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Luciano Pires -


O Brasil é um grande país, que precisa de um povo unido para resolver seus problemas. Mas eu acho que você já deve ter percebido que tem muita gente brigando, especialmente nas redes sociais, não é? Parece que existe uma conspiração para desunir o país. Para dividir o povo em grupos e fazer com que um seja inimigo do outro. Que loucura, né? Pois é.

Meu nome é Bárbara Stock e você está no Café Com Leite, um podcast feito para jovens que querem aprender a pensar

Babica: E eu sou a Babica, o avatar da Bárbara que vive dentro do celular dela! Também estarei aqui com você!

BABica, quem você tem pra gente hoje?

Babica: Hoje quero trazer o comentário do Arthur e do Heitor.

Bárbara: comenta

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Bárbara: Se você gostou do nosso Café com Leite, mande uma mensagem de voz para nós no whatsapp 11 93723-7711. Se sua mensagem for escolhida, vamos publicá-la no próximo episódio e você ganhará uma camiseta muito legal, que você mesmo escolherá!

Babica: o programa de hoje parte de um texto do jornalista Paulo Saab.

Bárbara: Isso mesmo. Vamos a ele. Láaaaaaaa em 1808, quando o rei de Portugal Dom João VI, mudou-se para o Brasil, isto aqui era uma colônia portuguesa. O Brasil pertencia a Portugal, não era um país independente como hoje. Dom João então, para ter o que governar, criou toda a estrutura do Estado Brasileiro. Criou um país, e assim fez com que Brasil nascesse de cabeá para baixo.

Babica: De cabeça para baixo? Como assim, Bárbara?

Bárbara: Eu explico, Babica. Se você olhar a história de grande parte dos países, funciona assim: um grupo de pessoas se reúne e decide que vão viver em sociedade. Ocupam um território e fundam uma nação, que é a junção de pessoas que falam a mesma língua, têm os mesmos costumes e um mesmo sonho em comum: viver em paz e progredir. Essas pessoas formam uma nação. Mas elas precisam administrar a nação. Têm de fazer as leis, organizar as coisas. Para isso elas criam toda uma estrutura do que a gente chama Estado.

Babica: Ah, eu já ouvi isso! Tem o estado, com “e” minúsculo que se trata de uma região, como o estado de São Paulo, da Bahia ou do Rio de Janeiro. E tem o Estado com “E” maiúsculo, que é essa estrutura criada para coordenar as coisas, não é?

Bárbara: Isso mesmo, Babica, tô gostando de ver! Para formar o Estado, com E maiúsculo, são criados os diversos cargos que serão ocupados pelos políticos, que vão criar as regras e fazer com que o país funcione. Nascem os ministérios, organizações de estado e milhares de pessoas são contratadas para trabalhar para que a nação funcione.

Babica: Ah, acho que entendi. É como se fosse um prédio, onde primeiro as pessoas se mudam para morar no mesmo lugar, depois escolhem um síndico, contratam um zelador, um jardineiro, e tudo o mais, né?

Bárbara: É isso mesmo. Só que muuuuuuuito maior. Mas você entendeu: primeiro as pessoas se juntam numa nação, depois criam o Estado. Aí têm de contratar professores, policiais, bombeiros, advogados, um mundo de gente, para que as coisas possam acontecer.

No Brasil foi o contrário. Antes de juntar as pessoas e formar uma nação, o rei fez o Estado. Ele chegou no Brasil com sua corte, lembra? Todos os amigos e empregados. E já foi nomeando cada um para uma função de Estado. E ainda nem havia uma nação.

Babica: Que doido isso, Bárbara.

Bárbara: especialmente quando a gente compara com países como os Estados Unidos. Lá também era uma colônia da Inglaterra, mas um dia eles se rebelaram, fizeram uma guerra contra os Ingleses, os expulsaram e criaram diversas regiões independentes. E um dia eles se reuniram para ver como fariam: se seriam um monte de pequenos países ou se reuniriam todos com o nome de Estados Unidos da América. Escolheram se reunir, e assim fizeram uma nação. Depois se organizaram para fazer o Estado, que cuidaria da nação.

Babica: No Brasil foi o contrário.

