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Luciano Pires -

Café Com Leite 22 – A briga na floresta

Bárbara: Bom dia, boa tarde, boa noite! Estamos vivendo um período de eleições, que sempre mobiliza as pessoas, não é?

Babica: É mesmo, Bárbara! Parece que é só esse assunto que existe! Fica até chato pra mim que sou criança…

Bárbara: Ah, é chato mas é importante. Vou contar uma história sobre esse assunto. Meu nome é Bárbara Stock e este é o Café Com Leite, um podcast para crianças inteligentes e para pais que se importam.

Babica: E eu sou a Babica, o avatar da Bárbara que vive dentro do celular dela! Também estarei aqui com você! E já trago mais um ouvinte, a Maria Clara!

Oi Bárbara e Babi o meu nome é Maria Clara, eu tenho sete anos. Eu nasci em São Paulo, mas eu viajo pra Maceió. Aí eu também viajo lá pra São Paulo. Eu amei o episódio do Rato e o queijo e pra conhecer o Café com Leite, eu eu estava no carro com o amigo da minha mãe,  que é o Luciano o nome dele, e ele colocou o Café com Leite e eu amei o episódio do rato e o queijo. Quando os rasos fortes ficam com queijo eles ficam o gato e se não dividirem com o ratinho, o ratinho vai ficar com fome e o rato que vai virar, que fica igual o gato, ele vai ficar com todo queijo e vai e vai e vai ser egoísta e não vai dividir nada com os outros ratinhos pequenos e magrinhos. Isso vai ficar pros fortes que vão ficar mais fortes ainda. Que vai passar pela onde que os ratos ficam e os rato vão ficar com medo. Ele vai ser o gato os ratinhos vão ficar… se afastar e ele vai ficar sem amigos. De tão egoísta que ele é. Tchau tchau Bárbara e Babi

Bárbara comenta: Que linda, Maria Clara! Você entendeu direitinho a história que nós contamos!

Babica: Oi Maria Clara! É isso mesmo! Se não dividirmos a comida entre todos, só os fortes vão levar vantagens! E isso não é uma sociedade justa, né?

Bárbara: Babica, eu adoro quando as crianças mostram que estão recebendo e entendendo nossas mensagens!

Babica: Ah, eu também. Fico toda orgulhosa!  E olha, se você gostou do nosso Café com Leite, mande uma mensagem de voz para nós no whatsapp 11915670602. Se sua mensagem for escolhida, vamos publicá-la no próximo episódio e você ganhará uma camiseta muito legal!

Babica: Isso! A Camila ganhou uma camiseta do Café Com Leite!  Vou repetir o whatsap: 11 915670602

Bárbara: Então, Babica, lembra que lá no episódio 5, o Sonho dos Ratos, usamos uma história do escritor Rubem Alves?

Babica: Claro que lembro! Ele tem histórias muito legais!

Bárbara: Então… hoje vou usar outra história que ele contou, mas vou colocar nas minhas palavras. Quer ouvir?

Babica: Claro que quero!

Bárbara: Então vamos lá…

(sobe a música)

Bárbara: A história de hoje tem a ver com democracia e eleições, e com a relação dos políticos e o Congresso.

Houve uma briga na floresta sobre a dieta que devia ser adotada por todos os bichos. De um lado estavam as vacas, as ovelhas, os patos, as galinhas, as girafas, os macacos, os bichos-preguiça, que diziam que a melhor dieta era a vegetariana: capim, folhas, flores e frutos. Eles diziam que as coisas que cresciam da terra faziam bem à saúde.

Babica: Hummmmm… olha, nos avatares não comemos comida real, como vocês, mas pelas imagens que eu vejo, gosto muito de vegetais. Especialmente se forem cozidos! Eu sou vegetariana!

Bárbara: Ahahahahahaha… mas não é assim com todas as crianças, Babica. As mães normalmente têm de forçar a barra para que os filhos comam abobrinha, alface, cenoura, xuxu, escarola…

Babica: Puxa, mas essas comidas fazem tão bem!

Bárbara: Pois é. Mas as crianças estão mais interessadas no sabor… Mas vamos voltar à história…

Do outro lado estavam as hienas, os gambás, os lobos, as onças que, ao contrário, afirmavam que o melhor mesmo era uma dieta de carne, porque a carne é rica em proteínas, que são fontes de energia.

Babica: Eram os carnívoros!

Bárbara: Isso mesmo. A turma que gosta de carne. A briga fez tamanha confusão que os bichos resolveram decidir o assunto por meio de uma votação! Todos concordaram. “Pela votação vamos escolher os bichos que vão decidir a questão por meio de leis”. Todos concordaram de novo. E assim aconteceu.

