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12 horas no Chile: macroeconomia, educação e gente feia!

12 horas no Chile: macroeconomia, educação e gente feia!

Raiam Santos -

Já compartilhei lá na fanpage um hack que eu sempre faço na hora de viajar para o exterior:

Pegar vôos com conexões longas.

É verdade que eles são mais baratos… mas o benefício maior desse hack não tem nada a ver com o preço.

Tinha que ir para Los Angeles à trabalho e usei o Submarino Viagens procurar um vôozinho.

Minhas principais opções eram as seguintes:

GIG-LAX com escala de 2 horas em Miami pela American Airlines: US$400

GIG-LAX com escala de 3.5 horas em Atlanta pela Delta Airlines : US$419

GIG-LAX com escala de 12 horas em Santiago pela LAN Chile: US$379

A primeira vista, passar 12 horas dentro de um aeroporto para economizar 21 dólares não faz o mínimo de sentido.

Só que tem um pequeno detalhe que deixa essa última opção muito mais legal.

Quem disse que o cara precisa ficar dentro do aeroporto para esperar o vôo da noite?

Sim, senhor! Aquele itinerário pelo Chile era perfeito para mim: teria 12 horas para conhecer um país novo sem precisar gastar 800 reais num Rio-Santiago-Rio pela GOL.

Tudo bem que não dá para conhecer uma cidade inteira em metade de um dia mas eu não tô nem aí pra isso… sou um turista superficial mesmo!

Só de caminhar pelas ruas do centro da capital e observar o comportamento das pessoas já tá de bom tamanho pra mim.

Cheguei no aeroporto por volta das 11 da manhã e peguei um frescão que me deixaria a dois quarteirões do Palacio de la Moneda, sede oficial do governo chileno.

E as malas?

Por ser uma conexão internacional, eu só tocaria na minha mala quando chegasse em Los Angeles.

Tudo o que eu tinha comigo era minha mochila com meu caderno, meu laptop e uma muda de roupa.

Naquela tarde ensolarada de quarta feira, caminhei um total de 18km, terminei 2 audiobooks e cheguei às seguintes conclusões:

1- CADÊ MINHA CALCULADORA?

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A primeira coisa que eu notei ao botar o pé no país foi a porra do câmbio!

Vou explicar com exemplos das minhas últimas 5 viagens: EUA, Suíça, Holanda, Panamá e México.

Viu o preço nos EUA e quer passar pro real? Multiplica por 4!

Na Suíça, o franco é parelho com o dólar. Boom! Multiplica por 4 também.

Na época que eu fui à Holanda, o euro tava a R$5. Mais tranquilo ainda… multiplicar na taboada de 5 é moleza.

O Panamá não tem nem moeda direito. Lá é tudo em dólar e foda-se.

Quando eu fui ao México, 1 dólar custava 10 pesos mexicanos. Facinho de calcular.

No Chile, o buraco é mais embaixo.

Você vê o preço do negócio em pesos chilenos e tem que dividir tudo por 170!

Por causa do tempo que eu passei trabalhando no mercado financeiro, eu peguei o péssimo vício de jogar tudo no Excel e basicamente desaprendi a fazer conta de cabeça.

Fui fazer uma boquinha no centro e vi que o hamburguer custava 2.350 pesos.

Agora tenta dividir 2.350 por 170 aí de cabeça?

É brabo, cara!

Pelo menos pra mim, fazer conta de multiplicação é muito mais fácil. (Filho único não gosta de dividir, né?!).

Bom, a conclusão é que eu tive que recorrer a minha querida calculadora o dia inteiro naquela porra e a bateria do telefone acabou rapidinho.

2- ARMADILHA DE TURISTA

chile2

Essa não foi a primeira vez que eu fiz essa rataria de sair do aeroporto para aproveitar uma conexão de vôo para explorar uma cidade.