Bárbara: sim. E isso trouxe problemas. Vou explicar essa noção de Nação usando o futebol. O que seria a nação se fosse um time de futebol? Seria um grupo imenso de pessoas que torcem pelo mesmo objetivo: a vitória do seu time. Usam a mesma camisa, defendem os mesmos valores e lutam conjuntamente em favor do melhor para seu time.

Babica: Ah, eu já ouvi as pessoas falando da Nação Corinthiana, da Nação Rubro Negra do Flamengo…

Bárbara: Ah, eu prefiro a Nação Vascaína, né?

Babica: ahahahahahahah

Bárbara: Então…. É esse o conceito de Nação, o que todos deveríamos fazer para o time Brasil. Não estou falando da Seleção de Futebol, onde existe essa visão, mas do país. A gente devia aplicar o conceito da torcida pela seleção brasileira, com o mesmo amor, pelo país Brasil. Quando for assim a sociedade brasileira será como uma verdadeira Nação.

Babica: Viva o Brasil!

Bárbara: O Brasil foi descoberto em 1500, portanto temos apenas 500 anos de idade.

Babica: Apenas? 500 anos é muito tempo!

Bárbara: É sim. Mas quando você compara com outros países, somos criancinhas. Roma, por exemplo, que é considerada um dos berços da civilização, tem 4 mil anos. A China tem mais de 5 mil anos! O Brasil só tem 500…

Babica: quase um bebê!

Bárbara: Rararrarara… eu diria que é um adolescente. Mas o que tem 500 anos, é o território do Brasil. O Estado brasileiro nasceu por ordem de Dom João VI em 1808. Então ele tem pouco mais de 200 anos. Esse sim é quase um bebê!

Babica: Ah, é por isso que podemos dizer que a Nação brasileira está ainda em formação?

Bárbara: Sim. Somos muito jovens. Somos um país em busca de seus valores comuns, sua identidade, sua peculiaridade. Somos o resultado de uma mistura de raças, costumes, religiões, gastronomias, culturas, letras, músicas e tudo o mais que chegou aqui no nosso território nestes 500 anos.

Babica: Ué, mas e os Estados Unidos, que você falou há pouco? Eles têm praticamente a mesma idade que a gente, mas são muito diferentes.

Bárbara: Sim, Babica. Como eu disse, os Estados Unidos nasceram já como Nação, da união de treze estados independentes, formalizando de início uma constituição – lembra dos episódios anteriores? Uma constituição é a coleção de regras que devemos seguir. A Constituição deles é a mesma até hoje. Nós só agora estamos começando a pensar o Brasil em termos de sociedade democrática. E já reformulamos nossa constituição pelo menos sete vezes.

Babica: Sete vezes? E eles têm uma só? Não dá para comparar.

Bárbara: Isso. E não custa então lembrar: nação é uma coisa, Estado é outra. Nação é uma coisa, povo é outra. Nação é uma coisa, país é outra. Nação é uma coisa, governo é outra. Mas as pessoas costumam confundir tudo e dá no que dá: os brasileiros ainda não conseguem se enxergar como nação. Talvez precisemos de uma guerra para aprender?

Babica: Deus me livre!

Bárbara: tô exagerando, Babica. Ou, voltando à metáfora futebolística, precisamos da Copa do Mundo para conseguir a união em torno de um mesmo objetivo, não é?

Babica: Pois é. Mas veja bem: todo mundo quer um país melhor. Todo mundo quer o fim da fome. Todo mundo quer o amor distribuído em doses iguais. Todo mundo quer a natureza protegida e o ar e rios limpos. Todo mundo quer as crianças sadias e educadas. Todo mundo quer saúde, dinheiro e felicidade. Então… Se todo mundo quer o mesmo, por que não somos uma nação?

Bárbara: Mas é complicado, viu? Não somos uma nação, porque apesar de compartilhar dos mesmos objetivos, a gente não concorda sobre como fazer para conquista-los. Não temos o que se chama “consciência do coletivo”, quando conseguimos pensar no bem de todos. Somos incapazes de renunciar à nossa individualidade em benefício da comunidade.

Babica: Até porque se eu renunciar, vai aparecer um espertinho que vai se aproveitar pra tirar vantagem, não é?

Bárbara: Tá vendo? Olha como você é desconfiada… Então temos um país assim: cheio de gente legal, alegre e com muita energia. Gente capaz de fazer milagres quando o assunto é futebol ou carnaval. Mas incapaz de canalizar as energias individuais para a construção de uma nação.

