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Interestelar, o Filme.

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Vamos imaginar o seguinte: um astronauta (Matthew McConaughey no papel de Cooper) sai da Terra, viaja com sua espaçonave a velocidades estonteantes e se encontra a milhões de centenas de kilometros de distancia. Ao final de sua epopéia, cai em um buraco negro. Lá dentro Cooper flutua pois, a gravidade é muito pequena (o termo “sem gravidade” ou gravidade zero está errado, pois em qualquer lugar do Universo existe gravidade. Ela pode ser muito fraca (microgravidade), mas não inexistente). Assustado e atônito ao começo, ele percebe que consegue visualizar, por entre algumas formas que se assemmelham à “membranas”, (Teoria dos Multiversos) algumas luzes e para sua surpresa, imagens. Mais inesperado ainda, ele “presencia” uma cena que lhe parece familiar. Ele se vê no passado com sua filha no quarto, através de uma das membranas. Ela, na época com 12 anos, tentava lhe dizer que sentia a presença de um fantasma espreitando seus aposentos, pois alguns livros de sua estante eram lançados ao chão sem uma explicação lógica. Esta cena ele vivenciou ao se despedir de sua filha, antes de partir em sua viagem interestelar. Ainda dentro do buraco negro e entre as “branas”, o viajante vê sua mesma filha, mas agora num tempo futuro já com seus 35 anos de idade, contemplando a mesma estante do seu passado e ainda tentando desvendar o mistério dos livros caídos. Seu pai, o astronauta Cooper, tenta chamar a atenção de sua filha através de gritos desesperados, pois queria passar algumas informações cruciais para que os cientistas pudessem salvar a Terra de uma catástrofe já em andamento, que iria aniquilar a espécie Homem para sempre. Bem, aqui vai a pergunta: que técnica de comunicação Cooper usou para se fazer entender? Telepatia? Computação Quântica? Seres de outro mundo? Transmissão de informações através da luz, ou nenhuma das anteriores? Se você optou por “nenhuma das anteriores”, você acertou. Ele usou uma das formas mais antigas de representação de escrita do mundo: o velho e eficiente, o Código Morse, criado por Samuel Finley Breese Morse por volta de 1838. O Código Morse talvez tenha sido o primeiro código binário (ligado e desligado) do mundo! Os livros caídos ao chão, nada mais eram do que seu pai usando as paredes elásticas das membranas dentro do buraco negro, como se fosse o aparelho telégrafo usado para transmitir letras e números na forma de pontos e traços. Assim ele pode repassar as informações à sua filha (que era agora uma cientista), o que possibilitou a salvação do Homem, da destruição total. Final feliz!

 

 

Ficção Científica Hollywoodiana 

De todas as teorias científicas usadas no filme Interestelar, talvez a mais complicada de se explicar seja o que acontece quando se cai dentro de um buraco negro. Buracos Negros são o que sobrou de algumas estrelas super-massivas (quando sua massa é algumas vezes a massa do Sol), como as Supernovas, que ao final de suas vidas e através de imensas forças gravitacionais, se contraem tanto que acabam por “colapsar” em si mesmas dando origem aos buracos negros. Negros porque sua densidade é tão grande e as forças gravitacionais tão intensas, que nem mesmo a luz pode sair deles. Dai o nome de buracos negros (que na verdade são esferas e não buracos). Mas com todas estas forças enormes agindo, como o nosso herói conseguiu sobreviver? Bem, aqui entra a parte mais “ficção” do filme. As hipóteses que tentam explicar o que acontece dentro de um buraco negro, não podem ser testadas experimentalmente. A mais aceita diz que tudo o que cai em um buraco negro será desintegrado. Mesmo assim, há outras teorias que concorrem a explicar, o acontece no interior desses monstros escuros. Assim, o diretor Christopher Nolan, que tendo o físico teórico americano Kip Thorne como consultor científico do filme, pode optar por uma teoria conhecida no meio científico, para poder fugir da ficção científica pura: a Teoria dos Universos Paralelos. Nesta teoria os cientistas sustentam que alem do nosso Universo, existem outros com dimensões espaciais e temporais, diferentes das nossas que tem 3 coordenadas espaciais e 1 temporal. Por exemplo, você marca um encontro com alguém no cruzamento da rua tal com a rua tal, no terceiro andar de um prédio e a tal hora. Para tentar entender o que são as dimensões ditas superiores, pegue algumas folhas (muitas!) de papel finas. Podemos dizer que individualmente, elas tem somente duas dimensões: largura e comprimento, mas não espessura, ou altura. Mas se nós fomos empilhando uma encima da outra, depois de algum tempo, teremos um forma geométrica parecida com a de um tijolo, que é tridimensional, ou seja, tem largura, comprimento e altura. As folhas individuais são “membranas”, ou “p-branas” do tijolo. E seguindo esse raciocínio, os tijolos podem ser eles mesmos, p-branas que compõem uma outra forma geométrica com quatro dimensões conhecida como Hipercubo.

