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Luciano Pires -

Aqui está o nosso financiamento coletivo para o Café Com Leite: https://nova.kickante.com.br/crowdfunding/podcast-cafe-com-leite
Bárbara: No episódio anterior, terminamos com uma pergunta: Como criar um sistema político em que seja o povo que exercita o poder?

Há muitos, muito anos, na cidade de Atenas, na Grécia, considerada como o lugar onde nasceu a democracia, esse problema se resolvia de forma simples: os cidadãos livres se reuniam numa praça, debatiam as questões e votavam.

A proposta que tivesse mais votos, ganhava. Isso era fácil porque Atenas era uma cidade pequena e só os cidadãos livres se reuniam. Era pouca gente. Mas como reunir os cidadãos de Paris, na França? De Moscou, na Rússia? Ou de Roma, na Itália?

A primeira dificuldade seria colocar centenas de milhares de pessoas juntas numa praça.

A segunda dificuldade seria fazê-las ouvir as propostas, pois antigamente não havia alto-falantes.

A terceira dificuldade seria fazê-las entender as propostas…

É sobre isso que vamos conversar hoje!

Meu nome é Bárbara Stock e você está no Café Com Leite, um podcast feito para crianças que querem aprender a… pensar!

Babica: E eu sou a Babica, o avatar da Bárbara que vive dentro do celular dela! Também estarei aqui com você!

Bárbara: Baica, quem você tem pra gente hoje?

Babica: Hoje quero trazer o comentário do Lucas

Bárbara: comenta

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Bárbara: Se você gostou do nosso Café com Leite, mande uma mensagem de voz para nós no whatsapp 11 93723-7711. Se sua mensagem for escolhida, vamos publicá-la no próximo episódio e você ganhará uma camiseta muito legal, que você mesmo escolherá!

Bárbara: muito bem, Babica. Vamos navegar pelo maravilhoso mundo da democracia?

Babica: Oba! Vamos! Lembrando que este programa é baseado num texto do escritor Rubem Alves.

Bárbara: Isso mesmo. Se você tiver chance, procure conhecer os livros de Rubem Alves, ele foi um educador que gostava muito de crianças. Tem livros maravilhosos.

Babica: E tem um site, o institutorubemalves.org.br , que mostra muita coisa legal dele.

Bárbara: Boa dica, Babica! Vamos lá?

Há muitos problemas sobre os quais o povo nada sabe.  Será que os ignorantes, as pessoas que desconhecem os fatos que estão sendo discutidos, podem tomar decisões sobre assuntos que não conhecem? E será que a maioria do povo é sempre mais sábia? Que conhece sobre o que está discutindo e decidindo?

Se você estiver doente, por exemplo, você vai acreditar no diagnóstico de um único médico especializado na doença ou vai decidir qual tratamento com a família inteira reunida?

Babica: Ué, minha família não é de médicos. É claro que eu confio mais no médico especialista do que num monte de gente que eu gosto, mas que não sabe nada de medicina!

Bárbara: Então… Em muitas situações a sabedoria se encontra no “um” e não nos “muitos”. Porque muitos podem não fazer ideia do que se trata o problema, e isso mais atrapalharia na cura da doença, do que ajudaria.

Para resolver aquele problema de não ser possível ouvir todo mundo sobre todos os problemas, as pessoas decidiram escolher um cidadão, dentre os muitos, que representasse os pensamentos e desejos de todos.

Babica: Um rei?

Bárbara: Não. Não estamos mais naquele regime antigo de escolher um rei poderoso. Agora queremos que aquelas milhares de pessoas escolham alguns poucos, que conseguissem se reunir para decidir sobre os problemas.

Milhares de habitantes de uma determinada região, escolheriam uma pessoa para representá-los. Assim, em vez daqueles milhares irem para a praça, mandariam apenas um, seu representante. E os milhares de outra região, madariam outro representante.

A pessoa na qual elas votaram, para representar seus desejos.

Babica: Ah, então agora falamos de votar em um representante, e não num rei? Se houvessem dez regiões, seriam 10 representantes, é isso?

Bárbara: Sim, é isso que é o voto: eu abro mão do meu direito de exercer diretamente o meu poder e o transfiro para outra pessoa, na qual eu confio. Essa pessoa é um… político.

