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Artigos Café Brasil
Corrente pra trás
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O que vai a seguir é um capítulo de meu livro ...

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O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
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A Omny Studio, plataforma global na qual publico meus ...

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O campeão
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Morreu Zagallo. Morreu o futebol brasileiro que aprendi ...

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O potencial dos microinfluenciadores
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O potencial das personalidades digitais para as marcas ...

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Café Brasil 934  – A Arte de Viver
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Café Brasil 933 – A ilusão de transparência
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A ilusão de transparência é uma armadilha comum em que ...

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Café Brasil 932 – Não se renda
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Em "Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith", ...

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Café Brasil 931 – Essa tal felicidade
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A Declaração de Independência dos Estados Unidos foi um ...

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LíderCast 328 – Criss Paiva
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A convidada de hoje é a Criss Paiva, professora, ...

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LíderCast 327 – Pedro Cucco
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LíderCast 326 – Yuri Trafane
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LíderCast 325 – Arthur Igreja
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Segunda Live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola
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Live Café Com Leite com Roberto Motta
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Café² – Live com Christian Gurtner
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Café na Panela – Luciana Pires
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Vida longa ao Real!
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Vida longa ao Real!   “A população percebe que é a obrigação de um governo e é um direito do cidadão a preservação do poder de compra da sua renda. E é um dever e uma obrigação do ...

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Protagonismo das economias asiáticas
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Protagonismo das economias asiáticas   “Os eleitores da Índia − muitos deles pobres, com baixa escolaridade e vulneráveis, sendo que um em cada quatro é analfabeto − votaram a favor de ...

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Criatividade, destruição criativa e inteligência artificial
Luiz Alberto Machado
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Cafezinho 632 – A quilha moral
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Cafezinho 630 – Medo da morte
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Cafezinho 629 – O luto político
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E aí? Sofrendo de luto político? Luto político é quando ...

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Causa ou negócio?

Causa ou negócio?

Luciano Pires -

Em minha palestra A Fórmula da Inovação, apresento um trecho de uma entrevista do jogador de basquete Oscar Schmidt com a jornalista Marília Gabriela. Gabi pergunta:

– Dizem que o gol é o orgasmo do futebol. Qual é o orgasmo do basquete?

E Oscar, sem hesitar, responde:

– Jogar pela Seleção Brasileira! Gabi, não existe nada melhor que isso! Eu sou nacionalista, jogar pela Seleção… não tem prazer maior que isso. E sem ganhar nada! Sabe quanto nós ganhamos para ganhar o Pan-Americano (Jogos Pan-Americanos realizados em Indianápolis nos EUA em 1987 quando o Brasil derrotou a imbatível seleção norte-americana e ficou com o ouro)?

– Não faço ideia.

– Quinhentos dólares! Mas eu, o Marcel e o Israel não quisemos receber. É tão pouco que é muito mais bonito dizer que foi de graça… E eu tenho o maior orgulho disso. Eu vinha da Itália nas minhas férias defender o Brasil, sem ganhar nada, sem seguro! Eu sou alto, mas havia mais altos que eu, que viajavam para a China, 30 horas, de econômica, encolhidos… Mas jogar pela Seleção Brasileira, não tem prazer maior! Jogar pela Seleção Brasileira, pra mim, é o orgasmo do basquete.

Então concluo citando alguns nomes de famosos jogadores de futebol que jamais dariam uma entrevista como aquela. São profissionais de primeira categoria que defendem um negócio como ninguém, mas que jamais fariam o que Oscar fez.

Oscar era diferente, não defendia um negócio, defendia uma causa. Quando entrava em campo com a camisa da Seleção Brasileira de basquete, aquilo não era mais basquete, mas alguma coisa mágica que fazia com que ele contaminasse o próprio time, que aceitasse sacrifícios impensáveis. E assim Oscar entrou para o Hall Of Fame do basquete mundial como o maior cestinha da história.
Um brasileiro jogando na Itália…

É impossível compreender Oscar apenas pelas estatísticas, pelos jogos dos quais participou, pela efetividade nos passes, pelas cestas que fez, pelas coisas que podemos medir. O que fez de Oscar, Oscar, não foram números e estatísticas. Não foram regras. Não foi a disciplina tática. Não foram as horas de treinamento. Oscar é Oscar por causa de um fogo interior, uma força inexplicável que o guiou na direção de um propósito, que orientou suas escolhas.

Oscar só chegou aonde chegou por defender uma causa, não um negócio.

Bem, escrevo estas linhas no calor do julgamento do Mensalão, após o Ministro Celso de Mello votar a favor dos embargos infringentes que vão empurrar o processo para 2014 ou 2015 e garantir aos mensaleiros penas brandas, cumpridas (se cumpridas) fora da cadeia. Uma tremenda frustração para quem esperava que a justiça fosse feita.

Mas espere um pouco… a Justiça foi feita! O Ministro votou baseado na lei, sua argumentação está correta e suportada pelas leis brasileiras, assim como estaria se ele desse um voto contrário. O tema é cabeludo e comporta várias interpretações, por isso precisamos de juízes, de craques como Celso de Mello.

Pois é. Mas quando mais precisávamos de um juiz que defendesse uma causa, topamos com um que defende um negócio.

E o Brasil perdeu.

Luciano Pires