Ao longo dos anos, já tinha feito exatamente a mesma coisa em lugares como Istambul, Amsterdam, Paris, Frankfurt e Madrid. Até escrevi sobre essa experiência de Madrid num guest-post para o site Viajando por Esporte do comentarista Paulo Mancha.

Em todos os casos acima, o roteiro era basicamente o mesmo: pegar o ônibus do aeroporto para o centro da cidade e de lá comprar o ticket do “hop-on hop-off” turístico vermelhinho.

Me amarro nesses ônibus turísticos porque eles passam em frente a basicamente tudo o que presta dentro de uma cidade.

Gostou da Catedral e quer visitá-la por dentro? É só sair do ônibus, entrar nela e pegar outro ônibus 20 minutos depois naquele mesmo ponto sem pagar nada a mais.

E na frente de cada banco ainda tem um guia estilo-audiobook que vai contando a história da cidade e dos pontos turísticos à medida que o ônibus vai circulando.

Só que o hop-on-hop-off de Santiago tinha uma parada mais bizarra do que seus amigos europeus.

O passe custava 22.000 pesos.

A taxa de câmbio CLP/USD está em 676. Pega um e divide pelo outro.

Bom, 32 dólares pelo ônibus de turismo é um preço comparável às grandes cidades do mundo.

Só que é o seguinte: eu havia pago 1.600 pesos pelo trajeto aeroporto-centro num ônibus de luxo.

Como é que o ônibus turístico vermelhinho custa 14 vezes mais caro do que o frescão do aeroporto?

Saquei! Pra fuder com o gringo mongolão que calcula tudo em dólar!

Pega o exemplo de Barcelona.

O hop-on-hop-off lá custa 32 euros. O frescão do aeroporto El-Prat até o centro custa 6 euros.

Agora divide um pelo outro: o ônibus turístico de Barcelona é apenas 5.3x mais caro que o frescão.

5.3x versus 14x? Tem alguma coisa erra nisso aí!

Economista é foda! Apesar de ter dinheiro sobrando, eu resolvi boicotar a porra do ônibus vermelho e fui fazer meu próprio trajeto.

3- PAÍS UNIVERSITÁRIO

chile3

O Chile é um país mega-universitário.

Essa nem precisa viajar de avião para perceber.

Quem manja de Copa Libertadores sabe muito bem que a maior rivalidade do futebol profissional chileno é entre a UNIVERSIDAD CATÓLICA e a UNIVERSIDAD DE CHILE.

Assim como nos Estados Unidos, o torcedor cria uma identificação com a universidade através do time esportivo que representa a instituição. A diferença é que na NCAA americana os atletas não recebem um tostão para jogar.

Cara, você vai caminhando pelo centro de Santiago e parece que tem uma universidade em cada esquina.

Só nas primeiras duas horas na cidade, eu contei 5 grandes: Universidade Católica, Universidad de Chile, Universidad de Santiago de Chile, Universidad Metropolitana, Universidad Tecnológica.

E isso sem falar nas centenas e centenas de propagandas para universidades privadas “de esquina” estilo as nossas Estácio e UNIP.

Fui correr atrás de estatísticas para provar esse meu ponto de que o Chile é um país bem educado e dei de cara com esse relatório da OCDE. Segura aí:

28% dos cidadãos da Europa desenvolvida entre 18-65 anos têm diploma universitário.

No Brasil, esse número está em míseros 11%.

E no Chile? 24%!

Caralho, isso é mais que o dobro do Brasil!

Tudo bem que é muito mais fácil educar um país de 17 milhões de pessoas. Mas ficou bem na cara que os chilenos realmente priorizam a educação.

 

4- PATENTE ALTA, BIGODE GROSSO

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Toda vez que meu pai me via reclamando da vida, ele vinha com o mesmo papo:

“Raiam, sabe com quantos anos eu fiz minha primeira viagem internacional? Com 21, cara! Pára de reclamar de barriga cheia”

Minha primeira viagem internacional aconteceu aos 2 anos de idade quando fui pra Tokyo num avião da Varig pilotado pelo meu próprio coroa.