Babica: Ah, então esse político será o meu “representante”. Não só meu, mas de todas as pessoas que votaram nele. E se reunirá com outros políticos para decidir as regras de convivência do povo.

Bárbara: Isso mesmo. Assim, o voto é um instrumento para exercer a vontade do povo. Conhecendo os candidatos, o povo escolhe aqueles que lhes parecem mais sábios. O voto seria, ao mesmo tempo, um exercício de poder e de sabedoria. Democracia só faz sentido com um povo sábio.

Babica: Puxa. E esses políticos também se juntam em grupos?

Bárbara: Sim. E esses grupos se chamam partidos.

Babica: Ah, esse nomes que a gente ouve toda hora? PSDB, PT, PODEMOS, PSOL, NOVO, PRB?

Bárbara: Isso mesmo. Imagine que o Brasil é um barco. Um partido é o conjunto daquelas pessoas que, juntas, querem que o barco navegue numa determinada direção. Há partidos que querem que o barco continue em frente. Outros preferem que ele vire à direita. E há aqueles que querem que o barco navegue para a esquerda. E há ainda uns outros que querem que o barco fique dando voltas…

Babica: Hummmm… por isso é que essas pessoas, os políticos, sempre aparecem discutindo?

Bárbara: Isso mesmo. Estão tentando convencer que a direção que eles querem que o barco Brasil vá, é a melhor!

Babica: Puxa…Então foi assim que se formou a democracia… Em vez de um rei tirano, um governo eleito pelo povo, que sabe o que quer. E que, por meio do voto, escolhe os seus representantes que, em seu nome, vão exercer o poder.

Bárbara: Entendeu? Seu pai e sua mãe vão escolher um candidato, um político e, ao votar nele, será como se dissessem: tome o meu poder de escolha, me represente lá na reunião da praça. O político é a pessoa escolhida para representar quem votou nele. Quem o elegeu.

Babica: Isso quer dizer que se tem políticos bandidos é porque tem gente que votou neles?

Bárbara: Exatamente. Tem gente que vota sem conhecer o político, apenas acreditando nas coisas que ele promete. Ou então, sabe que o político é desonesto, mas espera ganhar alguma coisa com a eleição dele..

Babica: Tão bonita, a ideia da democracia, não é? Melhor não há.

Bárbara: Pois é, Babica. Explicando assim, na teoria, é muito bonito. Os cidadãos educados, conscientes das suas necessidades, no exercício da sua liberdade, sem enganos, escolhem por meio do voto aqueles que serão os seus representantes. Na cidade, escolhem os vereadores e prefeitos. No estado, escolhem os deputados estaduais e governadores. No país, escolhem os deputados federais, os senadores e o presidente. Nada mais transparente. Nada mais honesto.

Babica: Pois é. Mas então por que não vivemos num paraíso?

Bárbara: Porque na prática, a teoria é outra, Babica. Na teoria a gente pensa que os representantes do povo, têm um único ideal: trabalhar para o bem de todos. E quando esses políticos aceitam serem representantes do povo eles deixam de lado a sua vontade, os seus interesses privados, particulares. Tornam-se zeladores da vontade do povo. Quando pensam e agem, não pensam e agem de acordo com os seus interesses pessoais. Apenas uma pergunta importa para seu pensar e o seu agir:

“É do interesse do povo?”

Babica: Isso! É assim que eu quero. É assim que todo mundo quer. Como é linda a democracia quando escrita no papel!

Bárbara: Pois é. Mas o problema é que o que está escrito não é aquilo que é vivido.

É fácil sonhar com regras que promovem a justiça, mas trazendo isso para o mundo dos jogos, acho que você já viu banimentos que considerou injustos, não é? Talvez até tenha sido vítima de um deles. As regras existem, mas não são aplicadas de forma justa. Porque o poder muitas vezes corrompe os ideais.

Babica: De novo o poder…

Bárbara. É. O poder e o dinheiro corrompem mentes fracas, olha só o jogo do gênero MMO RPG espalhado na internet. Há diversos “players” ricos”, corrompidos pelo desejo de ter mais e mais itens e dinheiro virtual, que fazem jogadores novatos de “escravos.

Babica: Isso mesmo. A gente precisa compreender o que acontece na política. Só assim conseguiremos fazer boas escolhas e participar ativamente da construção de um país mais justo pra todos.

