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Luciano Pires -

Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha.

Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade.

Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam juntos em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes.

Comer o queijo seria a suprema felicidade…

Mas um dia as coisas começaram a mudar.

Meu nome é Bárbara Stock e você está no Café Com Leite, um podcast feito para jovens que querem aprender a pensar.

Babica: E eu sou a Babica, o avatar da Bárbara que vive dentro do celular dela! Também estarei aqui com você!

Babica, quem você tem pra gente hoje?

Babica: Hoje quero trazer o comentário do Davi

Bárbara: comenta

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Bárbara: Se você gostou do nosso Café com Leite, mande uma mensagem de voz para nós no whatsapp 11 93723-7711. Se sua mensagem for escolhida, vamos publicá-la no próximo episódio e você ganhará uma camiseta muito legal, que você mesmo escolherá!

música

Babica: O programa de hoje continua tratando de nossos esforços para viver em sociedade, e é baseado num texto do escritor Rubem Alves, chamado O sonho dos ratos. Vamos a ele.

Bárbara: Vamos! Então… era uma vez um lugar cheio de harmonia onde viviam os ratos, e ninguém ligava para as diferenças, porque todos tinham um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes.

Comer o queijo seria a suprema felicidade…

Bem… pertinho é modo de dizer. Na verdade, o queijo estava muito longe, porque entre ele e os ratos estava um… gato …

Música de medo, miado

Bárbara: O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca. Algumas vezes fingia que estava dormindo. Mas era só um ratinho mais corajoso se aventurar para fora do buraco para que o gato desse um pulo…

Babica: Xi… era uma vez um ratinho…

Bárbara: isso mesmo. Os ratos odiavam o gato. E quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum tornava os ratinho cúmplices de um mesmo desejo: todos queriam que o gato morresse…

Babica: Ou sonhavam com um cachorro…

Bárbara: Ahahahaha.. isso mesmo. Mas como não podiam fazer nada, os ratos se reuniram para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato…

Babica: denunciavam para quem, Bárbara?

Bárbara: Ah, não se sabe bem para quem, o negócio era denunciar. Eles chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos. Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais. “Quando se estabelecer a ditadura dos ratos”, diziam os camundongos, “então todos serão felizes”…

– O queijo é grande o bastante para todos, dizia um.

– Socializaremos o queijo, dizia outro.

Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções. Era comovente ver tanta fraternidade.

Babica: Como seria bonito quando o gato morresse!

Bárbara: esse era o sonho que eles, juntos, sonhavam. Nos seus sonhos, comiam o queijo. E quanto mais o comiam, mais o queijo crescia.

Babica: Ué, como assim? Se todos comem o queijo, uma hora ele acaba.

Bábrara: Pois é… Essa é uma das propriedades dos queijos sonhados: eles não diminuem, crescem sempre.

E os ratinhos marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando:

” o queijo, já!”…

Bárbara: Um dia, sem que ninguém pudesse explicar como, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido.

Bárbara: O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco.

Os ratinhos olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato…

Babica: O gato estava escondido!

Bárbara: Não, Babica. O gato havia desaparecido mesmo. Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um grito de alegria!

Bárbara: Todos se lançaram ao queijo, compartilhando uma fome comum.

E foi então que a transformação aconteceu.

Bastou a primeira mordida. Os ratos compreenderam, rapidamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.

Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o pedaço para cada um.

Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto do queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram. Arreganharam os dentes.

Babica: Ele esqueceram do gato.

Bárbara: Sim. Perceberam que eles eram seus próprios inimigos.

E a briga começou.

Bárbara: Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E, imediatamente, começaram a brigar entre si. Alguns ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem.

Babica: Que absurdo, Bárbara. Não tinha ninguém para acabar com essa bagunça?

Bárbara: Então. Vendo que a coisa ia acabar mal, eles resolveram se reunir e combinar a melhor forma de repartir o queijo. Eles queriam socializar o queijo.

Bárbara: O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:

“Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono”.

Babica: Ué, mas quem é que abandonaria um queijo?

Bárbara: Pois é. Como nenhum rato nunca abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando…

Babica: Tadinhos…

Bárbara: Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido. O mais inexplicável era a transformação que acontecia no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato, o olhar malvado, os dentes à mostra. Igualzinho o gato!

Os ratos magros não conseguiam mais perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora. E compreenderam, então, que não havia diferença alguma. Pois todo rato que fica dono do queijo, vira gato.

Babica: Aquela coisa de ter o poder de novo! Faz a gente perder a cabeça…

Gato e rato. Não é por acidente que os nomes são tão parecidos.

Bárbara: Viu só Babica? Todo rato que fica dono do queijo, vira gato.

Babica: Eu acho que entendi. Isso que você contou é uma parábola, não é? Uma pequena história inventada com o objetivo de comunicar uma mensagem ou ensinar uma lição. A gente pode comparar os ratos e gatos a nós, homens e mulheres. Aliás, nós, não, eu só sou um avatar…

Bárbara: Ahahahahaha… só, não, Babica! Você é O avatar… Mas é isso mesmo. Podemos aplicar essa história à vida real. Quando queremos alguma coisa, costumamos reclamar, fazer barulho, nos juntamos para pedir que a coisa seja compartilhada. Mas assim que nos tornamos donos dessa coisa, queremos ela só para nós, nos tornamos protetores da coisa. E ficamos igual o gato que protege o queijo.

Babica: Vocês seres humanos são muito estranhos. É sempre aquela história do poder: quando ele sobe às cabeças de vocês, mudam de ratos pra gatos…

Bárbara: Somos estranhos, sim, mas sem nós, você não existiria, né?

Babica. Isso mesmo… (tristinha)

(recuperando o ânimo) Bom, mande um recado em áudio dizendo o que você aprendeu com esta história dos ratos e do gato, pelo whatsapp 11 93723-7711. Se seu recado for escolhido, vamos publicá-lo no podcast e você ainda vai ganhar uma camiseta de presente. Que tal?

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Bárbara: Algumas crianças são diferentes. Não olham nos olhos, não falam “oi”, preferem ficar sozinhas. Algumas nem falam e nem gostam de serem tocadas. Provavelmente elas têm autismo. Por isso agem diferente das outras crianças.

Babica: E muitas vezes, é difícil se comunicar com elas.

Bárbara: Isso mesmo, Babica. Mas existe um aplicativo chamado Matraquinha, que ajuda crianças e adolescentes com autismo a transmitirem seus desejos, emoções e necessidades.

Babica: Eu já vi! É muito legal! Emocionante, até.

Bárbara: Pois é. Se você conhece alguma criança com autismo, diga para os responsáveis por ela acessarem matraquinha.com.br . Isso pode mudar a vida dela e da família dela.

Babica: matraquinha.com.br

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Bárbara: Ótimo! Meu nome é Bárbara Stock, sou sua companheira neste Café Com Leite, que é feito com muito carinho pela turma do Podcast Café Brasil. A edição é do Lalá Moreira e a direção é do Luciano Pires.

Quem você trouxe hoje, Babica?

Babica: Ah, para finalizar em grande estilo, uma frase de uma grande poetisa brasileira, Clarice Lispector:

Alguns relacionamentos são como Tom & Jerry: Eles se provocam, se batem, se irritam, se odeiam, mas um não pode viver sem o outro.