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Huxley

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Aldous Huxley

Aldous Leonard Huxley (Godalming, 26 de Julho de 1894 – Los Angeles, 22 de Novembro de 1963) foi um escritor inglês e um dos mais proeminentes membros da família Huxley.

Passou parte da sua vida nos Estados Unidos, e viveu em Los Angeles de 1937 até à sua morte, em 1963. Mais conhecido pelos seus romances, como Brave New World e diversos ensaios, Huxley também editou a revista Oxford Poetry e publicou contos, poesias, literatura de viagem e roteiros de filmes.

Foi um entusiasta do uso responsável do LSD como catalisador dos processos mentais do indivíduo, em busca do ápice da condição humana e de maior desenvolvimento das suas potencialidades.

Estudou na aristocrática escola de Eton, que foi obrigado a abandonar aos dezesseis anos, devido a uma doença nos olhos que quase o cegou impedindo-o de continuar no curso de medicina. Mais tarde, ele recuperou visão suficiente para se formar com honra pela Universidade de Oxford, mas inuficiente para servir o exército britânico durante a Primeira Guerra Mundial. Em Oxford, teve o primeiro contacto com a literatura pela primeira vez, conhecendo Lytton Strachey e Bertrand Russell, também se tornou amigo de D. H. Lawrence.

Viveu a maior parte dos anos 20 na Itália fascista de Mussolini que inspirou parte dos sistemas autoritários retratados em suas obras.

A obra-prima de Huxley, “Brave New World” (Admirável Mundo Novo), foi escrita durante quatro meses no ano de 1931. Os temas nela abordados remontam grande parte de suas preocupações ideológicas como a liberdade individual em detrimento ao autoritarismo do Estado.

No ano de 1937 Aldous Huxley mudou-se para Los Angeles e em 1938, no auge da sua carreira, chegou a Hollywood, como um de seus mais bem remunerados guionistas. Nessa fase, escreveu romances como “Também o Cisne Morre” (1939), “O Tempo Pode Parar” (1944), “O Macaco e a Essência” (1948).

Huxley produziu um total de 47 livros ao longo de sua vida. O crítico britânico Anthony Burgess afirmou que Huxley fora o pioneiro do “romance cerebral”. No entanto, outras correntes de críticos classificaram Huxley como um ensaísta, ao invés de romancista, uma vez que as suas obras eram mais apoiadas sobre as suas ideias do que o desenrolar de personagens ou contextos de histórias.

Nos últimos dias, impossibilitado de falar, Huxley escreveu um pedido à sua mulher para “LSD, 100 mg, intramuscular” (100 microgramas de LDS, aplicação intramuscular). Em “This Timeless Moment”, ela foi obrigada a injetar uma dose às 11:45 da manhã e outra algumas horas depois.

Ele morreu às 17:21 do dia 22 de novembro de 1963, aos 69 anos. As cinzas de Huxley foram enterrados no jazigo da família no cemitério de Watts, casa de Watts Mortuary Chapel em Compton, uma vila perto de Guildford, Surrey, England.

A cobertura dos media a respeito de sua morte foi ofuscada pelo assassinato de John F. Kennedy, no mesmo dia, assim como a morte do autor irlandês C. S. Lewis. Essa coincidência foi a inspiração para Peter Kreeft no seu livro Between Heaven and Hell: A Dialog Somewhere Beyond Death with John F. Kennedy, C. S. Lewis, & Aldous Huxley.

O único filho de Huxley, Matthew Huxley, é também um autor, professor, antropologista e proeminente epidemologista.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldous_Huxley

http://educacao.uol.com.br/biografias/aldous-huxley.jhtm