Bárbara: Para isso, precisamos ter a maioria das pessoas sábias e educadas e não a maioria de ignorantes, lembra? Aqueles que desconhecem o assunto que estão decidindo e discutindo, certamente serão manipulados pelos candidatos que têm mau caráter.

E um dos caminhos pra alcançar esse objetivo é estudar, buscar o conhecimento político. Lembre-se: gostando ou não, a política sempre estará presente em nossas vidas e nos impactando de diversas formas. Mesmo que você não ligue para ela. Sempre haverá quem ligue.

E pra fechar este programa, sabe aquele momento em que todos os candidatos a um determinado cargo estão disputando entre si para ver qual ganha? Estão fazendo política. Mas aquele é um tipo de política.

Babica: Tem outros tipos?

Bábara: Olha, se a gente definir política como um conjunto de negociações que precisamos fazer com outras pessoas para atingir nossos objetivos, podemos dizer que tem vários tipos, sim. E que acontecem em nossa vida o tempo todo. Por exemplo, quando alguns colegas disputam quem deve ser o representante da turma. Ou quem será o capitão do time. Ou a menina mais bonita da escola. O aluno mais inteligente da classe. O menino com o tênis mais legal.

Babica: Todas essas conversas para convencer a gente a votar neles, é a política, não é?

Bárbara: Isso mesmo! Sabe quando seu irmão mais velho fica tentando convecer seu pai a deixar que ele pegue o carro? Ou quando você está com preguiça e tenta convencer sua mãe a não levantar da cama para ir na escola?

Babica: Ué? Isso é política?

Bárbara: ahahahahahahah… não é a política dos políticos, mas é uma espécie de política sim. Você e seu irmão estão usando argumentos e negociando para conseguir algo que vocês querem. Vivemos o tempo todo com a política, discursando e tendo de provar porque somos os melhores no que estamos disputando e, por isso, merecemos vencer.

Mas antes de sairmos vendendo a ideia de que somos melhores, realmente precisamos ser os melhores. Se quer ser o aluno mais inteligente, você também precisa ser o mais esforçado, e por aí vai.

Outra coisa de gente sábia, é saber pelo que se deve aplicar a política ou discutir. Será que vale a pena competir para ver quem tem o tênis mais legal? Isso ajuda você a estar do lado sábio do povo? Ou te deixa do lado dos ignorantes, que se preocupam com bobagens que não significam nada para a vida do grupo?

Babica: Hummmm…. estudar para saber escolher as coisas mais importantes para dedicar a elas o nosso tempo, não é?

Bárbara: Isso. Pense nisso.

Babica: Que legal, Bárbara. Olha, se você gostou até aqui, mande um recado em áudio pelo whatsapp 11 93723-7711. Se seu recado for escolhido, vamos publicá-lo no podcast e você ainda vai ganhar uma camiseta de presente, Que tal?

Bárbara: Ótimo! Participe com a gente deste Café Com Leite, o podcast para jovens…

Babica: … inteligentes!

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Bárbara: Algumas crianças são diferentes. Não olham nos olhos, não falam “oi”, preferem ficar sozinhas. Algumas nem falam e nem gostam de serem tocadas. Provavelmente elas têm autismo. Por isso agem diferente das outras crianças.

Babica: E muitas vezes, é difícil se comunicar com elas.

Bárbara: Isso mesmo, Babica. Mas existe um aplicativo chamado Matraquinha, que ajuda crianças e adolescentes com autismo a transmitirem seus desejos, emoções e necessidades.

Babica: Eu já vi! É muito legal! Emocionante, até.

Bárbara: Pois é. Se você conhece alguma criança com autismo, diga para os responsáveis por ela acessarem matraquinha.com.br . Isso pode mudar a vida dela e da família dela.

Babica: matraquinha.com.br

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Bárbara: Meu nome é Bárbara Stock, sou sua companheira neste Café Com Leite, que é feito com muito carinho pela turma do Podcast Café Brasil. A edição é do Lalá Moreira e a direção é do Luciano Pires e colaboração de roteiro de Milena Campello.

O que você trouxe pra gente, Babica?

Babica: Para finalizar, uma frase de um filósofo, Aristóteles:

O objeto principal da política é criar amizade entre os membros da cidade.