Babica: Uma votação para escolher a comida?

Bárbara: isso mesmo. E olha só o que aconteceu… Formaram-se dois partidos.

Babica: Ah, já sei! Um o dos vegetarianos…

Bárbara: … que deram ao seu partido o nome de “Partido das Bananas”.

Babica: Ué? Bananas?

Bárbara: É. Porque as bananas são as frutas que melhor representam a alma dos vegetarianos. Todo vegetariano gosta de banana. Além disso, há bananas em abundância na floresta. Ninguém ficará com fome.

Babica: Entendi… E o outro partido deve ser o dos carnívoros, ne?

Bárbara: Isso mesmo. Os outros bichos se reuniram e pensaram que o nome do seu partido deveria ser “Partido da Linguiça”.

Babica: Hummmmm… Só de falar esse nome a boca se enche d’água… Linguiças devem ser uma delícia. Sabe de uma coisa?

Bárbara: O quê, Babica?

Babica: Eu acho que se fosse humana, eu seria carnívora!

Bárbara: Ué, mas você não disse que era vegetariana?

Babica: É. Mas pensando bem, eu acho que comeria de tudo um pouco…

Bárbara: Olha, tem gente que faz assim mesmo. Eu, por exemplo, gosto de tudo um pouco. Mas tem gente que escolhe só comer vegetais…

Babica: E?…

Bárbara: E tá tudo certo. Hoje em dia, com vegetais, dá para criar dietas muito ricas que servem direitinho para você se manter saudável.

Babica: Que bom!

Bárbara. Então. Acontece que os carnívoros eram espertos. Aprenderam, com Maquiavel, que a verdade não deve ser dita na política.

Babica: Quem é Maquiavel, Bárbara?

Bárbara: Ah, Maquiavel foi um dos principais escritores de sua época, o Renascentismo, período que aconteceu entre a Idade Média e a Modernidade. Ele escreveu um livro chamado O Príncipe e entrou para a história como o inspirador da expressão “maquiavélico”.

Babica: Maquiavélico?

Bárbara: É. Maquiavélico é usado para designar alguém capaz de tudo pelo poder.

Babica: Ah, quero saber mais. Num próximo programa você conta?

Bárbara: Conto sim. Então os carnívoros aprenderam com Maquiavel que é perigoso dizer a verdade na política. Perceberam que nenhum membro do Partido das Bananas, os vegetarianos, iria votar num candidato do Partido da Linguiça.

Babica: Claro, né? Os bichos vegetarianos é que seriam transformados em churrasco: os bifes das vacas, as linguiças dos porcos, os peitos dos frangos, os perus assados, as coxas dos avestruzes…

Bárbara: Isso mesmo. Espertos os carnívoros, né?

Babica: é mesmo…

Bárbara: Então. Mas acontece que todas as pesquisas indicavam que os vegetarianos ganhariam as eleições, porque eram em número muito maior que os carnívoros. Assim, espertamente, os carnívoros se reuniram para saber o que fazer. Um camaleão chamado Dudu, carnívoro, apreciador de rinhas de galo, o sangue sempre o excitava, pediu a palavra.

Babica: Mas camaleões são carnívoros?

Bárbara: Alguns são carnívoros, Babica, se alimentando de insetos, vermes, pequenos répteis e caracóis. Outros são herbívoros, se alimentam exclusivamente de material vegetal, ou seja, folhagens, plantas, flores, etc. O Dudu era carnívoro.

Babica: Tá bem.

Bárbara: O Dudu disse: “Companheiros, guerras são ganhas enganando-se o inimigo. Essa é uma lição que aprendemos dos humanos. Os soldados se camuflam para chegar perto de suas presas. Vestem-se para parecer que são árvores e folhagens. Quando os inimigos se dão conta é tarde demais. É assim que eu faço. Como camaleão, eu mudo de cor. Fico parecendo um galho de árvore. O inseto só me percebe quanto minha língua grudenta o lambe. Queria sugerir, então, que usassem a minha tática. Se nos proclamarmos carnívoros os vegetarianos não votarão em nós. Vamos nos fantasiar de vegetarianos!

Babica: Mas que camaleão esperto!

Bárbara: Pois é. Todos aplaudiram a brilhante ideia do companheiro Dudu e resolveram dar ao seu partido um nome bem ao gosto dos vegetarianos: “Partido dos Abacaxis”. Todo mundo gosta de abacaxi, tão doce, tão perfumado, tão brasileiro. E assim foi.