Deixa eu voltar à metáfora do esporte.

Babica: Bárbara, você sempre fala de “metáfora”. O que é uma metáfora?

Bárbara: Ah, eu adoro usar metáforas. Metáfora é um jeito de falar, quando a gente transfere o nome de uma coisa para outra, fazendo uma comparação. Por exemplo, se eu disser que você é uma flor, estou usando a flor como metáfora. Não quero dizer que você é uma planta, mas que é bonita, cheirosa e graciosa como uma flor. Entendeu?

Babica: Ah, agora entendi. Se eu conhecer um avatar de um menino e disser que ele é um gatinho, estou usando uma metáfora?

Bárbara: ahahahahahha sim! Você não quer dizer que ele tem quatro patas e um rabo, mas que é gracioso e meigo como um gatinho!

Babica: Miau! Ahahahahahaha

Bárbara: Ahahahahahha. Veja como funciona o brasileiro: estamos entre os melhores do mundo no futebol e no vôlei. Sabe quando? Quando temos um técnico forte, capaz de se identificar com os jogadores e discipliná-los. Capaz de fazer com que eles pensem no coletivo sobre o individual. Quando isso acontece, nossas seleções são imbatíveis.

Babica. É mesmo! Mas como é que podemos trazer essa prática para a sociedade, hein? Para quase 200 milhões de pessoas?

Bárbara: Olha, Babica, uma das mais importantes características de uma nação é aquela que está na frase de um pastor norte americano chamado Martin Luther King.

Ele disse assim:

Devemos aprender a conviver juntos como irmãos ou morreremos juntos como tolos.

Babica: Nossa. Faz todo sentido. Conviver como irmãos, um ajudando outro ou morrer como bobos, um brigando com o outro.

Bárbara: Isso mesmo!

Babica: Bárbara, esse assunto é fascinante! Podemos falar mais sobre ele?

Bárbara: claro, Babica! Eu também gosto muito de falar sobre como podemos construir um Brasil melhor. Hoje estamos encerrando a primeira temporada do Café Com Leite, mas na segunda, vamos falar sobre como construir um país melhor!

Babica: Iuuuppiiiiii!!!

Bárbara: Pois é, Babica. Eu acho que se a gente compreender que estamos todos no mesmo barco, e que ele depende do esforço de cada um de nós, talvez consigamos finalmente ver o Brasil como uma nação. Parar de brigar tanto, de falar tanto mal, para trabalhar para construir um país como queremos, não é?

Babica: Pois é. O Brasil do futuro, que será dirigido pelas crianças e jovens de hoje!

Bárbara: Isso mesmo! Bom, mande um recado em áudio dizendo o que você achou deste programa, pelo whatsapp 11 93723-7711.

Babica: Se seu recado for escolhido, vamos publicá-lo no podcast e você ainda vai ganhar uma camiseta de presente, Que tal? Vou repetir o número do whatsapp: 11 93723-7711

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Bárbara: Algumas crianças são diferentes. Não olham nos olhos, não falam “oi”, preferem ficar sozinhas. Algumas nem falam e nem gostam de serem tocadas. Provavelmente elas têm autismo. Por isso agem diferente das outras crianças.

Babica: E muitas vezes, é difícil se comunicar com elas.

Bárbara: Isso mesmo, Babica. Mas existe um aplicativo chamado Matraquinha, que ajuda crianças e adolescentes com autismo a transmitirem seus desejos, emoções e necessidades.

Babica: Eu já vi! É muito legal! Emocionante, até.

Bárbara: Pois é. Se você conhece alguma criança com autismo, diga para os responsáveis por ela acessarem matraquinha.com.br . Isso pode mudar a vida dela e da família dela.

Babica: matraquinha.com.br

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Bárbara: Meu nome é Bárbara Stock…

Babica: E eu sou a Babica, o avatar de Bárbara que mora no celular dela.

Bárbara: somos suas companheiras neste Café Com Leite, que é feito com muito carinho pela turma do Podcast Café Brasil. A edição é do Lalá Moreira e a direção é do Luciano Pires.

Quem você trouxe hoje, Babica? 

Babica: Ah, para finalizar em grande estilo, uma frase do filósofo francês Charles de Montesquieu:

A sociedade é a união dos homens, e não os próprios homens.