s
Iscas Intelectuais
Corrente pra trás
Corrente pra trás
O que vai a seguir é um capítulo de meu livro ...

Ver mais

O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
O que é um “bom” número de downloads para podcasts?
A Omny Studio, plataforma global na qual publico meus ...

Ver mais

O campeão
O campeão
Morreu Zagallo. Morreu o futebol brasileiro que aprendi ...

Ver mais

O potencial dos microinfluenciadores
O potencial dos microinfluenciadores
O potencial das personalidades digitais para as marcas ...

Ver mais

Café Brasil 927 – Quando a água baixar
Café Brasil 927 – Quando a água baixar
A história de Frodo Bolseiro em "O Senhor dos Anéis" ...

Ver mais

Café Brasil 926 – Definição de Gaúcho – Revisitado
Café Brasil 926 – Definição de Gaúcho – Revisitado
Então... diante dos acontecimentos dos últimos dias eu ...

Ver mais

Café Brasil 925 – No Beyond The Cave
Café Brasil 925 – No Beyond The Cave
Recebi um convite para participar do podcast Beyond The ...

Ver mais

Café Brasil 924 – Portugal dos Cravos – Revisitado
Café Brasil 924 – Portugal dos Cravos – Revisitado
Lááááááááá em 2007, na pré-história do Café Brasil, ...

Ver mais

LíderCast 321 – Rafel Cortez
LíderCast 321 – Rafel Cortez
Tá no ar o #LC321 O convidado de hoje é Rafael Cortez, ...

Ver mais

LíderCast 320 – Alessandra Bottini
LíderCast 320 – Alessandra Bottini
A convidada de hoje é Alessandra Bottini, da 270B, uma ...

Ver mais

LíderCast Especial – Rodrigo Gurgel – Revisitado
LíderCast Especial – Rodrigo Gurgel – Revisitado
No episódio de hoje a revisita a uma conversa que foi ...

Ver mais

LíderCast 319 – Anna Rita Zanier
LíderCast 319 – Anna Rita Zanier
A convidada de hoje é Anna Rita Zanier, italiana há 27 ...

Ver mais

Segunda Live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola
Segunda Live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola
Segunda live do Café Com Leite, com Alessandro Loiola, ...

Ver mais

Live Café Com Leite com Roberto Motta
Live Café Com Leite com Roberto Motta
Live inaugural da série Café Com Leite Na Escola, ...

Ver mais

Café² – Live com Christian Gurtner
Café² – Live com Christian Gurtner
O Café², live eventual que faço com o Christian ...

Ver mais

Café na Panela – Luciana Pires
Café na Panela – Luciana Pires
Episódio piloto do projeto Café na Panela, com Luciana ...

Ver mais

Americanah
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Americanah   “O identitarismo tem duas dimensões, uma dimensão intelectual e uma dimensão política, que estão profundamente articuladas, integradas. A dimensão intelectual é resultado ...

Ver mais

A tragédia e o princípio da subsidiariedade
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
A tragédia e o princípio da subsidiariedade “Ações que se limitam às respostas de emergência em situações de crise não são suficiente. Eventos como esse – cada vez mais comuns por ...

Ver mais

Percepções opostas sobre a Argentina
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Percepções opostas sobre a Argentina “A lista de perrengues diários e dramas nacionais é grande, e a inflação, com certeza, é um dos mais complicados. […] A falta de confiança na ...

Ver mais

Economia + Criatividade = Economia Criativa
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Economia + Criatividade = Economia Criativa Já se encontra à disposição no Espaço Democrático, a segunda edição revista, atualizada e ampliada do livro Economia + Criatividade = Economia ...

Ver mais

Cafezinho 624 – Desastres não naturais
Cafezinho 624 – Desastres não naturais
Ao longo dos anos, o Brasil experimentou uma variedade ...

Ver mais

Cafezinho 623 – Duas lamas, duas tragédias
Cafezinho 623 – Duas lamas, duas tragédias
O Brasil está vivenciando duas lamas que revelam muito ...