Babica: O Partido da Linguiça virou Partido dos Abacaxis?

Bárbara: Sim. Então se iniciou a campanha do Partido das Bananas contra o Partido dos Abacaxis. Os vegetarianos faziam comícios em que bananas eram distribuídas por todos. As galinhas, os patos e os perus não perdoavam nem mesmo as cascas… Os carnívoros promoviam grandes churrascos só que, em vez de picanhas sobre as brasas, eram abacaxis sobre as brasas. Faziam churrasco de tudo quanto era vegetal. Além dos abacaxis, bananas, pinhões, batatas, mandioca, cebolas, tomates, pimentões. Assim, os dois partidos tinham o mesmo programa: dieta vegetariana para todos.

Babica: Ué? Os carnívoros passaram a comer vegetais?

Bárbara: Sim, Babica. E esse era o truque! Os membros do Partido das Bananas sentiram, de longe, o cheiro bom dos churrascos do Partido dos Abacaxis. E começaram a se aproximar. Perceberam que os membros do Partido dos Abacaxis não pareciam tão maus quanto se dizia. Chegaram mais perto. Provaram. Gostaram. “É, churrasco de banana é mais gostoso que banana crua”, disseram. E até os macacos aderiram.

Babica: Não perceberam que estavam sendo enganados!!

Bárbara: Pois é. Aí veio a eleição. Os candidatos eleitos democraticamente teriam o poder para determinar qual seria a dieta de todos os bichos. E, ao dar aos seus representantes o poder para decidir, os bichos estavam abrindo mão do seu próprio poder de decidir. Depois de feitas as leis só restaria a todos seguir a mesma dieta.

Babica: Ah, isso está explicado no episódio 4, Voto e Democracia, não é?

Bárbara: Isso mesmo. Então, as eleições aconteceram e os bichos escolheram seus representantes, que formaram o Congresso. Então, os bichos do Congresso elegeram o seu presidente.

Babica: E o escolhido foi…

Bárbara: A hiena, famosa por seu senso de humor:

(riso da hiena)

Bárbara continua: A hiena estava sempre dando risadas. Na sua posse ela fez um lindo discurso sobre as excelências da dieta vegetariana. E para terminar deu uma aula de filosofia.

Babica: Só quero ver…

Bárbara: a hiena discursou assim: “Nós somos o que comemos. Vacas e veados comem capim; portanto são capim. Macacos comem banana; portanto são bananas. Galinhas e patos comem milho; portanto são milho. Pássaros comem alpiste; portanto são alpiste. Assim, onças que comem vacas e veados estão, na verdade, comendo capim. Uma cobra que come um macaco está, na realidade, comendo bananas. Um gambá que come galinhas está, na realidade, comendo milho. E um gato que come passarinhos está, na realidade, comendo alpiste. Assim sendo, e em cumprimento às promessas que fizemos no período eleitoral, proclamo a lei de que todos os animais terão de ser vegetarianos, cada um do seu jeito. Viva a República Vegetariana!

Babica: Mas, Bárbara! As conclusões filosóficas da hiena estão erradas!

Bárbara:  Você tem toda razão. Mas é preciso que se aprenda uma outra regra da política: ‘Na política quem tem razão não é quem tem razão. É quem tem o porrete maior…”

Babica: Igual foi dito no episódio do rei tirano!

Bárbara: Isso mesmo. O discurso da hiena foi saudado com uma grande salva de palmas, seguido por um festival gastronômico em que hienas, onças, lobos, cães vadios, cobras, gambás e gatos churrasqueavam vacas, veados, macacos, galinhas e passarinhos. “Pois o filósofo não disse que somos o que comemos? A lei é clara: todos os animais são vegetais transformados.”

Babica: Que horror!

Bárbara: Aí os membros do Partido das Bananas perceberam que haviam caído numa armadilha. Leis são armadilhas. Uma vez feitas não podem ser desrespeitadas, a menos que sejam revogadas por aqueles que as fizeram, os representantes eleitos.

Babica: Então! Quem teria poder para revogar essa lei que só era boa para os carnívoros?

Bárbara: Olhando para seus gordos representantes no Congresso era claro que nenhum deles estava disposto a trocar costeletas, lombos e linguiças por alface, couve e cenoura… Os vegetarianos concluíram, então, que com aquele congresso de carnívoros a reforma política jamais seria realizada. O ganso, metido a intelectual, repetiu então uma frase que havia lido num livro em inglês: “might makes right”…

Babica: É o Poder que estabelece o Direito.