Hoje em dia, minha vida está maravilhosa e você raramente vai me ver reclamando.

Mas eu tenho um passado meio ingrato e meu pai sempre me jogou essa na cara em resposta às minhas freqüentes recaídas.

Pra onde foi a primeira viagem internacional do meu pai? Pro Chile.

Meu pai era crânio da Academia da Força Aérea e todo ano a aeronáutica levava seus melhores alunos em viagens internacionais para visitar bases aéreas e conhecer as forças armadas de países amigos.

Ele me contou que naquela época TODO MUNDO PAGAVA PAU PRA MILITAR NO CHILE!

Não é por menos. No ano de 1982, quem mandava no Chile era o militar Pinochet!

Ele e seus parças pilotos andavam pela rua de farda e as pessoas olhavam como se eles fossem jogadores de futebol do Barcelona. Na balada então, nem se fala.

Hoje não é tão exagerado assim mas eu notei que o respeito ao militar continuou no DNA do chileno.

De todos os países que eu fui, só os Estados Unidos levam os militares (alta e baixa batente) mais a sério que o Chile.

5- NAÇÃO SEDAN

corolla1

Uma das primeiras impressões que tive logo na estrada que liga o aeroporto Arturo Merino Benitez ao centro da cidade foi a composição dos carros.

Não me pergunte por que mas eu sou tarado em Toyota Corolla.

Nunca fiz questão de ter carro, sou fã #1 do Uber mas qualquer dia desse eu acabo na concessionária comprando um Corolla só para matar o tesão.

Eu fiquei impressionado na quantidade de Toyota Corollas e carros parecidos de outras marcas asiáticas como Honda e Hyundai que eu vi pela rua em Santiago.

E tudo novinho novinho! Parecia que eu tava numa freeway dos Estados Unidos.

Tipo, fiquei com inveja branca do Chile inteiro.

Como é que todo mundo tem carro novo e bom? Simples, a economia é mais aberta e os impostos são bem menores do que aqui no Brasil!

E isso me leva à próxima observação macroeconômica…

6- O TESTE DA PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO

COSTANERA CENTER - EDIFICIO - CENTRO COMERCIAL - MALL - VISTA - INTERIOR - PUBLICO - COMUNA - PROVIDENCIA - PAG024

Quer medir o grau de abertura de uma economia latino americana?

Vai na praça de alimentação do principal shopping da cidade e conta quantas redes americanas você vê.

A primeira vez que apliquei esse teste foi quando fui jogar com a Seleção Brasileira de futebol americano lá no Panamá.

Fiquei abismado com a quantidade de fast-foods e restaurantes americanos ao redor da cidade. Se tiver tempo, dá uma olhada na análise macroeconômica daquela viagem em:

Panamá 1 – A Dubai das Américas

Panamá 2 – Made in China

Panamá 3 – Carimbo de País Pobre

No Chile, a reação foi bem parecida.

Antes de voltar para o aeroporto, fui dar um rolé no Costanera Center, o prédio mais alto de toda América Latina.

Na parte debaixo, tem um shopping bem top do nível do Shopping Leblon (Rio) e JK Iguatemi (São Paulo).

Só na praça de alimentação do shopping Costanera Center, eu contei raridades americanas como Johnny Rockets, Popeye’s Chicken, Taco Bell, Tony Roma’s, Applebee’s, Jimmy John’s e Cinnabon além dos tradicionais McDonald’s, Burger King e Subway.

Agora vai numa praça de alimentação de países como México, Uruguai, Argentina e o próprio Brasil?

Só vai ter os últimos três ali e olhe lá.

O que o Chile e o Panamá têm em comum? Ambas são economias voltadas para o mundo.

