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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

Devidamente guardado pelo resto de sua criminosa vida na inexpugnável prisão de Oristano, localizada na ilha da Sardenha, o terrorista de extrema-esquerda Cesare Battisti finalmente está cumprindo pena pelos seus crimes pavorosos. Bandido profissional sob o manto de ”defensor” de alguma coisa difusa que todo comuna alega vagamente, esse monstro matou covardemente 4 pessoas e aleijou um adolescente. O assassino era “militante” dos Proletários Armados Pelo Comunismo, organização terrorista cujo nome explica muito bem sua função criminosa nos anos 70. Conseguiu fugir da Itália, palco das atrocidades, para a guarida do governo de François Mitterrand, o bobão francês. Quando este bateu as botas Louboutin de comunista milionário, Battisti também bateu… asas, sempre às custas da esquerda internacional, olha só que coisa meiga. Acabou no Brasil, sempre fugindo da justiça com documentos falsos (que sujeito sem imaginação, né, Olga Benário?) plenamente ciente que Lula e sua turma, então no poder, fariam de tudo para elevá-lo à qualidade de herói mundial, cobrindo-o de carinho e dinheiro. Trotskista de butique sabe muito bem cuidar dos seus. Bom, o resto da novela todo mundo conhece.

Mas resta inexplicada grande parte da trajetória do terrorista no Brasil e na malfadada fuga para a Bolívia. Quem o amparava financeiramente? Quem pagava seus advogados? Qual o botão do poder acionado para movimentar todo o corrupto governo Lula para brindá-lo com o status de “refugiado político” (!), e ao mesmo tempo tachar a rica e culta Itália, uma democracia tão antiga quanto amiga, de ditadura sanguinária abrigando um judiciário mefistofelicamente desonesto? Qual a razão de tanto empenho para proteger um bandido a qualquer custo, criando até uma crise diplomática? Mistérios que só o maoísmo de fachada poderia explicar.

Quem pagou pela casa que habitava? E suas constantes viagens? E os dólares e euros apreendidos em sua posse? Foram um presente? De quem? Não adianta a alegação de que os livrecos escritos por ele renderam o suficiente para isso; não passa de uma chicana para fazer crer aos tolos que ele era um trabalhador honesto. Haja cara de pau.

Há outro fato no caso, tão misterioso quanto curioso: Toda a lulada apostava num outro porto seguro para Battisti, sabendo que Bolsonaro não ia facilitar as coisas para o terrorista. O alvo agora era a Bolívia, comandada pelo camarada Evo Morales, que tantas vezes chamou Lula de “irmão”, que por sua vez financiou o inocente plantio de folhas de coca com dinheiro a fundo perdido do BNDES, mesmo depois de termos a Petrobrás de lá ocupada por soldados e encampada pelos jagunços de Morales em 2006; inesquecível sua ameaça de invadir militarmente o Brasil caso Dilminha fosse impichada. Por um desses sarcasmos da História, o tão amado terrorista foi entregue à justiça italiana justamente por Morales, que parece ter entendido que essa brincadeira infantil de servir ao marxismo cumpanhêro não leva a nada. Não por acaso, dias antes havia chamado Bolsonaro de irmão(!!), causando uma parada cardíaca nos fanáticos de sempre. Fica a questão: Morales traiu seu bando bolivariano/lulista por simples pragmatismo? Qual a razão de tantos afagos ao antigo inimigo “fascista-nazista-extrema-direita” que hoje é presidente do Brasil? Por quais motivos Battisti foi entregue pela Bolívia diretamente à Itália, sem pedido formal de extradição entre esses países? Como é que Evo caçou e prendeu Battisti em tão pouco tempo? A situação é tão nebulosa quanto os discursos de Dilma. Bom, pensando bem, nem tanto. Mas que a coisa toda é estranha… ah, isso é.

E agora, Lênin, múmia derretida? E agora, Trotski, seu picareta (no bom e no mau sentido)? O ditador venezuelano Nicolás Maduro, lulistas e demais membros do clã alegarão que Evo Morales é um ultradireitista a serviço da CIA e do departamento de Estado americano? Que se vendeu ao imperialismo e ao capital internacional? Que é apenas um traidor aproveitando-se da situação, como acusaram Antônio Palocci e Hélio Bicudo? Ou vão se fazer de bobos, fingindo que nada aconteceu pra não diminuir ainda mais uma já minguada turminha de aproveitadores internacionais, carpideiras de Fidel? Pior: A própria esquerda italiana repudia Battisti e também o considera um monstro, aplaudindo sua prisão. Mas isso é um detalhe insípido para as pujantes comunidades do contra-tudo-e-todos-que-estão-aí.

Agora só falta Gleisi Hoffman organizar uma caravana com o MST para ficar na porta do presídio que abriga Battisti, gritando todas as manhãs “Buongiorno, compagno Cesare!”

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