Bárbara: Isso mesmo. Quem tem o poder, obriga os outros a fazer o que ele quer.

Babica: Mas ninguém reclamou?

Bárbara: Um leitão bem gordinho chamado Alfred Hitchcock pediu a palavra. Ele já havia experimentado a dor da perda de sua mãe, comida por uma onça que falava enquanto comia: “Que deliciosa é essa porca! Ela é milho, é abóbora, é mandioca, é batata! Como é boa a dieta vegetariana!”

Babica: Mas que cara de pau!

Bárbara: Pois é. O leitão ponderou: “Eu não posso enfrentar a onça. As galinhas não podem enfrentar os gambás. Os cordeiros não podem enfrentar os lobos! Mas os pássaros! Milhares de pássaros em seus voos rasantes e bicos pontudos podem!

O que poderão fazer as onças, os gambás e os lobos contra o ataque de milhares e pássaros? Vamos chamar os pássaros! Eles são vegetarianos! São nossos aliados!

Babica: E os pássaros vieram?

Bárbara: Vieram, Babica. Em bandos que tapavam o sol, milhares de andorinhas, pássaros pretos, sabiás, pardais, tico-ticos, periquitos… Invadiram o edifício do Congresso.

(barulho de pássaros e outros animais)

Bárbara: Foi uma loucura. O espaço escureceu. O barulho dos pios e dos gritos dos pássaros era ensurdecedor. Milhares de bicos bicando sem parar em mergulhos certeiros. Além disso, por onde iam soltavam seus cocôs moles e fedidos que escorriam pelas caras dos excelentíssimos carnívoros.

Babica: Nossa!

Bárbara: Os representes carnívoros gritavam histéricos: “Isso é conspiração! Estão tentando desestabilizar o governo!” Mas os pássaros nem ligaram. Continuaram a fazer o que estavam fazendo. Os gambás, onças, lobos, cães vadios e hienas fugiram e nunca mais voltaram, com medo de que os pássaros lhes furassem os olhos…

Babica: E acabou a lei louca que só privilegiava os carnívoros!

Bárbara: Acabou! E aí, Babica? Gostou da história?

Babica: Ah, gostei, especialmente desse final!

Bárbara: e o que você aprendeu com ela?

Babica: Bárbara, me parece que a lição é muito parecida com aquela da história da Onça e do Sapo: a união faz a força.

Bárbara: Bem, essa é só uma lição, mas tem outra ainda mais importante:

Babica: Claro! Temos de tomar muito cuidado com os discursos bonitos que os representantes fazem. Talvez eles estejam colocando em palavras bonitas, algo que não seja bom para nós.

Bárbara: Exatamente. Lembra da lição do Maquiavel? Os políticos não falam só a verdade. Se fizerem isso, as pessoas vão ficar bravas e não vão mais votar neles. Por isso falam as coisas de um jeito que as pessoas não se ofendam, não fiquem com medo.

Babica: Mesmo sabendo que estão enganando as pessoas?

Bárbara: Mesmo sabendo que estão enganando as pessoas. Por isso é tão importante que você estude, saiba como as coisas funcionem, pergunte para pessoas mais velhas e experientes, desconfie sempre! Nem sempre, quem parece que quer o seu bem, quer de verdade.

Babica: É mesmo… estudar, ser curiosa, perguntar porque as coisas são como são, ouvir nossos pais e mães. É muito importante.

Bárbara: Perfeito! Não esqueça então: se você está gostando deste nosso podcast, se quer que a gente cresça, contribua conosco! Tem várias formas! Quem sabe você nos ajuda a encontrar um patrocinador. Ou então faz uma contribuição pelo nosso PIX, que é o 11915670602

Babica: É isso mesmo! E mande recados de voz para nós, comentando o programa! Se seu recado for escolhido, vamos publicá-lo no podcast e você ainda vai ganhar uma camiseta de presente, Que tal? Vou repetir o número do whatsapp: 11915670602.

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Bárbara: Muito bem! Eu sou a Bárbara Stock…

Babica: E eu sou a Babica! O avatar de Bárbara que mora no super celular dela.

Bárbara: somos suas companheiras neste Café Com Leite, que é feito com muito carinho pela turma do Podcast Café Brasil. A edição é do Senhor A e a direção é do Luciano Pires.

Quem você trouxe para encerrar este episódio, Babica?

Babica: Ah, eu fui procurar Maquiavel!

O primeiro método para calcular a inteligência de um governante é olhar para os homens que ele tem em volta dele.