Os líderes de ambos países sabem que, se colocarem taxas protecionistas à la Dilma, eles não sobreviverão muito tempo.

Viva o livre comércio!

O Brasil pode se dar ao luxo de se isolar com aquela infinidade de impostos porque tem um mercado consumidor interno bem robusto.

O Chile é país pequeno, cara.

Se eles não abrirem as fronteiras, eles vão viver de quê?

Não sei se você lembra mas resenhei o livro STARTUP NATION sobre o milagre econômico de Israel aqui no blog há um tempão atrás. (Alerta de linguagem ofensiva… naquela época o MundoRaiam era muito mais palavrento do que hoje em dia)

Israel saiu do buraco exatamente quando se transformou em uma “economia de mundo” como o Chile e o Panamá.

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7- GENÉTICA DESFAVORÁVEL

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Antes de virar o cara disciplinado e centrado que sou hoje, eu tive meus tempos de vagabundo.

Quando eu tava na faculdade, eu realmente não queria porra nenhuma da vida.

Para você ter uma ideia, meu maior objetivo de vida na época de UPenn era pegar mulher do maior número de países diferentes.

Por causa desse objetivo aí, eu tinha até uma planilha no Excel onde eu rankeava os países com as mulheres mais atraentes do mundo.

Calma que a base de dados não foi alimentada pela Sports Illustrated e nem pela ferramenta de busca do xvideos não!

Minha universidade era uma das mais heterogêneas de todo Estados Unidos e tinha gente de uns 80 países diferentes.

Fora isso, eu era basicamente remunerado para viajar pra Europa nas férias e fazer intercâmbio então deu pra conhecer muita gente de muitos lugares diferentes.

EU

No topo da lista de beleza estavam países como Israel, Suécia, Turquia, Irã e Colômbia.

Não me lembro muito da composição do resto do ranking mas uma coisa eu nunca esquecerei: o último colocado era o Chile!

Tudo bem que minha amostragem era bem pequena mas, das 10 pessoas chilenas que eu conhecia, todos 10 eram feios de doer.

Tamo junto, Valdívia!

valdivia

Aí veio a Copa do Mundo de 2014 e aterrissou um monte de chileno no Rio.

Um mais feio que o outro! Putz, não é possível…

A visita de 12 horas a Santiago comprovou aquela minha hipótese levantada através daquele humilde ranking de Excel: nunca vi tanta gente feia por quilômetro quadrado em toda minha vida. 

Não me contentei com aquela informação e resolvi mandar mensagem pra um camarada meu chileno (feio pra caramba, por sinal) e perguntei a ele onde era o bairro mais chiquezinho e com mais gente bonita e bem-cuidada de Santiago.

É claro que eu não tava na pilha de sair pra balada nem de chegar em alguém… meu vôo pra Los Angeles era dali a algumas horas.

Só queria uma versão chilena do Leblon ou do Itaim Bibi para saber se o “bonito” do Chile era realmente feio.

A hipótese foi confirmada mais uma vez! Nem as hostesses dos restaurantes chiques do Costanera Center se salvaram.

8- TÁ FRIO AÍ EM CIMA?

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Meu pai é mó negãozão de 1,90m e eu tinha plena certeza que iria ultrapassá-lo em altura.

As coisas não deram tão certo assim e acabei ficando com 1,80m, a exata média aritmética entre a altura do meu pai e da minha mãe.

1,80 não é baixo mas também não é alto, né?

E se eu te falar que eu me senti um mega gorilão andando nas ruas do Chile?

Papo reto de que eu era pelo menos 1 cabeça inteira mais alto que a grande maioria das pessoas.

Daí lembrei da Copa do Mundo de novo.

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Na Copa de 2014, o Chile era a seleção com a menor média de altura entre as 32 equipes que vieram ao Brasil.

Os comentaristas sempre cornetavam a altura dos zagueiros chilenos para ilustrar a vulnerabilidade do time deles na bola aérea.

