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Café Brasil 919 – Muito Além do Jardim

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Luciano Pires -


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Há 25 anos colocando a inteligência a serviço do agro. 

Chance é um jardineiro simples, que passou toda a sua vida em uma mansão em Washington, cuidando do jardim e assistindo televisão, sem nunca ter saído da propriedade. Quando o proprietário e patrão morre, Chance se vê jogado ao mundo externo, um lugar do qual ele nada sabe, exceto o que viu pela televisão.

Chance encontra-se por acaso com Eve Rand, a esposa de um influente e moribundo magnata financeiro e, através de uma série de mal-entendidos e interpretações equivocadas das suas palavras e ações, ascende aos mais altos círculos da política e da sociedade americana. Passando a ser chamado de “Chauncey Gardiner”, Chance torna-se conselheiro e amigo de poderosos, incluindo o próprio Presidente dos Estados Unidos. A cada platitude que ele diz, as pessoas imaginam uma genialidade.

Olha, essa é uma brevíssima descrição do filme “Muito Além do Jardim” (Being There), dirigido por Hal Ashby em 1979. Essa é uma dessas obras que desafiam classificações e nos convidam a uma reflexão profunda sobre a sociedade, o poder, e a simplicidade da existência. Estrelado por Peter Sellers em uma de suas últimas e mais memoráveis atuações, o brilhantismo de “Muito Além do Jardim” está em sua capacidade de usar uma premissa simples para explorar temas complexos como a influência da mídia, a percepção versus realidade, e a busca por significado em um mundo cada vez mais superficial. Um mundo onde se passar por inteligente, cara, é uma moleza…

Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar?

“Oi Luciano, sou eu o Paulo, que falou agora contigo no telefone. Só estou mandando mensagem porque eu estou correndo, aqui, filha pequena, tenho que sair pra levar na escola, eu queria te fazer uma pergunta, porque várias vezes eu pensei nisso e agora me veio uma ideia, não sei se funcionaria, tá?

Será que não seria possível fazer um vale assinatura? Tipo, quero presentear alguém, alguém que eu gosto, quero que tenha acesso a esse conteúdo, eu quero pagar uma assinatura, sei lá, seis meses ou um ano, quero pagar, quero dar de presente pro cara de aniversário, por exemplo.

Será que esse é um modelo possível? O que é que tu acha?

Ah! Só esclarecendo tá? Infelizmente, acho que são poucos que fariam isso, tá? Posso estar enganado, mas acho que seria meia dúzia que fariam isso, mas daqui a pouquinho tem um pessoal dinheirudo aí que pode fazer, o pessoal do agro, sei lá eu e tal, quer dar de presente pro amigo grosso, claro que nunca vai saber fazer a instalação, daí que já manda o link pro cara, tá tudo pronto.”

Grande Paulo, muito obrigado pela sugestão. Eu sei sim. É muito complicado, que de cada dez pessoas para quem você apresenta o podcast ou tenta dar uma assinatura, acho que uma só vai dar uma olhadinha e nem sei se vai entrar. Pra entrar ela tem de estar pronta, tem de ter dentro de si o desejo de querer mais, de se incomodar. Cara, e hoje em dia ninguém quer saber… Sobre o lance do vale-assinatura, nós já tentamos implementar, mas as alternativas que surgiram até agora são um pesadelo operacional e os Klingons não facilitam. É uma limitação da plataforma. Mas estamos buscando de uma solução. Daqui a pouco aparece. Muito obrigado!

O comentário do ouvinte agora é patrocinado pela Livraria Café Brasil, e o Paulo ganhará um exemplar do meu Diário de um líder, um livro no qual reúno mais de 30 anos de experiência liderando equipes e projetos, para reflexões sobre o que é aquilo que chamo de liderança nutritiva.

Mais um livro importante que você encontra na livrariacafebrasil.com.br.

Paulo, entre em contato conosco pelo whatsapp 11 96429 4746 para combinarmos a remessa do livro e muito obrigado, viu?

Então a gente está com muitas ideias aqui no Café Brasil, para criar programas ainda mais informativos, emocionantes e nutritivos. Cara, mas isso só tem um jeito de acontecer. Pra isso a maioria de quem ouve e gosta da gente, tem de se tornar um assinante. Se as pessoas que amam o nosso trabalho apoiarem nossos projetos, com mais do que tapinhas nas costas, tornando-se assinantes do Café Brasil, tudo muda. Tudo muda.

