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Fernando Lopes - Iscas Politicrônicas -

O britânico Charles Cunningham entrou pra História de um jeito muito diferente. Em 1880, foi à Irlanda dirigir os negócios de um grande proprietário de terras local. Acabou entrando em desavenças com os arrendatários, ao exigir deles um aluguel muito maior do que poderiam pagar. Em represália, os agricultores passaram a ignorar Charles; ninguém o cumprimentava, não sentavam perto dele na igreja, ninguém o atendia nas lojas e bares. A manobra deu certo, e no final daquele ano Charles deixou a Irlanda, totalmente desmoralizado. Foi o primeiro boicote da História. O último sobrenome de Charles Cunningham era Boycott e não, não é nenhuma coincidência.

Os irlandeses boicotaram Boycott, e conseguiram os aluguéis justos que pleiteavam. Seu sobrenome virou sinônimo de ignorar (ou evitar) algo ou alguém como forma de alcançar um outro fim determinado. Pena que essa palavra (e ato) tão importante virou forma de expor estupidez inimaginável. Há uns anos, por exemplo, a lulada comandou intenso boicote à rede de lanchonetes McDonald’s como forma de “castigo” aos Estados Unidos. Pelamor. O gigante do Norte obviamente não sentiu e nem ao menos soube dessa babaquice, mas o engenhosíssimo e infalível plano bolado pelos Dicks Vigaristas da quadrilha lulista resultou num enorme prejuízo à rede em geral, atingindo diretamente os muitos funcionários brasileiros, empregadores, fornecedores, e todos os indiretamente ligados à rede, que fatura milhões em impostos e gera um número relevante de empregos, diretos ou não. Pois é.

Paulo Coelho, o famoso escritor brasileiro radicado na Suíça há 15 anos, também não entendeu como funciona um boicote. Reeditou a barbaridade da lulada; em recente tuitada, no dia 13 de setembro, convocou o mundo todo a boicotar produtos brasileiros como forma de derrubar Bolsonaro do governo. Repetindo: Ele pediu que o mundo inteiro recuse nossos produtos de exportação porque ele não gosta de Bolsonaro nem de evangélicos. Que gênio, taspariu.

Não se trata de gostar ou não do presidente do Brasil ou dos “talibãs cristãos”, como ele classifica os religiosos. Trata-se, isso sim, de odiar ou não seu próprio País, seu próprio povo. Ou o autodenominado “mago” acha mesmo que apoiar a jumentíssima ideia de boicote geral ao Brasil vai atingir diretamente o presidente ou líderes religiosos que Coelho detesta? Não dá pra notar, nem esforçando-se muito pra usar o cérebro que deve existir entre suas vistosas orelhas, que essa demência jeca atinge como um terremoto o povo brasileiro?

Não dá mesmo pra imaginar que o tal boicote genérico a nossos produtos de exportação vai atingir o cacaueiro da Bahia, o agricultor do Rio Grande do Sul, o despachante do Paraná, o artista cearense, o industriário de São Paulo, o comerciante de mineiro? Não compreende, caso seu chamado imbecil à luta contra produtos brasileiros alcance algum grau de sucesso e as nossas exportações desabem diante dos portões fechados no exterior, que a queda na arrecadação de impostos vai atingir o peito dos doentes do SUS, dos aposentados do INSS, das crianças nas escolas? É difícil entender isso, ainda mais para um sujeito que é o maior vendedor de livros do mundo? Que se jacta de conseguir fazer ventar e chover?

Paulo Coelho alcançou fama e fortuna mundiais escrevendo muito sobre o nada. Nunca demonstrou muito conhecimento do mundo real, só do metafísico – e provavelmente nunca ouviu falar do Boycott original. Da mesma forma , também não deve conhecer a história do coronel William Lynch (1742-1820) que não demonstrava lá muito amor por seus prisioneiros pró-britânicos durante a longa guerra de libertação dos EUA. De seu sobrenome e da “Lei de Lynch” (assim era denominada sua violência gratuita) resultou o vocábulo “linchar”, significando maltratar um desafeto ou alguém que discorde de você, tomando a justiça pelas próprias mãos. Típico de quem se imagina melhor que os outros, crendo ter o poder divino de destruir os outros.

Pois é. Paulo Coelho, querendo linchar Bolsonaro e outros que o desagradam, congregou milhões de pessoas a lincharem todos os brasileiros. Apagou o tweet algumas horas depois, porém a demonstração de desrespeito, de desprezo absoluto em relação ao sofrido povo em nome de “sua” justiça é muito reveladora. Será que não entende? Não percebe o alcance de suas palavras como o maior vendedor de livros do planeta? Raciocinar é tão complicado assim?

Ele provavelmente não se retratará, nem pedirá desculpas; resta fingir demência e continuar alegando que é mago de verdade e faz ventar, chover, nevar…

Será que ele acharia justo um boicote a seus livros, mesmo sendo um bilionário?

 

 

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