Dimensões:Hipercubo.svg

Hipercubos

O físico inglês Stephen Hawking, em uma de suas teorias, defende que os buracos negros podem ser a intersecção de duas p-branas com outras dimensões do espaço e do tempo com possivelmente, um Hipercubo, em seu interior. Aqui na terra nós podemos mudar de coordenadas a qualquer momento, mas sempre estaremos presos ao tempo, que como uma flecha, se dirige invariavelmente, do passado para o futuro. Nas dimensões superiores, especula-se, que na dimensão temporal, você possa se deslocar para o passado e para o futuro, como nós nos deslocamos aqui no nosso mundo, nas 3 dimensões espaciais. Algumas teorias são abordadas no filme. A Teoria da Relatividade, quando Cooper viaja no tempo; a dos Buracos de Minhoca (ainda não provados), quando ele entra em uma região do espaço através do buraco de minhoca e surge em outro lugar do espaço; e a dos Buracos Negros.

buraco negro 3

 

Duvidas Científicas

Mas a comunidade científica tem algumas dúvidas. A saber: por que os astronautas viajaram até um buraco negro quando há milhões de estrelas com planetas que podem ser habitáveis perto de nós? Por que o buraco de minhoca está próximo a Saturno e não próximo à Terra? Planetas com ondas gigantescas (?) e nuvens de amônia congeladas nos céus (?), não podem ser mais seguros do que o planeta Marte, aqui ao nosso lado. Um planeta pode viver assim tão perto de um buraco negro? De onde vem a luz (como fonte de energia) tão necessária para que o planeta que orbita o buraco negro, seja habitável? A despeito de tudo isso, trata-se de um bom filme (trilha sonora, fotografia e efeitos especiais impecáveis!). Talvez um dos primeiros filmes que usa teorias científicas reais (realidade científica) em sua história (houveram outros, como por exemplo, Contato) ao invés de pura ficção científica. E como não podia deixar de ser, há também o lado emocional/choradeira presentes no filme ligados à idéia de que “só o amor constrói”, cujos protagonistas são o astronauta Cooper (McConaughey) com sua(s) filha(s) Murph (Mackenzie Foy e Jessica Chastain) e também de Cooper com a astronauta Dra. Brand. Cooper sabe que ao aceitar a missão, pode nunca mais voltar a ver seus filhos, para que em contra partida, possa salvar a população da Terra, que enfim se mostrou com características de animal devastador de seu ambiente. Uma poeira intensa, imprevisível e mortal que invade as casas das pessoas, que aliás, não se sabe sua origem (o filme não esclarece), funciona como um inequívoco sinal do fim dos tempos. O filme nos leva a uma reflexão sobre como estamos tratando a Terra, que é por enquanto, a nossa única morada. E também a um alerta para o que nos espera caso não consigamos resolver a máxima filosófica de Thomas Hobbes: “O Homem é o lobo do Homem”. Que Deus e os ETs nos ajude!

 

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