Ver mais

Cafezinho 622 – Sobre liderança e culhões
Cafezinho 622 – Sobre liderança e culhões
Minhas palestras e cursos sobre liderança abrem assim: ...

Ver mais

Cafezinho 621 – Obrigado por me chamar de ignorante
Cafezinho 621 – Obrigado por me chamar de ignorante
Seja raso. Não sofistique. Ninguém vai entender. E as ...

Ver mais

Festas populares e economia criativa

Festas populares e economia criativa

Luiz Alberto Machado - Iscas Econômicas -

Festas populares e economia criativa

 

“Comemorações de janeiro a dezembro! Não à toa o Brasil é conhecido por ser o país das festas. Ano Novo, festas religiosas, carnaval, festa junina, entre outras, fazem a alegria da população o ano todo.”

Leonardo Cruz

 

As festas populares ocupam lugar de destaque entre os inúmeros segmentos da economia criativa, tendo impacto significativo não apenas no montante de valor por elas produzido, mas também na geração de emprego e renda, ainda que, em muitos casos, esses fatores tenham caráter pontual, quer em termos de espaço, quer de tempo.

Distribuídas pelo ano todo, algumas com dia fixo, outras comemoradas em data variável, as referidas festas possuem diferentes origens, podendo estar atreladas à religião, ao folclore ou aos hábitos e tradições dos locais em que são realizadas.

A maior das festas populares do nosso país é o carnaval, que, juntamente com o futebol, constitui-se numa das principais razões da projeção do Brasil no exterior. De origem pagã, desde o início o carnaval cativou as pessoas, que podiam se divertir escondendo a sua identidade e trocando os papéis sociais mediante o uso de máscaras – tradição que surgiu em Veneza. Comemorado em todo o País, entre fevereiro e março, cada região apresenta as suas particularidades.

Verdadeira síntese da economia criativa, nas suas diversas formas de manifestação o carnaval explora ao limite a inteligência, a capacidade de improviso e a criatividade do brasileiro, transformando em protagonistas, a cada ano, personagens que se notabilizaram nos cenários político, econômico e cultural, tanto no Brasil como no exterior. Tais personagens são exibidos sempre de forma estilizada, revelando ousadia e bom humor.

Se em outros tempos os bailes e desfiles de fantasia despertavam interesse considerável, atualmente são as manifestações carnavalescas de rua que mais se sobressaem. Entre elas, temos os super produzidos desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo, os famosos trios elétricos de Salvador, os bonecos gigantes de Olinda e os blocos de carnaval que voltam a ganhar força em várias cidades do País, com destaque para o Galo da Madrugada, de Recife, e seu “filhote mais conhecido”, o Pinto da Madrugada, de Maceió. Se os desfiles de escolas de samba do Rio e de São Paulo perderam muito de sua autenticidade, deixando de ser expressão da cultura popular ao se tornarem superproduções televisivas, os blocos e os trios favorecem a diversidade cultural e a inclusão social, dois dos norteadores da economia criativa no Brasil.

Antes mesmo do carnaval, ano após ano duas festas populares de caráter religioso costumam atrair milhares de pessoas. Comemoradas no dia 2 de fevereiro, são realizadas em Salvador e em Porto Alegre. Em Salvador, é comemorado o Dia de Iemanjá, orixá cultuado nas religiões de matrizes africanas que é considerada a Rainha do Mar e protetora dos pescadores. É comum a prática de fazer oferendas a Iemanjá, acreditando que ela possa retribuir os presentes. Muitos oferecem flores, enquanto outros fazem um barquinho de madeira com outros itens. Em Porto Alegre, a homenageada é Nossa Senhora dos Navegantes, num evento que tem como ponto alto a procissão fluvial no Rio Guaíba.

