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Luciano Pires -

Babica: Bárbara ?

Bárbara: Oi Babica.

Babica: Tem uma coisa que me deixa muito pensativa, sabe?

Bárbara: Ah, Babica, você está sempre pensativa!

Babica: É mesmo. Mas tem uma coisa que me incomoda. A maioria das histórias que aparecem aqui no Café Com Leite, especialmente as dos tempos antigos, falam de gente batendo em gente, gente matando gente, de sofrimento… Antigamente as pessoas não tinham sentimentos?

Bárbara: Ah, que ótimo assunto, Babica! As pessoas sempre tiveram sentimentos, mas os trataram de forma diferente ao longo da história.

Babica: Conte mais?

Bárbara: Conto. Mas antes, quem é ouvinte de hoje?

Babica: Hoje são o Francisco, o João e o Eliezer.

COMENTÁRIO DO OUVINTE

Babica: Ah, que legal! O Francisco gosta do Rock da Babica! Então lá vai!

ROCK DA BABICA

Bárbara: Que legal! Olha, temos de avisar para todos nossos ouvintes: a Melô do Café Com Leite e o Rock da Babica já estão no Spotify, viu?

Babica: Isso mesmo, em todas as plataformas de música! É só procurar lá pela Melô do Café Com Leite!

Bárbara: E o Francisco, o João e o Eliezer ganharam uma camiseta cada um! Entrem em contato conosco para combinar a remessa.

Babica: E se você gostou do nosso Café com Leite, mande uma mensagem de voz para nós no whatsapp 11915670602. Se sua mensagem for escolhida, vamos publicá-la num próximo episódio e você ganhará uma camiseta muito legal!

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Babica: Bárbara, eu pensava que as emoções eram sempre as mesmas para todo mundo.

Bárbara: É interessante pensar assim, mas as emoções e a forma como as entendemos mudaram muito ao longo do tempo, Babica. No passado, as pessoas viam as emoções de maneira diferente do que nós hoje.

Babica: Tipo como? O amor ou o medo não eram iguais?

Bárbara: Bom, o amor e o medo sempre existiram, mas a forma como as pessoas os interpretavam e expressavam, podia ser bem diferente. Por exemplo, a ideia do que significa ser corajoso ou mostrar amor mudou muito desde a época dos cavaleiros medievais até hoje.

Babica: Uau! Então as emoções também evoluem?

Bárbara: Vamos começar com o amor. Na época dos cavaleiros medievais, por exemplo, o amor era muitas vezes idealizado de maneira romântica e heroica. Os trovadores…

Babica: Trovadores?

Bárbara: Os trovadores eram poetas, músicos e compositores da Europa medieval, principalmente nos séculos 11 ao 13. Eles cantavam sobre amores proibidos e paixões arrebatadoras, frequentemente associados a gestos grandiosos e sacrifícios em nome do amor.

Babica: Ah, eu lembro da história de Romeu e Julieta!

Bárbara: Sim.  Romeu e Julieta é uma peça escrita pelo inglês William Sheakespeare, mas mais tarde, no século 16. Ela retrata o amor na época como uma paixão intensa, desafiando as convenções sociais e familiares. O amor entre os jovens amantes é idealizado, romântico e rebelde, e termina em uma tragédia, pois as famílias do Romeu e da Julieta eram inimigas.

Babica: Sim, eu fiquei tão triste com essa história…

Bárbara: Naquela época era bem diferente de hoje, Babica. A expressão do amor também era limitada por normas sociais rígidas. Casamentos eram arranjados entre famílias nobres para garantir alianças políticas e econômicas.

Babica: Como assim?

Bárbara: As famílias escolhiam quem ia casar com quem, para que juntassem suas fortunas e ficassem mais fortes.

Babica: Os noivos não escolhiam um ao outro?

Bárbara: Não.

Babica: Se eu vivesse naquela época alguém ia escolher com quem eu ia casar?

Bárbara: Provavelmente.

Babica: Mas e se ele fosse feio?

Bárbara: Paciência. Você teria de casar com o feio!

Babica: Ah, não to gostando disso, não…

Bárbara: Ahahahahah, essa ideia de casamento escolhido é muito estranha mesmo, Babica. Hoje pensamos no amor romântico, onde a liberdade individual e a escolha pessoal são valorizadas, e os casais buscam uma conexão com pessoas das quais gostam…

Babica: E se apaixonam!

Bárbara: Isso mesmo. Mas ainda existem locais onde o casamento é arranjado.

Babica: Ainda existem? Onde?

Bárbara: Na Índia, no Paquistão, em Bangladesh, no Afeganistão, nos Emirados Árabes Unidos e em muitos países do golfo Pérsico, principalmente em sociedades onde as tradições culturais e os valores familiares desempenham um papel significativo na vida das pessoas.

Babica: No Brasil não, né?

Bárbara: No Brasil não, mas pode acontecer em algumas regiões. A lei brasileira diz que qualquer casamento sem o consentimento livre e consciente do noivo e da noiva pode ser anulado.

Babica: Ufa!

Bárbara: Ahahahahahah,..