Não era por menos. Se liga na altura da zaga do Chile:

Eugenio Mena: 1,74
Mauricio Isla: 1,77
Gary Medel: 1,71
Gonzalo Jara: 1,77

Isso é baixo! Para você que não entende de futebol, aqui vai a zaga da Alemanha campeã do mundo:

Benedikt Howedes: 1,87
Mats Hummels: 1,92
Shkodran Mustafi: 1,84
Jerome Boateng: 1,92

Por que eles são baixos?

Depois pesquisa sobre como eram as condições de saúde, moradia e alimentação no Chile da Era Pinochet!

Se você manja do espanhol, toma um artigo legal do La Tercera mostrando que a população chilena realmente está crescendo em altura comparada às gerações anteriores que cresceram durante a ditadura.

9- PAÍS EUROPEU

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A maior conclusão de todas que eu tirei durante aquelas 12 horas de caminhada por Santiago foi bem simples: o Chile é um país desenvolvido.

Em termos absolutos, a economia do Brasil é 9 vezes maior do que a deles.

Cheguei a essa conclusão pegando os 2.3 trilhões de dólares do PIB nominal do Brasil e dividindo pelos 258 bilhões de dólares do PIB do Chile (tirei tudo do TradingEconomics).

Somos 9 vezes mais ricos que o Chile?

Claro que não! É muito amador comparar países olhando apenas o PIB absoluto. Afinal, o Brasil tem muito mais área e muito mais gente do que o Chile.

Na minha humilde opinião, a melhor métrica de todas seria o PIB per Capita. Então toma aí!

Chile: US$ 14.477
Brasil: US$ 11.604

Sim senhores, em termos relativos, somos 24% mais pobres que os chilenos!

Eu cheguei lá esperando encontrar um país meio fudido pela crise.

A crise que bate aqui é parecida com a que bate lá, né?

Assim com o Brasil, o Chile é um país altamente dependente da exportação de commodities e sofre com qualquer desacelaração do mercado chinês, principalmente quando o assunto é construção civil lá pela Ásia.

Eles são picas em cobre, em zinco, em níquel e também têm um pouquinho de minério.

Depois pega o preço dessas commodities no Bloomberg e você vai ver que elas perderam tipo 80% do valor desde o ápice do boom das commodities.

Mas cara… vou te falar que não vi crise não.

Pelo menos não nas 12 horas que passei rodando 18 quilômetros em Santiago.

E outra: Santiago me lembrou uma capital européia.

Os menus executivos eram basicamente os mesmos dos restaurantes que eu ia lá em Barcelona.

Os prédios comerciais eram bem modernos e parecidos com os de Canary Wharf em Londres.

O transporte público funciona muito bem e cobre a cidade inteira assim como em Paris.

A infraestrutura é bem moderna e as estradas lisinhas assim como em Madrid.

E ainda tinha uma vista maravilhosa dos “alpes” que nem na Suíça.

Não vi mendigos nem menores abandonados nas ruas e nem aquele trânsito caótico de cidades genuinamente latino americanas como Cidade do México, Bogotá e São Paulo.

Fui procurar estatísticas para reforçar esse meu argumento de que o Chile é um país desenvolvido e caí no ranking de índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas.

A ONU qualifica os países com o IDH maior que 0.800 como “very high human development”.

Adivinha qual era o único país da América Latina a entrar para esse seleto clube?

Fregueses só no futebol e na beleza!

Brincadeiras a parte, a gente tem muito aprender com nossos amigos feiosos do outro lado dos Andes.

Tá valendo a visita! Grande abraço!

~Raiam


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Tenho um livro inteiro com histórias de viagens bem mais loucas que essa. Se você se amarrou na pegada desse post, você não vai se arrepender se pagar 10 contos no meu segundo livro TURISMO OUSADIA: COMO CONQUISTAR O MUNDO AINDA JOVEM.

 

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