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A guerra dos pelados

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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

De 1912 a 1916 o Estado de Santa Catarina sofreu a Guerra do Contestado, conflito armado que opôs, de um lado, posseiros e pequenos produtores rurais, e de outro militares federais e estaduais. Nenhum dos contendores tinha muita razão; como nossos problemas sócio-econômicos são os mesmos desde sempre, a causa do rolo todo foi a propriedade sobre uma faixa de terra de 30 quilômetros, disputada entre agricultores e autoridades que desapropriaram a área para a construção de uma ferrovia. Os camponeses revoltosos acabaram dominados pelo fanatismo religioso, através de figuras messiânicas como um tal “monge” José Maria, fato que desviou o foco do conflito para algo ainda pior; tornou-se uma espécie de guerra santa, uma “Canudos do Sul”. Resultado: Oito mil mortos por nada, a não ser insanidade coletiva e a demência ainda maior dos líderes.

Um dos episódios mais marcantes do Contestado foi a batalha denominada “guerra dos pelados” em 1913, na qual os revoltosos, entrincheirados, resolveram raspar as cabeças e resistir às tropas. Os carecas deixaram sua marca no triste conflito.

Karl Marx disse que a História se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. Se é que ele tinha razão (nunca a teve em toda a sua vida), no Brasil a História se repete como novela.

Nossa nova guerra dos “pelados” rendeu muitos lances dramáticos e milhões de pitacos, inerentes à fase internética do ser humano bigbrótico: Trata-se do embate entre os carecas Daniel Silveira, o deputado doidaço, adepto do mato-capo-arrebento-aleijo, boquirroto e valentão e seu adversário Alexandre de Moraes, ministro do STF que rasgou boa parte do que escreveu em suas próprias obras e perverteu as mais básicas regras do Direito brasileiro. Dois sem-razão, ao estilo Contestado, e ambos movidos pela mesma insanidade coletiva, luta inglória pelo poder e até mesmo um fanatismo que ainda não é religioso. Ainda.

De um lado, o deputado, todo machão, briguento, mais grosso que papel de embrulhar prego, malandramente blindado pelo uso pervertido das garantias parlamentares de inviolabilidade de opinião; de outro, uma espécie de xerife plenipotenciário que se acha no direito de ser ao mesmo tempo vítima, investigador, acusador e juiz. Se der, carrasco também. Cada um dos pelados tem a seu favor (se é que dá pra chamar assim) vários de seus pares a medir força entre os poderes judiciário e legislativo. Não faltam figuras messiânicas nas duas trincheiras, seguidas com fanatismo indisfarçado por alguns de seus apoiadores, seja por interesse ou por falta de psiquiatra mesmo.

É muito provável que o conflito contemporâneo seja bem menos prolífico em perdas humanas do que seu paralelo há mais de 100 anos, mas o prejuízo moral há de ser muito maior, e absolutamente irreparável, irrecuperável. Os combates já começaram. Pelo menos essa guerra dá pra acompanhar pela internet.

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