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Aprender a ler

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Gustavo Bertoche - É preciso lançar pontes. -

Desde 2013 ensino a disciplina “Metodologia da Pesquisa” numa universidade. A primeira lição da minha matéria sempre é: aprender a ler.

Isso pode parecer infantil, mas conheço pessoas com mestrado e doutorado, conheço professores e jornalistas, que lêem muito mal.

Há diferentes técnicas de leitura de um texto dissertativo: a leitura “skimming”, perpendicular, rápida, em que somente se apreende o objeto geral do texto; a leitura tipo “scanning”, também rápida, em que não se entende nada do texto, mas se busca, com atenção, termos ou expressões-chave; a leitura de compreensão, em que se busca efetivamente apreender a tese e os argumentos do texto; a leitura analítica, em que se busca obter as referências do autor e os seus passos lógicos; e a leitura crítica, em que se procura pelas falhas argumentativas, contradições, erros conceituais, equívocos nas referências a outros autores.

* * *

Vamos ficar só na leitura de compreensão, que é a base da leitura analítica e da leitura crítica. Há algumas regras básicas para a compreensão de um texto dissertativo.

Em primeiro lugar, a compreensão de um texto supõe a boa-vontade. É preciso ler um texto com o firme propósito de entendê-lo. Se algo parece fora de lugar, é preciso anotar a dúvida e esperar – pois talvez tudo se esclareça à frente.

Em segundo lugar, é preciso descobrir a tese do texto. Encontramos a tese ao condensarmos ao máximo as idéias defendidas pelo seu autor. A tese de um texto de rede social, por exemplo, é uma frase – explícita ou implícita – que resume toda a postagem. A partir da identificação da tese, é necessário distingui-la dos argumentos. A tese é a idéia que os argumentos sustentam; os argumentos são as justificativas da tese.

Finalmente, é preciso reconhecer que é possível que o autor saiba mais do que nós sobre o assunto a respeito do qual ELE decidiu escrever. Devemos encarar um texto com humildade. Se há algo muito estranho, devemos antes de tudo nos perguntar: será que ele está simplesmente tratando de um assunto que eu não conheço, ou sob uma perspectiva que ignoro?

* * *

Enfim: a cada regra virtuosa acima exposta corresponde um vício intelectual.

O primeiro vício é a má-vontade prévia. Antes mesmo de terminar a leitura, o sujeito já julga que o texto “está errado”. Ele não lê para compreender, não lê para absorver novas perspectivas: ele lê para discordar. É um leitor infantil, que ainda não percebeu que a má-vontade intelectual é marca inequívoca do intelecto obtuso.

O segundo vício é o da confusão entre a tese e os argumentos, o que ocorre quando o leitor não consegue identificar a tese central do texto. O sujeito critica um dos argumentos e julga ter refutado o texto inteiro. Na verdade, esse leitor ainda não entendeu a lógica que rege a argumentação. Ele lê mal porque pensa mal.

E o terceiro vício é o da ignorância orgulhosa: “se eu nunca ouvi falar disso, evidentemente isso não existe”. Esse tipo de leitor ilustra perfeitamente a síndrome de Dunning-Kruger: a sua soberba é diretamente proporcional à sua ignorância – e quanto mais ignorante, mais cheio de opiniões ele é.

* * *

Esses três vícios intelectuais, infelizmente, são lugar-comum nas redes sociais. Eu suspeito que o maior culpado por isso seja o nosso currículo escolar – um currículo que, além de estupidamente extenso, é também isolado das necessidades da vida social e espiritual. Isto é: as crianças e os adolescentes passam ao menos cinco horas diárias na escola por quinze anos, mas não existe tempo, na carga horária repleta de atividades, para o aprendizado suave e o treino permanente dos métodos de leitura.

Em suma: saímos da escola devidamente alfabetizados, mas imperfeitamente letrados. Lemos um texto, mas temos muita dificuldade em interpretá-lo.

E estejam certos, amigos, de que a pessoa que não sabe interpretar um texto não sabe interpretar o mundo.

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