Cara, vale qualquer plano. Tem um plano lá que custa menos que uma cerveja quente na balada, cara: dá R$10,83 por mês. Pra você ter uma ideia, esse é o plano da Confraria, assine a versão anual, e sai a R$10,83  por mês. É quase nada.

Vai! Dá uma parada aí e acesse canalcafebrasil.com.br para se tornar um assinante. A gente espera.

Ao fundo você está ouvindo uma versão pop que Eumir Deodato lançou em 1973 para Also Sprach Zarathustra, de Richard Strauss. Essa versão fez um sucesso estrondoso na época, e no filme Além do Jardim tem uma importante missão: marcar a transição do personagem de seu pequeno e seguro mundo, para o selvagem e competitivo mundo lá fora…

Vamos voltar a Chance, o Jardineiro?

Detalhe: “Chance” em inglês pode ser traduzido por “oportunidade”, “hipótese”, “sorte” ou até mesmo a chance do português.

O jardineiro Chance, com suas falas simples sobre jardinagem, é interpretado pelos que o cercam como um gênio metafórico, um guru, cujas palavras simples esconderiam profundos significados sobre economia, política e a vida em si.

Como exemplo, tem um diálogo no filme quando o Presidente “Bobby” diz assim: “Sr. Gardner, você concorda com o Ben, ou você acha que podemos estimular o crescimento através de incentivos temporários?”

Depois de longa pausa, Chance, o Jardineiro: , diz assim:

”Enquanto as raízes não forem cortadas, tudo está bem. E tudo ficará bem no jardim.”

O Presidente “Bobby”, meio atônito responde: “No jardim?”

E Chance, diz:

“Sim. No jardim, o crescimento tem suas estações. Primeiro vem a primavera e o verão, mas depois temos o outono e o inverno. E então temos a primavera e o verão novamente.”

Presidente “Bobby”: Primavera e verão.

Chance: Sim.

Presidente “Bobby”: Depois outono e inverno.

Chance, o Jardineiro: Sim.

Então Benjamin Rand, um dos conselheiros do Presidente, diz assim:

“Acho que o que nosso perspicaz jovem amigo está dizendo é que nós acolhemos as inevitáveis estações da natureza, mas ficamos chateados com as estações da nossa economia.”

Chance, completa: “Sim! Haverá crescimento na primavera!”

Benjamin Randdiz: Humm!

Chance diz: Humm!

E o Presidente “Bobby” diz:

“Hummmm. Bem, Sr. Gardner, devo admitir que essa é uma das declarações mais refrescantes e otimistas que ouvi em muito, muito tempo.”

Benjamin Rand aplaude e o Presidente continua:

“Admiro seu bom e sólido senso. Isso é precisamente o que falta no Capitólio.”

Entendeu? Qualquer platitude dita por Chance era considerada uma metáfora genial.

O filme em si é uma metáfora rica para a nossa sociedade, onde a forma muitas vezes supera o conteúdo, onde as aparências e as interpretações podem moldar realidades. Chance, um homem sem história, sem educação formal e sem experiências do mundo real, torna-se um espelho para as projeções e desejos daqueles ao seu redor. Parece familiar a você?

O filme nos lembra que, em um mundo saturado de informações e imagens, a simplicidade da existência e a autenticidade podem ser os mais raros e valiosos jardins.

Aos poucos o jardineiro vai descobrindo que pode controlar coisas do mundo. Descobre um controle remoto de TV… é levado para uma posição na qual pode impactar outras pessoas, pelo simples apertar de um botão, por uma simples fala, por um simples sorriso… simplesmente por estar lá. Chance for being there.

“Muito Além do Jardim” é também uma crítica à credulidade e à busca desenfreada por líderes e soluções simples para problemas complexos. Em uma era de “fake news” e de realidades construídas, o filme antecipa dilemas que são incrivelmente relevantes hoje. Ele nos faz questionar: quantos “Chauncey Gardiners” estamos seguindo sem questionar? Quantas verdades estamos aceitando sem crítica? Quantos manés estamos seguindo e admirando por uma aparente inteligência?

E isso nos traz para uma discussão sobre a inteligência real, aquela que realmente contribui para o progresso, em vez da falsa inteligência, que só serve para autopromoção.