Babica: E o medo, Bárbara? Ele também era visto de forma diferente antigamente?

Bárbara: Ah, a interpretação e a expressão do medo também evoluíram ao longo do tempo. Na era medieval, o medo muitas vezes estava ligado a ameaças físicas, como invasões de exércitos inimigos ou doenças epidêmicas.

Babica: Os cavaleiros enfrentavam o medo em batalhas?

Bárbara: Sim. A coragem era vista como a capacidade de confrontar essas ameaças de forma destemida, muitas vezes arriscando suas próprias vidas.

Babica: Eu amo histórias de cavaleiros!

Bárbara: Eu também! Mas eu teria medo.

Babica: Medo?

Bárbara: É. Aquelas espadas, aquelas lutas… Mas hoje em dia, o medo pode assumir formas mais abstratas e psicológicas, não precisa ser o medo de um inimigo numa batalha.

Babica: Como assim?

Bárbara: Hoje temos medo do fracasso, da rejeição social, de que não gostem da gente, ou até mesmo medo do desconhecido.

Babica: Eu tenho medo de avaranha.

Bárbara: Avaranha?

Babica: É. Avatar de aranha.

Bárbara: Ahahahahahahah… eu também tenho medo de aranhas reais, Babica.

Babica: E a coragem, Bárbara?

Bárbara: A coragem é a capacidade de superar esses medos internos, enfrentando desafios emocionais e psicológicos com bravura e determinação. Nos tempos antigos, a coragem muitas vezes era associada a ideais de bravura física, destemor diante do perigo e disposição para enfrentar desafios de maneira direta e até mesmo violenta.

Babica: É mesmo. Eu lembro do episódio do Minotauro, quando Teseu se ofereceu para ir até o Minotauro e o derrotou.

Bárbara: Bem lembrado, Babica!

Babica: Os cavaleiros medievais eram modelos de coragem, honra e lealdade, dispostos a enfrentar inimigos e defender seus senhores com bravura e determinação, não é?

Bárbara: Isso mesmo. A coragem também era vista como uma virtude moral, relacionada à capacidade de resistir à tentação, perseverar diante da adversidade e fazer o que é certo, mesmo quando isso implica em sacrifício pessoal.

Babica: Como um super-herói!

Bárbara: Como um super-herói!

Babica: Mas Bárbara, as qualidades da coragem, como bravura, determinação e integridade, continuam a ser admiradas e celebradas em todas as culturas até hoje, não é?

Bárbara: É sim. A coragem pode ter sido valorizada de maneira diferente nos tempos antigos, mas suas qualidades essenciais valem até hoje. O historiadores que estudam as emoções mostram que até mesmo o que nós consideramos emoções básicas, como alegria ou tristeza, pode variar de uma cultura para outra, ou de uma época para outra.

Babica: Mas Bárbara, como eles sabem sobre as emoções das pessoas antigas? Elas já morreram!

Bárbara: Eles olham para muitas coisas diferentes, como diários, cartas, obras de arte e até como as leis tratavam os sentimentos das pessoas. Isso tudo ajuda a entender como as emoções eram vistas e vividas no passado.

Babica: Mas e sobre saber o que alguém realmente sentia naquela época? Podemos mesmo saber?

Bárbara: É aí que fica complicado, Babica. Temos que ter cuidado para não pensar que as emoções sempre significaram o mesmo para todo mundo. O que chamamos de “amor” hoje pode ter sido algo bem diferente para alguém centenas de anos atrás.

Babica: Eu sei. Eles obrigavam a casar com gente feia! Mas Bárbara, então aprender sobre as emoções antigas nos ajuda a entender melhor as pessoas de antigamente?

Bárbara: Sim, e não só isso. Ao ver como as emoções mudaram, podemos aprender mais sobre nós mesmos e como nossa sociedade molda o que sentimos e como expressamos esses sentimentos.

Babica: Ah, eu quero saber mais sobre as emoções de todo mundo, não só as minhas!

Bárbara: E é por isso que estudar a história das emoções é tão fascinante. Nos ajuda a ver a enorme diversidade da experiência humana e a apreciar mais profundamente nossos próprios sentimentos.

Babica: E a entender muitas histórias malucas!

Bárbara: isso mesmo. Mas prepare-se que vem mais.

Babica: Ebaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

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Bárbara: Não esqueça então: os assinantes do Café Com Leite recebem um conteúdo extra no final de cada episódio!

Babica: Isso mesmo! Pule pra dentro do Café Com Leite! Ajude a gente a continuar! No podcastcafecomleite.com.br

Bárbara: Venha pro Clube Café Com Leite!

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Bárbara: Muito bem! Eu sou a Bárbara Stock…

Babica: E eu sou a Babica! O avatar da Bárbara que mora no celular dela.

Bárbara: somos suas companheiras neste Café Com Leite, que é feito com muito carinho pela turma do Podcast Café Brasil. A edição é do Senhor A e o texto e direção são do Luciano Pires.

E hoje como vamos encerrar o episódio?

Babica: Vou trazer uma frase do escritor William Sheakespeare:

Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito.