender e Relacionar. E, especialmente, forçam que você invista esforço em criar a memória. Todos nós já tivemos aquele momento frustrante em que não sabemos onde deixamos nossos telefones, por exemplo. Para mim, isso é frequentemente uma falha de codificação, porque coloquei meu telefone em algum lugar sem prestar atenção. Experimente dizer em voz alta: estou colocando meu telefone no balcão. É uma estratégia muito simples, mas, exatamente por ser simples, você lembrará de fazer.

E por último: não procrastine. Quando você fica acordado para estudar antes da prova, por exemplo, você não dorme. E como já discutimos, o sono é fundamental para consolidar memórias. E se você perceber que não entende algo enquanto está virando a noite, muitas vezes não terá tempo suficiente para construir essa compreensão. Além disso, o ideal é estudar a informação de muitas maneiras diferentes e em muitos contextos diferentes. Você não deveria apenas estudar em seu quarto ou sempre na mesma cadeira na biblioteca; mas em muitos lugares diferentes em muitos momentos do dia. Isso vai ajudá-lo a lembrar da informação. É por causa dessa variabilidade, da necessidade de sono e do tempo que pode levar para alcançar a compreensão que é importante que os estudantes comecem sua preparação cedo e a mantenham idealmente ao longo do semestre, em vez de estudar intensamente antes de uma grande prova.

Lembranças são como marcas registradas em nossa mente. Nossas vivências, sejam elas positivas ou negativas, deixam essas marcas que perduram indefinidamente. Elas são como cicatrizes cirúrgicas em nosso corpo. Inicialmente, essas cicatrizes se destacam bastante, mas com o passar dos anos, sua proeminência diminui, embora continuem presentes.

Nossa mente segue um padrão específico, estando constantemente ocupada. Não consegue permanecer inativa. Se proporcionamos a ela tarefas, ela as realiza; caso contrário, ela começa a divagar e a interferir em nossas memórias. Daí a razão para constantemente retornarmos às mesmas lembranças negativas antigas. Você lembra? Cabeça vazia, oficina do diabo? Pois é…

Yesterday
Jonh Lennon
Paul MacCartney

Yesterday
All my troubles seemed so far away
Now it looks as though they’re here to stay
Oh, I believe in yesterday

Suddenly
I’m not half the man I used to be
There’s a shadow hanging over me
Oh, yesterday came suddenly

Why she had to go? I don’t know
She wouldn’t say
I said something wrong, now I long
For yesterday

Yesterday
Love was such an easy game to play
Now I need a place to hide away
Oh, I believe in yesterday

Why she had to go? I don’t know
She wouldn’t say
I said something wrong, now I long
For yesterday

Yesterday
Love was such an easy game to play
Now I need a place to hide away
Oh, I believe in yesterday

Ontem

Ontem
Todos os meus problemas pareciam tão distantes
Agora parece que eles vieram pra ficar
Oh, eu acredito no dia de ontem

De repente
Eu não sou metade do homem que costumava ser
Há uma sombra pairando sobre mim
Oh, o ontem veio de repente

Por que ela teve que ir? Eu não sei
Ela não me diria
Eu disse algo de errado, agora anseio
Pelo dia de ontem

Ontem
O amor era um jogo tão fácil de se jogar
Agora preciso de um lugar para me esconder
Oh, eu acredito no dia de ontem

Por que ela teve que ir? Eu não sei
Ela não me diria
Eu disse algo de errado, agora anseio
Pelo dia de ontem

Ontem
O amor era um jogo tão fácil de se jogar
Agora preciso de um lugar para me esconder
Oh, eu acredito no dia de ontem

É ao som da imortal Yesterday, de Lennon e McCartney, aqui na sensível interpretação de Himesh Patel no filme Yesterday, que é uma delícia cara, que vamos saindo cheios de lembranças…

Tá entendido então? Muitas vezes enfrentamos situações que causam um impacto profundo e duradouro, deixando uma impressão forte em nossa mente. De quando em quando essas impressões voltam como gatilhos, nos levando eventualmente a sentimentos de tristeza e angústia. Mas ao longo do tempo, novas experiências e impressões tornam as antigas menos evidentes. É impossível apagar completamente essas marcas na mente, pois são de natureza permanente. Mas podemos reduzir o seu impacto.

Olha, concluí que a melhor maneira de se desvincular de uma lembrança negativa é criar uma lembrança positiva.

Eu sei que não tá fácil, mas é a única forma. Lembra da fórmula 4 para 1? Quatro coisas boas para cada ruim? Faça assim com as lembranças.

Reitero aqui meu convite: junte-se aos conspiradores do Café Brasil: canalcafebrasil.com.br. Escolha seu plano e venha para o barco.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais. E se você gosta do podcast, imagine uma palestra ao vivo, cara. E eu já tenho mais de mil e cem no currículo. Conheça os temas que eu abordo no mundocafebrasil.com.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para terminar, uma frase dita por Jeremy Irons no filme “The Time Machine”  de 2002, adaptado do livro de mesmo nome de H.G. Wells:

“Todos nós temos nossas máquinas do tempo. Algumas nos levam pra trás, são chamadas de memórias. Outras nos levam para frente, são chamadas sonhos.”