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Luciano Pires -

É impressionante como gostamos de frivolidades, não é? Pode ser pela busca por entretenimento e escape das pressões da vida cotidiana. Pode ser a necessidade de conexão social pelo compartilhamento de interesses comuns. Pode ser influência da cultura da mídia que valoriza notícias sensacionalistas. Pode ser pela facilidade de consumo desse tipo de conteúdo. O atrativo da novidade. A pressão social para se manter informado sobre certos tópicos. O fascínio pela vida de outras pessoas. Aspectos psicológicos que estimulam emoções imediatas. E pode ser pela escassez de tempo em vidas ocupadas.

Não haveria nenhum problema se equilibrássemos esse interesse pela frivolidade com conteúdos que promovem crescimento pessoal e aprendizado. Mas…

Os vendedores conhecem muito bem como nossas mentes funcionam, então dá-lhe frivolidade, enquanto você lhes dá seu dinheiro…

Mas se interessar pela superficialidade é só a parte visível de algo muito mais perigoso, uma consequência sobre a qual pouco falamos: a “adaptação sensorial”. O cérebro desliga nossos sentidos dos estímulos que não mudam de intensidade ou qualidade. Ele guarda energia para focar nas novidades. Por exemplo, moro próximo do aeroporto de Congonhas e as visitas que eu recebo ficam horrorizadas com o barulho dos aviões, que eu mal ouço. Eu sofri uma adaptação sensorial, me acostumei com o barulho e meu cérebro o ignora. Adaptação sensorial.

Os profissionais da comunicação sabem disso e tiram proveito: nos expõem a doses cavalares de uma palavra, um conceito, uma ideia, um comportamento, de modo que nos acostumemos a ele e o nosso cérebro faça uma adaptação sensorial. Lembra que ficávamos indignados quando um político roubava 10 mil reais? Ora, fomos tão expostos à sequência de roubos cada vez maiores, que hoje se alguém fala que fulano roubou bilhão, não ficamos mais tããaãããããão indignados. Adaptação sensorial.

Lembra quando ficávamos indignados com a dança da boquinha da garrafa? Hoje pra indignar tem de ser o Batcu. E olha lá.

E assim perdemos tempo, nos desconectamos das prioridades, sofremos impactos na saúde mental, estabelecemos relacionamentos superficiais, retardamos nosso crescimento pessoal, nos tornamos improdutivos, negativos e socialmente desconectados.

Mas o pior de tudo: perdemos a sensibilidade para os assuntos que realmente importam. E então começa a relativização do ser humano. Do ataque terrorista ao descaso na fila do INSS.

Entendeu? A exposição às frivolidades, e a adaptação sensorial, pega aquilo que deveria nos indignar e promove uma transformação em seis fases.

Primeiro a indignação se reduz à revolta.

Depois a revolta vira espanto.

O espanto se reduz à desinteresse.

O desinteresse vira indiferença.

E a indiferença, desprezo.

Vou deixar pra você pensar, uma frase de Erasmo de Roterdã que é uma porrada:

Não há nada tão absurdo que o hábito não torne aceitável.