Também em Salvador, na segunda quinta-feira do ano, ocorre a Lavagem da escadaria do Bonfim, reunindo sincretismo religioso, culinária, música e a folia típica dos baianos. A partir da Igreja da Conceição da Praia, os participantes, vestidos de branco, caminham 8 km até a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, acompanhados por baianas vestidas com trajes típicos.

Outras festas populares de caráter religioso de grande magnitude são as festas juninas, o Círio de Nazaré e a Romaria de Finados de Juazeiro do Norte.

As festas juninas realizam-se ao longo do mês de junho, mês dos santos populares – Santo Antônio, São João e São Pedro. É uma festa repleta de tradições, desde a culinária, à típica dança da quadrilha e as brincadeiras – pescaria, correio elegante e boca do palhaço, por exemplo. Na culinária, não podem faltar o quentão e os pratos que têm o milho como ingrediente principal, tais como bolo de fubá, pipoca e pamonha. Isso porque antes de assumir o caráter religioso, a festa era pagã e homenageava os deuses da natureza e da fertilidade. Era nessa época que o povo agradecia o sucesso das colheitas, e o milho era um dos produtos agrícolas mais produzidos na época. Apesar de ser realizada em todas as regiões brasileiras, é no nordeste em que há acirrada disputa pelo título de “maior festa junina do Brasil”, envolvendo cidades como Campina Grande, na Paraíba, Caruaru, em Pernambuco, e, mais recentemente, São Luís, capital do Maranhão.

O Círio de Nazaré tem lugar em Belém do Pará, no segundo domingo do mês de outubro. Nessa ocasião, os devotos acompanham a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, levada da Basílica até a Praça Santuário de Nazaré, onde permanece durante uma semana. De acordo com a tradição, a festa consiste no translado da imagem de Nossa Senhora em um automóvel, da sua Basílica até a igreja matriz, onde passa a noite com os fiéis que fazem vigília. No dia seguinte, o translado continua, mas desta vez é acompanhado por ambulâncias e carros de polícia e de bombeiros. A imagem segue de barco, sendo acompanhada por outros barcos, canoas, iates e jet skis. Na sequência, há romaria, em que a imagem é acompanhada pelas motos buzinando pelas ruas da cidade. Para finalizar, a imagem continua o seu percurso a pé, na noite anterior do Círio em si, que é o momento mais aguardado dessa celebração.

A Romaria de Finados de Juazeiro do Norte é uma homenagem a Padre Cícero. A romaria reúne milhares de devotos que visitam o túmulo do carismático padre, chamado carinhosamente de Padim Ciço. O evento foi criado pelo próprio Padre Cícero, que incentivava as pessoas a visitar os túmulos dos seus entes queridos. Com a sua morte, em 1934, a popularidade da romaria cresceu muito. Contando com a presença de milhares de pessoas, elas visitam o túmulo do Padre Cícero, falecido e sepultado em Juazeiro do Norte.

Apesar da ampla cobertura por diferentes veículos da mídia, tenho a convicção de que só quem já esteve presente ao Círio de Nazaré ou à Romaria de Juazeiro do Norte é capaz de imaginar o nível a que chegam a fé e a devoção das pessoas.

Ainda na esteira das festas de caráter religioso, porém não tão grandiosas, são dignas de registro a Folia de Reis, a Congada e a Festa do Divino.

No segmento de festas folclóricas, as maiores são o Bumba Meu Boi, a Oktoberfest e a Festa do Peão do Boiadeiro.

Típica das regiões norte e nordeste, a festa do Bumba Meu Boi é realizada entre os meses de junho e julho, incluindo muita dança, desfiles e encenações teatrais da lenda, que conta como a ressurreição de um dos bois preferidos do patrão de Mãe Catirina e Pai Francisco deu origem a essa tradicional comemoração brasileira. No Maranhão, onde a comemoração remonta ao século XVIII, vários grupos de bumba meu boi se apresentam em vários arraiás.