Para começo de conversa, gente realmente inteligente não costuma querer holofotes. Comportamento antissocial é sinal de que a pessoa é mais inteligente que a média. Quem prefere ficar sozinho geralmente é mais esperto, é o que a ciência diz.

Pessoas muito inteligentes tendem a ter transtornos psicológicos que mexem com a forma como elas se relacionam e se comunicam com os outros. Elas se expressam de um jeito tão diferente do que a maioria considera normal que muitas vezes preferem ficar no seu próprio mundo.

Pessoas superinteligentes geralmente fogem da companhia alheia porque não precisam da aprovação de ninguém para validar seus talentos e conquistas. Eles não estão nem aí para o que os outros pensam.

Os gênios têm um nível de inteligência tão alto que acham difícil se comunicar com as pessoas consideradas “normais”. Eles partem do princípio de que são a pessoa mais inteligente do ambiente – e muitas vezes são mesmo. Essa visão de mundo faz com que sejam vistos como pessoas amargas, difíceis de lidar, o que acaba afastando quem gostaria de apoiá-los.

Os superdotados lutam para se relacionar com as pessoas ao redor porque costumam ter interesses e paixões vistos como estranhos ou inaceitáveis socialmente. Com isso, as pessoas acham que eles têm algum problema e acabam os evitando.

Já as pessoas menos inteligentes são o oposto. Elas adoram interagir com os outros, ser o centro das atenções e brilham em meio à multidão. Amam redes sociais e, na maioria das vezes, são aquelas que se dão bem em qualquer grupo social, mesmo que esteja cercado de gente nada agradável.

Isso é uma grande vantagem para os menos inteligentes. Sabe por quê? Porque é impossível ser bem-sucedido sem conexões e uma rede de contatos.

Imagine uma festa. Numa festa típica, o gênio socialmete desajeitado é aquele no canto, mexendo no celular e ouvindo música que a maioria acha estranha ou antiga. Ele não consegue se conectar com ninguém porque não tem nada em comum. Sobre o que ele iria conversar, hein?

Ele fica entediado ou se sentindo sozinho e vai embora sem ter conhecido ninguém ou feito conexões significativas. Enquanto isso, o tipo que não é muito ligado nas coisas, está ali, se divertindo como nunca.

Os menos inteligentes são aqueles bebendo cerveja barata, em cima da mesa, pulando de conversa em conversa, tocando violão, fazendo a dança da moda ou correndo com um abajur na cabeça gritando de alegria. E o povo os adora por isso.

As pessoas menos inteligentes não têm cultura, classe ou bom gosto e curtem sem vergonha o mesmo lixo corporativo que a maioria gosta. Elas se jogam no que é popular, e isso aumenta o círculo social delas. Isso, por sua vez, dá mais oportunidade de conhecer as pessoas certas e subir na vida. É assim que eles conseguem aquele aperto de mão com o chefe que vai dar o emprego dos sonhos, batem um papo com o mentor que vai guiá-los ao sucesso, pegam o contato daquela pessoa especial ou impressionam o cliente que fecha um contrato milionário na semana seguinte.

E assim, as pessoas menos inteligentes acabam se tornando empresários de sucesso, executivos de grandes empresas, fundadores de startups milionárias e celebridades da internet. O gênio, o gênio morre esquecido no seu apartamento pequeno, sozinho, sem amor e considerado um fracasso.

Pois é, é meio absurdo como ser confiante e mediano pode te levar longe na vida, não é?

A lição aqui é que confiança, disposição para arriscar e habilidade de construir relacionamentos – não a inteligência, talento ou trabalho duro – são as chaves para o sucesso. Essas outras coisas, por mais importantes que sejam, ficam em segundo plano.

É mole?

Olha, dar muito valor à inteligência, sem considerar o que a pessoa faz com ela, é uma maneira bem comum de as pessoas criarem uma ideia meio fantasiosa de que existe uma espécie de ranking de valor humano. Tem muita gente por aí que se acha melhor que os outros só porque se considera mais inteligente. Mas, na realidade, essas pessoas muitas vezes nem são tão inteligentes assim. E não é só isso, elas também costumam ter dificuldade em reconhecer a inteligência em outras pessoas!