Na região norte, onde se realiza o Festival Folclórico de Parintins, a festa realiza-se desde 1965. Lá, milhares de espectadores assistem no Bumbódromo a disputa entre duas agremiações folclóricas – Boi Garantido e Boi Caprichoso – que se apresentam e são avaliados pelos jurados por alguns quesitos, dentre os quais: levantador de toadas, porta-estandarte, boi-bumbá (evolução), coreografia e organização de conjunto folclórico. A exemplo do que ocorreu com o desfile das grandes escolas de samba do Rio e de São Paulo, a disputa entre o Boi Garantido e o Boi Caprichoso, deixou de ser uma manifestação nitidamente popular, à medida que sua organização passou a contar com a participação de grandes patrocinadores, do governo e das redes de televisão.

A Oktoberfest é uma das festas mais populares do sul do Brasil, sendo a mais conhecida  a de Blumenau, em Santa Catarina. De tradição alemã, a Oktoberfest nasceu em Munique, na celebração do casamento do rei bávaro Luís I, em 1810. Em Santa Catarina, que tem fortes traços da colonização alemã, a primeira festa data de 1984. Lá, ela foi criada com o objetivo de recuperar a economia da cidade de Blumenau, onde a enchente do rio Itajaí-Açu de 1983 causou muitos prejuízos. Com duração inicial de uma semana, a Oktoberfest tem atualmente a duração de 18 dias e ganhou um espaço próprio para sua realização. Ao contrário do que muita gente pensa, não se trata apenas um festival de cerveja que atrai milhares de turistas. Ela preserva a riqueza cultural alemã através da culinária, danças e músicas, incluindo desfiles de grupos folclóricos, que exibem trajes típicos e bandas animadas.

A Festa do Peão do Boiadeiro de Barretos, no estado de São Paulo, conhecida em todo o mundo, é a maior festa sertaneja do Brasil. Muito tradicional da região sudeste, a Festa do Peão do Boiadeiro de Barretos realiza-se em agosto e é organizada pela Fundação  “Os Independentes”. Além do rodeio, que é a principal atração, muitos elementos folclóricos contribuem para o sucesso da festa, entre os quais: concurso do berrante, em que os concorrentes são avaliados por cinco toques dados no instrumento símbolo do sertanejo; pau de sebo, em que os participantes são desafiados a pegar uma bandeira no topo de um mastro, subindo 9 metros envolvidos em sebo de boi; queima de alho, como é chamado o cardápio da festa, composto por arroz carreteiro, carne na chapa, feijão gordo e paçoca de carne; violeira Rose Abrão, um festival de música sertaneja.

Entre as festas populares baseadas no folclore, vale a pena mencionar também as Cavalhadas e o Fogaréu, ambas realizadas no estado de Goiás.

Em quase todas essas manifestações populares percebe-se a transversalidade representada pelo diálogo entre vários segmentos da economia criativa. Na música, onde estão presentes diferentes ritmos como o samba, as marchas, o axé, o frevo, o gospel e a música sertaneja, desempenham papel fundamental os compositores, os cantores e os instrumentistas. Nas artes visuais, artes cênicas e dança, assistimos, ano após ano, um show de criatividade e bom gosto de designers, roteiristas, coreógrafos, estilistas, figurinistas, costureiros, maquiadores, artesãos, bailarinos e passistas. Na retaguarda, nem sempre percebidos, mas também de papel relevante na preparação e execução dos serviços, estão os publicitários, os decoradores, os gráficos, os profissionais de rádio e TV, os chefs de cozinha e uma enorme gama de colaboradores da cadeia turística, envolvendo os segmentos de transporte, hospedagem, alimentação e entretenimento.

 

Iscas para ir mais fundo no assunto

Referências

CRUZ, Leonardo. 8 festas populares que você precisa conhecer. Disponível em https://www.minutoseguros.com.br/blog/5-festas-populares-brasileiras/.

MACHADO, Luiz Alberto. Carnaval: síntese da economia criativa. Disponível em https://portalcafebrasil.com.br/carnaval-sintese-da-economia-criativa/.

Ver Todos os artigos de Luiz Alberto Machado