Focar só na inteligência como se fosse a coisa mais importante ignora outras qualidades que são muito importantes, como ser criativo, ter empatia, ser persistente e várias outras coisas que fazem alguém contribuir de verdade para a sociedade. Há pessoas que se colocam num pedestal, achando que são o máximo porque tem uma inteligência superior, mas esquecem que inteligência sem ação é só potencial que nunca foi aproveitado.

Além disso, essa mania de se achar superior intelectualmente muitas vezes esconde a falta de vontade de se autoavaliar e de continuar aprendendo. Se a pessoa fica presa nessa bolha de achar que já sabe tudo, ela perde a chance de crescer de verdade e de se tornar alguém realmente sábio.

E tem mais: julgar a inteligência dos outros é outra área onde essas pessoas que se acham superiores costumam errar feio. Elas não conseguem ver as várias formas de inteligência que existem. Desde a habilidade de entender os sentimentos dos outros até a capacidade de pensar em soluções criativas para problemas complicados, existe um mundo de inteligências diferentes que passam batido para quem só pensa em inteligência de um jeito muito limitado.

No fim das contas, a sabedoria de verdade está em entender que a inteligência vem de muitas formas e que o que realmente importa é o que fazemos com ela. Aprender com os outros, se adaptar e fazer coisas que ajudam todo mundo são as verdadeiras medidas de uma inteligência que vale a pena e de alguém que realmente tem valor.

Onde houver fé, que eu leve a dúvida
Falcão

Calma, calma!
Atenção!
Testando!
Espermentrando!
Espermentrando!
Lá!
Ai!
Atenção negrada…
Um, dois, três, meia e já!
Eu não bebo, não fumo, não cheiro
Não danço, não jogo
Nem namoro em pé
Mas no caminho que eu estou vou me acabar na mão
Eu não deixo, não aceito, não abro
Não permito, não tolero
Botar a perder essa bendita ereção
Um padre certa vez me disse:
O que não é bom certamente é mau
O que não é doce com certeza é fel
E o que não é inferno talvez seja o céu
Eu rezo novena, trezena
Eu encho o bucho de hóstia
E até como bosta pra pagar promessa
Eu peco, eu fresco, eu minto
Eu caio em tentação
Eu como carne de porco
Eu juro o santo nome em vão
O papa já devia ter dito:
Que a castidade não importa mais
Deve ser quebrada na frente ou por trás
Pois tem certas coisas que não se concebe
Porque é dando que se recebe
Eu não bebo, não fumo, não cheiro
Um padre certa vez me disse:
O que não é bom certamente é mau
O que não é doce com certeza é fel
E o que não é inferno talvez seja o céu
Eu rezo novena, trezena
Eu encho o bucho de hóstia
E até como bosta pra pagar promessa
Eu peco, eu fresco, eu minto
Eu caio em tentação
Eu como carne de porco
Eu juro o santo nome em vão
O papa já devia ter dito:
Que a castidade não importa mais
Deve ser quebrada na frente ou por trás
Pois tem certas coisas que não se concebe
Porque é dando que se recebe

Raraarararrara… esse é o Falcão, com Onde houver fé, que eu leve a dúvida. Esse aí é inteligente, viu?

Aproveitando a deixa, começamos 2024 com tudo na minha Mentoria MLA – Master Life Administration, um programa de treinamento contínuo quando a gente reúne pessoas interessadas em falar sobre temas voltados ao crescimento pessoal e profissional. A intenção é melhorar nossa capacidade de comparar e avaliar as diferentes versões da realidade que nos são servidas todos os dias. No MLA formamos um círculo de honra e confiança entre pessoas que buscam o bem comum. Um círculo de conspiradores.

Cara: você ficou interessado em estar rodeado de gente tão interessada quanto voce? Gente que tem experiência de vida, tem uns insights legais, dá uma olhada: entre em mundocafebrasil.com, clica ali no link do MLA e venha saber mais a respeito.

Agora, se você é assinante do Café Brasil vem o conteúdo extra. Hoje eu vou dar dez sinais que muitos consideram prova de inteligência, mas que não são bem assim… Com eles você vai poder entender onde é que estão os enganadores. Se você não é assinante, vamos para o fechamento.

Muito bem. Vamos então a umas dicas para você descobrir quem são os Chances e os canalhas que se valem da imagem de inteligentes:

  1. Preste atenção em pessoas que acham que sabem tudo.

Uma pessoa esperta realmente escuta o que os outros têm a dizer, pensa sobre isso e depois decide o que acha. Mas tem gente que não quer entender os outros ou o mundo. Só quer se sentir melhor consigo mesmo. Em vez de ouvir de verdade, já está pensando no que vai responder.

  1. Preste atenção nos que querem chamar atenção, e não passar informação

Essas pessoas gostam de se mostrar, usando palavras difíceis sem necessidade, só para impressionar com o tanto que “sabem”. O objetivo delas é só fazer os outros pensarem bem delas.

  1. Preste atenção nos que não se dedicam de verdade ao conhecimento

Alguém que é realmente dedicado ao conhecimento se esforça muito. Mas tem gente que fala que leu um monte de livros importantes, quando na verdade só olhou os resumos.

  1. Preste atenção nos que usam o que sabem para diminuir os outros

Pessoas inteligentes de verdade querem compartilhar o que sabem, e não fazer os outros se sentirem mal. Mas tem quem use o conhecimento só para se mostrar e fazer os outros se sentirem inferiores.

  1. Preste atenção nos que falam de coisas inteligentes em momentos que não têm nada a ver.

Tem gente que faz questão de mostrar o quanto é inteligente de qualquer jeito. Eles mudam o assunto para algo super complicado que não tem nada a ver com a conversa original. Tipo, você está falando sobre o jantar e do nada começam a falar sobre história.

  1. Preste atenção nos que adoram discutir

Eles acham que mostrar como são inteligentes é entrar em debates e discussões sobre qualquer coisa, desde política até tecnologia.

  1. Preste atenção nos que se acham os donos da verdade

Essas pessoas sempre têm uma opinião sobre tudo e agem como se fossem especialistas em qualquer assunto, mudando de um tema para outro sem parar.

Vixe… você já reconheceu uns quatro amigos ou parentes seus, é? Então ficou fácil, cara. Memorize essa lista e aplique-a quando estiver com eles. A chance de não ser enganado por um Chance ou um canalha aumenta demais.

Cumpadre meu
Sá, Rodrix & Guarabyra

Cumpadre meu
Noite a noite na semana
O meu coração me chama
Pra dizer que você regressou

Cumpadre meu
Esse meu pressentimento
Não é coisa que o momento fabricou

Cumpadre meu
Quem já tem tanto dinheiro
Pode bem pensar primeiro
Na mulher, no filho e no amor

Nem posso ver
Teu menino nessa idade
Respirando o que a cidade envenenou

Daquela vez você trouxe ele por cá
Que riso bom sorriu
Quando viu a chuva desabar

Meu coração não costuma me enganar
Noite após noite repete
O cumpadre voltou
Pois a sodade já lhe atormentou

Cumpadre meu
Bota a tropa na estrada
Mulher, filho e empregada
Vem pra longe do que já morreu

É assim então, ao som de Cumpadre Meu, de Sá, Rodrix e Guarabyra, que vamos saindo… pensativos.

As lições que podemos tirar de “Muito Além do Jardim” são muitas, mas talvez a principal seja a importância de olhar além das aparências, de questionar e buscar entender profundamente o que está à nossa volta. A história de Chance é um lembrete de que, em um jardim verdadeiro, o que importa não é apenas o que vemos na superfície, mas o que cresce sob ela: as raízes.

Reitero aqui meu convite: junte-se aos conspiradores do Café Brasil: canalcafebrasil.com.br. Escolha um plano e faça sua assinatura.

O Café Brasil é produzido por quatro pessoas. Eu, Luciano Pires, na direção e apresentação, Lalá Moreira na técnica, Ciça Camargo na produção e, é claro, você aí, que completa o ciclo.

De onde veio este programa tem muito mais. E se você gosta do podcast, imagine só uma palestra ao vivo. Sou eu, cara. Eu vivo de dar palestras. E eu já tenho mais de mil… quase mil e duzentas  no currículo. Conheça os temas que eu abordo no mundocafebrasil.com.

Mande um comentário de voz pelo WhatSapp no 11 96429 4746. E também estamos no Telegram, com o grupo Café Brasil.

E para terminar, uma frase de Chauncey Gardiner, ao pela primeira vez andar num automóvel:

Isto é igual televisão, só que a gente pode ver mais longe.